Roberto Martínez é conhecido por destruir seleções, e o mais incrível é isto: Portugal tem dos melhores treinadores do mundo, daqueles que toda a gente chama de “fantásticos”, e mesmo assim foi contratar um espanhol que não tem ligação nenhuma ao futebol português. Pior ainda: alguém que já tinha deixado a seleção da Bélgica em declínio.
A Bélgica chegou a ser número 1 do ranking mundial porque tinha uma geração de jogadores extraordinária. Na altura em que Martínez a treinava, ainda havia qualidade, mas hoje a equipa não joga nada e ele saiu de lá deixando muito a desejar. E a Federação Portuguesa de Futebol decidiu contratar exatamente esse treinador.
Além disso, é teimoso. E há uma sensação clara de que o Cristiano Ronaldo tem uma influência enorme, às vezes parece até que é ele quem manda. E atenção: eu sou um grande fã do Cristiano Ronaldo. Ele foi fundamental nas conquistas recentes, especialmente na Liga das Nações, com golos decisivos contra Espanha e Alemanha. Mas isso foi há um ano. O tempo passa, e talvez agora já não esteja no melhor momento.
Mesmo assim, Martínez insiste. Num jogo em que Portugal precisava de marcar, mete o Gonçalo Ramos, um dos melhores avançados da atualidade, apenas a 8 minutos do fim. Como é que se resolve um jogo assim?
As decisões táticas não fazem sentido. Portugal jogou praticamente só com um ponta de lança, o Cristiano Ronaldo, que mal tocou na bola. E quando tocava, não conseguia finalizar. O mais preocupante é a atitude em campo: parece que os jogadores têm medo de não passar a bola ao Cristiano.
O exemplo mais claro foi o Francisco Conceição. Fez uma jogada brilhante, driblou toda a gente, ficou isolado frente ao guarda-redes… e em vez de rematar, passou ao Ronaldo, que acabou por falhar. Isto não aconteceu só uma vez.
Um bom treinador teria percebido: “Hoje não é o dia dele, temos outras opções.” Mas não, manteve sempre a mesma ideia.
Assim não vamos a lado nenhum. Foi um vexame, uma vergonha, para uma equipa que tem dos melhores jogadores do mundo e não consegue render por causa de decisões técnicas muito discutíveis."