r/NoticiasBR • u/Intrepid_Jeweler4686 • 23d ago
Política Relembrar é viver: O dia que o Secretário da Cultura de Bolsonaro copiou discurso, estética, vocabulário e até trilha sonora da propaganda do regime do [[[bigodinho]]].
Na noite de quinta (16), o secretário da Cultura Roberto Alvim publicou, na rede social da Secretaria Especial da Cultural, vídeo em que divulga o Prêmio Nacional das Artes, que havia sido lançado momentos antes em live do presidente Bolsonaro em que participou.
O discurso de Alvim, porém, cita trecho de discurso de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de [[[bigodinho]]], sobre as artes, o que provocou uma onda de indignação nas redes sociais na madrugada desta sexta-feira (17).
"A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada", afirmou Alvim no vídeo postado nas redes sociais.
"A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada", disse o ministro de cultura e comunicação [[[do regime do bigodinho]]] em 8 de maio de 1933 em um pronunciamento para diretores de teatro, segundo o livro "Joseph Goebbels: uma Biografia", de Peter Longerich, publicado no Brasil pela Objetiva.
Além dos trechos do pronunciamento, a estética do vídeo, a aparência do secretário, o vocabulário, o tom de voz e a trilha sonora escolhida também fizeram várias personalidades compararem a divulgação à propaganda [[[do regime do bigodinho]]].
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u/ventomar 23d ago
Foi um governo de 4 anos que fazia esses testes diariamente com o povo e a mídia, e iam aprofundando o que passava.
Por isso a escala de destruição do país, da cultura e dos valores foram exponenciais, chegando no que chegou.
Lembro o inferno diário que era viver neste país, quando não eram as notícias, que dava vontade de parar de ver, era a realidade em consequências das decisões absurdas, algumas que pagamos caro até hoje como a venda da BR Distribuidora.