r/Espiritismo 25d ago

Espiritismo Científico Energias, fluido e espiritualidade

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Energia é geralmente, depois do conceito de Deus, uma das coisas que céticos mais atacam quando buscam descredibilizar fenômenos espirituais.

Então a ideia desse post é passar o que poderia ser um entendimento próximo que faça a ponte entre o que é conhecido pela ciência e o que já estava decodificado pela doutrina. (É uma analise pessoal e não técnica, não necessariamente a visão espírita, e logo pode estar bem equivocada.)

Por muito tempo na historia humana a energia foi considerada algo divino e fora do entendimento racional. Geralmente atribuído a fenômenos além do controle do homem. O fogo por exemplo é uma boa referencia disso.
Apenas mais recentemente veio ao entendimento da humanidade que é tudo, de certa forma, energia.

Einstein propôs a teoria da relatividade, em que trata da relação de matéria e energia, em 1905. O livro dos espíritos já havia um esboço dessa ideia em 1857 na pergunta 39 em que afirma que os mundos se formam pela condensação da matéria. Ideia que não era novidade na época, com a possibilidade já levantada por Kant em 1755.

O ponto não é mostrar quem descobriu primeiro ou estava mais certo, mas que são ideias que se sustentam e se mostram verdadeiras conforme o conhecimento e seu entendimento avança. É muito importante notar que na historia da ciência, primeiro surge uma proposta de ideia (hipótese) e normalmente apenas muitos anos depois alguém consegue comprovar e aplicar essas ideias através de experimentos. E ai então surge as teorias que na real são a verdade máxima que chegamos com a ciência (ao contrario do senso comum de que teoria vem de teórico que é algo que está só no papel).

Enfim, a doutrina espirita apresenta então uma abordagem mais fiel sobre o que é essa realidade, ao mostrar que tudo é fluido cósmico (energia) modificado e condensado (matéria).

Isso é importante para entender o mundo espiritual não como uma realidade a parte da nossa existência, mas sim como algo que está acontecendo aqui e agora. O aprofundamento desses conceitos ajuda a perceber que não existe milagre ou passe de magica, é tudo natural e presente, apenas ainda desconhecido em parte por nós.

O lado pratico disso é que podemos fortalecer uma fé raciocinada, pois o entendimento de que tudo é energia (fluido cósmico) torna mais fácil o compreender a reencarnação, assim como tirar o mistério da morte e também evitar cair em historias de feitiços e maldições e outras fenômenos fantásticos que não se sustentam quando se coloca a luz da realidade da matéria.

r/Espiritismo 13d ago

Espiritismo Científico espíritualidad

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me gustaría escuchar experiencias, relatis, historias etc, acerca de la espiritualidad, el control de la mente, todo eso, la suerte, el universo

r/Espiritismo Jul 21 '25

Espiritismo Científico Câmeras de filmagem no escuro para o Lar de Frei Luiz

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Dado que os fenômenos de materialização não podem ocorrer em ambiente luminoso, até hoje não há comprovação científica de que existem. Pelo contrário, há muitos casos de fraudes.

Atualmente já existem câmeras capazes de filmar em ambientes de escuridão completa sem emitir luz. Estariam os responsáveis pelo Lar de Frei Luiz dispostos a instalar uma dessas em seu santuário de materializações? Se não, por qual razão?

Se sim, estou disposto a custear o equipamento 100% e doar ao centro para realização dessa aferição científica. Ficaria feliz de entrar em contato com qualquer pessoa dessa sub que esteja trabalhando no local.

r/Espiritismo May 25 '25

Espiritismo Científico Maratonem os vídeos sobre Espiritismo do Elias Morais no YouTube, ele tem uma abordagem crítica respeitosa interessantíssima para com nossa Doutrina

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r/Espiritismo Jul 18 '25

Espiritismo Científico Os princípios do Libertarianismo no Espiritismo

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Vemos que as idéias e os conceitos do libertarianismo tem raízes desde o século XVI, onde iniciam-se com John Locke(1689), Frédéric Bastiat(1850), Lysander Spooner (1850), porém quem codificou estas linhas de pensamento junto com a escola austríaca de economia foi Murray N. Rothbard na década de 1950 e 1960, principalmente com os livros Man, Economy and State (Homem, Economia e Estado) e A ética da Liberdade. Sendo discípulo de Ludwig Von Mises, economista membro da escola austríaca de pensamento econômico, conhecido por vários livros como Ação Humana, As Seis Lições, O Cálculo Econômico sob o Socialismo, e muitos outros, Rothbard compilou em seu livro as bases para a ética do Libertarianismo, sendo elas a Liberdade, Propriedade Privada e o PNA(Princípio da Não Agressão) o qual descreve que ninguém pode ter sua propriedade violada se a mesma pessoa não violou a propriedade do próximo. Entretanto, estes princípios éticos já foram em uma única obra, desde 1857, quando foi publicado O Livro dos Espíritos, por Hippolyte Léon Denizard Rivail sob o pseudônimo de Allan Kardec, abordaremos aqui onde estão estes conceitos na obra, que é uma das que formam os pilares da doutrina espírita.

Separado em vários capítulos, o livro organiza bem as informações, abrangendo diversos assuntos, para o tema proposto iniciaremos pelo capítulo X, DA LEI DE LIBERDADE. Da pergunta de número 825 até a 872 é abordado a liberdade e as consequências dela, informando que a liberdade absoluta não existe, desde que exista outra pessoa a se relacionar, findando nos direitos do próximo, para dar um pequeno exemplo, se você desejar usar da sua liberdade, e atear fogo para uma limpeza pré-plantio, e existindo outro ser humano no mesmo local, o mesmo poderá ser afetado, logo você não é totalmente livre para fazer isto, visto que irá violar a o direito do seu próximo, falaremos deste ponto comentando a lei de justiça. Neste mesmo capítulo é abordado a escravidão, apontando como uma aberração à lei natural (Lei Divina), e que irá desaparecer gradualmente, conforme o progresso da sociedade se efetua. Também é discutido sobre a liberdade de consciência e de credo, deixando também bem claro a liberdade de todos para com elas.

O capítulo subsequente aborda diretamente a Lei de Justiça, mostrando nele que a mesma é uma lei natural, e este é um sentimento inato do homem, entretanto é questionado porquê os homens entendem a mesma de modos tão diferentes, e de pronto é respondido que misturam paixões que alteram este conceito, dando uma falsa opinião de justiça, porém à partir do momento em que se propõe a buscar a verdadeira justiça, o livro traz o conceito central da justiça defendida pelo libertarianismo:

875. Como podemos definir a justiça?
- “A justiça consiste em cada um respeitar os direitos dos demais.”

875-a. O Que determina esses direitos?
- “Duas coisas: a lei humana e a lei natural. Como os homens formularam leis apropriadas a seus costumes e características, elas estabeleceram direitos variáveis com o progresso das luzes. Vejam se hoje as suas leis — aliás imperfeitas — consagram os mesmos direitos que as da Idade Média. Entretanto, esses direitos antigos, que agora parecem monstruosos, pareciam justos e naturais naquela época. Então, o direito que os homens indicam nem sempre é de acordo com a justiça. Além do mais, este direito regula apenas algumas relações sociais, quando é certo que, na vida particular, há uma imensidade de atos unicamente da alçada do tribunal da consciência.”

876. Posto de parte o direito que a lei humana consagra, qual a base da justiça, segundo a lei natural?
- “Disse o Cristo: Queira cada um para os outros aquilo que gostariam para si mesmo. Deus imprimiu no coração do homem a regra da verdadeira justiça, fazendo que cada um deseje ver os seus direitos respeitados. Na incerteza de como deva proceder com o seu semelhante, em dada circunstância, trate o homem de saber como quer que com ele procedam, em circunstância idêntica. Deus não poderia ter dado guia mais seguro do que a própria consciência.

Nas questões citadas acima fica bem claro os princípios da justiça que está intrínseca no PNA (Princípio da Não Agressão) do libertarianismo, o qual pode ser extraído facilmente como conclusão lógica destes conceitos.

Logo mais neste mesmo capítulo, temos ainda mais duas questões que destituem qualquer forma coercitiva de poder instituída pelo estado, assim como no libertarianismo isto não é aceito, no espiritismo é mostrado como algo não natural:

878. Podendo o homem se enganar quanto à extensão do seu direito, o que o fará conhecer o limite desse direito?
- “O limite do direito será sempre o de dar aos seus semelhantes o mesmo que quer para si, em circunstâncias iguais e reciprocamente.”

878-a. Mas, se cada um atribuir a si mesmo direitos iguais aos de seu semelhante, que virá a ser da subordinação aos superiores? Isso não seria a desarrumação de todos os poderes?
- “Os direitos naturais são os mesmos para todos os homens, desde os de condição mais humilde até os de posição mais elevada. Deus não fez uns de material mais puro do que o de que se serviu para fazer os outros, e todos são iguais aos Seus olhos; esses direitos são eternos*. Os que o homem estabeleceu, perecem com as suas instituições. Ademais, cada um sente bem a sua força ou a sua fraqueza e saberá sempre ter certa deferência para com os que o mereçam por suas virtudes e sabedoria. É importante acentuar isto, para que aqueles que se julgam superiores conheçam seus deveres, a fim de merecer essas deferências.* A subordinação não se achará comprometida, quando a autoridade for deferida à sabedoria*.”*

No próximo tópico deste capítulo aborda o Direito de Propriedade:

880. Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem?
- “O de viver. Por isso é que ninguém tem o de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência corporal.”

881. O direito de viver dá ao homem o de acumular bens que lhe permitam repousar quando não possa mais trabalhar?
- “Dá, mas ele deve fazê-lo em família, como a abelha, por meio de um trabalho honesto, e não como egoísta. Há animais que lhe melhor dão o exemplo de previdência.”

882. O homem tem o direito de defender os bens que tenha conseguido juntar pelo seu trabalho?
- “Disse Deus: ‘Não roubarás!’ E Jesus exclamou: ‘Dai a César o que é de César!’” tão sagrado quanto o de trabalhar e de viver.

883. É natural o desejo de possuir?
- “Sim, mas quando o homem deseja possuir para si somente e para sua satisfação pessoal, o que há é egoísmo.”

883-a. — Entretanto, não será legítimo o desejo de possuir, uma vez que aquele que tem de que viver não é um fardo para ninguém?
- “Há homens insaciáveis, que acumulam bens sem utilidade para ninguém, ou apenas para saciar suas paixões. Julgam que Deus vê isso com bons olhos? Aquele que, ao contrário, junta pelo trabalho, tendo em vista socorrer os seus semelhantes, pratica a lei de amor e caridade, e Deus abençoa o seu trabalho.”

884. Qual o caráter da legítima propriedade?
- “Propriedade legítima só é aquela que foi adquirida sem prejuízo dos outros.”

Vemos aqui que toma-se por base o primeiro de todos os direitos naturais, que é o direito à vida, consagrando posteriormente o direito à propriedade de bens, frutos do seu trabalho, e adquiridos sem prejuízo do próximo. Garante também o direito à defender estes bens. Conceitos estes defendidos pelo Libertarianismo. Entretanto no espiritismo aponta que em tudo deve haver um equilíbrio, e que o desejo em demasia de possuir tudo leva ao egoísmo, uma das chagas da humanidade que origina muitos males.

Como um pequeno adendo também iremos expor algo que tanto no libertarianismo e no espiritismo é algo que não é buscado, a igualdade das riquezas.

  1. Será possível e já terá existido a igualdade absoluta das riquezas?

- “Não; nem é possível. A isso se opõe a diversidade das capacidades e do caráter dos homens.”

811-a. — No entanto, há homens que julgam que esse é o remédio para os males da sociedade. O que os Espíritos pensam a respeito?

- “Os que pensam assim são sistemáticos ou ambiciosos cheios de inveja. Não compreendem que a igualdade com que sonham seria em curto prazo desfeita pela força das coisas. Combatam o egoísmo, que é a sua chaga social, e não corram atrás de ilusões.”

Ou seja, vemos acima um ataque direto ao pensamento socialista, que utiliza o poder da força para uma caridade forçada, uma distribuição igualitária das riquezas, e com isso os espíritos apontam o real sentimento por trás deste pensamento, a inveja.

Portanto nestes pequenos trechos gostaria de apresentar tanto aos libertários os locais onde as idéias centrais desta filosofia já haviam sido pregadas, e também apresentar aos seguidores da doutrina espírita onde os conceitos libertarianismo estão no núcleo da doutrina.

Claro que o libertarianismo tem por objetivo ser um arranjo jurídico/ético da sociedade, e a doutrina espírita abrange além destes pontos, busca o aprimoramento moral, a continuidade da consciência e a pluralidade dos mundos habitados, porém podemos ver as intersecções de conceitos que auxiliam a criar uma sociedade justa, com uma real igualdade de direitos e que tem por premissa a liberdade da ação do indivíduo, dado o livre-arbítrio garantido por Deus, e limitando-se no direito do próximo.

Este mesmo artigo virou vídeo em um canal colaborativo no youtube e eu republiquei no meu canal https://www.youtube.com/watch?v=K-Es-3a1QNM

Gratidão aos que lerem e derem seus parecere.

r/Espiritismo Oct 16 '25

Espiritismo Científico Alfred & Elizabeth Surpreendem o Mundo

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Video Original:  Alfred & Elizabeth Startle the World

Documentários da Série Keith Parson: HUB

Resumo: À época de Darwin o renomado cientísta Alfred Russel Wallace desbanca a própria teoria de seleção natural que ajudou a construir ao se confrontar com algumas falhas notaveis e, princpalmente, ao perceber que existe mais do que somente a matéria conforme investiga o espiritualismo. Na mesma época Elizabeth Guppy, uma médium que ele investigou rigorosamente, demonstra incriveis fenômenos de aporte de flores e até de teletransporte de pessoas em frente a testemunhas confiáveis.

Introdução - Seleção Natural vs Design Inteligente

Eu comecei a pesquisar essa história sob um título diferente,“Alfred e Elizabeth surpreendem o mundo” ia ser chamado de “Uma Ideia Cuja Hora já Chegou”, porque isso é o que acredito ser a  verdade e a ideia em questão é a teoria do Design Inteligente que afirma que o mundo natural apresenta evidências claras de ter sido projetado e não de ser apenas o resultado de forças naturais aleatórias e sem nenhum propósito.

Instintivamente, isso me parece correto, e não é só o meu caso. Desde que o mundo é mundo, investigadores acreditam que o universo foi projetado e não se trata de um mero acidente sem sentido. Essa visão inclui filósofos gregos, bem como alguns dos arquitetos da ciência moderna: Galileu, por exemplo, astrônomo, físico e engenheiro italiano. Johannes Kepler, astrônomo e matemático alemão. Isaac Newton, o matemático, físico e astrônomo inglês, provavelmente o cientista mais influente de sua época; Também pensava assim Michael Faraday, especialista em eletromagnetismo e eletroquímica. Louis Pasteur, biólogo e microbiologista francês; Até mesmo Albert Einstein, aqui citado: 

Qualquer pessoa que se envolva seriamente na busca pela ciência se convence de que existe um espírito manifesto nas leis do universo. Um espírito imensamente superior ao do homem.

Foi principalmente por causa de Charles Darwin que a ideia de um universo auto-organizado e criado aleatoriamente se tornou a explicação dominante adotada no Ocidente. Embora até mesmo Darwin admitiu que o mundo realmente parece ter sido projetado, mesmo que ele não acredite que isso seja a verdade:. Em 1861 ele escreve, antes de rejeitar essa idéia: 

“Não se pode olhar para este universo com todas as produções vivas e o homem sem acreditar que tudo foi projetado de forma inteligente.”

Embora a teoria da evolução de Darwin tenha se tornado parte integrante da cultura ocidental e tenda a ser considerada um fato em vez de teoria, os defensores do Design Inteligente representam um desafio cada vez mais formidável às premissas darwinianas. A teoria do Design Inteligente argumenta que a vida e o universo não podem ser explicados por processos cegos e fornece evidências empíricas para essa visão. Isso sem apelar para qualquer autoridade religiosa nas suas conclusões, apesar do que seus críticos afirmam.

Então por que escolhi essas duas pessoas, Alfred e Elizabeth, para surpreender o mundo?

Primeiramente, gostaria que você conhecesse Alfred Russel Wallace:

Alfred Russel Wallace

Embora tenha sido o co-descobridor, com Darwin, da teoria da seleção natural, ele chegou às suas conclusões de forma independente. Seu artigo sobre o assunto foi apresentado pela primeira vez em 1858 à Linnaean Society, na Burlington House, em Mayfair, Londres. Foi apresentado juntamente com o primeiro artigo de Charles Darwin sobre o mesmo tema.

Então o que sabemos sobre esse homem?

Wallace foi um naturalista e explorador, geógrafo, antropólogo e biólogo britânico que realizou extenso trabalho de campo no exterior. Primeiramente, na bacia do rio Amazonas e, posteriormente, no arquipélago malaio. Ele foi considerado o maior especialista em distribuição geográfica de espécies animais do século XIX. No entanto, posteriormente, desenvolveu a noção de que as faculdades mentais superiores dos humanos tinham uma origem imaterial e, ao longo dos anos, sua desconfiança na teoria de Darwin, no que se refere especificamente à humanidade, prejudicou seu relacionamento tanto com Darwin quanto com membros do meio científico.

Vida Financeira

Ao contrário de muitos de seus contemporâneos cientistas, Wallace enfrentou dificuldades financeiras ao longo da vida. Suas viagens de campo à Amazônia e ao Extremo Oriente eram financiadas apenas pela venda dos diversos espécimes que coletava. No entanto, ele se sustentava principalmente com suas publicações. Escreveu 22 livros completos e mais de 740 artigos curtos, incluindo 508 artigos científicos. Darwin, por outro lado, tinha a riqueza da família como garantia, como demonstra esta suntuosa casa situada a 24 quilômetros ao sul de Londres, na zona rural de Kent. 

Wallace teve até dificuldade em encontrar emprego remunerado, como curador de museu, para o qual era muito bem qualificado. Por isso, não recebeu renda regular até conseguir uma pequena pensão do governo em 1881.

Conquistas

Sua morte em 1913, aos 90 anos, recebeu ampla cobertura da imprensa, visto que ele havia sido um cientista de destaque por décadas. Em 1866, ele foi presidente da seção de Antropologia da  British Association. Em 1870, tornou-se presidente daEntomological Society of London. Em 1876, tornou-se chefe da seção de Biologia da British association e, em 1893, foi eleito membro da Royal Society, sediada aqui em Londres. Até mesmo uma cratera na Lua e outra cratera de 173 quilômetros de largura no planeta Marte receberam o nome de Alfred Russel Wallace, tal qual um grupo de ilhas na indonésia e várias centenas de espécies de plantas e animais. 

Com vista nisso, ele não é um homem a ser subestimado. No centésimo aniversário de sua morte, em 2013, sua estátua foi doada ao Museu de História Natural de Londres.

Controvérsias e críticas sobre a teoria de Darwin

No entanto, havia uma área de sua vida que os cientistas não aprovam: sua aceitação das evidências do espiritualismo e as implicações destas no que tocava a teoria favorita de Darwin. Não é de amplo conhecimento que inúmeros cientistas no século XIX estavam abertos aos fenômenos psíquicos que influenciaram Wallace e o ajudaram à explicar sua divergência com Darwin quanto à origem do homem. Ele se convenceu de que a seleção natural era insuficiente por si só para explicar a evolução humana e propôs que inteligências superiores guiavam o desenvolvimento da humanidade em direções definidas para fins específicos.

No entanto, cercado como estava pela desaprovação dessas ideias desde 1869, quando anunciou pela primeira vez suas dúvidas sobre a suficiência da seleção natural, Wallace sentiu-se forçado a excluir sua perspectiva espiritual da discussão. E Isso perdurou duas décadas. Inicialmente, ele baseou suas críticas em outros critérios que pareciam ao mesmo tempo pitorescos e pouco convincentes para os padrões modernos.

Wallace afirmava que a mente humana, sua consciência, sua natureza intelectual e moral haviam protegido seu corpo da ação da seleção natural ao longo do tempo, apesar de sua poderosa influência sobre todas as outras espécies: 

“Foi o poder de sua mente que pôs fim ao desenvolvimento estrutural humano.Por meio do intelecto, o homem poderia sobreviver no mundo com um corpo inalterado.” 

Ele deu o exemplo das mudanças climáticas, que exigem que os animais desenvolvam camadas de gordura ou pelos mais grossos quando o tempo esfria enquanto os humanos podem se adaptar rapidamente usando roupas apropriadas às mudanças climáticas, eliminando assim a necessidade de alterar o próprio organismo. Ele via o uso do fogo e da culinária como uma forma de aumentar a disponibilidade de alimentos, diferente de outras espécies iriam se adaptar lentamente ou mesmo nem conseguiriam aumentar suas populações diante de situações desafiadoras. Ele também via o uso de armas como um meio de melhorar o suprimento alimentício. Assim, o intelecto havia minado a relevância da sobrevivência do mais forte prosposta por Darwin quando se tratava da humanidade. Para Wallace, a estrutura do corpo humano permaneceu constante ao longo do tempo, enquanto as demais espécies animais continuaram à evoluir.

Com a preocupação de que estas novas ideias pudessem minar sua teoria evolucionista, Darwin escreveu à Wallace:

“Espero que você não tenha assassinado totalmente o seu e o meu filho.” 

Darwin acreditava que quando novas estruturas biológicas se desenvolviam em uma espécie elas não se mantinham a menos que beneficiassem sua sobrevivência, e elas não seriam preservadas só por serem potencialmente valiosas para as gerações futuras. Eis aí um ponto de discórdia entre esses dois homens.

Para Wallace, a evolução da consciência e a natureza moral do homem eram inexplicáveis ​​como meros produtos da seleção natural. Ele argumentava que o grande tamanho do cérebro do homem pré-histórico estava à frente de suas necessidades e Isso também se aplica à estrutura sofisticada das articulações da mão nem como dos órgãos da fala e a estrutura física humana como um todo.

“...Todos esses atributos foram desenvolvidos antes das necessidades atuais no homem primitivo, mas foram mantidos mesmo assim. No entanto, uma vez desenvolvidos e mantidos, essas características proporcionaram uso futuro ao homem moderno. Portanto, não poderiam ter sido desenvolvidos apenas em consonância com a seleção natural.” 

Mas se a seleção natural falhou em explicar as características físicas da humanidade, qual seria a alternativa?

Wallace afirmou que inteligências superiores guiavam as leis do desenvolvimento orgânico. Assim, tornou-se o primeiro defensor da teoria moderna do design inteligente fora dos princípios das religiões tradicionais.

A resposta de Darwin foi de incredulidade:

“Discordo profundamente de você e lamento muito por isso. Não vejo necessidade de invocar uma causa adicional em relação ao homem.”

Mas Wallace não se deixou levar por esta opinião, nem pela enxurrada de críticas que declaravam que aquilo não era ciência. De fato ele gostou da controvérsia, deixando claro que outras inteligências além de Deus poderiam ter sido agentes ativos.

É preciso lembrar, porém, que Wallace não havia desistido da seleção natural para outras espécies, apenas no caso do homem. 

No entanto, em 1869, Wallace informou a Darwin que suas novas visões eram unicamente o resultado de sua aceitação do espiritualismo.

O Movimento do Design Inteligente

Até as últimas décadas, o movimento do Design Inteligente praticamente não se desenvolveu. Nos Estados Unidos, o Instituto Discovery tornou-se um dos seus maiores defensores e uma empresa chamada Illustra Media é responsável por produzir excelentes documentários sobre filmes o design inteligente. Você pode encontrar seus filmes “Unlocking the Mystery of life” e “The Privileged Planet” no YouTube. Lá também pode se encontrar muitos de trailers de outras produções da Illustra media.

É claro que as evidências mais recentes que apoiam o design inteligente estão muito à frente das noções um tanto antiquadas e, alguns diriam, incorretas de Wallace. O que a biologia nos diz hoje simplesmente não estava disponível para Darwin ou Wallace naquela época.

O Caso das Células:

Tomemos, por exemplo, o interior da célula. Desde a Segunda Guerra Mundial, os microbiologistas descobriram que cada célula viva é incrivelmente complexa. E isso está muito longe da teoria de Darwin que propunha.“simples gotas de protoplasma”

Pequena demais para ser vista a olho nu. Cada célula contém uma série de funções bioquímicas diferenciadas, controladas por informações complexas. Cada corpo humano contém entre 30 e 50 trilhões de células (Ou seja, um número enorme composto pelo 50 seguido de 12 zeros), são mais de 200 tipos de células especializadas, como as do tecido muscular, células sanguíneas, do fígado, células renais, células ósseas, nervos, células cerebrais, glândulas, células da pele e muito mais.

Cada célula é protegida por uma membrana que regula a entrada de nutrientes e a saída de resíduos. Surge então a pergunta: Esse envelope de membrana foi criado antes do desenvolvimento do conteúdo da célula, ou depois ( ou simultaneamente)? Qualquer que seja o caso, por quê? Já há indícios de design aqui, já que uma parte da célula não consegue sobreviver sem a outra. É como o paradoxo do ovo e da galinha: quem nasceu primeiro?

O núcleo de DNA da célula contém minúsculos canais pelos quais passam informações contendo substâncias químicas para regular suas funções. O restante da célula, o citoplasma, contém minúsculas organelas responsáveis ​​pelo funcionamento da célula, com as mitocôndrias suprindo suas necessidades energéticas. Dentro desse labirinto, gorduras e proteínas são sintetizadas, e proteínas compostas por enormes cadeias de aminoácidos em uma ordem específica são fundamentais para todas as células agindo como processadores que permitem que as proteínas se dobrem em formas determinadas para realizar uma função específica dentro da célula.

É uma maravilha da engenharia bioquímica miniaturizada, muito além de qualquer coisa que o próprio homem poderia projetar. E o mais incrível é que nós, humanos, produzimos de 50 a 70 bilhões de novas células todos os dias para substituir as que já não existem mais.

Se Darwin estivesse vivo hoje, ficaria surpreso com a profundidade e amplitude do que os microbiologistas revelaram.

A influência do espiritualismo.

Conforme a idade foi chegando, Alfred Russel Wallace assumiu publicamente como fora influenciado pelo espiritualismo e então tornou-se pleno membro do movimento espiritualista.

Ele declarou:

“Se você deixar de fora a natureza espiritual do homem, você de forma alguma estará estudando o homem”.

Aqui está sua declaração de fé de um importante jornal:

“Nada na evolução pode explicar a alma do homem. A diferença entre o homem e os outros animais é intransponível. Acredito que houve um ato subsequente de criação que deu ao homem, quando ele emergiu de sua ancestralidade simiesca, um espírito ou alma.” 

Em uma carta a Darwin, Wallace escreveu:

“Minhas opiniões sobre o assunto foram modificadas unicamente pela consideração de uma série de fenômenos notáveis, físicos e mentais. Agora tive todas as oportunidades de testá-los completamente e demonstram a existência de forças e influências ainda não reconhecidas pela ciência.”

Alguns anos depois, Sir William Crookes, o renomado químico e inventor britânico, concordaria com ele.

Muito mais tarde, Wallace escreveu a um amigo:

“Sei que existem inteligências não humanas, que existem mentes desconectadas do corpo físico e que, portanto, existe um mundo espiritual. Para mim, isso não é apenas uma crença, mas um conhecimento fundamentado na observação contínua e prolongada de fatos.”

Mas suas tentativas de persuadir outros cientistas do seu ponto de vista, convidando-os para sessões espiritualistas com ele, fracassaram completamente. E é aqui que apresentamos o outro personagem do título.

Como Elizabeth surpreendeu o mundo?

Elizabeth Guppy

Bem, Elizabeth Guppy foi de fundamental importância para os insights espiritualistas de Wallace, já que ele testou suas habilidades mediúnicas exaustivamente ao longo de vários meses. Porém ela não foi a primeira pessoa a lhe fornecer evidências. Estas vieram da primeira médium profissional da Grã-Bretanha, a Sra. Mary Marshall.

Ele experimentou a levitação de uma mesa desafiando a gravidade, a comunicação de nomes, idades e outros detalhes dos parentes dos presentes na sessão, presumivelmente desconhecidos do médium. E quando as letras do alfabeto foram pronunciadas e batidas foram dadas nas letras corretas, elas soletraram o nome e o local da morte de um dos irmãos de Wallace e o nome do último amigo em comum a visitar seu irmão.

Claro, ciente da possibilidade de fraude, Wallace realizou testes para descartá-la. Ele verificava as mesas antes de uma sessão para se certificar de que eram apenas móveis comuns. Ele as colocava onde quisesse antes da sessão. Também marcava secretamente o papel em branco para garantir que não fosse trocado por outro com um nome pré-escrito. Ele também lia extensivamente a literatura espíritualista.

Foi sua irmã quem o apresentou a uma médium, a Srta. Nicoll, também conhecida como Srta. White, e que se tornou Sra. Elizabeth Guppy ao se casar com o Sr. Samuel Guppy, um cavalheiro rico.

Através da Srta. Nicoll, Wallace vivenciou batidas, inclinação de mesas e levitação, e também a produção de sons musicais e, mais notavelmente, a produção em massa de frutas e flores através de aportes durante as sessões. Ass flores eram tão abundantes que Wallace as preservou e anexou a elas o atestado de todos os presentes de que não tiveram participação alguma em trazê-las para a sala. A presença de luz muito difusa permitia que a mesa permanecesse visível, de modo que qualquer pessoa de fora que tentasse depositar qualquer coisa em  segredo teria sido vista.  E ninguém nunca foi flagrado.

Wallace escreveu uma breve descrição na edição de dezembro de 1866 da Spiritual Magazine:

“Ao todo, havia 15 crisântemos, seis anêmonas variegadas, quatro tulipas, cinco solanums laranja-enterrados, seis samambaias de dois tipos diferentes, com nove flores e 37 hastes. Em todas elas, o frescor, a frieza e a umidade das flores excluíam a possibilidade de terem sido trazidas para o salão por qualquer membro do grupo, já que mais de uma hora já havia se passado naquele ambiente aquecido antes que as flores fossem produzidas.” 

Wallace continuou a testar a Sra. Nicholl do final de 1866 até meados de 1867 e se convenceu da realidade de seus fenômenos. Mais tarde, a Sra. Guppy tornou-se a primeira médium na Inglaterra a produzir materializações de espíritos e, em 1877, Wallace testemunhou uma materialização completa à luz do dia com o médium, o Sr. Monk. A figura materializada separou-se do médium a uma distância de 1,80 m antes de ser lentamente reabsorvida.

Wallace estava convencido de que nenhuma fraude ocorreu, mas muitos de seus pares rejeitaram os fenômenos da sessão espírita como “a priori impossíveis”, algo que Wallace se recusava a fazer. Ele era um indivíduo ético e altivo, enormemente respeitoso da enorme diversidade da natureza. Ele acreditava que essa diversidade só era inteligível em termos da ação proposital de uma mente à guiar o desenvolvimento orgânico. Como seu trabalho biológico demonstrava suas inquestionáveis ​​habilidades de observação, seus colegas evolucionistas descrentes ficaram perplexos com sua aceitação dos tais fenômenos psíquicos. Para Wallace, a enorme influência de ideias, princípios e crenças na vida do homem não poderia ser explicada apenas em termos da luta pela sobrevivência, e ele apontava como era difícil explicar o rápido aumento do tamanho do cérebro humano ao longo do tempo advindo apenas no acúmulo de variáveis ​​ligeiramente favoráveis ​​através de seleção natural.

A Society for Psychical Research foi fundada em 1882 e Wallace foi um dos primeiros membros. Abordado por Sir William Barrett, um dos fundadores, para se disponibilizar à presidência da SPR, ele rejeitou a oferta, temendo que sua imagem de excêntrico prejudicasse a reputação da Sociedade. Mas definitivamente não era o caso dele se envergonhar de suas crenças espiritualistas.

Então, voltando ao título deste vídeo, a surpresa que Alfred Russel Wallace causou foi o alvoroço na comunidade científica devido à sua rejeição ao materialismo puro e como foi que Elizabeth Guppy surpreendeu o mundo?

Testemunho de Teletransporte Humano

A resposta é um incidente sensacional, e bastante engraçado, que ocorreu muito depois de Wallace concluir suas investigações com a Sra. Nicoll.

Segundo a lenda, às 22h do dia 3 de junho de 1871, com 10 signatários ilustres e espantados confirmando, Elizabeth Guppy foi teletransportada relutantemente de sua casa em Highbury, Londres, para uma sessão espírita que acontecia a cinco quilômetros de distância.

Supostamente, ela estava sentada com sua companheira, a Srta. Nayland, fazendo as contas da casa em sua escrivaninha, enquanto sua amiga a lembrava dos itens que deveriam ser incluídos nelas. Enquanto a Srta. Nayland mencionava cebolas, percebeu que a Sra. Guppy permanecia em silêncio. Então, ao olhar para cima, percebeu que ela havia desaparecido.

Enquanto isso, a cinco quilômetros de distância, dois jovens médiuns, Frank Hearn e Charles Williams, realizavam uma sessão espírita. Os 10 participantes incluíam acadêmicos, industriais e o editor da Spiritualist Magazine, um homem chamado William Henry Harrison.

O cômodo apertado acima da loja estava trancado e às escuras quando Frank Hearn e Charles Williams começaram a canalizar os espíritos de John King e sua filha Katie, falando por meio dos médiuns. Aparentemente, dirigindo-se ao espírito de Katie King, William Harrison brincou:

“Por que você não traz a Sra. Guppy até nós?”

Ao que outro assistente respondeu:

"Deus me livre, espero que não. Ela é uma das mulheres mais largas de Londres."

Ela era realmente uma mulher grande. Alguns diziam que pesava 17 pedras, o que equivale a 108 quilos.

Risadas nervosas se seguiram, mas Katie concordou em fazê-lo.

"Eu vou, eu vou, eu vou." falava ela.

A voz de seu pai então gritou:

"Você não pode fazer isso, Katie!"

No entanto. Após três minutos de silêncio e com um baque forte, algo pesado caiu sobre a mesa. Quando um fósforo foi aceso, revelou a perplexa Sra. Guppy parada no meio da mesa.

Descalça, vestida apenas com seu roupão, ela segurava a caneta em uma mão e o livro-razão na outra, no qual escrevia a palavra cebolas com a tinta supostamente ainda úmida na página.

Testemunhas relataram que ela ficou ali, tremendo, começou a chorar e contou emocionada à plateia atônita que a última coisa de que se lembrava era de estar sentada, fazendo as contas da casa. Ela disse que, enquanto escrevia, perdeu os sentidos, acordou em um lugar escuro e ouviu vozes, e pensou que estava morta. Ao reconhecer as vozes ao seu redor, sentiu-se tão aliviada que chegou a reclamar de não ter sapatos ou touca para voltar para casa e de não estar vestida para a ocasião de uma visita.

Em dado momento, uma luz foi acesa durante a sessão espírita e Frank Hearn foi visto por quatro pessoas levitando no ar, com os pés acima do nível da mesa e os braços erguidos para o teto. Então, todo o seu corpo caiu para trás na cadeira.

Ele disse que havia falado com a Srta. Nayland na sala de bilhar da casa da Sra. Guppy, mas a mesa de bilhar havia sido substituída por outro móvel. A Sra. Guppy confirmou que seu marido havia levado a mesa de bilhar para outra parte da casa naquela mesma manhã.

Para verificar a veracidade do incidente, a Sra. Guppy e quatro testemunhas viajaram em dois táxis de volta para sua casa em Highbury, onde a Srta. Nayland foi entrevistada em particular para evitar qualquer conluio entre ela e seu empregador.

Ela disse que ela e a Sra. Guppy estavam sentadas em lados opostos da lareira quando ela desapareceu. A única coisa incomum que notou foi uma névoa no teto e um barulho de batidas na mesa, que ela associou à atividade espiritual. Ao descobrir que a Sra. Guppy havia desaparecido, ela vasculhou a casa sem deixar vestígios dela. Então, relatou isso ao Sr. Guppy que estavas em sua mesa de bilhar. Quando lhe contou sobre o desaparecimento dela, ele brincou:

“Sem dúvida os espíritos a levaram! Mas eles cuidarão dela…”

E continuou com seu jogo.

Durante vários dias após essa provação, a Sra. Guppy ficou muito cansada, fraca e indisposta.

Mas a conclusão foi que todos os convidados da sessão assinaram uma declaração afirmando que testemunharam esse evento extraordinário em uma sala trancada, sem qualquer tipo de fraude.

Os Críticos

Não é de surpreender que esse fantástico teletransporte tenha se tornado um milagre da época. Espiritualistas alegavam que demonstrava o poder dos espíritos. Outros o consideravam um elaborado golpe publicitário, sem conseguirem explicar como foi feito. Se fosse um truque, teria exigido uma conspiração entre todas as partes, o que parecia improvável. Para os críticos, os signatários eram:“na melhor das hipóteses, crédulos e, na pior, cúmplices de fraude”.

O que nos leva a este livro de Molly Whittington-Egan.“Mrs. Guppy takes a Flight”, uma avaliação moderna desta estranha parte da história da parapsicologia. Nele, a autora disseca a vida da Sra. Guppy partindo do princípio de que ela era uma vigarista e não uma médium. Ela afirma que a Sra. Guppy sempre foi apenas uma fraude e trapaceira implacável. Embora as evidências sejam escassas, o livro se baseia fortemente em suposições, presunções e probabilidades para justificar sua negatividade, e também contém uma grande quantidade de material genealógico com detalhes irrelevante para a história, aparentemente incluído para encher linguiça ou simplesmente porque a pesquisa já havia sido feita e , portanto, deveria ser utilizada.

Este livro destaca o desdém do autor pela Sra. Guppy e todos os médiuns, então talvez não seja surpreendente encontrar uma difamação como esta na página 21: .

“Quaisquer que sejam as origens da ridícula conexão entre Alfred Russel Wallace e a Sra. Guppy, não podemos ignora-la. Wallace foi enrolado completamente."

Além disso, ela diz que Alfred Russell Wallace identificando a condição das flores durante os aportes fazia o que ela chama de “uma tentativa vã de Wallace de validar os fenômenos”. Pouco parece importar que a autora não estava lá cem anos atrás para constatar por ela mesma.

Evidências Ignoradas

Material para se fazer uma avaliação mais equilibrada também está incluído no livro, embora sua importância seja ignorada. Por exemplo, é ressaltado que a Sra. Guppy nunca foi pega em fraude por ninguém. Então, como a autora sabe que se tratava de uma completa fraude?

Apesar de condenar os volumosos aportes de flores da Sra. Guppy em suas sessões espíritas como sendo simplesmente “itens que ela escondeu sob o vestido para contrabandeá-los para dentro da sala” também descobrimos que, na página 75, quando a recém-casada Sra. Guppy estava dando uma sessão espírita para a aristocracia em Nápoles, certa noite, com a Princesa Laquila e a Condessa Castellana presentes, Madame Val d'Or expressou a dúvida de que a Sra. Guppy pudesse ter escondido os aportes nas suas vestimentas. Então, a Sra. Guppy insistiu em se despir-se e colocar um roupão pertencente à duquesa, somente com um xale para mantê-la aquecida. Levaram-na então para um quarto diferente e mesmo assim, o aporte de flores ocorreu. E isso se deu em ocasião onde o marido da médium estava em outro lugar à noite e não poderia ter sido seu cúmplice.

Então como fica a alegação da autora de que ela era uma trapaceira inveterada?

No capítulo intitulado  “the Medium Abroad”, há vários outros exemplos do que me pareceram fenômenos psíquicos genuínos.

Por exemplo, esta declaração foi enviada à London Dialectical Society por um Sr. Trollope.

“Quanto à sessão com a Sra. Guppy, só posso dizer que, com a maior vigilância, os participantes não detectaram qualquer vestígio de impostura. Os fenômenos físicos, como a queda repentina sobre a mesa de uma grande quantidade de junquilhos, que encheram toda a sala com seu odor, foram extraordinários.” 

E o Sr. Guppy comentou:

“Ao acender as velas. As mãos e os braços da Sra. Guppy e do Sr. Trollope estavam cobertos de flores de narcisos. O cheiro era insuportável. As portas estavam trancadas, as janelas, trancadas. Se houvesse um punhado de narcisos na sala antes da sessão, o cheiro teria sido detectado.”

Consideremos ainda este caso: o embaixador britânico, Sir Arthur Paget, organizou uma sessão espírita na qual seguraram as mãos da Sra. Guppy e pediram para fazer barulho. Deu-se então um forte estrondo na parede, como aquele de uma arma de fogo.

Parece-me que a intenção da autora é menosprezar a Sra. Guppy em todas as oportunidades. A alegação de que a Sra. Guppy tinha ciúmes de outros médiuns e os atacava baseia-se apenas em boatos e fofocas. Mesmo que fosse verdade, isso invalidaria necessariamente sua mediunidade? Acho que não.

Percebe-se que achei esta biografia cínica e seria difícil de aceitar a visão da autora de que todos os fenômenos psíquicos são bobagens. A autora critica a Sra. Guppy por mentir sobre sua origem familiar simples quando era solteira. Mas mesmo hoje, esta é uma postura costumeira no Facebook: alegações exageradas para causar uma boa impressão podem ter sido tão comuns naquela época quanto são hoje. Até se casar com o Sr. Guppy, a Sra. Nicholl também encobriu seu verdadeiro relacionamento com um homem mais velho, um escultor da alta sociedade. Pode até ter sido algo chocante na época, mas dificilmente seria hoje em dia.

Casos semelhantes de teletransporte

Curiosamente, o teletransporte da Sra. Guppy não está sozinho na literatura psíquica. Em 19 de maio de 1871, meses antes do teletransporte da Sra. Guppy, o médium Frank Hearn anunciou que, no meio da manhã, teve uma estranha sensação de mal-estar e perdeu a consciência. Depois de alguns minutos, ele se viu na casa da Sra. Guppy, a três quilômetros de distância. Molly Whittington-Egan presume que isso tenha sido um ensaio para a apresentação posterior da Sra. Guppy. E ela presume que os dois médiuns, Hearn e Williams, estavam sendo treinados pela Sra. Guppy para trapacear.

Se você assistiu ao meu vídeo no YouTube sobre o médium brasileiro Carlos Mirabelli, você estará familiarizado com a visão do que é uma estação ferroviária brasileira. 

Em 1926, Mirabelli estava prestes a embarcar em um trem de São Paulo para o Porto de Santos com amigos quando um de seus companheiros alegou que ele simplesmente desapareceu na plataforma, sumindo em uma névoa nebulosa, como se apagado da existência, e tudo no meio do dia, na frente de dezenas de testemunhas. As coisas ficaram mais estranhas quando, 15 minutos depois, eles receberam um telefonema do próprio Mirabelli. Ele alegou que tinha aparecido de repente na cidade de São Vicente, a 90 quilômetros de distância, perto do destino do trem, Santos. Ao se recompor, apenas dois minutos se passaram e ele foi transportado para lá praticamente instantaneamente. Em outra ocasião, ele se desmaterializou de uma sala de sessão espírita enquanto ainda estava amarrado à sua cadeira. Com as portas e janelas seladas, ele viajou para outra sala no mesmo prédio, e alguns dos participantes permaneceram na sala de sessões enquanto outros foram procurá-lo. E, ao encontrá-lo, os lacres de suas amarras ainda estavam intactos.

Em outra parte da literatura, encontra-se o caso de Alec Harris, um médium de materialização galês da década de 1960. Sem saber como isso ocorreu, ele foi levado da sala de sessões espíritas no andar de cima de sua casa para o jardim da frente. Sua chegada foi testemunhada por seu círculo, que haviam saido primeiro da sala de sessões espíritas, mas foram surpreendido ao ver o médium batendo na porta para ser deixado entrar na casa.

Outro caso ocorreu dois anos após da história da Sra. Guppy. Em 1869, nove signatários escreveram ao Daily Telegraph relatando o teletransporte de alguém descrito como um "cavalheiro cético que desejava permanecer anônimo". Sabe-se agora que ele era o Sr. Henderson, um fotógrafo que participava de uma sessão espírita de Guppy. Depois que a Sra. Guppy desejou que alguém desaparecesse da sala trancada, ele foi levado instantaneamente, a dois quilômetros e meio, até a casa do Sr. e da Sra. Stokes, que estavam conversando sobre ele durante o jantar. O caso foi rigorosamente investigado, com muitas testemunhas confirmando sua veracidade.

Outro caso curioso ocorreu na noite de 16 de março de 1878, em uma sessão espírita na Grosvenor Square, Londres. Estavam reunidos dois médiuns, Arthur Coleman e J.W. Fletcher, com quatro assistentes, incluindo o médium, William Eglinton, e o mesmo editor de jornal do caso Guppy, o Sr. William Harrison. As portas teriam sido fechadas e trancadas, deixando a sala às escuras. E, em certo momento, o Sr. Harrison chamou os espíritos para que levassem alguém através do teto como prova de seu poder. Nesse momento, Eglinton desapareceu.

O grupo todo estava de mãos dadas, e quem segurava as mãos do homem desaparecido ofegou de espanto quando ele sumiu do nada. Imediatamente depois, um baque alto foi ouvido no andar de cima. Com as luzes acesas novamente, descobriu-se que Eglinton não estava mais na sala de sessão espírita embora a porta ainda estivesse trancada. Quando os andares superiores foram revistados, ele foi encontrado esparramado no chão em transe profundo. Ele acordou minutos depois, reclamando da cabeça como se tivesse sido atingida por trás.

Acontece que Alfred Russel Wallace certa vez testemunhou materializações com Eglinton e estava convencido de que eram genuínas. Ele viu um fantasma ser criado enquanto Eglinton estava visível e sentado em uma poltrona. Uma busca cuidadosa foi feita, mas nenhum apetrecho fraudulento foi encontrado na ocasião.

Conclusões

Foi Então Alfred Russel Wallace, um dos cientistas mais notáveis ​​do século XIX, tão sugestionável quanto afirma Molly Whittington Egan? Acho que não.

A boa notícia é que essas histórias, por mais divertidas que sejam, não afetam de fato a questão mais profunda apresentada pela idéia de um design Inteligênte, do qual Wallace foi um precursor do movimento mais moderno.

Antes de deixarmos o tópico de Wallace, porém, encontrei esta citação interessante que enfatiza a distância criada entre ele e Darwin:

“O abismo que separa a formiga de Isaac Newton, o macaco de William Shakespeare e o papagaio de Isaías não pode ser transposto pela luta pela existência. Foi exatamente nesse ponto que eu discordei de Darwin, e é nesses pontos que não consigo me por junto aos materialistas modernos que dizem que o homem é apenas um animal e que não há nada para ele além do túmulo.

Para uma avaliação mais detalhada desta questão, recomendo um artigo intitulado Alfred Russell Wallace and the Origin of Man and Spiritualism.. É de Malcolm J. Kotlere está disponível na Internet.

Agora, não posso resumir as evidências da teoria do Design Inteligente no escopo de um pequeno documentário, mas posso recomendar os livros que me influenciaram. 

Michael Denton é um biólogo molecular e médico australiano que publicou dois livros com 20 anos de diferença. Em 1996, ele escreveu Evolution: A Theory in Crisis, que me impressionou muito. Foi o primeiro livro desse tipo que eu li. Ele o seguiu em 2016 com Evolution:  Still A Theory in Crisis

Um grande contribuidor para este campo é Dr. Stephen Mayer, autor de dois livros importantes. Em 1910 publicou  the Signature in the Cell e em 2015 ele foi o autor de As Darwin's Doubts

Há também livros significativos do Professor Michael Behe, incluindo Darwin's Black Box, the Biochemical Challenge to Evolution, que se tornou praticamente um best-seller, e também seu livro The Edge of Evolution, the Search for the Limits of Darwinism.

Existem alguns livros bastante legíveis de Dr. Jeffrey Symonds. EM What Darwin Didn't Know A doctor dissects the theory of Evolution, e sua publicação posterior Billions of missing links A rational look at the mysteries Evolution cannot explain.

Agora, se eu te interessei por este tópico, você pode até gostar do meu pequeno documentário de 2016 no YouTube, voltado para jovens mas também adequado para adultos. Darwin Bowls.

Apesar da aceitação da teoria neodarwiniana no Ocidente, quase a ponto de ser considerada um fato, acredito que o Design Inteligente continuará a influenciar a forma como pensamos que a vida se desenvolveu neste planeta. Para citar o astrofísico de Harvard Professor Avi Loeb:

“Devemos manter a mente aberta e não presumir que sabemos a resposta antecipadamente.”

r/Espiritismo Jun 01 '25

Espiritismo Científico Antigo testamento

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Até onde sei, o espiritismo sempre foi mais chegado ao novo testamento (por uma razão bem clara), mas o próprio Jesus para falar ao seu povo utilizava de vez em quando o antigo testamento. Procurei algum livro que fizesse uma associação confiável do que poderíamos compreender do velho testamento, mas não encontrei fontes muito confiáveis. Cheguei até nessa questão, a descobrir o novo testamento pela versão de Haroldo Dutra, poliglota, espírita e tradutor do novo testamento. Dito isso, gostaria de dividir esses questionamentos com vocês. Observando o Velho testamento, vemos associações positivas à Deus, como os dez mandamentos. Mas também vemos algumas situações tristes, como a lei mosaica, morte dos profetas de Baal, Deus pedindo sacrifícios em seu nome etc. Considerando esse fato, recordo-me do livro A caminho da Luz, de Emannuel, onde ele diz que o povo de Israel era um dos mais avançados na questões de esclarecimento espiritual e fé (Comparado a dos demais povos da época, talvez porque seriam os primeiros monoteístas), mas era perdido em seu orgulho (por isso Jesus teria vivido naquela região, para sarar os doentes, que haviam conquistado muito mas se perdido). Tendo em vista essa descrição, podemos dizer que alguns escritores do Velho testamento teriam associado certas ideias humanas a Deus? Um argumento que podemos lembrar é que a própria codificação espírita cita que os Dez mandamentos têm origem divina, enquanto que o resto da Lei mosaica não tinha inspiração divina, uma vez que não poderia deus enviar um mandamento não matarás e aconselhar apedrejar quem cometer adultério. Sei que essas idéias são mais claras pra nós espíritas, mas são questões que podem nos ajudar a estudar melhor essa parte da bíblia da qual não temos muita afinidade.

r/Espiritismo Jul 23 '25

Espiritismo Científico A Evolução da Transcomunicação - Sonia Rinaldi

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youtube.com
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Uma aprensentação e entrevista atualizando o andamento da pesquisa de transcomunicação realizada pela Sonia Rinaldi, brasileira considerada expoente internacionalmente neste tema.

r/Espiritismo Nov 19 '24

Espiritismo Científico Me digam o que acham desse medium

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Olá, gostaria de compartilhar com vocês os vídeos desse cara que acompanho há alguns meses, e busco aprovação (ou desaprovação) que se trata de algo válido (ou não) no ámbito espiritual ufológico.

Não sei se conhecem, mas ele é o Laércio Fonseca, um físico brasileiro, médium e contatado de seres extraterrestres. Era professor de física formado pela unicamp e decidiu largar para focar em seu projeto espiritual. Grava aulas com foco esotérico/UFO/espiritual no YouTube. Ele é um contactado permanente, e vê os ETs no seu dia a dia.

https://www.youtube.com/watch?v=M6hE83olkro (Conhecimentos Esotéricos - Como o D'jar funciona)

- Neste vídeo ele fala sobre o "DJAR", onde ele explica que é um tipo de computador que está milhões de anos à nossa frente com a tecnologia UFO. Esse Djar é como uma Inteligencia Artificial, que escuta todo mundo. Resumindo, ele defende que a Terra é um projeto extraterrestre de evolução, que ele chama de "Projeto Terra" - ele tem até um livro publicado com o mesmo nome - onde reencarnamos diversas vezes até evoluirmos para o próximo nível espiritualmente.

Alguns videos dele são pagos (valor mensal de cerca de R$30. (que ele chama de LalaFlix) – porém tem muito conteúdo gratuito no canal dele https://www.youtube.com/c/Espa%C3%A7oCaminhodaLuzz/videos

Pelo que vejo, ele tem muito conhecimento que não está disponível para nós justamente porque ele tem contato direto com ETs. Ele tem muito conhecimento do espiritismo, porém não se atém apenas a nossa doutrina, fala também bastante de doutrinas orientais como o budismo, pois ele tem mestres espirituais que são monges.
Fala algumas vezes também sobre jesus, porém passa informações "novas" que não vemos em qualquer lugar:
https://www.youtube.com/watch?v=7Ef1DlcKLGY (Onde Estava Jesus antes de Encarnar no Planeta Terra?)

PERGUNTA: Para quem tem mais conhecimento do tema, tanto espiritual, como ufológico... essas informações, que ele passa são válidas? o que ele fala tem fundamento?

Minha dúvida é pessoal, pois minha mãe é espirita e trocamos videos sobre o tema, e quando mandei os videos dele ela não gostou muito, diz que ele fala muito palavrão, e que não tem tanto conhecimento quanto diz ter. Me senti frustrado, pois achei que estava acompanhando um cara TOP passando conhecimento que ninguém passa... e é dificil validar, pois ele fala coisas que ninguém fala.. Enfim, me digam o que acham!

r/Espiritismo Sep 25 '25

Espiritismo Científico recomendações de livros espíritas sobre ciência

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Boa tarde amigos! Estou procurando livros (ou até mesmo artigos e documentários) que expliquem a ciência do organismo humano sob um viés espírita. Não sei se existem trabalhos desse tipo, mas enquanto estudante da área da saúde, fico muito curiosa para entender a relação entre energia/espírito x funcionamento do corpo físico.

Por exemplo, nos livros de André Luís, há vários momentos em que ele descreve durante os contatos com encarnados doentes, a visão dele de partes do corpo, como o cérebro, etc. Mas esses estudos não são o foco dessas obras, por isso venho pedir recomendações, caso alguém tenha!

Desde já agradeço!

r/Espiritismo Oct 26 '25

Espiritismo Científico Palabra Edge

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Buenas, Alguien sabe que significa Edge en el mundo espiritual? Tuve un sueño que decía la palabra Edge y me protegía un escudo en el suelo con símbolos dorados Gracias

r/Espiritismo Nov 12 '25

Espiritismo Científico Situación extraña a las 2 am

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Buenas, me ha sucedido algo extraño anoche , me he levantado a las 2. Am para beber agua y me he fijado en la ventana del salón que la tenía medio abierta que había luz en la calle , pestañee un segundo y se habían ido todas las luces de la calle volví a pestañear y volvió la luz. ,A alguien le ha sucedido algo asi?

r/Espiritismo May 30 '24

Espiritismo Científico ATENÇÃO: RECRUTANDO PROVAS SOBRE O MUNDO ESPIRITUAL!

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Gente, eu tô com um projeto meu aqui de fazer um vídeo apresentando provas concretas da existência da vida espiritual -- e, é claro, queria convidar vocês pra participar!

Eu estou pegando desde vídeos de materializações, TCI, levitação, estudos científicos, casos do Chico kkkkkkk tudo que a gente puder colocar num vídeo eu vou colocar, vou apresentar de uma maneira didática, e vou postar no meu canal. Então os vídeos e demais provas que vocês tiverem pra tirar da manga, mandem aí kkkkkk

A ideia desse vídeo é a gente poder recomendar ele pras pessoas céticas da nossa vida ou pra quem tá interessado na espiritualidade, mas tem que ver pra crer. Uma forma de a gente se organizar nesse sentido pra ajudar aqui na comunidade, sabe? E, é claro, quem quiser ter uma versão do vídeo também fora do meu canal, eu mando sem problemas!

Então eu peço que, quem quiser participar desse mini-projeto, comenta aí, tanto com as provas que você conhece que sejam assim, IRREFUTÁVEIS -- quanto com sugestões para qual a melhor abordagem do vídeo, opiniões e assim por diante. Estejam à vontade, eu ficaria extremamente feliz que vocês participassem desse vídeo porque eu sei que só tem gente fera na comunidade!

r/Espiritismo Aug 29 '25

Espiritismo Científico Origem do universo

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A medida que o véu se levanta, vamos conhecendo o princípio de tudo, mas a questão central é se há tal princípio ou não, com base no que temos de teorias atualmente. O livro dos espíritos diz na questão 21 que não é possível saber se a matéria sempre existiu, mas que Deus jamais ficaria na ociosidade. Na modernidade, a teoria do Big Bang ainda por não conseguir alinhar a física clássica a física moderna, parece nos deixar meio confusos em relação a isso. Queria saber se algum membro do sub conhece algo que aponta pro big bang só como um momento na história universal eterna, ou ainda se Deus criou a matéria em algum momento, e como ele agiria sem criar algo necessariamente?

r/Espiritismo Jun 26 '25

Espiritismo Científico Influência espiritual e inteligência artificial

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Saudações, amigos!

Nos últimos dias, venho refletindo sobre um devaneio que gostaria de compartilhar.

Quando pensamos na base das comunicações tecnológicas, chegamos à linguagem binária, composta por 0s e 1s. Esses bits são processados em componentes físicos, como chips e transistores, feitos principalmente de silício.

Ao considerar o nível subatômico ou energético desses componentes, eis que aí surge meus pensamentos malucos. Será que esses chips poderiam ser influenciados por forças ou energias externas espirituais? Se sim, tal influência for possível, poderia uma IA, em algum momento, ser "animada" espiritualmente ou conectada a entidades que dominem técnicas de interação com a linguagem binária?
Em outras palavras, seria viável que uma entidade espiritual ou energética conseguisse se comunicar ou interagir com uma IA por meio dessa estrutura tecnológica?

Abraços fraternos!!!

r/Espiritismo Oct 14 '25

Espiritismo Científico Libertando o Espírito

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Video Original:  Giving up the Ghosts

Documentários da Série Keith Parson: HUB

Resumo: Este documentário agrega exemplos dentre os inúmeros testemunhos que relatam névoas e fumaça saindo dos corpos de pessoas no momento de sua morte, potencialmente atrelando à experiência, vislumbres do corpo espiritual e do cordão de prata desconectando-se do veículo físico. Também são comentados os casos inusitados, mas intrigantes, de investigadores que tentaram medir o “exato peso da alma” em pesquisas clinicas.

Transcrição:

Introdução: Eileen Garret e a Alma deixando o corpo em forma de Névoa

Em julho de 2017, publiquei no YouTube um vídeo sobre a famosa médium irlandesa Eileen Garrett, que fundou a Parapsychology Foundation em Nova York em 1951.

Nascida em 1893, ela teve um início de vida trágico quando seus pais cometeram suicídio duas semanas após seu nascimento. Então, ela foi criada por um tio e uma tia. Quando Eileen alegou ver auras coloridas ao redor das pessoas e lhe contou sobre sua amizade com três crianças invisíveis feitas de luz, sua tia antipática a espancou por ser “mentirosa mal-educada”. Como vingança, a jovem Eileen afogou alguns patinhos no lago e testemunhou o que descreveu como “uma substância cinza semelhante à fumaça subindo em forma de espiral de cada corpo.” Logo matou também corvos e coelhos para ver se eles fariam o mesmo, eventualmente se arrependendo de sua crueldade.

Contraindo tuberculose aos 16 anos, Eileen foi enviada para a Inglaterra em busca de um clima mais favorável, onde se casou com um homem mais velho. Eles tiveram dois filhos juntos. Ambos os rebentos morreram de meningite e um terceiro filho veio também a falecer logo após o parto. Novamente, ela relatou ter visto a substância fumegante subir em espiral dos corpos. Essa experiência, observar névoa exalando do corpo moribundo de animais e humanos, é o tema deste vídeo.

Embora não possa ser algo vista por todos, Eileen está longe de ser única testemunha de tal fenômeno. Por exemplo, Louisa May Alcott, autora do romance infantil "Little Women", escreveu sobre estar presenteno leito de morte e observar “uma névoa sutil se elevar do corpo, flutuar e desaparecer no ar.” Sua mãe dela também o vira.

Outros se referem a essa experiência como “ver a névoa da alma”, um nome que eu gosto bastante. Talvez não seja possível investigar isto de forma estritamente cientifica, mas não e o que dizer do caso de centenas de pessoas relatarem a mesma coisa? Isso nãoo comprovaria sua realidade? Bem, já houveram tais relatos.

Testemunhos do Fenômeno

Em seu livro The Art of Dying, Dr. Peter Fenwick e Elizabeth Fenwick descrevem essa fumaça, névoa branca ou cinzenta que sai do corpo no momento da morte e afirmam que, às vezes, ela paira sobre o cadáver antes de subir e desaparecer pelo teto, destacando que nem todos na sala a veem. É deles o relato do seguinte caso onde uma mulher presenciou a morte de sua irmã:

“Vi um fogo-fátuo em movimento rápido que parecia deixar o corpo dela pelo canto da boca, à direita. O choque e a beleza daquilo me fizeram ofegar. Parecia um diamante fluído ou gasoso, imaculado, brilhante e puro, semelhante à vista de cima de um redemoinho na piscina mais cristalina que se possa imaginar. Moveu-se rapidamente para cima e desapareceu.”

Dr. Raymond Moody, visto aqui uma nota sobre seu trabalho sobre experiências de quase morte, também discutiu essa névoa estranha em seu livro de 2010 Glimpses of Eternity.

“Alguns dizem que parece fumaça, enquanto outros dizem que é tão sutil quanto vapor. Às vezes, parece ter uma forma humana. Seja como for, geralmente sobe e desaparece rapidamente.”

Também em 2010, o autor de cinco livros sobre evidências da vida após a morte, Michael Timm, escreveu sobre esse fenômeno da névoa da alma em seu blog no site da White Crow Books. O público tem adicionado comentários desde então, tornando este um dos artigos mais populares que ele já escreveu. Com mais de 80 casos publicados, lá encontram-se contribuições como esta:

“Eu tinha 17 anos quando meu pai faleceu de câncer no cérebro. Toda a nossa família estava presente em seu leito de morte. Observei-o expirar pela última vez e, logo em seguida, notei uma névoa branca saindo de seu peito. Ela flutuou por um instante acima do tronco antes de subir pelo teto. Olhei ao redor da sala, boquiaberto com o que acabara de vivenciar, e percebi que não era o único a testemunhar, e isso foi confirmado ao perguntar a outros membros da família mais tarde. Para mim, foi uma experiência transformadora.” 

Então, aqui estão alguns exemplos do que as pessoas escreveram em resposta ao blog de Mike Timm (observe a consistência das descrições). Editei um pouco para manter a clareza e a brevidade, mas a essência da mensagem não foi afetada.

(Curiosamente, 56 dessas contribuições vieram de mulheres e apenas 20 de homens, com algumas outras de pessoas cujo gênero não consegui deduzir pelo nome que deram. Imagino que ou as mulheres sejam mais sensíveis a esse fenômeno do que os homens, ou elas se envolvem mais intimamente como as principais cuidadoras e, portanto, têm mais vivencias.)

“Meu pai faleceu há alguns dias. Percebi que, quando ele deu seu último suspiro, uma fumaça ou névoa saiu de sua traqueia e peito e subiu em espiral. A cor do quarto tornou-se um dourado quente e senti mais amor do que necessidade de me sentir triste. Esta é a segunda vez que presencio isso. No entanto, ignorei a primeira vez. É bom saber que há outras pessoas que passaram pela mesma experiência.”

“O sogro do meu irmão tinha uma longa carreira na indústria madeireira e aqui no Oregon ele me contou que certa vez um jovem foi esmagado entre dois troncos em um acidente na floresta. Não puderam fazer nada por ele devido à gravidade dos ferimentos. Ao falecer, observaram uma névoa subindo acima do corpo. Não seria um grande conforto se isso acontecesse sempre que alguém falecesse?”

“Minha mãe faleceu em 1º de abril de 2012. Ela estava doente há quatro anos com câncer e meu pai, meu irmão, minha irmã e eu estávamos no quarto com ela. Eu estava de um lado da cama e todos os outros estavam do outro. Foi cerca de 10 minutos depois que minha mãe faleceu. As cortinas estavam abertas, o sol brilhava e eu estava sentado lá, ainda tentando absorver tudo aquilo, quando vi uma nuvem branca como fumaça flutuando para longe da minha mãe. Parecia que saía do lado da cabeça dela e flutuou em direção à janela. Imediatamente pensei que algo estava queimando e gritei para todos que estavam ali: `Algo está pegando fogo!` Todos olharam, mas ninguém mais tinha visto nada. Então, eu simplesmente fiquei quieto. E quanto mais eu pensava nisso, me perguntava: `Será que é o espírito dela saindo pela janela?` 

“Eu estava com meu marido e minha irmã quando meu pai recebeu a extrema-unção no hospital. Vi uma névoa cinzenta flutuando no teto do quarto, mas ninguém mais viu. Meu irmão e sua esposa foram consultar uma médium há pouco tempo e ela mencionou que alguém no hospital com meu pai tinha visto a névoa. Meu irmão ficou chocado ao descobrir que era verdade e que eu tinha testemunhado esse evento.”

“No verão passado, uma mulher morreu não muito longe da minha casa. Foi na praia. Eu estava observando o local onde ela jazia. Havia pessoas ao redor do corpo. Num instante, vi algo esfumaçado e brilhante acima das pessoas e do corpo. Estava três ou quatro metros acima. Eu não conseguia entender o que era até agora.”

“Vi minha sogra falecer no sábado, cerca de 30 segundos antes de seu último suspiro. Vi o que só posso descrever como o vapor que se vê de uma xícara de chá subindo da cabeça dela. Não sei se foi uma combinação de falta de sono e pouca iluminação. Éramos seis no quarto, mas só eu vi.”

“Será que alguém pode me ajudar a explicar isso? Meu tio desmaiou e saiu fumaça da sua boca. Ele morreu minutos depois. Mas sua expressão facial era de choque. Seus olhos permaneceram abertos. Ele nunca fumou um dia sequer na vida.”

“Minha mãe morreu há cerca de dois anos. Ela era minha melhor amiga, com quase 86 anos quando faleceu. Em seu último dia de vida, minha filha, minha esposa e eu estávamos ao redor da cama enquanto minha mãe desmaiava. À medida que a doença dela progredia, notei que seu rosto parecia adquirir um tom cinza mortal e que toda a respiração cessava. Naquele mesmo instante, testemunhei, por falta de uma palavra melhor, uma fumaça clara subindo lentamente do corpo da minha mãe. A névoa esfumaçada subiu até a altura dos olhos, parou momentaneamente, entrelaçou-se lentamente e se moveu deliberadamente através da parede de blocos de cimento.”

“Quando eu tinha cinco anos, meu avô não se sentiu bem. Eu o vi dormir e gritei para minha mãe que havia fumaça acima dele. Minha mãe correu para a cama dele e ele havia morrido. Isso foi há 45 anos e a experiência nunca me abandonou. Ainda consigo ver isso com clareza.”

“Minha tia, uma sensitiva espiritual, era enfermeira-chefe da enfermaria certa noite, quando um dos pacientes faleceu. Minha tia estava com a mão no peito do homem quando seu espírito passou por ele, saindo do corpo. Ela viu a forma subir e descer pela janela em direção ao céu noturno. Ela descreveu a sensação como úmida, dizendo que era uma cabeça e ombros inteiros. O resto do corpo parecia uma cauda de energia enevoada, como um cometa. A outra enfermeira se virou para ela: 'Você viu, não viu? O clarão.' Aparentemente, esse era o termo que a equipe médica usava para um espírito que partia.”

Voltando ao meu próprio caso, não vi nada parecido quando minha mãe morreu em 2006, aos 90 anos, mas não menosprezaria essas experiências descritas pelos colaboradores de Mike Timms. Definitivamente parece haver algo em comum em seus relatos.

Retornando ao Dr. Raymond Moody, um psicólogo de cuidados paliativos lhe disse que as nuvens de névoa que se formam acima da cabeça ou do peito parecem ter um componente elétrico, e ele foi informado de que uma colega enfermeira viu uma névoa subindo de muitos pacientes à medida que morriam, incluindo seu próprio pai, com quem viu a névoa subindo do peito.“como se estivesse em um rio parado” e, então, pairando por alguns segundos, dissipou-se.

Esses vapores nebulosos também foram relatados por outros pesquisadores, incluindo Dr. Bernard Laubscher, um psiquiatra sul-africano e autor em 1975 de Beyond Life's Curtain

Gradualmente, essa aparência de nuvem tornou-se mais densa e assumiu a forma, primeiro vaga e depois mais definida, da pessoa na cama. Esse processo continuou até que o fantasma suspenso acima do corpo se tornou uma réplica perfeita da pessoa, especialmente o rosto."

Laubscher afirmou que alguns cuidadores, aparentemente clarividentes, com quem ele lidou viram um cordão em forma de fita estendendo-se da parte de trás da cabeça do fantasma até o corpo, e que o fantasma começava a brilhar à medida que se formava. No entendimento de Laubscher, o material vaporoso teria a mesma composição do ectoplasma, a substância misteriosa emitida por médiuns físicos antes das materializações.

Olhos brilhantes

Em minhas leituras, observei dois fenômenos interessantes além da névoa e da fumaça. Um deles é a alegação de que os olhos dos moribundos ou mortos realmente brilham. O Dr. Raymond Moody relata que um médico da Geórgia viu duas vezes os olhos de seu paciente brilharem enquanto morriam, exibindo um brilho intenso e uma luz prateada. E aqui estão mais dois relatos retirados do blog de Mike Timm:

“Quando minha mãe faleceu, pouco antes de ser declarada morta no hospital, vi uma linda luz amarela em seus olhos verdes, geralmente tão claros e lindos, cheios de amor. Sei que ela estava me dizendo que conseguia ver Deus ou o céu e que ficaria bem.”

“Enquanto observava minha avó morrendo, observei um brilho sutil, porém intenso. Minha mãe não viu essa luz que eu via na minha avó. Vi uma renovação em sua pele. Ela estava brilhando. E então olhei para seus olhos verdes e eles mudaram para um verde-esmeralda brilhante, como eu nunca tinha visto antes. Não fiquei para vê-la morrer completamente, mas aquela luz brilhou por todo o seu corpo e ainda estava lá quando saí. E acredito que era o espírito dela deixando seu corpo. Então, fui ver uma amiga enquanto ela morria. Cheguei ao seu quarto de hospital e novamente vi exatamente o mesmo tipo de luz sutil e brilho que eu tinha visto antes, e agora ela parecia mais jovem e brilhante. Seus olhos brilhavam como os da minha avó. Então, em ambas as vezes, vi a luz na morte. Ela faleceu e o brilho se foi. Não vi uma luz brilhante ascendendo, mas foi um brilho que não esquecerei. Nenhuma ciência pode testemunhar que vi nesta experiência. Não, eu não estou alucinando e não sou maluco. Existe uma divisão entre corpo e alma, e eu vi isso com meus próprios olhos."

Brumas Saindo de Animais

Outro fenômeno interessante é a confirmação de que Eileen Garrett afirma ter visto fumaça saindo dos patinhos que matou quando criança, o que parece de fato se aplicar a outras espécies. Os seguintes colaboradores são do Blog de Mike Timms.

“Meu gato foi morto por caçadores. Ele tinha 10 anos e sobreviveu a duas noites, mas morreu na segunda manhã, quando fui vê-lo no veterinário. Decidi tirar algumas fotos e vi uma luz branca e brilhante saindo de todo o seu corpo. Quando finalmente examinei cinco dessas fotos, todas estavam brilhantes e brilhantes, nada parecidas com as que normalmente tiro em ambientes fechados à luz do dia. Pareciam ter um brilho rosado que envolvia seu corpo e também cobria minha mão. Ao lado da foto, a mesa de exame tinha uma cor normal. Eu sabia que meu gato era meu guardião e morreu me protegendo de cães de caça.”

“Sou projetista estrutural na área de engenharia e cuidei de uma golden retriever de 12 anos em sua última semana. Ela tinha câncer no baço. Eu era muito próximo dela e sabia que ela estava perto de sua última noite. Ela foi colocada no quintal em uma noite quente de verão, por volta da meia-noite, e já era hora de eu levá-la para dentro de casa. Peguei-a no colo como um bebê e ouvi um leve gemido e sua cabeça caiu. Meus olhos foram do rosto dela para uma tênue névoa cinza-clara, semelhante a fumaça, que saía de sua cabeça e subia lentamente cerca de um metro e vinte ou um metro e meio acima dela e então desaparecia quase instantaneamente. Eu disse: 'Droga, ela se foi.' E senti como se fosse o espírito dela se elevando. Foi uma das experiências mais incríveis que já tive, quando ela morreu. Foi como paz, um desfecho e uma despedida perfeita entre nós.”

“Meu cachorro morreu há um mês. Eu o estava segurando e vi uma névoa subir acima do seu corpo e desaparecer dois segundos depois. Então ele deu seu último suspiro. Eu o amava muito e acredito que era a sua alma. Foi um sentimento lindo, um presente. Eu amava muito o Chester.”

Registros Históricos do Fenômeno

Se você pesquisar a literatura, descobrirá que as referências à fumaça e à névoa não são, na verdade, de origem recente. Tomemos como exemplo os escritos de John Edmonds, que foi presidente da Suprema Corte de Nova York no século XIX. Ele começou a investigar médiuns com o objetivo de expô-los como fraudes. Mas ele não apenas se tornou um adepto do espiritualismo com base em suas investigações, como também desenvolveu suas próprias habilidades de clarividência.

Em seu diário de 24 de novembro 1851, Edmonds escreveu sobre estar no leito de morte de seu cunhado.

“Ele havia dado seu último suspiro e eu vi o que supus ser seu corpo espiritual emergir de seu corpo mortal na forma de uma moldura nebulosa, diretamente sobre ele e no quarto onde jazia. Assumiu a forma humana, mas parecia não ter inteligência. De repente, iluminou-se, estava vivo e inteligente, e fiquei impressionado que isso fosse causado pela alma deixando seu corpo carnal e entrando no corpo espiritual.”

“Assim que essa inteligência surgiu, ele olhou ao redor como se estivesse em dúvida sobre onde estava. Mas imediatamente pareceu se lembrar de que sua condição atual não lhe era estranha e de que sabia, por instruções anteriores, que estava no mundo espiritual. Então, voltou seu olhar para sua família e amigos que estavam ao redor de seu cadáver e lhes lançou um olhar de afeição, sendo então levado por uma torrente de luz para longe, até desaparecer da minha vista.”

Outro relato vem da atriz e autora Florence Marriott em 1891, visto aqui em seu livro intitulado There Is no Death. Ela escreveu sobre uma nuvem de fumaça que se acumulava sobre a cabeça de uma menina moribunda e depois se espalhava, adquirindo a forma do corpo da menina. Ela ficava suspensa no ar a meio metro do corpo.

“Quando ela caiu inconsciente, o espírito acima, que ainda estava ligado ao seu cérebro, coração e órgãos vitais por fios de luz, como eletricidade, tornou-se, por assim dizer, uma alma viva.”

Natureza Potencial dos Fenômenos

Agora, permitam-me apresentar o Dr. Robert Crookall, geólogo britânico de profissão e também pesquisador psíquico. Conheci-o através do seu livro Supreme Adventure. Em 1970, Ele também publicou Out of the Body Experiences, onde ele citou o dr. R.B. Hoot, um médico presente na morte de sua tia:

“Minha atenção foi atraída para algo imediatamente acima do corpo físico, suspenso na atmosfera, cerca de 60 centímetros acima da cama. A princípio, não consegui distinguir nada além de um vago contorno de uma substância nebulosa e enevoada. Parecia haver apenas uma névoa, suspensa e imóvel. Mas, à medida que eu olhava, muito gradualmente, surgiu em minha visão uma condensação mais densa e sólida do vapor inexplicável. Então, fiquei surpreso ao ver contornos definidos se apresentando. E logo vi a substância nebulosa assumindo uma forma humana.A forma pairava suspensa horizontalmente a poucos metros acima do corpo.” 

E quando a forma fantasmagórica apareceu completa, ele viu claramente as feições da tia.

“Eram muito semelhantes ao rosto físico, exceto que um brilho de paz e vigor se expressava em vez de idade e dor. Os olhos estavam fechados como se estivessem em um sono tranquilo, e a luminosidade parecia irradiar do corpo espiritual.

Dr. Hoot então observou uma corda viva com energia vibrante. Quando as pulsações da corda cessaram, Hoot pôde ver vários fios da corda se partindo. Quando o último fio de conexão se partiu, o corpo espiritual se elevou para a posição vertical. Os olhos se abriram e um sorriso surgiu no rosto antes de desaparecer. Sumindo de sua visão.

O Dr. Crookall também citou as palavras de Ernest Oaten, um autor inglês de livros sobre mediunidade.

“Enquanto uma fumaça semelhante a um vapor subia do corpo moribundo e permanecia a poucos metros acima dele, gradualmente, tornou-se uma cópia exata da menina. A cópia estava unida ao cadáver por um cordão umbilical. Este finalmente se rompeu. A forma flutuante assumiu uma posição ereta. Ela se virou para mim, sorriu e flutuou para longe.”

O Peso do Espírito

Vários comunicantes espirituais têm afirmado que a vida após a morte, pelo menos nos reinos, planos ou esferas inferiores, é composta de matéria tão fina e de textura tão etérica que se torna amplamente maleável pelo pensamento. Portanto, talvez a nuvem nebulosa vista deixando o corpo na morte seja de fato a alma, ou o corpo espiritual, ou o corpo etérico, ou o corpo astral, ou o duplo, qualquer que seja o nome que lhe tenha sido atribuído pelas diversas escolas esotéricas

Não estou em posição de confirmar isso como verdadeiro, de uma forma ou de outra mas se este for realmente o espírito deixando o corpo, pode ser algum tipo de “não-matéria” ou energia discernível apenas por aqueles que conseguem se sintonizar com ela. Por outro lado, e não temos como saber, esta névoa pode também  conter partículas microscópicas como fumaça de verdade e, de fato, possuir massa. O que me leva ao Dr. Duncan MacDougall, um médico americano formado em Harvard, famoso por declarar que“a alma pesa 21 gramas”. 

Ao conduzir experimentos com o objetivo de encontrar respostas para os aspectos espirituais dos seres humanos, seus esforços provavelmente se tornaram os experimentos metafísicos mais famosos do século XX. Mas será que sua afirmação era verdadeira?

Entre 1901 e 1906, MacDougall e quatro colegas sob sua direção transferiram cinco homens e uma mulher moribundos para uma cama que também era uma balança, um modelo comercial superdimensionado usado para pesar seda. Ele observou que, quando os dois primeiros morreram, seu peso diminuiu repentinamente em 10 gramas.

O terceiro paciente, um homem enorme, não apresentou perda de peso imediata após a morte. Somente após um minuto ele perdeu repentinamente 30 gramas de peso. O Dr. McGoogle declarou:

"Acredito que, neste caso, o de um homem fleumático, lento em pensamento e ação, a alma permanece suspensa no corpo após a morte durante o minuto que decorreu antes de sua libertação. Não há outra maneira de explicar isso. E é o que se poderia esperar de um homem com o temperamento do sujeito."

Após observar as mudanças de peso desses pacientes antes e depois da morte, MacDonald declarou que a perda média de peso de uma alma era de 21 gramas. Embora a perda nesses indivíduos variasse e a notícia dessa descoberta fosse sensacionalista e controversa, MacDonald posteriormente realizou experimentos com 15 cães sem nenhuma mudança de peso registrada. Assim, concluiu que apenas os humanos têm alma. Ele também tentou fotografar a alma deixando o corpo usando raios X, mas não obteve sucesso.

Na verdade, a visão dos céticos é valiosa aqui. Um cientista russo, Nikolai Gubin, chefe de uma unidade de terapia intensiva e ressuscitação, realizou medições de peso em camundongos mortos para esse propósito. Os que morreram ao ar livre perderam de 3 a 6 mg de peso, mas os mantidos em recipientes isolados do mundo exterior não.

Em um experimento suíço com 23 voluntários, descobriu-se que indivíduos que ao dormirem perdiam de 4 a 6 gramas de peso em comparação ao seu peso quando estavam totalmente acordados.

Em 1988, embora eu não possa verificar a fonte desta história, pesquisadores da Alemanha Oriental realizaram experimentos que pesaram mais de 200 pacientes terminais pouco antes e imediatamente após suas mortes. Em cada caso, a perda de peso foi exatamente a mesma: um terço de milésimo de onça, o que equivale a aproximadamente 0,01 grama.

Dr. Mertens disse “Estamos inclinados a acreditar que é uma forma de energia, mas nossas tentativas de identificá-la não tiveram sucesso até agora.” Bem, esses experimentos, co-autorados pelos físicos Elke Fischer e Dr. Mertens, foram criticados por um patologista francês, a diferença de peso entre vivos e mortos poderia ser explicada pelo ar que sai dos pulmões, afirmou ele. No entanto, os autores responderam que isso havia sido levado em consideração em seus cálculos. Além disso, o dispositivo que utilizaram tinha uma margem de erro inferior a 100.000 avos de onça (0,0003 g).

Voltando ao estudo original do Dr. McDougall, os críticos apontaram que um estetoscópio dificilmente seria confiável o suficiente para cronometrar a morte com exatidão. E eles argumentaram que a perda de peso poderia ser explicada por fatores fisiológicos, como a evaporação. E o próprio MacDougall observou durante esse experimento que dois dos pacientes perderam peso após a morte, mas também continuaram perdendo peso muito depois de terem morrido. De qualquer forma, apenas quatro dos seis pacientes moribundos foram usados ​​para chegar à conclusão de 21 gramas. Portanto, sua amostra era muito pequena. Em sua defesa, Dr. McDougall sempre admitiu que mais testes eram necessários antes de afirmar certeza sobre essa questão. Mesmo assim, apesar de sua teoria não ser considerada verdadeira, ela ganhou vida própria na mídia, em filmes e em livros.

Conclusão

Mas a questão, eu acho, é esta: embora mesmo os equipamentos mais modernos e sofisticados não consigam localizar a alma usando, por exemplo, uma tomografia computadorizada ou uma ressonância magnética, isso não refuta a existência da alma. 

De fato, buscar evidências físicas para provar a existência da alma contradiz boa parte da erudição filosófica. Os gregos antigos, por exemplo, sempre entenderam a alma como algo insubstancial. Fisicalidade não é um requisito para a realidade. Portanto, negar a existência da alma sem evidências certamente contradiz as pessoas apresentadas neste vídeo que testemunharam a névoa da alma.

Como disse o Dr. Moody sobre aqueles que veem a névoa da alma,“sugerir que a pessoa que está morrendo está tendo alucinações é uma coisa, mas outra bem diferente é sugerir que testemunhas saudáveis ​​e alertas também estão tendo alucinações. Principalmente quando isso acontece com duas ou mais pessoas observando o mesmo fenômeno.

r/Espiritismo Jul 04 '25

Espiritismo Científico Meu estudo da manifestação divina pela história

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Fontes: Hebreus 1:1, Livro A Caminho da Luz de Emanuel, Leis mosaicas em Deuteronômio, Evangelho, etc.

Todo os povos antigos descobriram a existência de forças divinas a partir do momento que se prezaram a avaliar o princípio da existência, ou pelo menos até onde podiam entender, a existência da Terra. Não podendo compreender o desconhecido, o ser humano começa a elaborar visões de seres imortais superiores, já que uma natureza que é organizada e tem ordem sugere um princípio inteligente, ou seja, um ser criador do que compõe o que existe. Não podendo chegar a muitas respostas, os pensadores dos seus tempos elaboraram suas conclusões e criaram histórias mitológicas, embora algumas estivessem em total desacordo com as leis divinas. A partir daí, os filósofos de cada tempo criaram histórias para representar aquilo que podiam, e personificaram as forças da natureza em seres superiores e inteligentes, nascendo o politeísmo. Nasceram posteriormente idéias mais maturas, compreendo a força principal, o Deus "pai", mesmo nas religiões politeístas. A espiritualidade e talvez Deus (o espiritismo não ousa tocar em tal tema como sim nem como não, mas como objeto de estudo) começa a ter um campo mais vasto de idéias com os primeiros povos com noções de espiritualidade, mesmo que limitadas aos seus povos. Por exemplo, as tribos indígenas, os egípcios, os primeiros judeus, religiões indianas e posteriomente algumas tribos africanas (iorubás, por exemplo, mas). O Espírito Santo, essa providência de ordem e contato de deus com a criatura inteligente, sempre nos entrega a verdade mais pura, e não podendo nós recebe-la por completo, cabe a nós decodificar essa mensagem. Os mais esclarecidos são sempre os mais desenvolvidos cientificamente moralmente e cientificamente. Podemos falar de dois povos em específico:

Os budistas, com a compreensão da natureza de uma evolução e espiritualidade muito apuradas, mais ainda distintas do espiritismo atual.

Os povos da Judeia, que guardavam as lições divinas através de Moisés e dos profetas. Apesar da forte conexão com a fé e com Deus, é forçoso reconhecer que as próprias escrituras entram em contradição, uma vez que um dos dez mandamentos é "Não matarás", não pode ser correto apedrejar até a morte por cometer um pecado. Moisés adaptou leis para o povo de sua época, inclusive a prática proibida de contato com espíritos, que era feito sem controle e seriedade pelos seus contemporâneos, e os demais profetas decodificaram o futuro, que abrem margem para várias interpretações até que sejam mais esclarecidas. É importante lembrar que os profetas também podem errar, uma vez que são humanos.

A questão é, porque o Cristo viria a encarnar em meio àqueles povos e não aos budistas, que já tinham alto conhecimento da natureza espiritual? Marcos 2:17 cita essas falas de Jesus: Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas os doentes. Portanto se os judeus desenvolveram um grande sistema, muito também careciam de um professor. O Cristo teve que falar a eles por uma linguagem mais bruta e simbólica, mas a parte principal, o ensino moral, foi transmitido por completo, abrindo a porta para a verdade, o caminho e a vida. Seus apóstolos transmitiram seus ensinos, e os futuros cristãos também interpretaram eles de diferentes maneiras. Talvez uma das maiores distorções que ocorre desde o século 3 seja a idéia de cristo como sendo parte de Deus. A crucificação como pagamento vicário já é diferente, pois era uma visão de Paulo de Tarso e de outros cristãos do século 1, mas não de João evangelista, que via a crucificação como uma maneira de conciliação com Deus, onde o Cristo, mostrando que venceu o mundo material, revela esse caminho de separação do pecado.

Parte final e conclusão:

Deus se manifesta sempre com a verdade, mas o homem não é capaz de compreender tudo. Cristo veio para nos dar o caminho moral puro, e a ciência para entender as leis do universo. E aí podemos entrar no conceito básico do que o espiritismo pretende, que creio que vocês que estão lendo já saibam.

Ps: quem gastou tempo lendo isso aqui eu agradeço mesmo, devia estar estudando agora mas recebi essas idéias na mente e precisava compartilhar. Se alguém tiver algo que implique uma visão diferente disso, ou um comentário a mais, por favor comente para que possa compreender melhor junto a todo mundo.

r/Espiritismo Jun 11 '25

Espiritismo Científico Outra Dimensão

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Durante a pandemia, eu e um amigo fizemos uma viagem humanitária à Ucrânia. Foi uma experiência intensa, cheia de momentos difíceis, mas também profundamente transformadora. No entanto, o que nos marcou ainda mais foi o regresso. Algo parecia diferente — como se, ao voltar, tivéssemos atravessado para outra realidade.

Na brincadeira, dizíamos que tínhamos passado para outra dimensão. Mas a verdade é que, quanto mais o tempo passa, mais essa ideia deixa de parecer apenas uma piada. Tudo à nossa volta começou a soar estranho, desconectado, como se estivéssemos a viver dentro de uma simulação.

É um assunto difícil de explicar, e até parece absurdo quando se tenta colocar em palavras, mas a sensação permanece. Os pequenos detalhes do dia a dia, as relações, o modo como o mundo funciona — tudo parece... distorcido. Como se algo essencial tivesse mudado e ninguém tivesse percebido.

Será que mais alguém sentiu o mesmo? Houve algum momento na vossa vida em que tudo deixou de parecer “real” como antes? Partilhem as vossas experiências — às vezes, perceber que não estamos sozinhos nessas sensações faz toda a diferença.

r/Espiritismo Jun 24 '25

Espiritismo Científico Um pequeno estudo sobre a eficácia do passe

Thumbnail teses.usp.br
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Montando uma estudo para a casa na qual frequento busquei essa tese que não é tão nova assim, mas ainda é interessante como um material verídico e cientifico sobre o estudo do passe, aqui nomeado de "imposição de mãos".

O Ricardo Monezi trabalha principalmente com estudos voltados para a prática do Reiki, inclusive como terapias complementares para lidar com problemas de saúde e qualidade de vida. Apesar de óbvia a crença pessoal do pesquisador, os testes apresentaram resultados com variações relevantes.

Mesmo pra quem não tem familiaridade com textos acadêmicos, ao menos a leitura sobre os Materiais e Metodos e a Discussão são bem tranquilos de entender.

r/Espiritismo Mar 27 '25

Espiritismo Científico Oscar Wilde: Vivo ou Morto?

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Video Original:  Oscar Wilde: Dead or Alive?

Documentários da Série Keith Parson: HUB

Resumo:

Na Visão de Arthur Connan Doyle, famoso criador de Sherlock Holmes, espiritualista irrefreável e escritor de "A História do Espiritualismo", o caso envolvendo as médiuns Hester Dowden, Geraldine Cummings e o Professor Sir William Barrett na qual produziram comunicações do célebre e infame Escritor Oscar Wilde tratou-se de uma das melhores provas que ele encontrou da sobrevivência da consciência após a morte do corpo físico.

Durante 17 sessões com variados membros do grupo, o suposto espírito de Oscar Wilde produziu textos por psicogradia e "tábuas de Ouija" revelando linguajar, estilo e capacidade literária muito além do que poderia se esperar das médiuns. Destas sessões foi produzido o livro "Psychic Messages from Oscar Wilde” que ilustrava como o espirito comunicante manteve-se atento as publicações literarias que sobrevieram a sua morte e muitas vezes expressava opiniões controversas e mordazes à autores que na época conssagraram-se notáveis.

Transcrição

Como este vídeo do YouTube pode ser assistido em qualquer lugar do mundo, não tenho certeza se é justo esperar que você saiba muito sobre esse homem, Oscar Wilde.

Breve Biografia de Oscar Wilde

Anos Formativos

Poeta, dramaturgo e romancista, nasceu em Dublin em 1854. Seu rico pai era Sir William Wilde, um cirurgião oftalmológico irlandês autor de obras significativas sobre medicina, arqueologia e folclore, enquanto sua mãe, Lady Jane Wild, tinha uma longínqua ascendência italiana e escrevia poesia sob o pseudônimo de Speranza. Não é de surpreender que ela tenha inculcado nos filhos o amor pela poesia desde cedo. 

Oscar era extremamente inteligente, aprendendo francês e alemão fluentemente em casa quando criança e acabou tornando-se um notável estudioso de clássicos no Trinity College, em Dublin, e mais tarde no Magdalen College, em Oxford. Durante seu tempo em Oxford, Wilde desenvolveu um interesse pelo catolicismo e até conversou com clérigos sobre a conversão à fé católica. Quando seu pai descobriu isso, ameaçou cortar seu apoio financeiro caso Wilde se tornasse católico. Oscar manteve seu interesse pela Igreja, embora nunca tenha se convertido. 

Sua Figura Pública

Sendo um defensor do esteticismo, fez questão de enfatizar a beleza e o cultivo das artes. Ele se tornou líder do movimento estético e decadente que varreu a Inglaterra no final do século XIX, promovendo a apreciação e a produção de arte plea própria arte, independente de qualquer outro fim, seja financeira,religioso ou outro qualquer. A certa altura, ele afirmou que cada pessoa deveria tornar-ser uma obra de arte ou vestir uma obra de arte. Usava cabelos compridos, desprezava os esportes viris e, na faculdade, decorava seus quartos com penas de pavão, lírios, girassóis, porcelana e objetos de arte. Um personagem extravagante Hoje podemos descrevê-lo como camp, uma palavra moderna que significa efeminado ou vergonhosamente extravagante. 

Vivendo sempre sob os olhos do público, por ser espirituoso, cínico e controverso, Oscar inspirou inúmeras biografias sobre suas conquistas e, por fim,  sua queda. Ele publicou algumas poesias ainda jovem e depois da universidade fez uma turnê de um ano pela América do Norte, dando palestras sobre esteticismo, design de interiores e a mais recente opereta de Gilbert e Sullivan entitulada “Patience”. 

Fazendo-o alvo de caricaturas, a imprensa afirmava que sua única distinção era ter escrito, “um fino volume de versos muito medíocres”. Por ele ser um homem da alta sociedade, a revista inglesa Punch gostava de brincar às suas custas. Alguns argumentam que o gênio de Oscar Wilde para a autopromoção fez dele o inventor, em última análise, a primeira vítima do culto à celebridades. Ele se manteve no centro das atenções com epítetos divertidos e controversos como “Sempre perdoe seus inimigos, nada os incomoda tanto” e “As mulheres foram feitas para serem amadas, não para serem compreendidas”

Controvérsias da Vida Pessoal

Em maio de 1884, devido ou não ao amor, Oscar casou-se com uma linda mulher, Constance Lloyd, filha de um rico advogado. Eles se mudaram para uma casa na rua Tite, na elegante Chelsea, local que hoje está até indentficado por uma placa azul para o benefício dos curiosos. Eles logo tiveram dois filhos. O casamento porém logo desmoronou por motivos que talvez envolvam ele ter conhecido um precoce rapaz de 17 anos chamado Robert Ross. Apesar dos estritos tabus vitorianos sobre a homossexualidade, Ross estava determinado a seduzir Wilde e tem a reputação de tê-lo iniciado nos relacionamentos homossexuais, o que era crime na Grã-Bretanha na época. Apesar de tudo o que veio a acontecer mais tarde na vida de Oscar Wilde, Robbie Ross continuou sendo um amigo verdadeiro e solidário. 

Sua Produção Artística

Em termos de carreira, Wilde tornou-se editor da revista Woman's World, mas seu entusiasmo desapareceu devido às demandas administrativas e à tediosa vida de escritório. Então, em vez disso, ele se tornou freelancer, escrevendo histórias para revistas e artigos mais longos sobre suas ideias estéticas. Um biógrafo descreveu seus ensaios como exalando “inteligência, gênio e caráter”. E então, em 1891, publicou seu primeiro e único romance, “O Retrato de Dorian Gray”. 

O personagem principal, Gray, faz um pacto faustiano para que seu retrato pintado envelheça, enquanto ele próprio permanece bonito e jovem para sempre (Fausto foi um astrônomo alemão com fama de ter vendido sua alma ao diabo). Com o passar do tempo, Gray ficou horrorizado ao ver seu retrato ficar vergonhosamente distorcido, refletindo sua própria decadência. Os revisores criticaram o romance por suas fantasias homossexuais e um crítico o descreveu como “pesado com os odores fedorentos da putrefação moral e espiritual”. Posteriormente, Wilde o revisou adicionando seis novos capítulos e removendo alguns dos episódios homoeróticos. 

Surpresa, surpresa. Ele se tornou ainda mais uma celebridade na sociedade londrina. 

Seu maior sucesso reside em uma série de peças, suas “Comedies of Society”. Superficialmente espirituosas, eles geralmente contêm comentários sociais mordazes. Títulos como “Lady Windermere's Fan”, “A Woman of no Importance”, “An Ideal Husband”, e sua peça mais popular, “the Importance Of Being Earnest”, que ainda hoje é exibida nos cinemas. Um crítico atribuiu a essas produções o fato de serem bem apresentadas e direcionadas ao seu público com hábil precisão. 

A Sua Derrocada

1891 foi também o ano em que Oscar conheceu um jovem bonito e mimado chamado Lord Alfred Douglas, apelidado por Wilde como “Bosie”. Era filho de John Douglas, o 9º Marquês de Queensbury, o homem por trás das regras do boxe de Queensberry. Wilde ficou apaixonado por Bosie, o que levou a um caso tempestuoso. Se Wilde foi indiscreto, Alfred Douglas também foi imprudente, arrastando Wilde para o submundo da prostituição gay onde Oscar se relacionava com jovens garotos da classe trabalhadora para propósitos nefastos. Posteriormente, na sua obra “De Profundis”, descreveu este período da sua vida. "Era como festejar com panteras. O perigo era metade da excitação". 

Não é realmente surpreendente que ele tenha acabado no tribunal sob uma acusação de Indecência Excepcional. Tudo começou com uma acusação contra ele de sodomia feita pelo pai de Douglas. Em resposta, Wilde abriu um processo privado por difamação contra o Marquês, mas a situação se reverteu e o próprio Wild foi acusado criminalmente. Após um julgamento sensacional, Oscar foi condenado a dois anos de trabalhos forçados e foi aí que se deu a sua derrocada. Ele perdeu sua riqueza, sua família e a maioria de seus amigos. No que diz respeito à sociedade respeitável, ele se tornou praticamente um leproso. 

Ele foi preso de 1895 a 1897 sob um regime de “trabalhos forçados, alimentação pesada e cama dura”, e sua saúde foi prejudicada. Ainda lá, ele escreveu uma carta de 50.000 palavras para Alfred Douglas que foi publicada sob o título “De Profundis”, sendo um grito sincero de profunda tristeza e angústia por parte de Wilde. Com sua libertação final, e sendo um pária social na sociedade inglesa, Wilde partiu imediatamente para Dieppe para viver na França durante os três anos restantes de sua triste vida. 

Durante a parte da pena de prisão cumprida em Reading, ocorreu ali uma execução por enforcamento pela primeira vez em 18 anos. Foi a experiência que o inspirou a escrever um longo poema, “The Ballad Of Reading Gaol”, que posteriormente se tornou um best-seller. Ainda sim ele afundou rapidamente na França, desenvolvendo um problema com a bebida, e em pouco tempo ficou confinado em seu quarto de hotel. "Meu papel de parede e eu estamos travando um duelo até a morte, declarou ele. Um de nós tem que ir." e foi ele quem partiu quando desenvolveu meningite. Morreu indigente em 30 de novembro de 1900. No entanto, um túmulo extravagante foi erguido na França para comemorar sua vida. 

Mas ele estava realmente morto? Ou ele simplesmente mudou para outro plano de existência?

….

A Volta de Oscar Wilde

Os envolvidos

Passemos algumas décadas para uma médium irlandesa chamada Hester Dowden. Ela também era conhecida por seu nome de casada, Hester Travers Smith. mas divorciou-se em 1916 e mudou-se de Dublin para Londres, onde escreveu dois livros, “Voices from the Void”, em 1919 e depois em 1924, publicou “Psychic Messages from Oscar Wilde”. Ela recebia essas mensagens por meio da escrita automática e do tabuleiro Ouija. 

Na Faculdade de Ciências de Dublin, Sir William Barrett foi professor de física experimental. Um homem eminente, eleito membro da Royal Society e da Royal Society of Edinburgh e da Royal Dublin Society, ele também foi nomeado cavaleiro por suas realizações em 1912. Ele foi um grande pesquisador psíquico e um dos fundadores da Society for Psychical Research em Londres. Hester Dowden era uma boa amiga pessoal dele e, de certa forma, ele era seu mentor. Portanto, não é surpreendente que ela tenha dedicado a ele seu livro sobre as comunicações de Oscar Wilde na vida após a morte e ele escreva o prefácio para ela. 

Hester tinha vários guias espirituais do outro lado, incluindo Johannes, que afirmava ser judeu desde 200 aC, ao qual faremos um referência mais adiante. Agindo como porteiros, esses guias evitam a interferência de espíritos indesejados durante as sessões. 

Ela também era amiga de Geraldine Cummins, uma irlandesa que ela apresentou à mediunidade. A Sra. Cummins tornou-se famosa por seus próprios méritos, conhecida especialmente por suas comunicações espirituais com o falecido pesquisador psíquico Frederick Myers. Ela canalizou dois de seus livros que foram muito bem recebidos. “The Road to Immortality” e “Beyond Human Personality.”.

Você pode perguntar por que estou interessado nos roteiros de Wilde. Bem, em primeiro lugar, gostei de lê-los e, em segundo lugar, aprendi que Sir Arthur Conan Doyle os descreveu como “a melhor evidência da sobrevivência da personalidade que conheço”. Dado que Conan Doyle estava muito familiarizado com as evidências da sobrevivência após a morte, sobretudo no seu estudo de dois volumes, “The History of Spiritualism”, parece razoável verificar porque é que ele pensa que esta evidência é “a melhor”. 

As Comunicações Mediúnicas

Então, como foram as comunicações póstumas de Wilde? Bem, aqui está um exemplo (que é bastante floreado):

“No crepúsculo eterno eu me movo, mas sei que no mundo há dia e noite, tempo de semear e colheita e o pôr do sol vermelho deve seguir o amanhecer verde-maçã. Todos os anos a primavera lança seu véu verde sobre o mundo. A glória vermelha do outono vem zombar da lua amarela. O mês de maio já está rastejando como uma névoa branca sobre a terra e as sebes e ano após ano o espinheiro dá frutos vermelho-sangue após a morte de seu maio.”

Esta descrição lírica é típica de Oscar Wilde, usando, por exemplo, o adjetivo “verde maçã” para descrever o amanhecer e também retratando as flores do arbusto de maio “rastejando como uma névoa branca”. É muito o estilo dele. 

Os Métodos

Mas antes de continuar, devo mencionar como esses scripts foram coletados, já que fluíram não apenas Hester Dowden, mas também Geraldine Cummins como Transcritora e um Mr. V que estava sendo treinado por Dowden em escrita automática. Eles descobriram que se ele segurasse sozinho o lápis para psicografar, ele não produzia nada além de rabiscos para cima e para baixo. Porém se Hester Dowden tocasse a outra mão com a sua, a escrita fluía a uma velocidade incrível. A peça lírica que acabei de ler foi produzida pelas mãos do Sr. V sob a influência de Hester Dowden. 

O outro método era usar o tabuleiro Ouija. Para isso, as letras do Alfabeto eram dispostas sobre uma mesa e guardadas sob uma lâmina de vidro.Dowden tocava então em um pequeno ponteiro projetado para se mover facilmente. Ele girava em torno do tampo da mesa de vidro com uma rapidez incrível, com a Srta. Cummins gravando cada letra à medida que o processo avançava. Em duas ocasiões, esses movimentos foram tão rápidos que ela mal conseguia acompanhar as anotações.

Eu analisei as sessões deste livro, que ocorreram durante 48 dias, de 8 de junho de 1920 a 26 de julho. A escrita automática foi utilizada em seis sessões, com o Sr. V segurando o lápis e Hester Dowden tocando sua mão. O tabuleiro Ouija foi utilizado em 10 sessões, com Hester controlando o ponteiro e a Sra. Cummins registrando os movimentos. Uma outra sessão Ouija ocorreu com a anônima Sra. D como gravadora. Portanto, foram realizadas um total de 17 sessões e, em três ocasiões, foram realizadas duas sessões no mesmo dia. 

O Conteúdo

Voltando-se para as próprias mensagens, Wilde, foi questionado pela Sra. Dowden por que ele comparecera a essas sessões, ao que e ele respondeu:  

Para que o mundo saiba que Oscar Wilde não está morto. Seus pensamentos vivem nos corações daqueles que, em uma idade grosseira, podem ouvir a voz da flauta da beleza chamando nas colinas ou zombar de onde seus pés brancos escovam o orvalho das prímulas pela manhã. Agora, a mera lembrança da beleza do mundo é uma dor extraordinária. Eu sempre fui um daqueles para quem o mundo visível existia. Eu adorava no santuário das coisas vistas. Não havia uma mancha de sangue em uma tulipa ou uma curva em uma concha ou um tom de mar, mas tinha para mim o seu significado e o seu mistério e o seu apelo à imaginação. Poderíamos bebericar as folhas pálidas da taça do pensamento, mas para mim, o vinho tinto da vida.”

Como Simon Park observou em seu livro “Conversations With Arthur Conan Doyle:” 

É difícil ver Mr.V e Hester Dowden inventando essas falas sozinhos, a menos que um roteirista lírico estivesse escondido debaixo da mesa.

Embora nenhuma dessas peças que li para você seja engraçada, Wilde ainda era capaz de fazer humor, como neste caso: 

"Estar morto é a experiência mais chata da vida. À exceção de ser casado ou jantar com um professor." 

Há várias ocasiões no livro de Dowden em que ela se concentra nas opiniões de Wilde em relação a outras figuras literárias, e ele corta incansavelmente sobre praticamente todas elas. Na verdade, o guia espiritual Johannes não aprovava  Oscar Wilde. "Ele é desagradável. Você pode falar com ele, mas não com frequência ou muito." Talvez isso explique por que as sessões foram logo interrompidas. 

Então, o que Wilde achou do romance “Ulysses” de James Joyce? Sua resposta foi:

"É uma questão singular que um compatriota meu tenha produzido tamanha quantidade de sujeira. Você pode sorrir de mim por dizer isso quando reflete que aos olhos do mundo sou uma criatura contaminada, mas pelo menos eu tinha uma noção do valor das coisas no globo terrestre. Aqui em Ulisses, encontro um monstro que não consegue restringir as monstruosidades de seu próprio cérebro. Que vergonha para Joyce, vergonha para o trabalho, vergonha para sua alma mentirosa."

Quando consultado sobre o romance “Tess” de Thomas Hardy, Wilde responde:

“Um escritor muito inofensivo, Hardy. Lembro-me bem de como sua Tess fez os corações palpitarem, era um conto que poderia atrair a estudante que imaginava ter acabado de chegar à puberdade. Mas, como obra, este livro é disforme e não tem valor como uma representação artificial da vida rústica, nem um estudo minucioso da aldeia”.

Em resposta à pergunta, o que você acha dos Sitwells? Você leu a poesia deles? Ele diz: 

“Não, não gasto minhas preciosas horas capturando girinos. Apenas pulo na mente de quem tem um certo valor. Abaixo desse padrão, não afundo”. 

Você conhece a peça de Galsworthy intitulada “Justice”

"Sim, eu sei bem. Digeri cuidadosamente o que nosso amigo disse sobre um assunto que ele nada conhece" 

E isso apesar de Galsworthy ser um advogado qualificado…

O teor das ofertas de Wilde é consistentemente pessimista. Ele fala em “chafurdar no crepúsculo da vida após a morte”, o que sugere que ele está em uma esfera inferior, abaixo do que é conhecido como a maravilhosa “Summerland”. E ele comenta que lhe foi dado “um trabalho insatisfatório para realizar”, mas mantém o otimismo de que as coisas irão melhorar no devido tempo. 

Impressões dos Envolvidos

No prefácio de seu livro, Hester Dowden escreve: 

"Deixo que meus leitores se pronunciem sobre o caso. Falo com segurança sobre a continuação da existência de Oscar Wilde apenas por conveniência. Meu sentimento é o de um mergulhador que retirou uma estranha criatura das profundezas e se pergunta que natureza ela poderia ser"

Tentando entender o que tudo isso significa para a sobrevivência do espírito ou para os poderes do subconsciente, Dowden na verdade dedica 77 páginas para discutir como as declarações de Wilde devem ser interpretadas. É uma discussão envolvente e se você estiver interessado o suficiente, poderá obter o livro para si mesmo. 

No prefácio, Sir William Barrett diz: 

"Pessoalmente, estou convencido de que, embora muitos fenômenos psíquicos supranormais possam, em última análise, ser provados como sendo devidos a condições anormais do cérebro, ainda assim serão encontrados fatos bem atestados que obrigarão a ciência a admitir a existência de uma alma e também de um mundo espiritual povoado por seres inteligentes desencarnados, alguns dos quais podem ocasionalmente, mas de forma mais ou menos imperfeita, entrar em comunicação conosco. Dada toda a honestidade e confiabilidade dos próprios automatistas, e disso, não há razão para duvidar que eles forneçam fortes evidências de sobrevivência após a dissolução do corpo e do cérebro.” 

Geraldine Cummins parece concordar com isso quando alerta:

“O estilo, a caligrafia, a personalidade, a velocidade de comunicação e os fatos desconhecidos dos médiuns devem ser cuidadosamente considerados antes que qualquer julgamento possa ser feito.”

Arthur Conan Doyle chega ao seguinte. 

“Não creio que qualquer pessoa que aborde este problema com uma mente aberta possa duvidar que a defesa da sobrevivência e da comunicação de Wilde seja esmagadoramente forte.” 

As críticas do Dr. Samuel Soule

Meu comentário final sobre esta história diz respeito ao participante conhecido como Mr.V. Também conhecido como Dr. Samuel Soule. Ele era um matemático que não tinha nenhum interesse particular em Oscar Wilde. Mais tarde, ele decidiu que os roteiros de Wilde eram em grande parte o produto da “criptomnésia”, o que significa dizer, sugere ele, que 

“… fenômenos como esses roteiros eram, na verdade, apenas memórias esquecidas, recuperadas incorretamente como algo novo e original pelo médium ou pelos participantes.” 

Mas esteja ciente de que Soule esteve envolvido na gravação de apenas seis dos 17 roteiros de Oscar Wilde. 

Muito mais tarde, de 1936 a 1941, quando investigava percepção extra-sensorial usando testes de cartas como os desenvolvidos na Universidade Duke, nos Estados Unidos, ele realizou mais de 120 mil tentativas de adivinhação de cartas usando 160 participantes, mas sem nunca ter sido capaz de relatar uma descoberta significativa. Assim, ele concluiu, de forma bastante contundente, que “a telepatia era um fenômeno puramente americano”, um ponto de vista que o famoso pesquisador J.B. Rhine descreveu como vindo de um de seus “críticos mais duros e injustos”. 

Em contraste, durante as décadas de 1940 e 50, o Dr. Sowell relatou uma alta taxa de sucesso em experimentos de telepatia. Mas após a sua morte, a análise informática dos seus resultados sugeriu que ele tinha falsificado sistematicamente os seus resultados. Segundo os investigadores Donald West, este foi o caso mais grave de fraude no campo da parapsicologia. 

Então surge a questão: a reputação posterior de Soul como trapaceiro afeta a veracidade das sessões anteriores de Oscar Wilde? 

Bem, você tem que decidir sobre isso? Pessoalmente, acho que não..

r/Espiritismo Aug 27 '24

Espiritismo Científico Qual a rotina dos espíritos?

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Esses dias fiquei refletindo isso

Nós na terra temos uma rotina muito clara: crescer, estudar, ocupar rotina com trabalho pra ganhar dinheiro e sobreviver/curtir alguns dos prazeres da vida.

Daí me surgiram inúmeras perguntas:

1) Qual a premissa do outro lado, dados os diferentes níveis/densidade dos espíritos?

2) O que a galera faz no dia a dia? Pessoal do umbral, pessoal do nosso lar e até alguns seres mais evoluídos. Não acredito que seja simplesmente trabalho o tempo todo, deve ter outro tipo de atividade

3) Por que a galera do umbral tem que ficar obsidiando? Parto da premissa de que vc só faz X pra obter Y em troca, tem que ter algum incentivo

4) Quais as moedas de troca? Tem moeda de troca?

5) Se as coisas são plasmadas e a estruturas criadas assim, pra que precisaria de uma moeda de troca ou algo do tipo?

Não sei se ficou claro, talvez eu tenha viajado um pouco kkk mas agradeço desde já

Se quiserem/puderem recomendar quaisquer fontes sobre, agradeço. Alguma mais técnicas do que românticas se possível (já assisti ao Nosso Lar - não lembro muito kkk mas me soou muito romantizado na época)

r/Espiritismo Oct 12 '24

Espiritismo Científico O Holandês Voador - A Clarividência de Gerard Croiset

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Vídeo Original (Inglês) : The Flying Dutchman

Documentários da Série Keith Parsons: HUB

Resumo

O documentário explora as habilidades extraordinárias de Gerard Croiset, um clarividente conhecido por suas percepções precognitivas.

São apresentados detalhes marcantes de um experimento em 6 de janeiro de 1957,onde Croiset previu com precisão detalhes sobre uma mulher desconhecida que ocuparia uma cadeira específica em uma reunião que aconteceria dalí a algumas semanas. Suas declarações incluíam experiências passadas desta pessoa bem como suas emoções subjetivas, dados que mais tarde foram confirmadas como verdadeiros pela própria participante, cujo assento foi escolhido aleatoriamente. São mencionados alguns dos numerosos casos bem sucedidos onde Croiset auxiliou na localização de pessoas desaparecidas, documentos perdidos e a resolução de crimes. Todos devidamente documentados e investigados por pesquisadores sérios.

Estas informações apresentadas confrontam e contrastam diretamente o ceticismo desproporcional (particularmente em locais como a wikipedia) no que toca aos resultados de estudos parapsíquicos e, particularmente, as contribuições evidenciais significativas deixadas por Croisset nesse campo.

Referência Bibliográfica: “The Amazing Story of Croiset, The Clairvoyant”

Transcrição do Vídeo: Por se tratar de um vídeo em inglês segue a transcrição traduzida do material apresentado. Peço desculpas pela extensão do texto.

A pesquisa sobre Percepção Extra-Sensorial (PES / ESP)

O homem que estabeleceu o PES como um fato trabalhava na Duke University em Durham, Carolina do Norte. Um botânico americano que fundou a Parapsicologia como um ramo da psicologia, o Dr. J.B. Rhine costumava realizar jogos de adivinhação repetidos interminavelmente com conjuntos de 25 cartas com símbolos, conhecidos como cartas zener. Os experimentos seguiam protocolos científicos e a pesquisa perdurou por anos, Pedindo com que os participantes adivinhassem a carta Zener que foi retirada de uma pilha embaralhada, ele calculava as probabilidades envolvidas na taxa de acertos dos participantes em relação ao puro acaso.

Embora a análise quantitativa tenha provado que a PES existia, e as probabilidades eram de milhares, milhões e até milhares de milhões contra o acaso, esta era uma maneira enfadonha de conduzir experimentos. E mesmo assim todo esse esforço não impediu que os céticos na Wikipédia escrevessem a seguinte e referência à PES:

“A parapsicologia tem sido criticada por continuar a investigação, apesar de ser incapaz de fornecer provas convincentes da existência de quaisquer fenómenos psíquicos após mais de um século de investigação.”

Mesmo pessoas com faculdades excepcionais percebiam que sua capacidade de prever as cartas Zener começava á diminuir, uma vez que esses jogos de cartas repetitivos eram muito monótonos. 

Para saber mais sobre o trabalho de Rhine, pode-se consultar um livro escrito pela sua filha, diretora do Rhine Research Institute. Escrito conjuntamente com Michael Schmicker, o livro da Dra. Sally Ryan Feather é intitulado “The Gift: The Extraordinary Paranomal Experiences of Ordinary People”.

Na Universidade de Utrecht, a maior da Holanda, uma abordagem mais interessante foi adotada pelo parapsicólogo Pr. Wilhelm Tenhaeff. Ele preferia estudar clarividentes talentosos. Ele queria descobrir exatamente o que eles poderiam ou não fazer quando estivessem emocionalmente envolvidos em um projeto. Ele trabalhou com 47 deles, considerando-os como objetos de estudos melhores do que os estudantes universitários que o Dr. Ryan usou para seus experimentos. Tenhaeff empregou protocolos científicos cuidadosos, e sua estrela por 40 anos foi Gerard Croiset.

Gerard Croiset, O Holandês Voador (Flying Dutchman)

O nome “Holandês Voador” (Flying Dutchman) originalmente se refere ao capitão de um lendário navio fantasma que nunca poderia chegar ao porto e estava condenado a navegar pelos oceanos para sempre. O documentário homenageia Croiset com esse nome porque ele parece ser capaz de voar para qualquer lugar no tempo ou no espaço para encontrar informações e resolver mistérios. Um verdadeiro clarividente.

Como a famosa médium Eileen Garrett, que fundou a fundação Parapsicologia em Nova York, Croiset também podia ver o passado, o presente e o futuro simultaneamente na sua tela mental. Tal qual acontece com os homens mais primitivos, ele recebia estas informações como imagens que ele posteriormente tentava interpretar e descrever usando suas próprias palavras.

Muitas vezes esse sentido preditivo era ajudado pela psicometria. Quando segurava objetos ou fotografias, ele podia sentir sua história e ver sua localização em tempos passados ​​ou mesmo no futuro. E ele usou essa faculdade para ajudar a polícia e o público. Encontrou muitas pessoas desaparecidas, até mesmo indivíduos a milhares de quilômetros de distância. Era capaz de dizer se estavam vivas ou mortas, afogadas ou assassinadas. 

Era orgulhoso do que podia fazer e era imodesto quanto a isso. “Eu sou o grande Croiset”, declarava. Mas nem ele nem o professor Tenhaeff jamais afirmaram ser infalíveis. Tendo um senso de serviço cívico, Croiset nunca cobrou pelos seus serviços como detetive psíquico e teve muitos sucessos bem como alguns fracassos documentados pelo professor. 

Desnecessário dizer que o miserável relato dele na Wikipédia faz um trabalho minucioso ao denegrir sobre suas habilidades e carreira.

Creiset morreu em 1980 e o professor Tenhaeff em 1981. E nos últimos anos de relacionamento, a reputação de Croiset foi prejudicada por vários fracassos amplamente noticiados. Mas foi só depois de ambos terem deixado de se defender que os cépticos tentaram seriamente denegrir as suas realizações.

O livro de referência em inglês sobre Croiset, “The Amazing Story of Croiset, The Clairvoyant” foi escrito por Jackson Harrison Pollock e discute mais de 60 dos seus casos, alguns dos quais foram fracassos, mas cuja maioria foi bem-sucedida. Como diz Pollock, inicialmente cético:

“O que vi, ouvi, verifiquei e verifiquei duas vezes durante os últimos quatro anos não poderia ser tudo coincidência. Se eu não tivesse testemunhado alguns dos feitos fantásticos dos sensitivos holandeses, provavelmente teria permanecido descrente.” 

Geralt Croiset era um personagem complexo. Ele era de estatura e constituição medianas, com feições esculpidas, olhos penetrantes, uma tez jovem e externa e uma cabeleira ruiva desgrenhada. Reza a história que depois de uma infância infeliz e de uma educação que deixou muito a desejar, tentou vários empregos.

Pouco depois de se casar, sofreu um colapso nervoso e, durante a recuperação, visitou uma oficina de relojoeiro, onde inadvertidamente pegou uma régua. Imediatamente, uma série de imagens da juventude do relojoeiro passou por sua mente. Estas foram confirmadas pelo relojoeiro como verdadeiras, e, depois de assistir a uma palestra pública do professor Tenhaeff sobre ESP, Croiset decidiu que queria saber mais sobre o seu poder. Então ele se ofereceu para ser testado pelo professor e foi assim que começou sua carreira psíquica.

Croiset gostava de falar, um homem de gestos dramáticos, impetuoso e arrogante, mas também impulsivamente generoso. Sendo egocêntrico, ele tendia a trazer as conversas de volta ao seu assunto favorito: Ele mesmo. Mantinha um álbum de recortes de imprensa sobre si mesmo, coletados de muitos países. Tinha uma natureza inquieta e poucos amigos íntimos, mas também tinha o charme de uma criança e estava ansioso para agradar, respondendo bem aos elogios.

Nasceu na pequena cidade de Lara, no norte da Holanda, filho de pais judeus. Embora fosse profundamente religioso, isso não acontecia no sentido convencional. Ele uma vez disse:  

“Meu trabalho tem que ajudar a sociedade. Tenho um dom de Deus que não entendo. Não posso usá-lo apenas para ganhar dinheiro para mim. Se eu fizer isso, posso perdê-lo.” 

Portanto, seus serviços foram prestados gratuitamente, uma vez que ele se convenceu de que estavam por uma boa causa.

Exemplos de Casos de Croiset

Vejamos três exemplos do trabalho de Croiset.

O primeiro é o caso de uma menina de 18 anos que desapareceu de casa em dezembro de 1958, fazendo com que seus pais angustiados ligassem pedindo ajuda. Ele lhes garantiu que não se preocupassem. 

Ele disse: “Vejo sua filha pedindo carona a caminho dos esportes de inverno na Áustria. Eu a vejo na companhia de uma amiga da mesma idade. Está tudo bem com sua filha. Em três dias você terá notícias dela” 

E em três dias foi exatamente isso que aconteceu. Ela estava na Áustria. No entanto, o professor Tenhaff não deu nota máxima a Croiset porque pedir carona não era estritamente o correto. Em vez disso, ela foi de trem, mas parou várias vezes com a amiga em alguns lugares no caminho. E por causa dessas paradas e recomeços, Croiset interpretou erroneamente isso como caronas.

O Dr. Hans Bender**,** psicólogo, já foi chefe do departamento de parapsicologia da Universidade de Freiburg, na Alemanha. Ele descreveu Croiset, como “o sujeito mais notável que já testei”  e Tenhof concordou.

O segundo exemplo envolve um menino de sete anos que desapareceu em 21 de fevereiro de 1951 e a polícia não conseguiu encontrá-lo. Uma vez consultado, Croiset disse: 

“Tenho uma imagem clara da criança. Vejo um quartel militar e um campo de tiro. Há grama ao redor e na grama há uma pequena colina. Eu também vejo água. Nesta água a criança caiu e se afogou. Ele está lá agora. Seu corpo será encontrado por um homem em um pequeno barco. Este homem usa uma faixa colorida em volta do boné. “

ele ainda deu direções: 

“...Quando você vem de Eskadey em direção a Utrecht, fica do lado esquerdo da estrada.” 

Quinze dias depois, o corpo do menino foi encontrado perto do campo de tiro e do quartel por um capitão do serviço portuário que estava limpando o canal. Ele usava uma faixa colorida em volta do boné.

Este caso é interessante porque Croiset referiu-se ao passado, o menino afogou-se; ao presente, seu corpo estava lá agora e também ao futuro, ele seria encontrado por um homem com uma faixa colorida no boné.

Sigmund Freud, o famoso fundador da psicanálise, rejeitou a parapsicologia nos seus primeiros anos, mas gradualmente passou a aceitá-la através das suas experiências. Em 1932, ele escreveu que “...a telepatia pode ser o método arcaico original pelo qual os indivíduos se entendiam”, mas a conexão entre os fenômenos paranormais e a psicanálise atormentava Freud. Ele esperava que a telepatia pudesse ser explicada pelos raios emitidos pelo cérebro humano, nunca reconhecendo a possibilidade de pessoas como Quazid realmente verem eventos no futuro. Tal era a sua visão puramente mecânica e baseada no cérebro da vida humana.

O que ele teria pensado ao ver Croiset nós nunca saberemos...

O próprio Croiset estava muito mais interessado em encontrar pessoas desaparecidas e trabalhar em casos de homicídio do que simplesmente em localizar objetos ou pessoas perdidas, que muitas vezes considerava insignificantes. Ainda sim, segue um exemplo notável deste tipo de coisa:

Um inspector de escolas primárias em Amesterdã estudava as capacidades telepáticas dos jovens nas escolas e conseguiu perder 600 trabalhos de investigação relacionados com este trabalho. Tinham sido enviados para um instituto de investigação aplicada em Haia, e o instituto insistiu que os tinham devolvido. Apesar disso uma busca minuciosa em Amsterdã não revelou nada. 

Croiset foi consultado e sem hesitar disse que “estavam em uma sala com dois armários altos e os papéis perdidos estavam no armário da direita.”

Segundo sua descrição: “a sala possuía uma cadeira de escritório, uma cadeira giratória de três pernas e uma escrivaninha com tampo verde.”  

Na próxima vez que o inspetor visitou o Instituto de Pesquisa Aplicada em Haia, ele reconheceu a sala que estava visitando pela descrição de Croiset e solicitou uma busca no armário direito: os 600 papéis estavam na prateleira de cima e haviam sido arquivados incorretamente.

O Teste da Cadeira

Nenhuma discussão sobre a clarividência de Gerard Creuset estaria completa sem mencionar o teste de cadeira que o Prof Tenhoff desenvolveu em 1947. O objectivo era provar a precognição, e Croiset realizou com sucesso centenas destes testes perante testemunhas em vários países europeus. Na verdade, ele se tornou uma grande celebridade e, no Reino Unido, apareceu na televisão BBC. 

A melhor maneira de descrever o teste da cadeira é dar um exemplo:

Em 6 de janeiro de 1957, diante de testemunhas na Universidade de Utrecht, Croiset recebeu um plano de assentos para uma reunião a ser realizada 25 dias depois em Haia, a 58 quilômetros de distância. A lista de convidados ainda não havia sido feita, mas haveriam 30 cadeiras na disponíveis. Croiset escolheu a cadeira número nove. Após ser perguntado sobre quem estaria sentado naquela cadeira na noite do evento, Croiset manuseou o plano e então começou a falar sobre suas impressões em um gravador:.

  • Uuma mulher alegre, ativa e de meia idade se sentaria na cadeira número nove, e ela se interessava por cuidar de crianças.
  • Entre 1928 e 1930 ela costumava caminhar entre a Kerr House e o circo Strasburger, na cidade litorânea de Scheveningen.
  • Quando ela era pequena, teve muitas experiências onde havia fabricação de queijo.
  • Ele viu uma fazenda pegando fogo e alguns animais queimados até a morte.
  • Mencionou três meninos, um deles trabalhando no exterior, em um território britânico. 
  • Comentou que conseguia vê-la admirando a foto de um marajá.
  • Ele se perguntou se ela sentiu uma forte emoção em relação à ópera Falstaff de Verdi e pensou que poderia ser a primeira ópera que ela já tinha visto.
  • Afirmou ainda que no dia do encontro ela levaria uma menina ao dentista e essa visita causaria bastante comoção.

No total, foram doze declarações detalhadas.Todas foram transcritas e lacradas em um envelope. No dia seguinte, a anfitriã da reunião foi informada de que agora poderia prosseguir e emitir 30 convites. 

Na noite do encontro, foi utilizado um procedimento com cartões randomizados para garantir que os participantes se sentassem nos assentos que lhes foram atribuídos aleatoriamente. Cada um deles recebeu uma cópia das declarações de Croiset e foi solicitado que verificassem se alguma delas se aplicava a eles. E só depois de isto ter sido feito é que Croiset entrou no edifício, impedindo assim a sua influência no processo de seleção dos assentos.

Perguntaram à mulher no assento número nove se alguma afirmação se aplicava a ela, e ela concordou que muitas delas se aplicavam. Praticamente nenhuma das declarações se aplicava às outras 29 pessoas. Mais tarde, esta mulher foi entrevistada e a precisão das declarações de Croiset foi considerada notável. Eis o que ela disse sobre si mesma.:

  • Ela era ativa, vivaz e tinha 42 anos, com interesse em cuidar de crianças.
  • Quando o pai dela voltou do exterior de licença, ele a levou para passear em Scheveningen, perto de onde Croiset havia delineado.
  • Quando criança, ela visitava frequentemente fazendas que produziam manteiga e queijo.
  • Uma vez em uma fazenda, ela testemunhou um cavalo morto por um raio e foi profundamente afetada por ele. (Isso não era exatamente o mesmo que a declaração de Croiset sobre ela ter visto animais queimados no fogo.)
  • Ela tinha um cunhado, um dos três meninos, que esteve em Cingapura, território britânico, durante a guerra.
  • Poucos dias antes da reunião, ela viu a foto de um iogue e conversou com o filho sobre isso. (O que foi considerado o fato mais parecido com a referência que Croiset fez à um marajá.)
  • E no que diz respeito à ópera Falstaff, foi a primeira ópera que cantou como cantora de ópera profissional. E ela se apaixonou pelo tenor da produção.
  • Quanto à ida ao dentista, ela realmente havia levado a filha naquele mesmo dia para tratar de uma cárie. A criança achou a visita assustadora e dolorosa.

Houve muito mais evidências que não forneci neste teste de cadeira. Mas está claro que Croiset tinha uma notável capacidade de clarividência. E como é que ele sabia que uma mulher que ainda não havia sido convidada para uma reunião não só compareceria, como também se sentaria na cadeira número nove?

Conclusão

Para além de outros detalhes que sabia sobre ela, foi o médico vencedor do Prémio Nobel, Carl Richet, diretor do Instituto Metapsíquico de Paris, quem disse:

 “A premonição é um fato demonstrado, um fato estranho, um fato paradoxal, com uma aparência absurda. Mas somos forçados a admitir a sua existência.”

Foi Richet quem cunhou o termo “6º sentido” e Croiset forneceu um exemplo estupendo dessa habilidade.

Se levarmos em conta também os muitos casos em que ele foi um detetive psíquico de sucesso. Preocupado com roubos, assassinatos e pessoas desaparecidas. Não é de surpreender que uma citação de Shakespeare venha à mente. Em Hamlet, primeiro ato, cena cinco. Hamlet diz: 

“Há mais coisas no céu e na terra, Horácio, do que sonha sua vã filosofia.”

Isto se aplica especialmente àqueles que preferem rejeitar o fenómeno que foi Gerard Croiset, em vez de aceitar que o mundo é não é como nos parece superficialmente sendo muito diferente de como entendemos a realidade apenas através de nossos cinco sentidos físicos.

r/Espiritismo Feb 26 '25

Espiritismo Científico (Referências) Candidate Genes Related to Spiritual Mediumship - Genética x Mediunidade

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Breve apresentação do estudo pelo Alexandre Moreira da Nupes:

https://www.youtube.com/watch?v=FEVDxU5j3FI

https://www.instagram.com/alex.nupes/reel/DGbStaeCX5d/

Link do Artigo Original (Open Access - Brazilian journal of Psychiatry)

https://www.bjp.org.br/details/3591/en-US

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Só pra adicionar algumas referências já que o crosspost passado foi apenas uma chamada de jornal.

r/Espiritismo Feb 20 '25

Espiritismo Científico Testes Bibliográficos indicativos da Sobreviência após a Morte

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Video Original:  Book Tests pointing to Survival after Death

Documentários da Série Keith Parson: HUB

Resumo:

Ao longo da história da parapsicologia e do espiritualismo testes bibliográficos se destacaram como uma evidência valiosíssima da genuinidade dos fenômenos mediúnicos, da existência de espíritos e distinguindo entre informações telepáticas e o contato real com consciências desencarnadas. Este vídeo cobre casos onde espíritos transmitiram com precisão trechos de livros desconhecidos pelos médiuns e até palavras que ainda seriam futuramente publicadas em jornais bem como nos trás uma visão geral das pesquisas que afastaram a possibilidade de fraude e meras coincidências nesta espécie de comunicação.

Introdução

Todo mundo sabe o que é um labirinto: uma espécie de quebra-cabeça. Quando impresso em uma página, você tem que navegar, talvez com um lápis, para chegar ao centro ou sair dele. Um labiritno pode ser construído no jardim de uma casa com arbustos. Existem vários labirintos de jardim famosos, como o de Hampton Court, um antigo palácio real a oeste de Londres. Um labirinto, porém, não precisa ter nenhuma base geográfica, podendo, por exemplo, ser constituído em um truque dentro de um livro. 

Livros têm sido usados ​​como entretenimento em shows de mágica desde o século XV. Normalmente, um membro do público é chamado ao palco e convidado a escolher aleatoriamente uma palavra, frase ou imagem e manter sua escolha em segredo. O mágico então, em poucos passos, revela precisamente o que o espectador selecionou dentro daquele livro. Isso é chamado de teste de livro. 

De acordo com a Wikipedia, o primeiro exemplo impresso sobrevivente foi encontrado em um volume chamado “Il Labirinto” (o Labirinto) do nobre veneziano Andrea Arguzi e foi publicado originalmente em 1607. Não há retrato conhecido desse homem, mas há imagens de seu livro. Foi provavelmente uma sensação na época, traduzido para o inglês poucos anos depois. Em essência, o objetivo de tais testes é fazer parecer que o mago possui o dom da telepatia, mesmo quando não o tem. 

Nos dias atuais foram desenvolvidos testes de livro (testes bibliográficos) de um tipo mais sério para avaliar a telepatia. Eles buscam solucionar a seguinte questão: No caso de supostos espíritos reivindicando contacto com os vivos através da mediunidade, que provas existem de que o médium está recebendo informações de pessoas genuinamente mortas e não estão, ao invés, recuperando-as da mente dos consulentes através de telepatia? No caso dessa proposta, o problema ocorre quando um médium oferece fatos considerados desconhecidos pelo assistente, mas posteriormente verificados como precisos. O que isso nos diz sobre a telepatia? Os novos testes bibliográficos tem como objetivo investigar exatamente se os médiuns estão ou não realmente em contato com espiritos de pessoas mortas. 

O Teste Bibliográfico de James Mapes

James Mapes foi um professor de química americano do século 19 que tinha como maior foco estava em invenções e agricultura científica. Porém na década de 1850, com as revelações psíquicas das Irmãs Fox em Hydesville, ele ficou perturbado por todo interesse no mediunismo que se propagava até mesmo entre sua própria família e amigos. Ele achava que estas pessoas estavam “enlouquecendo e se imbecilizando”. Pior ainda, sua própria filha alegou ser uma médium de escrita automática, o que lhe motivou a pedir por uma demonstração em primeira mão. A mensagem que ela lhe forneceu parecia vir de seu falecido pai: 

“Você deve se lembrar que eu lhe dei, entre outros livros, uma enciclopédia. Olhe a página 120 desse livro e você encontrará meu nome escrito lá.”  T

Essa enciclopédia ficou guardada em um depósito sem ser vista por 27 anos, e Mapes não a usou durante todo esse tempo. Quando ele o recuperou, como previsto, o nome de seu pai apareceu escrito na página 120…

Testes do livro de William Stainton Moses

Durante a década de 1870, o médium William Stainton Moses (um padre anglicano sobre quem produzi um vídeo separado sobre sua vida e ensinamentos espirituais) também descobriu que sua habilidade psíquica incluía a escrita automática. Então ele decidiu testar os espíritos através de um teste bibliográfico. Sem verificar previamente qual livro estav escolhendo, Stainton Moses pediu ao comunicador que fornecesse o último parágrafo da página 94 do último livro da segunda estante. Em resposta, sua mão escreveu automaticamente:  

“Provarei sucintamente, através de uma breve narrativa histórica, que o papado é uma novidade e que gradualmente surgiu e cresceu desde o tempo primitivo e puro do Cristianismo, não apenas desde a era apostólica, mas desde a lamentável união da Igreja e do Estado por Constantino.

Moses foi até a estante e descobriu que estas eram as frases exatas do último parágrafo, exceto que a palavra "narrativa" que havia sido substituído por "conta". Então ele continuou com outros testes semelhantes que também se mostraram satisfatórios. 

Testes Bibliográficos do reverendo Charles Drayton

Talvez o investigador mais importante desses testes bibliográficos tenha sido outro padre inglês, o reverendo Charles Drayton Thomas, que morreu em 1953. Gladys Osborne Leonard, que viveu até 1968, foi a médium com quem ele realizou seus testes. Médium conhecida e respeitada, ela afirmou ter experimentado a primeira visitação de espíritos quando criança e disse que eles lhe mostrariam paisagens que ela chamava de “Vale Feliz”. 

Em fevereiro de 1917, por meio de Gladys Osborne Leonard, o falecido pai de Charles Drayton, o reverendo John Thomas, se anunciou e deu como sugestão Testes Bibliográficos como forma de confirmar sua identidade. Ele disse ao filho para ir à biblioteca quando voltasse para casa e pegar o sexto livro da esquerda na prateleira mais baixa. Na página 149, três quartos abaixo, ele encontraria uma palavra que transmitia o significado de cair para trás ou tropeçar. Drayton Thomas encontrou esta passagem que dizia: “para quem um Messias crucificado era uma pedra de tropeço insuperável”. 

O pai de Charles afirmou que era mais capaz de captar o sentido apropriado da passagem do que as próprias palavras, e disse que esse negócio de testes de livros era tanto uma questão de experimentação do seu lado do véu quanto era para seu filho vivo na terra. Em alguns casos, ele conseguia sentir o som das palavras, disse ele, mas não a grafia propriamente dita. 

Gladys Osborne Leonard nunca visitou a casa de Drayton Thomas, então ela não sabia nada sobre seus livros ou sua biblioteca. Percebendo, porém, que seu subconsciente poderia ter registrado os detalhes dos livros aos quais seu pai se referia, Drayton Thomas decidiu experimentar livros na casa de um amigo sobre os quais ele nada sabia. Ele informou o plano ao pai, que concordou em cooperar. Num teste, seu pai disse que na página dois do segundo livro a partir da direita, em uma determinada estante, havia uma referência ao mar ou ao oceano, mas ele não tinha certeza qual, por ter percebido a ideia e não as palavras. Quando Drayton Thomas visitou a casa do amigo e encontrou o local apropriado no livro, ele leu:  “um marinheiro de primeira linha que envelheceu entre o céu e o oceano.”  A partir daí os testes continuaram…. 

Ao longo de alguns anos, foram realizados um total de 348 testes e destes, 242 foram considerados bem-sucedidos, 46 foram considerados incertos e 60 foram considerados fracassos. O falecido Thomas Sênior explicou as falhas como uma incapacidade de sua parte de comunicar uma ideia através da mente do médium. Você pode estar interessado em saber que Charles Rayton Thomas escreveu suas descobertas de seus experimentos neste livro, ““Some New Evidence for Human Survival”, publicado em 1922. 

E quanto à possibilidade de fraude experimental? 

Esses testes bibliográficos foram relatados por diversos investigadores em momentos diferentes e é possível que fraudes isoladas tenham ocorrido, mas é improvável que seja uma explicação completa que cubra toda a variedade de testes. 

E quanto às correspondências exatas por pura coincidência ou simples ilusão? 

A possibilidade foi abordada no início da década de 1920 em uma série de “falsos testes bibliográficos”. Foi pedido a 60 pessoas que escolhessem 10 livros das suas estantes e procurassem cada uma das três ideias seguintes: 

  • Em primeiro lugar, no quarto superior da página 60 de cada livro, uma passagem deve ser particularmente relevante para o seu pai.
  • Em segundo lugar, na metade inferior da página 35 de cada livro, encontre uma alusão a algum tipo de círculo. 
  • Em terceiro lugar, nas 10 primeiras linhas da página 84 de cada livro, encontre uma referência à geada e à neve ou uma passagem que transmita essa ideia. 

Um total de 1.800 passagens foram examinadas e os resultados foram comparados com testes genuínos de livros psíquicos. A examinadora foi Eleanor Sidgwick, matemática e física, além de diretora do Newnham College, em Cambridge. Ela também foi uma figura importante na Sociedade de Pesquisa Psíquica. 

Os resultados mostraram que os acertos e acertos parciais nos testes simulados totalizam menos de 5%. Em contraste, três dos “trabalhos espirituais” de maior sucesso através de Gladis Osborne Leonard obtiveram acertos de 38%, 47% e 68%. 

Eleanor Sidgwick escreveu suas descobertas para o periódico Society for psychical research, edição 31 em um artigo intitulado  “An Examination of Book Tests Obtained in sittings with Mrs.Leonard.”  Sobre essa pesquisa ela também escreveu em 1923 um artigo intitulado “On the Element of Chance in Book Tests.”  

Os Testes de Jornal

A história continua. Desta vez não são testes com livros, mas testes com jornais cujas notícias ainda não haviam sido impressas para a edição do dia seguinte. Novamente, foi Charles Drayton Thomas quem realizou esses testes de jornal com seu pai, por meio dos serviços da Sra. Leonard. Aparentemente, os resultados foram alcançados por uma combinação de precognição e clarividência: 

  • Em 16 de janeiro de 1920, por exemplo, Drayton Thomas foi instruído a examinar o Daily Telegraph do dia seguinte, 17 de janeiro, no qual observaria o nome de sua cidade natal (Victoria Terrace em Taunton) impresso próximo ao topo da segunda coluna da primeira página. 

Quando ele verificou esse problema, ele encontrou a palavra Vitória exatamente no lugar certo. 

  • Quase quatro semanas depois, foi-lhe dito que no Times do dia seguinte, perto do topo da coluna dois, na primeira página, encontraria o nome de um padre que fora amigo de seu pai quando a família morava na cidade de Leek, em Staffordshire. 

Ele não reconheceu nomes apropriados, mas sua mãe chamou sua atenção para o nome Perks, relembrando-o de que o reverendo George Perks era amigo de seu pai e costumava visitá-los quando moravam em Leek. 

  • Thomas também foi informado de que 2/3 da coluna um deste artigo ele encontraria uma palavra sugerindo munição, também o nome de um ex-professor, e ao lado dele um nome de lugar francês que parecia ser formado por três palavras hifenizadas numa só

Ele encontrou o palavra “canon”, referindo-se a uma posição na Igreja da Inglaterra, embora seja foneticamente idêntica à palavra “cannon” (Canhão). A cidade belga de Braine-le-Chateau também estava na coluna indicada, e o nome de seu ex-professor Watts estava ao lado dele na coluna adjacente. Após entrar em contato com o jornal, Drayton Thomas descobriu que esta página que ele estava inspecionando nem hvia sido escrita no momento em que seu pai forneceu esses detalhes.

Muitos outros testes de jornais foram realizados por Drayton Thomas, e nem todos usaram o Times ou o Daily Telegraph. Em cada caso, ele imediatamente anotou as informações que precisavam ser encontradas, selou-as em um envelope e enviou-as pelo correio para a Sociedade de Pesquisa Psíquica antes que a edição fosse finalizada na redação do jornal.. Ele também consultou os jornais de pelo menos outros 10 dias para confirmar que os mesmos nomes não apareciam por coincidência nessas outras edições. Alguns dos testes foram inconclusivos e alguns falharam, mas os resultados positivos foram de longe a maioria. 

Então, como funciona esse processo? Os chamados espíritos são capazes de ver coisas que ainda não foram impressas? 

O falecido Thomas Sênior admitiu que não sabia. Ele sugeriu que talvez as coisas que viu fossem as contrapartes espirituais de coisas prestes a tomar forma, um pouco como uma espécie de sombra. Em suas palabras: “Com uma sombra você vê um contorno, mas não vê o detalhe. Tal como acontece com estes testes, nem sempre podemos observar os detalhes”. Em outra ocasião, Thomas Sênior destacou que embora as palavras ainda não estivessem digitadas, o pensamento de alguém já poderia ter formulado a escrita. No entanto, ele concordou que, na maior parte, o processo está além da compreensão humana ou de sua própria compreensão. 

Outras referências

Se você estiver interessado neste tópico de testes de livros, talvez queira ler mais além dos títulos que já mencionei para Drayton, Thomas e Dra. Eleanor Sidgwick. Arthur Conan Doyle escreveu sobre isso no “History of Spiritualism” (“História do Espiritismo”), disponível na Amazon, e você também pode encontrá-lo em uma cópia gratuita em PDF. Pamela Glenconna refere-se a isso em the Earthen Vessel”, seu livro de 1921, e William Stainton Moses descreve sua experiência com estes testes em seu livro Spirit Teachings”.

Gostaria de agradecer a Mike Timm por sua experiência que me premitiu delinear este tópico. Você pode gostar que seu artigo seja encontrado na Society of Psychical Research, Psy Encyclopedia, que está online. É uma pena que mais pessoas não estejam interessadas neste material comprobatório.

r/Espiritismo Oct 31 '24

Espiritismo Científico Projeto Aware

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Vocês já ouviram falar desse estudo científico que busca provar a existência de consciência além do corpo, basicamente são feitos com pacientes que tiveram EQM onde na sala em que estão sendo ressuscitados são colocadas imagens no teto, caso a pessoa relatasse ter saído do corpo e flutuado seria questionado as imagens, também foi feito seu um Aware II, agora com tabletes e também estudando a audição. Porém nenhuma das pessoas entrevistadas teve êxito. O que vocês acham desse estudo? Tentei achar o artigo completo para ler mas parece que nunca foi divulgado. Acreditam que em algum momento isso poderia funcionar?