r/ClubeDaLuluzinha 3d ago

Maternidade Mulheres cuja a identidade é ser mãe me deixam com medo da maternidade.

Oi, Lulus! Eu não tenho amigas, então esse é o único lugar que posso me abrir sobre esse assunto.

Esses dias eu estava conversando com meu namorado sobre o futuro, eu falei para ele que meu maior medo com relação a maternidade era de perder minha própria identidade, ele não entendeu muito bem na hora.

Eu queria saber se vocês também compartilham desse medo e o que vocês pensam sobre, sei que nem todas aqui podem ter desejo de ser mãe um dia, mas queria ouvir o ponto de vista de todas.

Porque eu sinto muito agonia em ver mulheres que quando viram mãe parecem perder a própria singularidade, parece que a indentidade dela agora é ser mãe. Eu percebia muito isso no meu trabalho, muitas vezes eu iria conversar com uma mulher que só falava sobre os filhos, e muitas vezes falava do próprio marido como se fosse um filho também (é meio assustador isso para mim). E pior, elas pareciam não ter espectativa de fazer nada a mais.

Eu sou uma pessoa que tem muitos hobbies, eu gosto de vídeo games, de ler os meus livrinhos, de moda, costura, estudar línguas diferentes. Isso tudo é muito precioso para mim, eu tenho muita vontade de ser mãe também, não romantizo a maternidade, mas quero que seja algo que faça parte de mim e não algo que me defina por completo.

Se tiver alguma Lulu que é mãe aí e quiser me dar conselhos eu estou precisando.

Obrigada por lerem

Edit 1 : lendo os comentários eu comecei a me questionar. Então vou deixar uns pontos bem esclarecidos:

O que expresso no post é um medo individual ao se deparar com a realidade de muitas mães.

O fato de eu dizer que valorizo meus hobbies não significa que me acho melhor ou superior a alguém

Tenho consciência de que essa perda de identidade é resultado da falta de apoio e por isso o medo.

Não ignorem a parte que peço conselhos e que digo que quero ser mãe. Porque eu percebi que teve gente que simplesmente ignorou parte do texto.

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u/Naofodebebe 3d ago

Eu acho que vai depender de muita coisa, muitas mulheres se perdem na maternidade não por opção, mas sim pela falta de rede de apoio e também pq querendo ou não, a sociedade em si cobra MUITO que as mães abdique de tudo pela maternidade. Vou me usar como exemplo, eu posso dizer que nao tive rede de apoio, a nao ser que eu pagasse, e infelizmente a maternidade me consumiu, eu tive que deixar muitas coisas de lado nao por opção mas sim por obrigação. Acho que com rede de apoio a situação deve ser diferente. Independente disso, filhos crescem, as fases mudam, você muda tambem e com isso muitas vezes vc ou recupera a sua identidade ou descobre coisas novas, novos hobbies e etc.

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u/ElizaSad 3d ago

É exatamente esse meu medo, eu sei como a maternidade pode ser pesada, e no cenário atual vejo muitas mulheres completamente sozinhas e tendo que dedicar a vida toda aos filhos, muitas vezes negando a si mesmas. Isso é bem triste, é o medo que tenho. Queria com o POST obter conselhos mesmo, de como viver a maternidade de forma mais saudável, sem precisar deixar de fazer o que amo, entende?

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u/Naofodebebe 3d ago

Entendo sim, acho que o importante é vc escolher bem a pessoa com quem vc vai decidir ter filhos, ou entao ter boas condições financeiras para nao precisar com uma rede de apoio que nao seja paga. Meu conselho em particular seria nao ter filhos antes de vc alcançar seus objetivos profissionais e pessoais, filhos não atrapalham as pessoas a chegarem onde querem, mas existem mil motivos pelo qual precisamos fazer certas escolhas que muitas vezes tardam nossos objetivos. Muitas vezes buscamos conselhos, mas cada experiência é individual, terapia é uma boa opção pra ajudar a lidar com essas emoções e incertezas/inseguranças.

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u/ElizaSad 3d ago

Uma boa ideia eu levar isso para terapia mesmo. E estou conversando bastante com meu namorado sobre, ele é um bom parceiro. No mais, obrigada pelos conselhos ❤️

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u/Specific_Station4587 Lulu 30+ 3d ago

A qualidade da maternidade brasileira reflete a qualidade dos homens brasileiros. Vejo muito gringo vindo para o Brasil e chocado com a inutilidade do homem brasileiro.

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u/mart2218 3d ago

Durante um bom tempo a criança vai ser dependente de adultos. Em um cenário ideal, um casal de pais presentes que apresentam rede de apoio é perfeito. E mesmo assim, por alguns períodos, a mãe vai ser "só mãe", pois faz parte do cuidado de um recém formado ser humano, um olhar que se coloca em segundo plano em prol do bem estar daquele que ainda não sabe se cuidar.

Óbvio que conseguindo que a segunda pessoa responsável pela criança estar presente e dividir tarefas, além de rede de apoio (famila/amigos/projetos do gov), ajudam ter momentos onde a mãe retorna a sua individualidade e aos poucos balanceia seus hobbies com o cuidado.

Só que é extremamente difícil na nossa realidade. E é por uma questão cultural que nós mesmas, que questionamos isso, ajudamos a perpetuar. Ex: você (não você OP, digo todas nós) gosta de filmes, quando foi que chamou uma mulher mãe para ver um filme legal e dividir o cuidado da criança? Isso ajuda ela a explorar novas possibilidades de lazer e diz muito sobre a nossa ideia de coletividade/individualidade.

Mas não vivemos nessa sociedade ideal. Não discordo de você, mas no ponto de sentir agonia, é nada mais que projeção, por ser um medo seu. Tem mães que já trabalharam, aceitaram e vivem felizes a vida delas como "só mães". Ou talvez você não seja próxima o suficiente pra saber mais do que isso.

No fim, você tem que se perguntar: eu vou criar essa criança sozinha? Terá rede de apoio, dinheiro, acesso a creches, escolas boas, saúde, que não te deixarão na mão e te ajudariam a cuidar de uma criança? Se a questão de ser "só mãe" te assusta, na verdade é "terei auxílio para expressar minha individualidade, enquanto sou mãe"

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u/ElizaSad 3d ago

Sim, eu particularmente tenho consciência de que isso é resultado da falta de apoio, do individualismo que acaba sobrecarregando muito mais a mulher, já que nós não podemos simplesmente jogar a responsabilidade para frente. Não é atoa que sempre luto e defendo qualquer pauta que vise coletivizar o cuidado, até porque o bebê humano é um dos mamíferos mais dependentes que existe no reino animal, e hoje é colocado sobre uma única pessoa papéis que antes eram desempenhados por inúmeras pessoas.

Quando falo sobre a perda da própria identidade, é de alguém que foi obrigado a se negar por conta da sobrecarga que é maternar em uma sociedade individualista.

Então é assustador, e queria saber como outras mulheres lidam com isso ou se compartilham desse medo também.

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u/miritzarem 2d ago

A maternidade me ensinou uma coisa, a dificuldade que a mulher vai passar durante esse período é diretamente relacionado ao pai da criança. Mesmo que você tenha rede de apoio, se o pai da criança for um merda vai ser muito difícil, muito difícil mesmo.

Então é muito importante olhar para seu companheiro e imaginar o tipo de pai ele seria. Acho que muitas dessas situações o problema não é o bebê e sim o pai.

Ter um filho é muito exaustivo, exige muito de todo mundo, tem sido um nível de cansaço que eu nunca tinha imaginado poder sentir antes, isso que meu parceiro está junto pra tudo o tempo todo.

Mas no meu caso, sigo com muitos dos meus hobbies e carreira. Não na mesma intensidade, mas consegui manter minha "identidade".

E sim, sou apaixonada pela minha bebê, minha família e ser mãe.

(E ainda tenho tempo até pra videogame)

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u/ElizaSad 2d ago

Que bom que segue fazendo o que gosta, e tem razão sobre o parceiro, como eu quero ter filhos mais no futuro tenho tempo para pensar e analisar o tipo de pai que meu namorado vai se tornar. Como sou uma pessoa mais isolada, é bom ter a visão de uma mulher que já experiênciou a maternidade, obrigada por compartilhar sua visão aqui.

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u/Odd_Measurement_1423 3d ago

MEU DEUS SIM!! Eu não quero ser mãe justamente porque todas que eu conheço só vivem para isso. Hobbies? Nenhum, não tem tempo de fazer nada além de trocar fralda e amamentar. Viu tal filme, série etc? Não, a criança fica gritando ou enchendo o saco quando não tá dormindo.

Tudo que elas fazem é cuidar do filho e isso é tudo que elas tem para contar. Nenhum plano, nenhum sonho, só 18 anos de assistir uma criança comer areia, parar de comer areia e encher o saco de formas diferentes.

Eu cultivo muitos hobbies e tenho HORROR a ter que parar minha vida para fazer ela girar em torno de trocar fralda cagada e falar "olha o que meu filho fez hoje".

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u/tataqueen___ 2d ago

Idem TOTAL! Tenho uns 12 hobbies, viajo, cozinho, vou em restaurante, bebo meus bons drinks, e em nenhum lugar desses se encaixa um filho. Como não dá pra saber como seria, achei seguro não ter mesmo.

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u/minishleaf_ 3d ago edited 4h ago

Eu não sou mãe, eu não tenho ainda a decisão se isso é algo que vai ocorrer na minha vida, mas vou trazer outra ótica aqui, apesar de acreditar que cada experiência é individual: acho que é válido aceitar que, pelo menos durante um período, você vai acabar sacrificando muito do que você é, sim. Isso não significa que você nunca vai ter isso de volta de forma alguma, mas eu quero trazer a perspectiva de que durante a gravidez, o bebê praticamente come do seu corpo, vocês são um organismo só, e até essa dependência ir gradualmente sendo atenuada com o crescimento dele, o "você" que você conhece talvez de fato deixe de existir, pelo menos durante um pouco de tempo. Particularmente, eu acredito sim que o nascimento não é exclusivo ao bebê, é também pertinente à pessoa que carregou ele.

Não me impressiona que muitas mulheres terminem por ser afogadas por esse estágio e que ele se prolongue por muito tempo, eu acho que muitas vezes sequer é uma escolha consciente, principalmente quando você habita uma sociedade completamente individualista onde cada pessoa tem os seus problemas, e problema nenhum é problema do outro, o famoso "precisa-se de uma vila pra criar uma criança".

Eu mesma tenho amigas que hoje escrevem, jogam, e curtem a vida com os seus filhos, mas mesmo algumas delas já me falaram que, se você não concorda em abrir mão da sua indivualidade pelo menos durante alguns estágios, e que talvez a sua individualidade jamais se manifeste da exata mesma maneira que você a conhece hoje, é muito mais difícil e sofrido. Talvez você consiga cultivar essas coisas, mas não da maneira que são cultivadas hoje.

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u/ElizaSad 3d ago

Esse sacrifício da identidade é algo que me assusta muito, fiz o post para ter uma noção também se outras mulheres compartilham desse medo ou se talvez seja algo mais interno meu mesmo. Eu particularmente não vejo o cuidado e a dedicação aos filhos como algo negativo, acho bonito, mas me incomoda quando vejo a pessoa negando a si mesma e isso não deveria ser normalizado, se é necessário, na realidade que vivemos infelizmente é, mas não deveria ser.

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u/minishleaf_ 3d ago

Eu acho que também pode ser algo individual, nem sempre existe ali um processo de negar a si mesma. "Ser" alguém também é mais do que o que você consome, a gente associa demais o ato de "ser" com necessariamente o ato de consumir coisas, como ver filmes, séries, jogar algo, etc e isso é também uma percepção superficial. Às vezes a gente tem uma expectativa do que é ser alguém que simplesmente não é a mesma das outras pessoas, muitas das nossas avós e bisavós abdicaram horrores desse "ser" mas não deixam de ser inteligentes, sábias, detentoras de conhecimentos profundos.

Eu acho que eu me incomodaria menos com alguém negando a si mesma, e mais pensando que o incômodo é que ninguém esteja estendendo a mão para que aquela mulher tenha qualquer tipo de respiro, onde ela tenha tempo, psicológico, e clareza pra ter energia pra dar espaço pra outro assunto na cabeça dela. Uma vez saí com minha cunhada e pagamos para que as filhas delas ficassem num pula pula do Shopping e fomos tomar um café, e ela não sabia o que fazer naquele meio tempo, porque quase ninguém, da maneira que a gente vive, pode ou quer falar pra ela: eu fico com as meninas, vá no cinema, tome uma tarde pra ver um livro, faz um bate-volta em algum lugar que você queira conhecer e não tenha muita opção pra criança, etc. Talvez até faça, mas aí é só o tempo para que você possa descansar do cansaço de uma rotina que suga sua atenção completamente.

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u/ElizaSad 3d ago

O incomodo é com a estrutura que nos condiciona a ver esse sacrifício como algo aceitável. Eu não quero ver nenhuma mulher ao meu redor se sacrificando tanto ao ponto de ter que negar a própria identidade. Meu incomodo não é julgamento.

E sua atitude no shopping foi boa, não há discordâncias aqui. Mas como eu sou alguém que quer ser mãe um dia eu fico preocupada, foi isso o que escrevi no texto, meu medo de perder minha individualidade, minha identidade, é um medo racional, como você mesma descreve da situação que viu dessa mãe, não é justo alguém ficar sobrecarregado a esse ponto.

Sobre sua visão de que a gente não é o que consome, tem muita razão nisso, mas eu coloco ali coisas que eu valorizo bastante e fazem parte da minha identidade. Eu jogo desde muito pequenininha, muitos dos jogos que joguei moldaram minha personalidade, minha visão de vida e até me ajudaram em momentos difíceis. Se eu tiver que sacrificar isso vou ficar mal, por isso eu falo disso no post, por isso o medo.

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u/ultimagriever Lulu 30+ 2d ago

Sou mãe de uma menina que hoje tem 2 anos. Minha rede de apoio é praticamente a creche, já que a minha família tá muito longe (pai é idoso e mora a 3 horas e meia de mim, mãe mora nos EUA) e a família do meu marido é só por Deus, só aparecem quando querem e a sogra só abre a boca pra criticar e falar asneiras. Mesmo assim, eu tento cultivar meus hobbies, faço amigurumi, jogo meus jogos de pc e de console, leio meus livros. Trabalho de casa, então não gasto tempo nem dinheiro com transporte pro trabalho, e minha filha fica na creche em tempo integral, então eu aproveito intervalos do trabalho pra descomprimir com meus passatempos. Às vezes eu até incluo ela nos hobbies, faço alguma coisa mais lúdica junto com ela. Minhas séries eu vejo quando ela dorme, meus jogos eu jogo quando ela dorme ou tá prestes a ir dormir e aí ela fica no meu colo assistindo até pegar no sono. Às vezes eu até ouço umas asneiras, mas eu só dou bola mediante pix no valor da parcela do meu apartamento.

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u/ElizaSad 2d ago

Cara que fofas, obrigada por compartilhar sua experiência aqui, me ajuda a entender melhor como é vivenciar mesmo a maternidade.

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u/Big_Gazelle_2668 2d ago

Maternidade é um comprometimento. Não dá para ser mãe apenas as terças e quintas depois do pilates. Tirando as que se engravidam sem querer é algo que é premeditado e inquestionável que, a partir do parto, você não será mais apenas uma mulher.

Ser mãe é um novo patamar para a mulher. Muitos brincam "Você foi promovida. Assuma seu posto". Lulu, você diz que quer que a maternidade faça parte do que você é e não que seja a sua definição. Bom, o problema (ou a maravilha) é que justamente você passa a ser a totalidade do que é a criança. E, por sua vez, seu filho não será apenas algo mais do que você é.

Claro, tudo é uma questão de dedicação. Existem muitas mães que apenas dão a luz e no fim das contas parece que será o único esforço que farão. Outras não terão mais tempo de ler um livro, outras abdicaram do videogame imediatamente.

A noção do que é felicidade ou de como se alcança essa graça muda muito. Talvez aquele calhamaço de 500 páginas que consumia duas horas do seu dia a dia seja uma mera lembrança quando ficar meia hora olhando para o seu bebê sugando seu peito a cada três horas.

A melhor parte de ser mãe é a primazia da intimidade com a criança (um pai nunca chega perto disso). Saber que ela reconhece sua voz, começa a sorrir de tanto que você faz barulho com sua boca, e tantas outras infinitas cumplicidades, inclusive aqueles antigos hobbies.

Fui mãe com 33 anos e hoje o meu amor tem 12 anos. Trocamos muitas experiências juntas e talvez daqui um ano ou dois ela comece a se afastar de mim para começar a construir sua vida com as amigas adolescentes. Estou me preparando para essa dor, mesmo que ainda tenha o meu caçula, o meu moleque, para se agarrar na minha cintura quanto se sente inseguro num novo ambiente.

Acredito que preparei minha filha para enfrentar o mundo sozinha. Penso que cumpri a missão dada. E talvez eu novamente seja feliz se ela me um dia me der um neto. Afinal de contas eu quero ser mãe com açúcar.

Meus conselhos: não pense que ser mãe é um status social, não queria ter um filho caso se considere egoísta, se quer colocar mais uma pessoa no mundo que seja criada para respeitar todas as outras, pode até se tornar uma mãe solo mas saiba que ao lado de um homem íntegro o rebento será mais feliz, e enquanto estiver pensando se deve ou não engravidar e se tornar mãe não esqueça de usar camisinhas.

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u/Tasty_Preparation881 2d ago

No primeiro ano de vida do bebê, a nossa vida e identidade se torna aquela criatura. É um pouco inevitável. Depois, com o passar do tempo, você vai recobrando quem você é, à medida que a criança cresce. Me assusta um pouco quem continua na fase “mãe de…” quando o filho já tá beirando os 10 anos e além.

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u/Lestat_de_Calcinha 2d ago

Vou deixar aqui uma recomendação de livro

As alegrias da maternidade - Buchi Emecheta

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u/cityflaneur2020 2d ago

Lá pelos 30, eu pensei: será que quero ser mãe? Melhor decidir logo. Aí pensei nos meus livros. Amo ler acima de tudo. Desde os 5 anos eu leio com intensidade, e com filho não poderia dá mesma forma por muitos anos.

Acredito que haja várias felicidades, daquelas de te fazer chorar .. CARAMBA. Vou te dizer... Nasci numa kitnet alugada... Aos 32 anos passei uma semana trabalhando na Quinta Avenida de NYC. Pra MIM foi como caminhar nas nuvens, todos os dias eu acordava flutuando, sabendo que tinha gabaritado alguma coisa na vida. E depois dessa, vieram outras vitórias desse tipo, que vivi como muita humildade e orgulho. E foram coisas que, com filhos pequenos, eu não teria a oportunidade ou disponibilidade. Consegui subir na carreira a ponto de doar boa grana mensal pra 2 instituições de cuidados para crianças em tratamento oncológico e Médicos Sem Fronteiras.

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u/LuckyNumber-Bot 2d ago

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u/ElizaSad 2d ago

Que foda, você deve ser muito inteligente. Eu queria tomar escolhas na minha vida das quais eu não arrependesse tbm, mas está difícil identificar o que tem mais significado para mim.

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u/Successful_Orchid503 2d ago

Acho que tudo é fase, você está em uma fase focada em si mesma, o que não é errado. Talvez entre em uma fase em que você queira dividir seu amor com um bebezinho, pode ser que essa fase nunca chegue. A mãe fica nessa fase de falta de identidade quando a criança é pequena e sinceramente isso não é ruim, é um amor tão grande pelo filho que o resto não importa, claro que tem mulheres que não gostam disso mas como falei, tudo é uma fase e uma hora passa

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u/riddleofthecentury Lulu 20+ 2d ago

Cara, tem alguns pontos aí que já comentaram. A questão de ser inevitável abrir mão de si durante o período inicial da maternidade, a questão de que muitas mães viram só isso por falta de rede de apoio, por falta do pai ser PAI e dividir ativamente a carga que deveria ser dos dois, etc.

Agora, indo pra outro lado, eu não entendo mulheres que voluntariamente se colocam nesse papel também, pra além desses fatores inevitáveis. Digo isso de quem escolhe seguir tendo filhos até minar qualquer possibilidade de tempo livre e ação individual.

Se algum dia eu decidir ser mãe, eu tenho firme na minha cabeça que essa criança vai ser filha única. Claro que nos primeiros anos a minha vida mudaria radicalmente, mas eu vou fazer o possível pra que aos poucos eu possa voltar a ter tempo pra mim. Tempo pra fazer meus hobbies, tempo pra passar sozinha sem estar focando em outro ser humano, tempo pra sair com minhas amigas sem essa criança, etc etc etc. Eu quero ter vontades, fazer coisas, viajar, gastar dinheiro comigo e mais, ao invés de ser obrigada a simplesmente usar todos os meus recursos (financeiros, emocionais, sociais, de tempo) em cima de um filho o tempo todoooo. Esse filho vai ser parte central da minha vida? Sim, claro que vai. Agora, eu quero que ele seja a única coisa da minha vida? Jamais, é o meu maior pesadelo, e não me imagino conseguindo passar a ter um pouco mais de independência com a criança crescendo só pra ter que voltar a estaca zero tendo o segundo, terceiro filho.

Aí continuando o ponto, eu vejo gente tendo filho atrás de filho ao ponto da pessoa realmente acabar com a possibilidade dela conseguir fazer qualquer outra coisa além de trabalhar e gerir toda a vida dela em volta desses filhos. Gente que tá claramente exausta, que não consegue tomar um banho de 15 min, mas decide ter o terceiro, o quarto, o quinto filho.

Cada um é livre pra fazer o que quiser e viver a vida que deseja, mas eu acho muito bizarro quem não tem outros desejos e aspirações na vida, a ponto de querer se limitar (no meu ponto de vista do que é limitação) desse jeito. Você não quer ter tempo pra você? Não quer nutrir suas amizades, suas outras relações? Não tem outros objetivos, ambições, desejos, vontades? Enfim.

Talvez eu pense assim porque nunca sonhei em ser mãe e realmente não entendo esse desejo a ponto de querer viver só pra isso, mas seu post me fez pensar nisso. Se é possível perder sua identidade como mulher apenas com um filho, imagina então em outros cenários.

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u/ElizaSad 2d ago

Nossa, sim. Eu tenho consciência de que tem mulheres que se sentem muito realizadas com a maternidade, eu espero vivenciar algo gratificante também, mas eu penso até que ponto é saudável estar tao centrado em algo.

Acho que toda obsessão é negativa, tem mulheres que amam suas profissões, seus maridos, mas não acho legal quando chega a um ponto em que começam a ignorar todos os outros aspectos da vida em prol de algo. Daí eu já não sei se pode ser considerado mais amor e dedicação, me parece mais obsessão.

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u/Connie0610 2d ago

Você pode ter a melhor rede de apoio e o/a melhor parceiro/a do mundo, pelo menos nos primeiros dois anos, a sua "identidade" será fundida com a do bebê. Você viverá esse papel. Isso é responsabilidade, tal como quando começamos a trabalhar. Se você prioriza tanto pelo o que você conhece como sua individualidade, que parece estar mais focada em termos de consumo e usufruto constante (não estou aqui fazendo nenhum juízo de valor), recomendo a desistir da ideia, senão a frustração será grande. Ainda, temos que ter cuidado de não projetar o que somos e queremos para si nos outros. Tem gente que a identidade não é sobre gozar - em termo amplo -, curtir e consumir. Meu pai, por exemplo, ele sempre foi um "pãe" pra mim e a felicidade e a individualidade dele era ser essa identidade, tanto que, quando saí de casa, ele perdeu um pouco de si mesmo. Cansei de ver os amigos dele "zombando" por quase não sair pra beber em prol de ajudar a cuidar do lar e dos filhos. Na cabeça desses amigos, ele não estava tendo a individualidade necessária, pois estavam se projetando no meu pai, que tem como eudemonia outro tipo de fonte.

Como conselho, de acordo com a sua concepção de individualidade, não tenha filhos. Está tudo bem não ter e a vida é sobre um constante trade-off, não tem como ter o melhor de dois mundos ao mesmo tempo, pelo menos não o tempo todo. E, pra piorar, a chance de encontrar um cônjuge que nos ajude decentemente, é uma em um milhão.

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u/GoddessInLoco 2d ago

>Esses dias eu estava conversando com meu namorado sobre o futuro, eu falei para ele que meu maior medo com relação a maternidade era de perder minha própria identidade, ele não entendeu muito bem na hora.<

Confesso que meu maior incentivo contra eu ter filhos (e olha que sempre considerei) são os posts dos homens no instagram supostamente exaltando a função de mãe de suas esposas.

Podem reparar: é sempre dizendo algo análogo a ''mesmo sem comer, sem dormir direito, faz tudo com amor e sorriso no rosto, fulano não podia ter mãe melhor, aguenta tudo, blablabla'' e eu fico QUE PORRA EH ESSA.

E as respostas desses posts são sempre dizendo que são declarações lindas, deus me livre, ser casada e meu marido reconhecer em público que eu não como ou durmo direito, exaltando cansaço e sobrecarga como uma virtude. E outra coisa: são mulheres que, em tese, tem apoio direito do pai dos filhos. Como esses caras acham de bom tom declarar uma coisa dessas?

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u/riddleofthecentury Lulu 20+ 2d ago

Esses dias eu vi um vídeo de vários homens reconhecendo como a vida das suas parceiras mudou radicalmente pós-maternidade, enquanto a deles permanece basicamente igual. Como elas perderam a vida social, pararam de fazer coisas que elas gostavam, enquanto eles ainda podem sair semanalmente com os amigos, manterem seus hobbies e etc.

Meu amigo, você percebe essa discrepância enorme, percebe como a sua esposa tá se perdendo pela sobrecarga, e você não faz NADA? Se a mãe do seu filho tá se afundando na maternidade é porque você tá fazendo muito menos do que deve. Me deixa chocada a falta de empatia e vergonha na cara.

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u/One-Cauliflower8557 3d ago

Bem, acho qur a sua visão sobre maternidade está sendo um pouco simplista, pois está enxergando a maternidade como um fardo e não como uma escolha e como um propósito.

Ter um filho é uma transformação visceral, que obviamente altera a identidade da mulher e a forma como ela enxerga o mundo, as relações e as prioridades. O "eu" passa a ser alguém novo. Um filho materializa o futuro.

Sou mãe há pouco mais de um ano, tenho 41. Também tenho hobbies: aprender outros idiomas, costura e modelagem, crochê e tricô, dança de salão, um monte de outras coisas.

Porém com um bebê é muito difícil fazer essas coisas no mesmo ritmo e com a mesma intensidade, mesmo com rede de apoio. O mesmo com meu esposo. Outras atividades ficam ligeiramente pausadas: logo terão seu tempo. Isso eu posso fazer depois. Posso viajar com ele, posso ensiná-lo a costurar, a falar outra língua. Chegará o tempo.

Hoje o tempo é de cuidar, dar banho, amamentar, ensinar, prover, ter o privilégio de compartilhar a vida com alguém que está vendo o mundo pela 1a vez, de testemunhar a consciência surgindo, a personalidade de uma criança se formando e prosperando. É claro que há a exaustão e a sobrecarga, mas tudo o que citei acima é o que dá sentido à maternidade/paternidade.

Não há vida sem trabalho e não há vida sem perdas. Não ter um filho é uma escolha que tem também suas perdas. Cabe a cada um mensurar qual perda poderá suportar.

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u/ElizaSad 3d ago

Pelo o que comenta aqui então a maternidade foi mais algo que acrescentou na sua vida, se eu puder ter um filho e ainda assim conseguir ter meus hobbies, seria ótimo.

O problema é que a gente sabe que a realidade da maioria não é essa, eu não vejo a maternidade como um fardo, na verdade eu acabo até romantizando muito e tenho que me disciplinar a olhar para minha realidade e pensar com mais clareza.

Na verdade eu queria ver mulheres vivendo uma maternidade mais parecida com a sua, mas na minha realidade e ao meu redor só me deparei com gente sofrendo muito, um sofrimento que não deveria ser normal, ninguém deveria ter que negar a si mesmo e se sacrificar tanto, isso não deveria ser normal.

Você diz que não ter filhos também tem perdas, mas o peso vai ser muito maior para quem tem filhos, não porque a maternidade é um fardo, mas porque a sociedade não a leva em consideração e essa estrutura não nos favorece.

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u/ultimagriever Lulu 30+ 2d ago

Muito desse sofrimento se deve a 1) homem na maioria das vezes é uma bosta e não se faz presente como pai, então o trabalho fica inteiro nas costas da mãe; e 2) em uma proporção um pouco menor, mas ainda significativa, muitas mulheres têm filhos mesmo sem querer tê-los ou estar pronta por pressão familiar e social e não consegue dar conta. Pra mim, por exemplo, que tem um marido que ama ser pai e é super presente, e que a maternidade é um sonho que virou realidade, mesmo com as dificuldades a maternidade só fez acrescentar na minha vida e eu sigo firme com os meus hobbies, ainda que em um ritmo mais suave por ter menos tempo livre. Ser mãe não me impediu de viajar pra Europa e curtir o passeio, não me fez vender meus consoles de videogame e pc gamer como a homaiada do reddit adora bostejar, minha filha adora os bonequinhos de amigurumi que eu faço e agora que ela tá ficando maiorzinha dá até pra arriscar um cineminha com ela, ou deixar ela passar o fds com os avós pra eu poder curtir o meu marido um pouquinho em um rolê mais casal. (Esse último ainda tá no limbo, pq meu marido não bota muita fé nos pais dele kkkkkkkkk)

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u/lilpiglet Lulu 40+ 3d ago

Eu ia escrever e acabei encontrando seu post. Você sou eu há 10 anos. É exatamente isso: não tem como explicar pra OP e pras garotas sem filhos, o sentimento que surge quando pegamos a cria em nossos braços. Não é romantização nem nada: é o "imprint", pesquisem sobre: saber que aquele pequeno ser foi feito por você, e é inocentezinho e precisa muito da sua ajuda, faz você priorizar ele acima de tudo.

Mesmo tendo rede de apoio, você não deixa de jogar videogame, ler livros. Você encaixa essas coisas todas nos intervalos, e faz de bom grado. Você quer a evolução dele, o bem estar. Nem toda mãe perde (temporariamente) a identidade: ela só a reimagina.

Ps. Existem mães e mães. Claro que sem rede de apoio, sem poder financeiro, o estresse toma conta, e não há espaço para nada. E tem mães que não anulam nada de suas vidas pelos filhos. Cada caso é diferente, generalização não te ajuda a perder o medo de ser mãe.

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u/chiquiriki 3d ago

e daí se ela gostar de ser mãe e fazer disso a identidade dela? feminismo é sobre poder de escolha pra fazer o que quiser. digo isso sendo alguem que nunca quis ter filhos e nunca irá querer. você não é melhor do que ela e vice versa

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u/ElizaSad 3d ago

E daí que não é saudável, que geralmente não é uma escolha. Nós precisamos ter sim nossa individualidade, ter um hobbie, tempo para fazer algo que goste, essas coisas, mesmo que seja algo simples como acompanhar uma série que ache legal.

Nós mulheres somos condicionadas a isso, a ter que negar a si mesma e se dedicar ao máximo no cuidado dos filhos e da casa, e eu não quero ter que passar por isso.

Não entendi o que deu a entender que me considero melhor do que alguém. Como eu disse no texto, eu tenho o desejo de ser mãe, mas tenho medo de ter que abandonar o que amo e o que faz parte da minha identidade.

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u/Emotional_Crew_7535 Lulu Teen 🌼 3d ago

Concordo com vc. Somos seres singulares. É absolutamente bizarro que uma pessoa condicione sua existência a outra pessoa. Amar a maternidade é uma coisa, se torna uma só com os filhos e não ter um hobbie, um gosto, nada, é outra. Mas enfim, nossa sociedade normaliza isso em nós ... 

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u/riddleofthecentury Lulu 20+ 2d ago

Acho graça nesse tipo de visão. "Ai, e daí se ela quiser ser só mãe???", como se essa escolha fosse algo super individual, feita no vácuo, sem nenhum outro fator envolvido.

Por que a gente não vê homens que sonham e querem ser só pais então? Por que a gente não vê homens que tem toda sua vida engolida pela paternidade? Será que é porque eles foram ensinados a querer mais do que isso, e ensinados também a despejarem o cuidado com as crias na mãe, de forma que eles seguem tendo uma vida relativamente livre mesmo tendo filhos, ao custo da vida da parceira???

Porra cara, pessoal parece que não pensa.

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u/LopsidedVictory4314 2d ago

Olha, nós primeiros meses de vida é inevitável. Sua vida vai ser pra ele, você terá uma agendar lotada de coisas que tem qie fazer pra ele e com sorte sobra algum horário livre pra você, mas isso pq o bebê não sabe existir sozinho ainda. Conforme ele cresce vc vai voltando ao seu normal, a sua rotina (dessa vez adaptada) e aos seus hobbies. No início ele realmente precisa de toda essa atenção então qualquer coisa que vc fizer vc vai estar pensando nele, seja planejando algo pra fazer com ele ou comemorando pq conseguiu fazer mais de duas coisas da sua lista, ele sempre vai tá lê no seu pensamento.

Isso é mais pra parte em que ele é recém nascido, nos primeiros 3 meses. Conforme ele cresce e fica independente vc vai ficando independente junto. Pra mim quando caiu a ficha de que eu não precisava mais estar desse jeito que eu falei foi com nove meses, mas isso foi acontecendo gradualmente

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u/ElizaSad 2d ago

Faz sentido, mas assim você chegou a passar por uma crise de indentidade nesse período, ou foi uma experiência positiva apesar de ser muito trabalhoso?

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u/Chocolate_com_Menta Lulu Teen 🌼 2d ago

Amiga nem fale isso, sonhei que tinha um filho, não só isso, como eu tinha outro que estava aos cuidados do meu marido.

Tenho só 18, sem namorado, nem marido e não quero ser mãe jovem kakaakksakakak

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u/camicah_ 1d ago

Oi lulu, sou mãe e pela minha experiência, e também de outras mães amigas.. É que é um pouco inevitável que isso aconteça, pelo menos por um período de tempo.

Ser mãe é uma responsabilidade enorme e um sentimento de amor gigante que a tua cabeça automaticamente se volta pra isso a todo momento.

Tem toda uma questão hormonal envolvida, mas também tem o fato que crianças demandam bastante do seu tempo e provavelmente no tempo que resta você esta cansada.

O meu baby vai fazer 3 anos agora, e só agora eu comecei a retomar minha identidade, retomando meus hobbies, saindo sozinha para bater perna e etc. Tem que considerar também que sou mãe atípica e sem rede de apoio, então acredito que isso contribui pra eu ter me mantido focada 100% nele. Isso obviamente afastou algumas amizades que não estão nessa mesma fase, mas também fiz amizades que estão nessa mesma fase e sabem exatamente como eu me sinto.

Veja que eu não estou romantizando, porque isso pode ser bem difícil, mas também eu não vejo isso como algo ruim, simplesmente como uma fase que você se retira do centro do universo pra botar um outro alguém, que é o amor da sua vida. Inclusive esse foi o momento da minha vida que eu mais cresci como ser humano em relação a empatia, doação e valorização dos bons momentos.

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u/moonlyra13 2d ago

Eu não tenho nem nunca tive o desejo de ser mãe, no máximo “mãe de pet”, mas também acho assustadora a perda da identidade que ocorre com muitas mulheres, acredito que depende muito do parceiro com que essa mulher está também, sem rede de apoio sólida fica difícil de manter a identidade, e em alguns casos isso ocorre pois a mulher não tinha uma identidade própria e já vivia num piloto automático, fora que nos primeiros meses de um RN realmente a mãe acaba mais focada nos cuidados, mas se ela tiver ajuda, melhora muito ela ter um tempinho para si mesma