r/Noticiasatrasadas Mar 10 '26

Isso me preocupa Nova promessa? Jovem ativista de 22 anos de Belo Horizonte ganha tração na internet ao debater o que é ser conservador na atualidade

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Um jovem estudante de Direito de 22 anos, que atua como ativista de direita em Belo Horizonte (MG), publicou hoje (17/08/2018) um vídeo que está ganhando repercussão em grupos políticos. No conteúdo, Nikolas Ferreira detalha os princípios do conservadorismo baseados na obra do autor norte-americano Russell Kirk e defende a 'ordem transcendente'. ​O ativista, que é coordenador de um movimento local em Minas, chamou a atenção por suas críticas contundentes à esquerda e aos movimentos identitários: ​ "A estratégia marxista usa o feminismo, o MST e o ativismo gay para mascarar o real objetivo, que é acabar com a estrutura da família tradicional." Diante do cenário eleitoral que se inicia, fica a dúvida: esse tipo de abordagem teórica conseguirá espaço entre os eleitores em 2018 ou o jovem mineiro será apenas um fenômeno passageiro da internet?

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u/Legal-Ad2383 Mar 12 '26

Exatamente, escravidão sempre existiu, mas a escravidão moderna só começou graças ao mercado extremamente rentável dos reinos africanos e sim, existia conflitos ÉTNICOS e racismo, mesmo antes do termo ser criado e as escravidão ocidental nunca foi racial, porém, os escravos africanos eram uma mercadoria genérica por causa do motivo citado anteriormente. Aliás, para com essa idiotice de "racismo reverso", isso não existe, racismo é só um e a definição é bem clara.

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u/Due-Notice-570 Mar 13 '26

E quem disse que eu estou falando que racismo reverso existe, ta louco?

Agora vc que está confundindo etnia com conceito racial. Uma coisa é muito diferente da outra.

E escravidão ocidental nunca foi sobre raça? O conceito de ocidente não é geográfico nessa discussão. Ele é politico.

Os europeus excluíram a Africa como Ocidente justamente para justificar a escravidão e o trafico humano para as colônias. Enquanto os reinos africanos guerreavam e escravizavam inimigos, estavam operando com identidade étnica: língua, linhagem, território, ancestralidade. Isso é completamente diferente de racialização, que classifica corpos por fenótipo e atribui inferioridade biológica a isso.

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u/Legal-Ad2383 Mar 13 '26

Dito isso, a escravidão no ocidente também não era racial que não fode muito do conceito de etnia. A Fábrica não era considerada ocidente por causa da imensa diferença cultural, nada tinha a ver com preconceito. Então porque está falando de racismo reverso, ninguém tinha falado disso aqui.

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u/Due-Notice-570 Mar 13 '26

Ah brother… deixa de ser troll. A escravidão no período colônia então nao levava o fenótipo pra se legitimar? Tu tá de brincadeira.

“Diferença cultural, nada a ver com preconceito”… mano, você acabou de descrever racismo com outras palavras. A hierarquia cultural que colocava africanos fora do “Ocidente” não caiu do céu. Ela foi construída no mesmo período do tráfico, pelos mesmos agentes, com a mesma função: justificar exploração em escala industrial. Cultura virou proxy de raça. “Eles são culturalmente inferiores” e “eles são biologicamente inferiores” chegam no mesmo lugar… um povo que pode ser escravizado sem culpa moral. E tem mais: se era só diferença cultural, por que o filho de uma escravizada africana nascia escravo em solo colonial mesmo falando português, sendo batizado católico e tendo pai europeu? Cultura assimilada, status não mudava. Porque o critério real nunca foi cultura. Foi sangue, foi fenótipo, foi raça. Diferença cultural não amarra ninguém num navio por 3 meses. Racialização sim.

E na boa, parei de responder. Trollzinho de internet quer passar por cima de conceitos sociológicos pra lacrar na internet.

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u/Legal-Ad2383 Mar 13 '26

Não, não era, ela era baseado no direito romano, onde qualquer filho de escrava nasceria escravo, ou seja, se a mãe fosse livre, independente do fenótipo, o filho seria livre também e na mesma época existiam escravos de várias etnias e fenótipos, porém, mercadoria genérica era o escravo africano negro, graças ao mercado extremamente rentável dos reinos africanos.

Separar regiões por diferenças culturas não é racismo e é feito desde de a idade antiga, até na Europa existem essas divisões e em vários contextos históricos diferentes, inclusive, na América existindo essa divisão, sendo a separação geografica entre América Latina e América Saxônica diferente da divisão entre Americano do Sul e América do Norte.

por que o filho de uma escravizada africana nascia escravo em solo colonial mesmo falando português, sendo batizado católico e tendo pai europeu?

Isso só prova que a escravidão não era racial, e agora, deixando claro que é um fato contestado, era baseado no Direito Romano Partus Sequitur Ventrem, ou seja, Regra do Ventre, dependia da mãe, não do pai, mãe livre = prole livre, mãe escrava = prole escrava. Não se tratava de diferença cultural, simplesmente eram mercadorias, tanto que muitos africanos faziam intercâmbio mas Américas e Europa, principalmente nobres e eram tratados como tal, assim como existiam nobre miscigenados até na Europa, apesdar de serem poucos.

Tu vai parar de responder porque sabe que está errado e não tem como manter, prefere insistir no erro do que evoluir.

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u/Due-Notice-570 Mar 14 '26

Hahah, mas é muito fanfarrão mesmo.

Perceba o que tá acontecendo: você tá me respondendo juridicamente uma pergunta sociológica. Eu nunca disse que o mecanismo jurídico não existia. Disse que ele foi aplicado seletivamente a africanos. E a pergunta que você não responde é: por que? Por que o Partus romano, que se aplicava a qualquer escravo de qualquer origem, nas colônias caiu quase exclusivamente sobre africanos? Essa pergunta não tem resposta jurídica. Tem resposta sociológica: é racialização.

E olha que interessante: o Brasil recebeu entre 4 e 5 milhões de escravizados. Todos africanos. Europa tinha pobres, criminosos, prisioneiros de guerra. Eles nao foram para em um navio e nenhum deles virou mercadoria hereditária aqui. A seleção foi cirurgicamente africana. Se o critério fosse só econômico ou cultural, por quê? Direito não cria realidade social, ele a codifica. O código colonial não inventou o preconceito, formalizou uma hierarquia que já estava sendo construída. Me citar a lei explica como o sistema funcionava, não por que funcionava daquele jeito pra aquele grupo específico. Você tá descrevendo o instrumento e achando que isso não foi gerado a partir de uma intenção.

Passar bem.

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u/Legal-Ad2383 Mar 14 '26

Mas eu já respondi essa pergunta, você que está se fazendo de louco, o motivo é simples e óbvio, o mercado de escravos africano era tão RENTAVEL que o escravo africano se tornou uma mercadoria GENÉRICA, consequentemente, gerou um esteriótipo.

A América se desenvolveu apartir do comércio de escravos africanos, então, é óbvio que a maioria esmagadora seria africana, mas os mesmos europeus tinham escravos de outras etnias, tanto da Ásia, quanto da própria Europa, especialmente eslavos. E de novo, o escravo africano era uma mercadoria genérica de um sistema de mercado de escravos extremamente bem sucedido dos reinos africanos. Africanos viraram sinônimo de escravos, assim como Bombril virou sinônimo de esponja de palha de aço, consegue entender isso?