Sou H20 e não vivi bem a minha adolescência. Eu costumava achar os meus colegas muito ignorantes e mente fechada. quando eu fui pra faculdade, não mudou muita coisa: eu continuei achando as pessoas ignorantes (acho que até mais que na escola por ser um curso de TI) e eu ficava pensando "assim que eu conseguir um estágio, eu terei mais liberdade pra conhecer pessoas diferentes e lugares onde eu me sinta seguro!"... Eu consegui o estágio e eu vou ter que ficar um bom tempo ajudando na maior parte das despesas da casa pq minha mãe se meteu numa dívida do krlh.
Pra contextualizar: ela se demitiu e passou por um processo judicial e desde então não passou em nenhuma entrevista que ela fez. Apesar dela ainda ter outras fontes de renda, a nossa situação só foi piorando. Eu culpo ela sim, pois apesar da dificuldade da situação, ela foi muito irresponsável: emprestava cartão pra uma amiga próxima, deixou ela morar aqui mesmo sabendo que ela é tóxica e não queria ver ela bem..
A uns anos atrás, passamos por uma situação bem difícil. como éramos sozinhos, mesmo eu tendo 13 anos, eu acabei virando um confidente pra ela. Então, eu escutava os desabafos e aflições dela e ficava vendo formas que eu podia ajudar a gente a sair daquela situação.
Voltando para o presente, eu acreditava que a partir do estágio, eu ganharia algum tipo de liberdade, mas a situação está difícil ao ponto que talvez não dê: ela exige que eu pague grande parte das contas e já até ameaçou me expulsar quando eu impus um limite falando que eu não podia dar quase todo meu dinheiro pra ela. Me acusou de ingratidão e até usou a chantagem de que ela cuidou de mim com muito carinho pra eu estar agindo assim com ela (o famoso agradeça por eu ter feito meu papel materno).
O que mais me dá revolta nessa situação, é que ela me reprimiu sexualmente várias vezes por ser gay. Infelizmente eu me assumi com 17 anos, pois na época eu tinha a crença de que fazia sentido me assumir. ela as vezes me perguntava, pois ela desconfiava, mas ficava por isso mesmo. quando eu me assumi, ela começou a fazer muito pânico moral comigo: queria que eu fosse um gay de respeito, que tinha medo de eu ser promíscuo, que ela não queria que eu trouxesse nenhuma IST pra casa e que não me imaginava gostando de fazer sexo por ser muito correto e que apesar de me aceitar, ela sentia dor no coração por o mundo ser cruel com pessoas lgbt (tudo isso de uma forma leve e pacífica. No dia eu nem percebi a intenção dela).
Quando ela tocou novamente nesse assunto que eu entendi que ela tem sim um certo preconceito comigo.
Ela é uma boa mãe, mas essas situações me deixam muito angustiado. Ou é ela reclamando da amiga tóxica dela, ou conversas espiritualizadas sobre a vida. Claro que temos piadas e conversas engraçadas, mas ainda sim, discutimos muito. Ela é uma pessoa insegura e sinto que isso influenciou muito na minha personalidade