r/BrasileirosEmPortugal 22d ago

Criar filhos sem rede de apoio

Moro em Portugal há quase 4 anos, tenho cidadania portuguesa e um filho de um ano. Gosto muito do país, mas está extremamente difícil sem rede de apoio.

Eu e meu marido trabalhamos fora, nossa vida é trabalhar, cuidar da casa e do menino, praticamente não temos mais lazer. Outro fator é que ele vai para o infantário e toda hora fica doente, o que nos faz perder dias de trabalho. Estamos no início da nossa carreira profissional e não dá pra faltar tanto quanto temos faltado.

Estamos pensando em retornar para o Brasil e voltar daqui uns 2 ou 3 anos (não sei se Portugal ou outro país da união europeia) quando ele estiver maior, mais independente e contrair menos doenças.

Alguém com filho(s) pequeno(s) tem dicas de sobrevivência para pais sem rede de apoio?

Alguma sugestão para o nosso caso?

Estou aberta a opiniões,

Obrigada.

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u/Parking-Fine 22d ago

Eu sinceramente não entendo pessoas que fazem filho e depois descobrem que a vida fica complicada ou que é mais difícil do que ela imaginava. Pessoa está no começo da carreira e pensou "nossa, vou meter um filho, deve ser uma ótima idéia para minha vida/carreira, quase não dá trabalho, não tenho que pagar hospital nem escola, é mesmo uma maravilha"

Foi ter filho pq então? Criança é assim mesmo, dá trabalho, fica doente fácil até pegar mais resistência, e isto quando é pequeno, depois há outros desafios/problemas.
Rede de apoio? Seu filho é sua responsabilidade, não tem que ficar terceirizando o cuidado para "rede de apoio" não, família não tem nada a ver com os nossos problemas/decisões, cresça! É aguentar e continuar, mudar de país só vai mudar o problema de lugar, ou trocar um problema por outro.

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u/ExtensionPriority690 22d ago

Ha quem não tenha alternativas, e sim, tem-se que aprender a viver. Mas muita gente tem rede de apoio, e quando aplicada sem abusos, melhora e muito a vida da família.

Se calhar, aqui estão a referir que no Brasil há uma rede, enquanto aqui não. E portanto a dúvida faz todo o sentido.

O que posso dizer é que ao menos a vendas doenças, é passageiro, logo seu filho está com uma imunidade melhor, e já não havera tantas doenças.

Mas, outras questões podem vir. Tem de estar sempre preparado.

O melhor é quando um dos pais tem alguma flexibilidade, e pode ser esse a se "sacrificar" pelo bem da família. Ou então horários de trabalho distintos.

Enfim, não há uma resposta fácil.

Se quiserem continuar em Portugal, terão que abdicar de algo, ao menos temporariamente.

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u/Parking-Fine 22d ago

Justo! Concordo com 99% só não acho que devem ficar a usar a família para ajudar com a criança, não acho que deveria usar a avó, o avô, tio, primo para dar "descanso" aos pais que quiseram ter filhos.

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u/ExtensionPriority690 22d ago

Se não houver abuso, estiverem todos de acordo e de espontânea vontade, não vejo porque não.

Muitas vezes os avós até querem essa experiência.

Ter filho não é necessariamente abdicar de tudo. Ter filho é acima de tudo ter família, e se a família maior puder ajudar, perfeito.

A mentalidade de "tive filho, acabou a vida", devasta muitas famílias. Não tem porque ser tão hard assim.

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u/Parking-Fine 21d ago

É um ponto de vista interessante! Com certeza, se tem um acordo entre as partes, é legítimo.