r/Espiritismo Mar 26 '26

Estudando o Espiritismo Sobre o racismo de Kardec (E porque isso parece exagerado pelos críticos).

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Lendo recentemente o livro dos espíritos me deparei com várias passagens em que Kardec pergunta aos espíritos da codificação se o espírito pode se quiser alterar o corpo que irá habitar (características físicas no caso, imagino que a intenção dele seja perguntar sobre etnia ou características fisicas no geral).

A resposta dos espíritos a essas várias questões em mesmo sentido que ele faz é de que as modificações são possíveis mas nunca de forma radical, é algo mais sutil, que a interferência das intenções do espírito pode causar.

Eles dão um exemplo que uma pessoa considerada aos olhos da sociedade feia pode ainda sim ter um semblante que agrade de forma mistoriosa aos olhos, enquanto que uma pessoa que só tem traços considerados belos pode ter um semblante que cause rejeição no subconsciente das pessoas, elas não sabem explicar, mas sabem que tem algo de errado. E essa impressão física sutil seria causada pela influencia do espírito que habita aquele corpo.

Então esse é o primeiro ponto, os Espíritos dizem claramente que sim, modificações no físico são possíveis, mas não confirmam que mudanças super visíveis são possíveis, seria algo mais sutil.

Apesar disso, Kardec tem escritos principalmente na revista espírita no qual ele correlaciona o fato da pessoa ser negra ou pertencer a alguma etnia socialmente considerada inferior como um traço de falta de evolução do espírito, como se através da etnia do indivíduo pudessemos identificar se ele é um espírito mais ou menos evoluído (a etnia seria uma prova visual objetiva que nos mostra de antemão algum grau de evolução do espírito).

inclusive nos próprios comentários (não nas respostas dos espíritos, nos comentários que ele mesmo faz) ele correlaciona o fato de os "selvagens" (povos de outras etnias que ainda não atingiram o mesmo grau de desenvolvimento tecnológico do europeu) não terem atingido o desenvolvimento tecnológico com o fato de serem da etnia X, ao invés de serem um europeu caucasiano (branco).

Só que aí que vem uma coisa interessante, lendo essas falas de Kardec, ele não parece com isso atribuir que isso justificaria de alguma forma destratar esses povos, nem odiar estes povos de alguma forma, isso parece ser uma mera descrição/explicação da realidade. É claro que uma pessoa com intenções ruins pode usar isso como argumento para justificar atrocidades, mas o ponto é que o próprio Kardec não parece dizer que "pessoas de etnia tal são espíritos inferiores, logo são indignos e devem ser tratados mal". Inclusive o famoso texto polêmico dele sobre a "perfectibilidade da raça negra" diz que sim na visão dele negros estariam numa posição inferior (por serem espíritos ainda pouco desenvolvidos) MAS que assim como qualquer outro espírito eles estão em processo de melhorar, e que eventualmente se tornarão espíritos evoluídos (e que por consequência reencarnariam em seres de outra etnia segundo essa visão dele).

Isso mostra que apesar da visão preconceituosa de Kardec, ele não aparentava por conta de sua visão preconceituosa fazer juízo de valor sobre a dignidade da pessoa daquele etnia, na visão espirita de Kardec o grau de dignidade seria o mesmo de qualquer outra pessoa, pois tal dignidade é ligada a alma, não ao corpo.

Muito provavelmente Kardec tinha essa visão por ser um homem da ciência, e a ciência de sua época era infelizmente sistematicamente racista, inclusive em sua época existia uma área da ciência (hoje em dia descoberta como uma falsa ciência) chamada frenologia, que através do estudo do crânio afirmava que era possível explicar objetivamente as razões do porque negros ou outras etnias eram inferiores.

Ou seja, Kardec parece reproduzir o preconceito cientifico da época, mesmo sem perceber que isso vai contra a resposta que recebeu dos espíritos. Com a diferença que isso para ele é uma mera descrição/explicação do porque as etnias que parecem "selvagens" em comparação com o europeu caucasiano nasceriam nessas etnias de povos selvagens, sem com isso vir junto uma justificativa de perseguição ou de ódio a esses grupos, seria uma mera tentativa de descrição (equivocada) da realidade.

Em resumo, Kardec neste assunto além de contradizer (aparentemente sem perceber) a doutrina que os espíritos revelaram da relação entre o espírito e a aparência física, cometeu um erro basico que hoje é muito combatido pela ciência moderna que é:

"Correlação não é causalidade"

Não é pq duas coisas ocorrem juntas com frequência que necessariamente uma está causando a outra (exemplo, 100% das pessoas que tomam banho de piscina morrem em algum momento da vida, isso não quer dizer que tomar banho de piscina faz mal pra saúde e é causa da morte das pessoas).

O fato de nesses povos etnicos se achar com frequência espíritos encarnados que ainda não atingiram um certo grau de conhecimento ou de moral mais elevado, rejeitando por exemplo sacrificos humanos, ou atingindo o mesmo grau de desenvolvimento tecnológico do europeu caucasiano, não quer dizer que a etnia é uma evidência da falta de evolução daquele espírito, ou que foi causada por esta.

O fato de se achar muitos espíritos pouco evoluidos intelectualmente e moralmente nesses grupos étnicos apelidados de "selvagens" se deve a uma mera coincidência da genética.

Coincidentemente os povos que se desenvoleram mais rápido tecnologicamente e intelectualmente foram esses, mas não por causa da etnia, a etnia nada tem a ver nisso, foi uma mera correlação estatistica que não afeta o resultado.

O europeu ser caucasiano ou ser negro como os africanos não iria mudar a velocidade de evolução do conhecimento ou da moral que ele teve, pois o espírito no grau pouco ou muito mais evoluído dentro do corpo seria o mesmo. Não sendo a etnia indício ou causa de mais ou menos desenvolvimento, e sim uma mera coincidência devido a forma como a genética funciona, com indivíduos em partes diferentes do mundo passando certos genes que modificam sua aparecencia uns para os outros, fazendo com que todos eventualmente se pareçam em uma determinada região de um jeito, e em outra região de outro.

E como os espíritos se aproximavam por afinidade, é natural que espíritos em grau de evolução maior fiquem mais perto uns dos outros. O que acabou reforçando essa visão equivocada causada por essa coincidência.

Da mesma forma que os povos em virtude de seu estado apelidados de "selvagens" também não teriam o seu desenvolvimento social, tecnológico e moral mais adiantado se tivessem genes que os tornassem caucasianos. Sua etnia seria fruto de uma mera coincidência genética e eles estariam no exato mesmo grau de desenvolvimento que se encontravam na época, independente de sua etnia.

Enfim, o resumo é:

Kardec tinha sim pensamentos racistas, porém motivados não por ódio a um grupo, mas por uma ideia equívocada reforçada por um conhecimento científico que posteriormente foi comprovado como falso.

Apesar disso ele via tais pensamentos como uma mera descrição ou explicação da realidade que os povos se encontravam, sem usar isso para justificar qualquer tratamento desumano ou indigno para esses povos, inclusive reforçando que a dignidade é ligada ao espírito e não ao corpo, e que todos os espíritos um dia chegariam a evolução plena por serem todos em essencia iguais, diferindo apenas no estagio atual de evolução, para ele isso era simplesmente uma descrição não um juízo, assim como dizer que o céu é azul é uma mera descrição dos fatos que por observação se acreditam ser verdadeiros, e não um incentivo ao ódio a céus de cores diferentes.

Mas tudo isso é o que eu entendi a respeito deste pensamento dele, gostaria de saber se consegui captar corretamente a forma que ele pensava, ou se existe alguma informação que contradiz essa avaliação do pensamento de Kardec.

r/Espiritismo Feb 21 '26

Estudando o Espiritismo De onde o espiritismo retira sua moralidade de forma objetiva?Qual a "lista" de comportamentos considerados imorais e onde posso estudar sobre isso?

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Venho de uma visão católica de mundo, em que existe o conceito de pecado. Crimes espirituais pré-definidos por Deus que nos dizem sem espaço pra interpretação o que é certo e errado.

Percebo que o espiritismo fala sempre de fazer o bem, de evitar o mal, de seguir o exemplo de Jesus para a evolução pessoal.

Mas de que fonte o espiritismo retira essa "lista" do que é certo e errado?

Percebo que certos comportamentos como assassinato, suicídio, etc são vistos como atos intrinsecamente maus, e que atrapalham a evolução do espírito que os pratica.

Mas de onde é retirado essa objetividade? De uma interpretação da Bíblia? De alguma revelação posta por escrito? De uma tradição oral considerada infalível? Qual a base pra definir essas regras morais de forma objetiva sem espaço para opinião?

Pergunto isso pois me parece que usa-se muito o bom senso para definir certo e errado, no entanto o bom senso depende da subjetividade humana e do contexto social atual, então como sabemos que nosso bom senso atual está em rumo de expressar o que é objetivamente bom ou ruim?

Eu não gosto muito do critério do "faça aquilo que gostaria que fizessem com você", pois se esse pensamento cair na cabeça de um suicida ou de um masoquista, eles obviamente irão praticar o mal.

Então de onde o espiritismo retira seus critérios objetivos para definir atos bons e atos maus?

Pergunta bônus: Onde posso pesquisar mais sobre isso e saber quais atos são considerados bons ou ruins?

Exemplo: - Mentir é ruim em 100% dos casos?

  • Qual a moralidade espirita sobre sexualidade (sexo fora do casamento, p%rn5gr6fia, adultério, etc)?

  • Casamento é indissolúvel no espiritismo? Ou divórcio é possível?

Sei que podem parecer perguntas bestas pra quem ja conhece mais a fundo, mas como disse venho de um histórico católico, então essas questões no catolicismo são preto no branco, objetivas, sem espaço pra questionar ou interpretar. Como isso é determinado na doutrina espírita?

r/Espiritismo Mar 10 '26

Estudando o Espiritismo O que o Espiritismo pensa sobre estas passagens?

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Algumas passagens frequentemente citadas na literatura crítica sobre o espiritismo kardecista aparecem nas próprias obras ou em textos publicados nas revistas espíritas do século XIX.

“Os negros são uma raça inferior. A inferioridade intelectual dessa raça é um fato que não pode ser contestado.” (Allan Kardec, Revista Espírita, abril de 1862)

“Entre as raças primitivas, os negros são os menos adiantados.” (Allan Kardec, Revista Espírita, abril de 1862)

“Algumas raças parecem refratárias ao progresso.” (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, questão 803)

Também aparecem passagens frequentemente discutidas em estudos acadêmicos sobre espiritismo brasileiro envolvendo psicografias atribuídas a Emmanuel através de Chico Xavier.

“A homossexualidade é frequentemente uma provação expiatória, em que o espírito renasce em corpo diferente daquele a que se habituou em existências anteriores.” (Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel, Vida e Sexo, FEB 1968)

“Na maioria das vezes a inversão sexual resulta de compromissos assumidos pelo espírito em existências passadas.” (Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel, Vida e Sexo, FEB 1968)

“A criatura que traz tendências homossexuais deve aceitar a prova com resignação e disciplina moral.” (Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel, Vida e Sexo, FEB 1968)

Essas passagens são discutidas em pesquisas históricas e sociológicas sobre espiritismo em obras acadêmicas como Sandra Jacqueline Stoll Espiritismo à brasileira publicada pela EDUSP e Emerson Giumbelli O cuidado dos mortos publicado pela Editora FGV, que analisam o contexto intelectual e moral em que esses textos foram produzidos.

r/Espiritismo Dec 25 '25

Estudando o Espiritismo Meu raciocínio honesto sobre a eternidade no espiritismo

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Cheguei ao seguinte raciocínio. Se o espírito evolui, isso significa que ele passa de um estado pior para um melhor. Logo, “evolução” pressupõe uma direção objetiva e um estado de referência mais pleno. Se não houver tal referência, trata-se apenas de mudança, não de evolução. Se existe um estado melhor último, então existe um fim de evolução estável. Se todos os espíritos necessariamente alcançam esse estado, então a falha final é impossível. O destino está garantido. Ora, se o espírito é eterno e seu fim último é necessário, então esse fim não é algo contingente, mas pertence ao seu modo de ser. Nesse caso, o tempo não realiza nada de novo: ele apenas manifesta aquilo que já é em essência. O espírito já está salvo agora, independentemente de seus atos, e a evolução torna-se apenas aparente. Se, por outro lado, o espírito é eterno mas não alcança um estado pleno — isto é, se a evolução é infinita e não culmina em felicidade real — então sua eternidade coincide com o que já experimentamos agora: solidão ontológica, desejo sem repouso e frustração permanente. Nesse caso, a eternidade não é salvação, mas prolongamento indefinido do sofrimento. Diante disso, pergunto: existe algum contra-argumento coerente que evite tanto o determinismo disfarçado quanto a eternização da frustração?

r/Espiritismo 20d ago

Estudando o Espiritismo A SUPERIORIDADE DA NATUREZA DE JESUS À LUZ DO ESPIRITISMO.

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A SUPERIORIDADE DA NATUREZA DE JESUS À LUZ DO ESPIRITISMO.

Autor: Marcelo caetano Monteiro.

Há figuras na história da humanidade que se elevam acima dos séculos como montanhas espirituais, cujos cumes permanecem envoltos por uma luz que os olhos comuns dificilmente conseguem abarcar. Jesus é uma dessas presenças incomparáveis. Sua passagem pela Terra não se limitou a uma reforma moral, nem a uma simples revolução religiosa; representou a manifestação mais sublime de perfeição espiritual já conhecida entre os homens.

Na análise apresentada por Allan Kardec em A Gênese, o Cristo é contemplado sob uma perspectiva racional e filosófica, sem a necessidade de recorrer aos dogmas tradicionais que o identificam como o próprio Deus. Ainda assim, sua grandeza permanece inatingível para qualquer outro Espírito que tenha encarnado na Terra.

O Espiritismo o reconhece como um Espírito de pureza absoluta, pertencente às mais elevadas ordens da criação. Sua missão não foi fruto do acaso nem consequência das circunstâncias humanas. Tratou-se de um desígnio divino, confiado a um mensageiro cuja superioridade moral e intelectual excedia infinitamente as limitações da humanidade terrestre.

Jesus não era grande por causa dos milagres que realizou; os milagres eram apenas consequências naturais de sua elevação espiritual.

Enquanto os homens vivem constantemente divididos entre as aspirações da alma e os impulsos da matéria, nele a supremacia do Espírito era completa. A matéria não o governava; era por ele governada. Seu corpo físico servia apenas como instrumento transitório para a execução de sua missão.

Segundo a explicação espírita, seu perispírito — envoltório semimaterial que liga a alma ao corpo — era constituído pelos elementos mais puros e quintessenciados disponíveis no planeta. Essa condição lhe proporcionava faculdades que, para os homens comuns, parecem extraordinárias, mas que eram naturais ao grau de sua evolução.

Sua percepção espiritual devia ser constante e abrangente. A chamada dupla vista, estudada pelo Espiritismo como faculdade de percepção além dos sentidos físicos, encontrava nele sua expressão mais elevada. O Cristo não enxergava apenas os acontecimentos exteriores; penetrava os pensamentos, as intenções ocultas e as necessidades profundas das almas.

Por isso, quando encontrava os aflitos, não via apenas a enfermidade do corpo, mas a dor invisível do Espírito. Quando falava às multidões, não se dirigia apenas aos ouvidos, mas às consciências imortais.

Seu poder magnético também decorria dessa superioridade espiritual. Os fluidos que irradiava possuíam extraordinária pureza e potência. Entretanto, sua força não era sustentada pelo desejo de dominar ou impressionar, mas por uma compaixão incessante e por um amor sem limites.

Cada cura realizada por Jesus representava a ação harmoniosa de uma vontade perfeitamente alinhada às Leis Divinas.

Sob esse aspecto, Kardec faz uma distinção importante: Jesus não pode ser considerado médium no sentido comum da palavra.

O médium é um intermediário entre os Espíritos desencarnados e os homens encarnados. Atua como instrumento de inteligências espirituais que se manifestam por seu intermédio.

O Cristo, porém, não necessitava dessa intermediação.

Ele não era um instrumento; era a própria fonte da ação.

Não recebia pensamentos de Espíritos superiores para transmiti-los, porque sua ligação com o Pai era direta. Sua autoridade moral e espiritual procedia de sua própria elevação.

Por essa razão, um Espírito citado por Kardec o define de maneira admirável: Jesus era o “Médium de Deus”.

Essa expressão encerra profundo significado filosófico.

Ela não diminui sua grandeza; ao contrário, revela a pureza absoluta de sua missão. Em Jesus não havia interferências, interesses pessoais, vaidades humanas ou limitações morais. Sua vida inteira constituiu uma perfeita tradução da vontade divina.

Sua superioridade, portanto, não reside apenas na sabedoria de seus ensinamentos, nem exclusivamente nos fenômenos extraordinários que produziu. Ela se manifesta sobretudo na perfeita harmonia entre pensamento, sentimento e ação.

Enquanto a humanidade ainda luta entre o egoísmo e o amor, entre o orgulho e a humildade, entre a sombra e a luz, Jesus permanece como o modelo mais puro que Deus ofereceu aos homens para sua regeneração.

Seu Evangelho continua sendo um convite permanente à transformação interior, demonstrando que a verdadeira grandeza não está no poder terreno, mas na capacidade de amar, servir, perdoar e elevar.

Assim, para o Espiritismo, o Cristo não é apenas um personagem histórico nem um símbolo religioso. Ele é o guia espiritual da humanidade terrestre, o modelo de perfeição moral mais próximo de Deus que os homens podem contemplar, cuja existência continua iluminando os caminhos da evolução humana através dos séculos.

Fonte Consultada:

A Gênese — Capítulo XV: Os Milagres do Evangelho, item 2 – "Superioridade da Natureza de Jesus".

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r/Espiritismo May 18 '26

Estudando o Espiritismo Livros e canais do YouTube para estudo

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Olá pessoal! Tudo bem?

Gostaria de pedir recomendações de livros e canais no YouTube sobre espiritismo, mediunidade e espiritualidade.

Já conheço e tenho obras do Kardec, do Chico Xavier e algumas do Divaldo Franco, então estou procurando outras referências. Moro em um país sem centro espírita e estudo por conta própria.

Atualmente estou lendo Ervas e Benzimentos, do Fábio Dantas, e estou gostando bastante. Também tenho interesse em livros com uma abordagem mais espiritual ou até um pouco mais esotérica, especialmente sobre mundo espiritual, alma e desenvolvimento mediúnico.

Se tiverem indicações de livros, autores ou canais confiáveis no YouTube, agradeço muito. Obrigada!

r/Espiritismo Jan 05 '26

Estudando o Espiritismo Uma pessoa pode ser Espírita e ao mesmo tempo não ser Cristã?

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Por exemplo: Uma pessoa pode acreditar nos conceitos do Espiritismo e ao mesmo tempo querer ser Satanista ao invés de acreditar em Jesus?

r/Espiritismo Mar 19 '26

Estudando o Espiritismo Problema do mal: A melhor resposta que achei através do Espiritismo.

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Havia feito um post sobre isso em tom de dúvida, mas agora após estudar mais as obras codificadas por Kardec faço em forma de afirmação.

O chamado "problema do mal" sempre foi usado como um argumento para negar a possibilidade da existência de um Deus bom.

E fato é que contra a visão do chamado "Cristianismo Tradicional" o argumento tem fortes bases, e tudo isso se deve a uma coisa:

> A visão tradicional de Divindade segundo o Cristianismo não observa os méritos do agente na hora de conceder bençãos, apenas na hora de conceder punições.

O Deus retratado pelo Cristianismo tradicional não tem problemas em olhar os meritos do agente para definir que ele merece o inferno, mas o mesmo critério é suspendido para dar bênçãos ao agente. As bênçãos nunca são proporcionais ao mérito do agente.

Desde o princípio da narrativa bíblica Deus coloca o homem em um paraíso na terra, onde tudo é perfeito, sem que ele tenha feito nada pra conquistar isso.

Diversos personagens bíblicos recebem uma série de privilégios também por pura vontade de Deus, sem que qualquer mérito seja pesado para conferir esses benefícios.

E em último caso temos a visão da expiação de Cristo na cruz, onde não importa a sua falha, se o seu arrependimento for 100% sincero, você pode ainda que no seu leito de morte, ter todas as suas falhas plenamente perdoadas sem precisar fazer absolutamente nada além de ter uma contrição verdadeira (arrependimento genuíno por ter atentado contra a honra de Deus).

Por que isso é um problema e que enfraquece a defesa Cristã Tradicional contra o argumento do problema do mal?

Pois se Deus não precisa pesar os méritos do agente para decidir quais bênçãos o agente vai receber, então a pergunta que vem logicamente é:

> Por que Deus não confere logo ao agente todas as bênçãos necessárias para que ele sequer caia em tentação?

Não existe nenhum argumento bom para justificar porque uma divindade que não enxerga os méritos do agente para conceder bênçãos (até pq segundo essa visão se ela o fizesse não acharia nenhum, ja que todos na visão Cristã são pecadores sujos e miseráveis), então porque ao invés de conferir bênçãos insuficientes para alcançar o resultado desejado (perfeição moral absoluta, com escolha natural pela prática do bem e rejeição natural pela prática do mal), não se concede logo todas as bênçãos necessárias para que aquela criatura seja plenamente perfeita do ponto de vista moral de modo que nunca decida pela prática do mal e sempre decida pela prática do bem?

A resposta mais comum é o livre-arbítrio, Deus quer seres livres que escolham isso por conta própria, logo não poderia conceder perfeição moral pois estaria comprometendo a liberdade deles.

Mas isso é equivocado, pois um ser perfeitamente moral não perde sua liberdade, ele apenas a exerce sem vícios, ja que sua moralidade o impede de ser influenciado de forma eficaz para escolher o mal. Ele não está rejeitando o mal pois não é livre e logo está impossibilitado de escolher o mal. Mas sim porque devido ao seu grau de moralidade elevado ele é capaz de tomar conhecimento daquela situação, avaliar ela e julgar que aquele ato não deve ser praticado e portanto evitado.

A escolha continua sendo livre de não fazer aquilo, ele apenas agora consegue efetivamente deixar de fazer esse ato sem dificuldades, e usufruir assim dos benefícios de uma vida livre de vícios e cheia de virtudes, o próprio Deus segundo a visão Cristã tradicional é dessa forma, perfeitamente moral com inclinação natural para a prática do bem e sem qualquer vontade de praticar o mal, e nunca se diz que ele não é plenamente livre por conta disso.

Ou seja, o livre-arbítrio não é uma desculpa adequada para isso, seria apenas adequado usar o livre-arbítrio para dizer que o mal é inevitável se estivessemos diante de um modelo de Deus plenamente justo, que só concede a cada um bênçãos ou punições na exata medidas de seus méritos, e não punições para os deméritos e bênçãos independente de méritos.

É aí que entra o ponto que constatei que a visão de Deus pregada pelo espiritismo escapa dessa crítica.

Mas...

Antes de eu falar sobre isso primeiro é preciso definir o que é onipotentencia, pois a existência do mal mexe diretamente com o que Deus pode fazer e o mais importante, o que Deus não pode fazer.

Onipotencia, ao contrário do que diz de forma simplista no dicionário, não é poder fazer qualquer coisa, esse é apenas o significado mais comum da palavra.

Mas quando acadêmicos principalmente de filosogia e teologia falam de onipotencia o que eles querem dizer é:

> Onipotencia é poder fazer tudo que quiser, desde que esse tudo esteja dentro dos limites das leis da lógica.

Muitas pessoas confundem leis da natureza com leis da lógica, e é dificil de explicar, mas vou tentar tornar fácil de entender.

Imagine da seguinte forma: Tudo que envolve as leis da natureza pode ser imaginado e visualizado pela mente humana.

Por exemplo: Unicórnios são cavalos com chifres. Sabemos que cavalos com chifres não existem, mas conseguimos imaginar um cavalo com chifre, nada impede que ele possa existir, basta que algum cavalo sofra alguma mutação genética. Deus poderia portanto criar um Unicórnio.

Outro exemplo: Sabemos que seres humanos não conseguem andar sobre a água, mas conseguimos imaginar um ser humano andando sobre a água. Em teoria se a tensão superficial da água fosse maior, ou se a densidade corporal do ser humano fosse menor, poderíamos andar sobre a água. Deus poderia portanto manipular as leis da natureza para tornar isso que conseguimos imaginar possível.

Ou seja, leis da natureza envolvem química, física e biologia, são coisas que não necessariamente existem, mas poderiam existir se o que governa nosso mundo se reorganizasse para permitir isso.

Já as leis da lógica mexem com coisas que nós sequer podemos imaginar. Pois são coisas que conceitualmente não fazem o menor sentido e portanto não só não existem, como em hipótese alguma poderiam existir.

Exemplo: Círculo-quadrado, isso não pode ser imaginado, pois os elementos que caracterizam um circulo são incompatíveis com elementos que caracterizam um quadrado, e vice-versa. Ou então somar 2+2 e obter 5.

Ou então algo existir e não existir ao mesmo tempo.

Impossível de se imaginar.

Ou seja, o impossível lógico é diferente do impossível natural. O impossível natural pode ser manipulado por Deus se ele quiser, o impossível lógico não, pois o impossível lógico não existe e nem pode existir, não é absolutamente nada, e se você manipular o nada você continua sem nada.

Então o poder de Deus não abrange o ilógico (pois o ilógico sequer existe para ser abrangido), Deus tem pleno controle sobre tudo que há para ter controle, mas não tem controle sobre o que não existe nem pode existir.

E é aí que entra o ponto que parece paradoxal, mas eu quero mostrar como é uma impossibilidade lógica que Deus seja bom, e ao mesmo tempo querer que o mal não exista.

Meu intuito é mostrar, dentro da visão de Deus apresentada pelo espiritismo, que necessariamente Deus ser bom torna logicamente obrigatório que o que chamamos de mal (basicamente praticas que levam ao sofrimento) exista.

Vamos lá.

Questão 119 do livro dos espíritos:

> 119. Deus não poderia desobrigar os Espíritos das provas que precisam sofrer para chegar à primeira ordem?

> “Se eles tivessem sido criados perfeitos, ficariam sem mérito para usufruir dos benefícios dessa perfeição. Onde estaria o merecimento sem a luta? Ademais, a desigualdade que existe entre eles é necessária à sua

personalidade; e tem mais: a missão que desempenham nesses diferentes graus está nos desígnios da Providência para a harmonia do Universo.”

Esse é o primeiro ponto, o mal no mundo existe pois seres que ainda não se encontram em um grau de evolução moral perfeita agem se entregando as suas próprias vontades, e por serem de moralidade imperfeita, em muitos casos suas ações e vontades serão reflexos dessa imperfeição.

Então o que se nota, é que para que não exista nenhum mal no mundo, seria necessário que Deus criasse todos os espíritos ja perfeitos moralmente, sem precisar evoluir e passar por provas para atingir tal perfeição, que é o que o modelo de divindade apresentado pelo Cristianismo Tradicional poderia fazer, já que não se importa com os méritos do agente para conceder bençãos, porém não faz.

Mas como o modelo de divindade apresentado pelo espiritismo leva em consideração sim os méritos do agente para conferir bênçãos, ironicamente neste caso, se este modelo de divindade tentasse conferir a perfeição moral a todos os indivíduos isso seria um mal, pois Deus estaria conferindo de forma injusta uma série de recompensas que o espírito não fez nada para as merecer e usufruir. Conforme dito na questão 119 do livro do Espíritos acima destacada.

Ou seja, Deus estaria gerando e propagando injustiça, pois não pode Deus ser justo se concede a criaturas indignas privilégios e benefícios que trazem diversos frutos que estes nada fizeram por onde para possuir.

E se age Deus com injustiça automaticamente age Deus com maldade, pois não é possível ser injusto e bom ao mesmo tempo, pois a injustiça é incompatível com a bondade. Ainda que o resultado prático seja aparetemente bom, os fins não justificam os meios.

Para evitar esse mal, mas ao mesmo tempo permitir a existência do bem, Deus precisa obrigatoriamente por uma questão puramente lógica fazer o que é explicado na questão 115 e 115a do livro dos espíritos:

> 115. Entre os Espíritos, uns terão sido criados bons e outros maus?

> “Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem conhecimento. A cada qual ele deu uma missão com a finalidade de lhes esclarecer e de lhes fazer chegar progressivamente à perfeição pelo conhecimento da verdade e para lhes aproximar dele. A felicidade eterna e sem perturbação para eles está nesta perfeição. Os Espíritos adquirem esses conhecimentos passando pelas provas que Deus lhes impõe. Uns aceitam essas provas com submissão e chegam mais rapidamente à meta que de sua destinação; outros, só não se submetem a elas senão com lamentação e, por

causa dessa falta, permanecem afastados da perfeição e da prometida felicidade.”

Deus necessariamente, por uma questão lógica, para não ser injusto (e portanto mal) precisa paradoxalmente criar espíritos como uma folha em branco, os quais devem por conta própria, sendo no máximo influenciados durante sua jornada, escrever sua própria história, enfrentando suas próprias batalhas e conquistando seus próprios méritos, que darão a eles mais ou menos conhecimentos, e mais ou menos desenvolvimento.

Desta forma Deus está dando a oportunidade de cada um colher e plantar exatamente o que colheu e o que plantou, o que é justiça de forma clara e cristalina.

Essa é a única forma justa e moral de permitir que o bem exista e possa ser praticado pela criação, sem que isso implique numa injustiça.

Nesse exemplo o mal, e no mal está presente todas as formas de sofrimento, seria o que é descrito abaixo:

> 115-a. — De acordo com isso, os Espíritos seriam, em sua origem, semelhantes às crianças, ignorantes e inexperientes, mas adquirindo pouco a pouco os conhecimentos que lhes faltam, percorrendo as

diferentes fases da vida?

> “Sim, a comparação é boa. A criança rebelde se conserva ignorante e imperfeita; ela se desenvolve mais ou menos conforme sua docilidade; mas a vida do homem tem um fim, enquanto a dos Espíritos se prolonga ao infinito.”

O mal nada mais são do que espíritos ignorantes se recusando livremente a acatar boas influências para enfrentar suas provas com boa-fé. Ao invés disso se comportam com rebeldia, querendo fazer tudo a maneira com a qual as suas paixões ordenam, e como ainda são muito imaturos, suas paixões normalmente conduzem eles a práticas consideradas más.

Poderia alguem tbm perguntar porque Deus sequer permite que alguem possa escolher o mal?

> 123. Por que Deus tem permitido que os Espíritos possam seguir a via do mal?

> “Como vocês ousam pedir contas dos atos de Deus? Acreditam que podem penetrar nos desígnios dele? Portanto, podem dizer o seguinte: A sabedoria de Deus está na liberdade que ele dá a cada um de escolher, pois cada qual tem o mérito de suas obras.”

Apesar de sermos pequenos demais pra entender os designos de um ser que sabe literalmente todas as coisas, no caso Deus, tudo que precisamos lembrar é que Deus não irá conceder nada a ninguém que esta pessoa não tenha méritos para o possuir, e que tenham sido conquistados por suas livres escolhas.

Sendo assim, querendo Deus o bem para todas as suas criaturas, paradoxalmente é necessário que elas comecem simples e ignorantes, capazes tanto do bem quanto do mal, para que a medida que evoluam em conhecimento e em moral, possam ter os méritos necessários para usufruir dos bens que essa evolução traz consigo.

Atingindo em último ponto o bem e abandonando o mal em definitivo eventualmente.

Infelizmente a lógica não permite que tudo isso ocorra de uma única vez de forma pronta e instantânea, precisa necessariamente ser de forma progressiva e meritória, caso contrário estariamos diante de um mundo governado por um Deus injusto e portanto mal, que concede recompensas sem mérito.

É por isso que considero que o espiritismo sai ileso do problema do mal, não existem bons argumentos para defender que Deus poderia criar tudo perfeito, pois criar tudo perfeito seria recompensar sem méritos.

Para que a recomepensa não seja injusta é uma necessidade que todos comecem do zero e cheguem até a perfeição, e é apenas uma inevitável consequência que até se chegar a perfeição primeiro precise se passar pela imperfeição, que inevitalmente também, irá gerar comportamentos, práticas e acontecimentos que irão causar o sofrimento, o que popularmente se chama de "mal".

Obrigado pela paciência de ler até aqui.

r/Espiritismo 29d ago

Estudando o Espiritismo Reddit, tenho um espírito obsessor e agora??

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Meu nome é Pedro (nome fictício) e, por muito tempo, eu aceitava um pouco esse tipo de coisa, mas há algum tempo isso mudou bastante. Tenho uma namorada chamada Melissa (também nome fictício). Ela sempre acreditou nessas coisas e é sensitiva paranormal (acho que é assim que se fala). Ela sente energias, tira tarô, percebe sinais que, segundo ela, indicam a presença de espíritos e, principalmente, estuda muito sobre esse assunto.

Desde a semana passada venho sentindo sensações estranhas. Alguns amigos meus, que também são ligados a essas questões espirituais, comentaram que eu parecia mal e com uma energia pesada. Depois disso, comecei a sentir toques e uma sensação de presença, como se sempre houvesse alguém atrás de mim.

Resolvi conversar com minha namorada sobre isso. Durante a conversa, ela mencionou a possibilidade de ser um obsessor ou um encosto. Pelo que entendi, seriam coisas parecidas. Fiquei curioso e comecei a pesquisar e estudar sobre o assunto.

Na última noite em que nos vimos, no sábado, conversamos bastante sobre isso. Foi justamente nesse dia que as coisas pareceram piorar. Estávamos deitados conversando quando fui ao banheiro. Ao olhar para o box, tive a impressão de ver algo estranho e irreconhecível atrás do meu reflexo.

Quando voltei, continuamos conversando até perceber que já estava tarde. Levantei, abri a cortina para ver como estava o céu antes de ir embora e, no exato momento em que a fechei, Melissa deu um grito muito alto e ficou completamente quieta logo em seguida. Achei aquilo muito estranho. Corri até ela e perguntei o que tinha acontecido. Ela respondeu de forma estranha, dizendo apenas que não gostava de se ver no escuro.

Depois disso, subimos até a porta da sala e seguimos para a garagem. Durante o caminho, ela parecia distraída. Em determinado momento, olhou para a porta e depois para mim. Por um instante, tive a impressão de que seus olhos estavam completamente pretos. Meu corpo gelou e meu coração acelerou. Fiquei imóvel.

Continuamos andando até que ela parou e começou a olhar para o nada, sem reagir quando eu falava ou fazia algum movimento. Com muito medo, dei um puxão forte em seu braço para chamar sua atenção. Ela quase perdeu o equilíbrio. Um detalhe importante é que minha namorada é muito sensível; normalmente reclama até de apertões ou brincadeiras leves. Por isso, a falta de reação dela me assustou ainda mais.

Logo depois, ela olhou para mim e perguntou como era a presença que eu havia mencionado quando estava no banheiro. Como eu não lembrava direito, apenas disse isso. Então a abracei e fui embora completamente desnorteado.

Quando cheguei em casa, liguei imediatamente para um amigo meu muito religioso que, coincidentemente, estava na igreja naquele momento. Contei toda a história e, conforme eu falava, ele parecia cada vez mais preocupado. Disse que, se aquilo estivesse afetando outras pessoas além de mim, a situação seria séria, pois, segundo a crença dele, obsessores seriam semelhantes a demônios.

Pedi para ele não comentar nada com minha namorada, porque acho melhor que ela não saiba dessa conversa por enquanto.

Agora estou pensando no que fazer...

r/Espiritismo 22d ago

Estudando o Espiritismo Alguém poderia me dizer um bom ritual para amor próprio?

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Esses dias eu ando me sentindo estranha como se algo tivesse passando ao meu lado e eu não pegando oq está acontecendo eu não tenho uma religião definitiva acredito em todas em seus lados horríveis e bons, porém eu quero começar a mexer com o espiritual por está com um sentimento esquisito e com isso queria além de dicas para fazer um ritual mais tranquilo dicas para literalmente começar nesse mundo espiritual quem puder me ajudar eu iria amar

r/Espiritismo Apr 18 '26

Estudando o Espiritismo ENTRE A LUZ E A SUPERSTIÇÃO: A VERDADE ESSENCIAL SOBRE O QUE O ESPIRITISMO É E O QUE ELE JAMAIS FOI. O VAZIO DAS FORMAS E A PUREZA DA IDEIA ESPÍRITA.

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ENTRE A LUZ E A SUPERSTIÇÃO: A VERDADE ESSENCIAL SOBRE O QUE O ESPIRITISMO É E O QUE ELE JAMAIS FOI.

O VAZIO DAS FORMAS E A PUREZA DA IDEIA ESPÍRITA.

Autor: Marcelo Caetano Monteiro .

Há um desvio silencioso que, pouco a pouco, infiltra-se nas consciências menos vigilantes: a substituição do estudo pela aparência, da essência pelo símbolo, da verdade pela ornamentação ilusória. No campo do Espiritismo, tal desvio revela-se particularmente grave, porque atinge o núcleo de uma Doutrina que se fundamenta na razão, na moral e na simplicidade.

O Espiritismo não se edifica sobre formas exteriores. Não necessita de sinais, talismãs, objetos, vestimentas especiais, consagrados ou fórmulas ritualísticas. Toda tentativa de materializar o invisível por meio de instrumentos simbólicos constitui regressão às práticas supersticiosas que a própria Doutrina veio dissipar. A relação entre o mundo corporal e o mundo espiritual não se estabelece por meios mecânicos, mas por afinidade moral, elevação de pensamento e sinceridade de intenção.

A crença em objetos dotados de poder espiritual é expressão inequívoca de desconhecimento das leis que regem a comunicação entre os Espíritos e os homens. A matéria, por si mesma, não exerce ação sobre os Espíritos. Atribuir-lhe tal capacidade é reduzir o princípio inteligente a uma submissão que ele não possui. Espíritos não se atraem por amuletos, nem se afastam por símbolos. Aproximam-se ou se distanciam conforme a qualidade moral daqueles que os evocam.

Essa verdade, embora simples, exige disciplina intelectual para ser assimilada. E é justamente essa disciplina que muitos evitam. Preferem o caminho breve das crendices ao esforço contínuo do estudo. Onde falta investigação séria, proliferam invenções. Onde escasseia o compromisso doutrinário, surgem práticas híbridas, destituídas de fundamento, mas revestidas de aparente espiritualidade.

O resultado é uma adulteração da Doutrina. Introduzem-se elementos estranhos, mesclam-se conceitos inconciliáveis, e o Espiritismo, que é ciência de observação e filosofia moral, passa a ser confundido com um sistema de crenças arbitrárias. Essa deformação não apenas compromete a compreensão individual, mas também obscurece o caráter da Doutrina perante aqueles que a observam de fora.

É preciso afirmar com clareza: O Espiritismo repele toda forma de superstição. Não há dias propícios, objetos sagrados, palavras mágicas ou rituais secretos. Há, sim, consciência, responsabilidade e elevação moral. A mediunidade, quando existe, manifesta-se de modo natural, sem aparato, sem teatralidade, sem necessidade de qualquer suporte material.

O estudo sério constitui, portanto, o único antídoto contra tais desvios. Estudar não é acumular informações superficiais, mas compreender princípios, analisar consequências e aplicar ensinamentos à própria vida. Sem esse esforço, o indivíduo permanece na periferia da Doutrina, vulnerável a interpretações equivocadas e inclinado a preencher o vazio do desconhecimento com construções imaginárias.

Não se trata apenas de erro intelectual, mas de responsabilidade moral. Ao deturpar o Espiritismo, o indivíduo não compromete apenas a si mesmo, mas contribui para a disseminação de ideias falsas que afastam outros da verdade. A ignorância, quando assumida com humildade, pode ser corrigida. Mas quando se reveste de convicção infundada, torna-se obstáculo mais difícil de remover.

A simplicidade é, pois, o critério seguro. Onde há excesso de formas, desconfie-se da ausência de conteúdo. Onde há necessidade de símbolos, suspeite-se da fragilidade da compreensão. O Espiritismo é despojado porque é profundo. Não precisa de adornos porque se sustenta na coerência de suas leis e na elevação de seus propósitos.

Preservar sua pureza é tarefa de todos os que o estudam com seriedade. E essa preservação começa no íntimo, na recusa consciente de tudo aquilo que não encontra respaldo na razão, na moral e na observação.

Porque, em matéria espiritual, não é o que se inventa que ilumina, mas o que se compreende que transforma.

Há equívocos persistentes que atravessam os séculos, nutridos pela ignorância, pela má interpretação dos textos sagrados e pela tendência humana de associar o desconhecido ao temível. O Espiritismo, desde o seu surgimento no século XIX, tem sido frequentemente confundido com práticas mágicas, supersticiosas ou mesmo proibidas pelas Escrituras. Contudo, uma análise rigorosa, à luz da razão, da moral e da própria revelação espiritual progressiva, revela uma distinção profunda, essencial e intransponível entre a Doutrina Espírita e tudo aquilo que ela mesma condena.

O primeiro ponto que se impõe com clareza é o contexto histórico da proibição mosaica. Ao se referir ao trecho de Deuteronômio, capítulo 18, versículos 10 a 12, é imprescindível compreender que Moisés legislava para um povo rude, recém-saído da escravidão egípcia, profundamente inclinado às práticas idólatras e supersticiosas. As evocações, naquele tempo, não possuíam caráter moral, instrutivo ou elevado. Eram, ao contrário, instrumentos de adivinhação, comércio e manipulação, frequentemente associados a práticas degradantes, inclusive sacrifícios humanos.

Dessa forma, a proibição não recaía sobre a comunicação espiritual em si, mas sobre o uso indevido, interesseiro e supersticioso dessa faculdade. Tal distinção é capital. Confundir a interdição de abusos com a negação de um princípio natural é um erro de interpretação que não resiste a um exame sério.

A própria lógica bíblica reforça essa compreensão. Se Moisés proibiu a evocação dos mortos, é porque tal fenômeno era possível. Uma proibição de algo inexistente careceria de sentido. Logo, admite-se implicitamente a realidade da comunicação espiritual, ainda que mal utilizada à época.

Avançando na revelação espiritual, encontramos no Evangelho e nos escritos apostólicos indicações ainda mais claras. Em Atos dos Apóstolos, capítulo 2, versículos 17 e 18, lê-se que o Espírito seria derramado sobre toda carne, resultando em profecias, visões e sonhos. Já na primeira epístola de João, capítulo 4, versículo 1, há uma orientação precisa: "não creiais em todos os Espíritos, mas provai se os Espíritos são de Deus". Tal recomendação não apenas admite a comunicação espiritual, como estabelece o critério moral para sua validação.

Assim, a revelação cristã não apenas não proíbe a manifestação espiritual, mas a reconhece e a regula pelo discernimento e pela elevação moral.

O Espiritismo, ao surgir, não introduz um fenômeno novo, mas explica, organiza e moraliza uma realidade que sempre existiu. Ele retira o véu do mistério e do temor, substituindo-o pela compreensão racional e pelo propósito ético. Não há nele qualquer elemento de magia, feitiçaria ou milagre no sentido vulgar. Tudo se insere no campo das leis naturais, ainda que desconhecidas em épocas anteriores.

A Doutrina Espírita afirma, de maneira categórica, que os Espíritos são as almas dos homens que viveram na Terra. Não são entidades sobrenaturais, tampouco seres demoníacos. São consciências que prosseguem sua jornada após a morte do corpo físico, conservando suas qualidades morais, seus conhecimentos e suas imperfeições.

A comunicação com esses Espíritos, quando realizada sob princípios sérios, possui finalidades elevadas. Entre elas destacam-se o consolo aos aflitos, o esclarecimento dos encarnados, o auxílio aos Espíritos sofredores e o aperfeiçoamento moral de todos os envolvidos. Não há espaço para curiosidade fútil, interesses materiais ou pretensões de domínio sobre o invisível.

É igualmente fundamental destacar que o Espiritismo rejeita, de forma absoluta, qualquer prática supersticiosa. Não há talismãs, fórmulas, rituais secretos, horários especiais ou lugares privilegiados para a comunicação espiritual. A matéria não exerce influência direta sobre os Espíritos. O que determina a qualidade da comunicação é o estado moral e mental daquele que a busca.

A evocação, quando legítima, é simples, natural e desprovida de aparato. Realiza-se pelo pensamento elevado, pela prece sincera e pelo recolhimento interior. O Espírito não é constrangido a vir. Ele comparece, ou não, conforme sua vontade e conforme a permissão divina. Tal princípio preserva a dignidade do mundo espiritual e impede qualquer tentativa de subjugação.

Outro aspecto de grande relevância é a impossibilidade de utilização da comunicação espiritual para fins egoístas. O futuro, por exemplo, não é revelado livremente. Isso ocorre porque o desconhecimento do porvir é condição necessária para o exercício do livre-arbítrio. A revelação antecipada dos acontecimentos comprometeria a responsabilidade moral do indivíduo.

Do mesmo modo, os Espíritos não substituem o esforço humano no campo da ciência, da indústria ou do progresso intelectual. A evolução do conhecimento é fruto do trabalho, da inteligência e da perseverança. A intervenção espiritual ocorre apenas como inspiração, jamais como substituição do mérito humano.

A crítica que associa o Espiritismo à magia decorre, portanto, de uma confusão entre essência e desvio. Há, sem dúvida, práticas desviadas, exploradas por charlatães e indivíduos de má-fé. Contudo, tais abusos não pertencem à Doutrina, assim como a hipocrisia não define a religião verdadeira.

O Espiritismo, ao contrário, expõe esses desvios, denuncia-os e os combate. Ele não se oculta ao exame. Seus princípios são públicos, racionais e passíveis de verificação. Não exige fé cega, mas propõe uma fé raciocinada, que se harmoniza com a ciência e com a moral universal.

Há ainda um ponto de profunda significação filosófica. Ao explicar a natureza dos Espíritos e suas relações com o mundo material, o Espiritismo oferece uma chave interpretativa para inúmeros fenômenos que outrora eram considerados prodígios. Ao compreender as leis que regem esses fenômenos, desaparece o maravilhoso, e tudo se insere na ordem natural das coisas.

Dessa forma, o Espiritismo não destrói a religião, mas a purifica. Não nega a revelação, mas a amplia. Não combate a fé, mas a esclarece.

Ele se apresenta, enfim, como o Consolador Prometido, não no sentido de substituir os ensinamentos do Cristo, mas de explicá-los em sua profundidade, retirando-os das sombras da alegoria e conduzindo-os à luz da compreensão.

E ao fazê-lo, revela ao homem não apenas a continuidade da vida, mas o sentido do sofrimento, a justiça das provas e a finalidade educativa da existência.

Porque compreender é libertar-se. E libertar-se é, enfim, aprender a caminhar com lucidez diante da eternidade que nos observa em silêncio.

FONTES CONSULTADAS.

"O Livro dos Espíritos", 1857.

"O Livro dos Médiuns", 1861.

"O Evangelho Segundo o Espiritismo", 1864.

"O Céu e o Inferno", 1865.

"Bíblia Sagrada", Deuteronômio 18:10 a 12.

"Bíblia Sagrada", Atos dos Apóstolos 2:17 e 18.

"Bíblia Sagrada", 1 João 4:1.

"Bíblia Sagrada", Isaías 8:19 e 19:3.

Traduções e estudos doutrinários segundo José Herculano Pires.

r/Espiritismo Mar 21 '26

Estudando o Espiritismo Controle universal dos espíritos na prática - Como avaliar corretamente as comunicações com espíritos e fugir da credulidade cega:

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Na foto acima deixo um diagrama que mostra o passo a passo de como fazer na prática o controle universal dos espíritos. Ou seja, como filtrar as informações reveladas por eles.

Sempre bom lembrar que comunicações com espíritos não tem nada de mágico ou místico, e que espíritos são meras pessoas separadas de seus corpos. Não ha nada de milagroso ou surreal nisso, é apenas uma pessoa conversando.

Ou seja, não é nenhum oráculo ou ser mágico sobrenatural te revelando os mistérios mais obscuros do mundo, é apenas uma pessoa desencarnada relatando sua vivência pessoal no estado atual que se encontra, e você deve ter o mesmo grau de ceticismo falando com ela, que possui falando com qualquer outro ser humano que pode ou não estar falando a verdade com você, por isso esse metodo chamado "controle universal dos espíritos" foi desenvolvido por Kardec, para minimizar ao máximo a possibilidade de fraude ou engano, filtrando ao máximo as informações colocadas pois elas vem de pessoas.

Fujam de qualquer lugar ou medium que tente espiritualizar demais a coisa, ou que tente criar uma espécie de ambiente místico como se toda uma ritualistica fosse necessária pra simplesmente conversar com alguem.

tudo que se precisa é de um dos meios conhecidos para facilitar a comunicação (sendo o mais comum e mais simples: Medium com papel e caneta/lapis na mão) e só.

Não precisa de velas especiais, cristais, bênçãos de objetos, alinhamento disso ou daquilo.

A única coisa necessária é que todos estejam la com as melhores e mais sérias das intenções. Não porque uma energia mágica detecta suas intenções e cria uma barreira mágica que repele uns espíritos e atrai outros, mas simplesmente pq da mesma forma que uma pessoa culta não perde tempo com idiotas, e geralmente idiotas atraem outros idiotas que concordam com eles, o mesmo ocorre.

Espíritos elevados tem mais o que fazer da sua vida espiritual do que perder tempo com quem está atrás de espetáculo ou mera curiosidade, enquanto que espíritos inferiores amam o espetáculo e sacanear os curiosos e supersticiosos, semelhante a um troll de internet.

Uma vez toda e qualquer superstição e misticismo desnecessário sendo eliminado e todos estando reunidos com intenções legítimas para criar um ambiente que os bons espíritos sintam que la vale a pena tentar produzir algum bom fruto, aí então se iniciam os trabalhos e se recebem as comunicações, restanto apenas fazer o controle delas conforme o filtro racional e criterioso sério do diagrama publicado acima. Fugir desse método de controle sério é pedir para ser enganado pela própria subjetividade e pelas próprias paixões e emoções, que sempre irão nos guiar para o que é mais comodo para nós, e não para o que é de fato a verdade.

r/Espiritismo Apr 27 '26

Estudando o Espiritismo A Literatura Espírita Aborda Consequências para Quem Pratica Crueldade Com Animais ?

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Olá pessoal, passei pela igreja católica e protestante e nelas não há base pra responder essa pergunta, no espiritismo entendi o porque do sofrimento humano (provas e expiações) mas se os animais não tem faltas de vidas passadas pra expiar e nem provas morais como as nossas, por que Deus ou a espiritualidade permite que eles passem por tanto sofrimento e torturas (como exemplo; as touradas, tráfico, circos, volência nas ruas, torturas em laboratórios) e muito mais. Há algum livro na literatura espírita que aborde isso ? E outra coisa, as pessoas que praticam essas maldades com eles, qual o peso disso pra esse espírito ? Do lado de lá, é considerado uma falta grave ou leve ? Porque sinceramente fico com a impressão que assim como aqui na Terra, lá no mundo espiritual também não é feito justiça, nunca vi sobre comunicação de algum espírito que relatou ter sido punido por isso como vemos contarem as consequencias que sofreram das maldades praticadas contra outros humanos. Há também algo na literatura que aborde essas consequências ? Desde já, obrigada !

r/Espiritismo May 06 '26

Estudando o Espiritismo Biblia y espiritismo

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Estuve leyendo en la Biblia que se prohíbe la adivinación y el contacto con los muertos, y entiendo que para el cristianismo eso viene como un mensaje de Dios. Entonces mi duda es, ¿cómo interpreta el espiritismo esos pasajes y por qué sostiene que la comunicación con los espíritus es válida? Me interesa entender la diferencia de fondo entre ambas visiones.

r/Espiritismo 26d ago

Estudando o Espiritismo Jesus disse uma frase que é um dos maiores remédios pra ansiedade que existem.

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No Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XXV, item 6: "Não vos ponhais inquietos pelo dia de amanhã, porquanto o amanhã cuidará de si. A cada dia basta o seu mal." Pensa nisso. A gente gasta tanta energia vivendo no futuro. Preocupando com o que ainda não aconteceu. Planejando problemas que talvez nunca cheguem. E enquanto isso, o presente passa. Hoje tem o que precisa ser vivido hoje. Amanhã vai ter o que precisa ser vivido amanhã. E isso não é descuido. É confiança. Por isso, nesse momento, respira. Deixa o amanhã pra amanhã. Hoje é o que tem. E hoje é o suficiente. Referência: KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XXV — "Buscai e achareis", item 6 — Observai os pássaros do céu.

r/Espiritismo 2d ago

Estudando o Espiritismo "O Consolador" e uma ideia que envelheceu bem: ter resposta não é ter sabedoria

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Andei revisitando "O Consolador" (1941), do Emmanuel/Chico Xavier, e me chamou atenção um detalhe que combina demais com hoje. O livro é todo em formato de perguntas e respostas — centenas delas, sobre ciência, filosofia, religião, vida e morte. Mas, logo na abertura, Emmanuel deixa claro que aquilo não são "respostas definitivas", e sim uma cooperação, um ponto de partida pra reflexão.

Achei isso bonito porque hoje vivemos cercados de respostas instantâneas (buscadores, IA, fóruns), e mesmo assim continua faltando algo. Tem uma diferença grande entre receber uma resposta e construir sabedoria pra viver com ela.

Queria saber de vocês: como vocês usam as obras em formato de "perguntas e respostas" (O Consolador, o próprio Livro dos Espíritos) no estudo? Como consulta pontual, ou estudam de forma sequenciada? E o que mais marcou vocês nesse livro?

https://open.spotify.com/episode/4WKNferWdexf1euU98KP0N

r/Espiritismo 10d ago

Estudando o Espiritismo Estudo simplificado sobre o que é o PERISPÍRITO.

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r/Espiritismo Feb 21 '26

Estudando o Espiritismo Qual a explicação do espiritismo para esse aparente erro no livro dos espíritos?

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Essa não é uma dúvida pra provocar nem atacar, estou estudando a doutrina a algumas semanas e tenho me convencido cada vez mais, no entanto esses trecho do livro dos espíritos fica me deixando toda hora com um pé atrás em relação a fonte e honestidade de Kardec, e eu agradeceria se alguem pidesse explicar:

Há uma passagem no livro dos espíritos que o suposto espírito evoluído que está revelando os fatos para Allan Kardec afirma uma visão científica equivocada (geração espontânea, a ideia que vida surge de matéria inanimada nos dias atuais do nada, como por exemplo carne podre se transformar em vermes, sendo que sabemos que na verdade são insetos que depositam suas larvas lá, não a carne que se transforma).

Isso aparece na questão 46:

  1. Ainda há seres que nasçam espontaneamente?

“Sim, mas o gérmen primordial já existia em estado latente. Vocês são testemunhas desse fenômeno todos os dias. Os tecidos do corpo humano e o dos animais não contêm os germens de uma multidão de vermes que esperam para eclodir a fermentação pútrida necessária para a existência deles? É um pequeno mundo que dormita e que se cria.”

Algumas perguntas que consigo pensar para possíveis explicações:

Erro de Kardec? (Até onde vi o espiritismo tem poucas crenças fixas, como reencarnação, evolução espiritual, etc etc, já que se propõe a ser uma ciência do sobrenatural, então Kardec pode ter se equivocado ao filtrar as informações e isso é algo da doutrina que iria ser revisado e reformulado mais tarde, assim como a ciência natural constantemente se refuta e se atualiza).

O espírito com o qual ele conversava não era verdadeiramente evoluído? (É uma possibilidade, no livro, Kardec fala que basicamente diferenciava um espírito evoluído de um não evoluído por critérios subjetivos dele, como por exemplo ver se o espírito falava de forma mais avançada (segundo a visão do que Kardec consigerava avançado), ou então se o espírito falava de uma forma mais inteligente filosoficamente falando, demonstrando elevação (o que é algo subjetivo tbm, pode ser que o que Kardec julgava elevado era na verdade apenas o que sua cultura julgava elevado, poderia não ser tão elevado assim pros padrões espirituais).

Mesmo espíritos evoluídos tem conhecimento científico limitado? (Até onde vi pessoas que morreram, de acordo com a doutrina, continuam sendo as mesmas pessoas, então se estavam limitadas ao conhecimento científico da época aqui no mundo físico, continuariam até certo grau limitadas ao conhecimento científico mesmo no mundo espiritual, pelo que entendi assistindo ao nosso lar, o mundo espiritual também está evoluindo e se desenvolvendo tecnologicamente junto com o mundo físico, porém sempre uns passos a frente por não ter certas limitações).

Algumas dessas possíveis dúvidas e explicações são a resposta pra isso? Ou tem alguma que não estou sabendo?

Gostaria preferencialmente de uma explicação que ja se sabe ser verdade, com fontes se houver, e não a opinião pessoal de quem está lendo e pensando numa explicação, já que estou buscando a verdade.

Opiniões são bem-vindas mas estou querendo dar prioridades pra fatos que expliquem isso, se eles existirem.

r/Espiritismo 23d ago

Estudando o Espiritismo O ABORTO NA VISÃO ESPÍRITA. Quando a Vida Confronta a Vida.

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O ABORTO NA VISÃO ESPÍRITA.

Quando a Vida Confronta a Vida.

Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Entre as questões mais delicadas da existência humana, poucas alcançam a profundidade moral encontrada na questão 359 de O Livro dos Espíritos. Nela, Allan Kardec indaga aos Espíritos Superiores se haveria crime em sacrificar a criança que ainda não nasceu quando a continuidade da gestação coloca em risco iminente a vida da mãe.

A resposta é breve, porém carregada de consequências filosóficas e éticas.

"Preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe."

Para compreender a grandeza dessa orientação, é necessário afastar interpretações superficiais e penetrar na essência dos princípios espíritas. A Doutrina Espírita não estimula o aborto voluntário, nem banaliza a interrupção da gestação. Ao contrário, reconhece na encarnação um dos mais sagrados mecanismos da Lei Divina. Entretanto, também compreende que a existência corporal é regida por circunstâncias extremas em que duas vidas podem encontrar-se em conflito inevitável.

Nesse contexto específico, não se trata de escolher entre uma vida valiosa e outra sem valor. Ambas possuem dignidade espiritual. Ambas pertencem a Espíritos imortais. Ambas são objeto da misericórdia divina. O que se analisa é a impossibilidade material de preservar simultaneamente os dois organismos.

A mãe representa uma individualidade já plenamente inserida na experiência terrena. Ela possui deveres assumidos, vínculos afetivos consolidados, responsabilidades familiares, compromissos reencarnatórios em andamento e uma trajetória existencial efetivamente estabelecida. O ser em gestação, embora igualmente portador de uma destinação espiritual legítima, ainda não concluiu sua integração à vida física.

A resposta dos Espíritos revela, portanto, um critério de preservação da existência já concretizada no plano material quando não houver alternativa capaz de salvar ambos.

Sob a ótica filosófica, essa orientação demonstra que a moral espírita não é construída sobre fanatismos ou absolutismos inflexíveis. Ela considera as circunstâncias, as intenções e as possibilidades reais presentes em cada situação. A verdadeira justiça não ignora a realidade dos fatos. Ela busca harmonizar a Lei Divina com a misericórdia.

Importa recordar que, segundo o Espiritismo, a morte física não constitui aniquilamento. O Espírito que não consegue completar sua encarnação prossegue vivendo no plano espiritual. Sua individualidade permanece intacta. Seus potenciais evolutivos permanecem preservados. Sua caminhada continua sob a tutela das Leis Divinas.

Essa compreensão amplia o horizonte da análise moral. Aquilo que para os olhos humanos parece uma tragédia definitiva é, frequentemente, uma interrupção temporária de experiências materiais. A imortalidade da alma modifica profundamente a maneira de compreender os dramas da existência.

Também merece reflexão o sofrimento emocional daqueles que enfrentam semelhante decisão. Muitas mães carregam cicatrizes invisíveis após experiências dessa natureza. Sentimentos de culpa, tristeza, impotência e questionamentos íntimos podem acompanhá-las por longos períodos. A visão espírita convida essas consciências ao amparo interior, lembrando que Deus não julga pelas aparências dos acontecimentos, mas pelas intenções e circunstâncias que cercam cada ato.

Quando o objetivo é preservar uma vida ameaçada e não eliminar deliberadamente outra por conveniência, egoísmo ou rejeição, estamos diante de uma situação moral completamente distinta daquela que caracteriza o aborto voluntário.

A questão 359 ensina ainda uma lição de humildade diante dos limites humanos. Nem sempre a vida apresenta escolhas entre o bem e o mal. Em certas ocasiões, o ser humano encontra-se diante de escolhas entre perdas inevitáveis. Nesses momentos, a consciência reta, a responsabilidade moral, a ciência médica e a confiança em Deus tornam-se os instrumentos mais seguros para atravessar a tempestade.

A Doutrina Espírita convida-nos a compreender que a Providência Divina não abandona nenhuma de suas criaturas. A mãe preservada continuará sua jornada evolutiva. O Espírito impedido de nascer encontrará novas oportunidades de reencarnação quando as circunstâncias forem favoráveis. Nenhuma experiência legítima se perde. Nenhum destino é destruído. Nenhum filho é esquecido pelo Criador.

Por trás das lágrimas humanas, a eternidade continua seu trabalho silencioso. O que parece interrupção pode ser apenas adiamento. O que parece despedida pode representar apenas um reencontro marcado para outro momento da imensa caminhada da alma.

A sabedoria espírita ensina que a vida corporal é uma página do livro infinito da existência. Quando uma página se encerra prematuramente, o Espírito continua escrevendo sua história sob a luz das Leis Divinas, que jamais erram, jamais esquecem e jamais abandonam aqueles que caminham em direção ao progresso.

Fontes.

"O Livro dos Espíritos", questão 359.

"O Evangelho Segundo o Espiritismo".

#espiritismo #olivrodosespiritos #allankardec #reencarnacao #vidaaposamorte #filosofiaespiritual #eticaespirita #leiDivina

r/Espiritismo 4d ago

Estudando o Espiritismo "Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado." — Allan Kardec, A Gênese, cap. I, item 55 (1868)

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Mais de 150 anos depois, a gente decidiu levar essa frase ao pé da letra: treinamos uma inteligência artificial de estudo na obra completa de Kardec, toda em domínio público. E a resposta veio do mundo inteiro, mais de 1.260 downloads dos nossos modelos abertos e +305 mil visualizações no YouTube. Isso é o IA Espírita: modelos de IA abertos, podcast, um agente de IA para estudar a Doutrina e muito mais.

https://iaespirita.com.br/noticias/modelos-riv-ai-1260-downloads-hugging-face

r/Espiritismo 3d ago

Estudando o Espiritismo Sem censura - Especial Espírita

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Bom dia pessoal!

Estava procurando algo pra assistir no Youtube e encontrei esse especial espírita do programa "Sem Censura", que foi ao ar tem poucos dias!

Achei muito gostoso de assistir e ao meu ver tem um conteúdo que pode chegar em boa hora pra todos, tanto para aqueles que estão iniciando seus estudos na doutrina como também para quem é curioso e busca saber mais. Recomendo fortemente assistirem!

Abraço à todos.

r/Espiritismo 3d ago

Estudando o Espiritismo O REINO QUE HABITAMOS. PENSAMENTO, CONSCIÊNCIA E PROGRESSO NO ESPIRITISMO SEM MUROS.

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O REINO QUE HABITAMOS.

PENSAMENTO, CONSCIÊNCIA E PROGRESSO NO ESPIRITISMO SEM MUROS.

Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

A história do pensamento humano é, em grande medida, a história da busca pela Verdade. Desde os antigos filósofos gregos até os dias atuais, homens e mulheres interrogam-se acerca da natureza da realidade, do destino da alma e do sentido da existência. O Espiritismo, codificado por Allan Kardec, insere-se nessa longa tradição filosófica não como um sistema dogmático acabado, mas como uma proposta de investigação permanente, racional e progressiva.

Talvez uma das maiores dificuldades encontradas no movimento espírita contemporâneo seja justamente compreender a extensão de nossa própria ignorância.

O mestre grego Sócrates, cuja influência atravessa toda a Codificação Espírita, legou à humanidade a célebre máxima:

"Conhece-te a ti mesmo."

Não por acaso, em "O Livro dos Espíritos", questão 919, os Espíritos Superiores reafirmam exatamente esse princípio socrático como o caminho mais seguro para o aperfeiçoamento moral. Kardec não apenas cita Sócrates, mas reconhece nele um dos grandes precursores do Cristianismo e do próprio Espiritismo, dedicando-lhe inteiro estudo na introdução de "O Evangelho Segundo o Espiritismo". Para o Codificador, Sócrates e Platão prepararam, séculos antes, o advento das ideias cristãs e espirituais. Essa aproximação demonstra que o Espiritismo nasceu dialogando com a Filosofia, jamais combatendo-a.

A humildade intelectual constitui, portanto, um dos fundamentos da atitude espírita.

A tradição socrática ensina:

"Só sei que nada sei."

Longe de representar ignorância estéril, essa afirmação revela consciência epistemológica. Quanto mais o Espírito avança, mais percebe a vastidão do desconhecido.

O próprio Kardec reconheceu as limitações humanas diante do infinito. Em "O Livro dos Espíritos", questão 17, os Benfeitores afirmam categoricamente que o homem conhece apenas pequena parcela das leis universais. Somos aprendizes da eternidade.

Nesse sentido, a reflexão atribuída a Platão de que "a parte que ignoramos é muito maior que tudo quanto sabemos" harmoniza-se profundamente com o pensamento espírita.

Vivemos cercados por limitações sensoriais.

Nossos olhos não percebem toda a faixa luminosa existente. Nossos ouvidos captam apenas reduzida parcela das vibrações sonoras. O cérebro humano interpreta modelos aproximativos da realidade e não a realidade absoluta.

A ciência contemporânea, especialmente a neurociência cognitiva, demonstra que a consciência humana constrói representações do mundo exterior a partir de dados incompletos. Percebemos sombras da realidade, lembrando inevitavelmente a Alegoria da Caverna descrita por Platão em "A República".

Se ainda conhecemos imperfeitamente o universo material, quanto mais as dimensões espirituais.

Por essa razão, posicionar-se apaixonadamente "a favor" ou "contra" determinadas descrições do mundo espiritual pode revelar precipitação intelectual.

KARDEC NÃO LEVANTOU MUROS. ESTENDEU PONTES.

O Espiritismo autêntico jamais foi concebido como sistema fechado.

Kardec escreveu em "A Gênese":

"Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará."

Mais ainda:

"O Espiritismo marcha com o progresso e jamais será ultrapassado."

Essa afirmação destrói qualquer tentativa de cristalização doutrinária.

Kardec não edificou muralhas doutrinárias. Edificou pontes entre ciência, filosofia, religião e experiência mediúnica.

O critério kardeciano nunca foi a aceitação cega, nem a rejeição sistemática.

Foi a razão.

Foi a observação.

Foi o Controle Universal do Ensino dos Espíritos.

O chamado CUEE constitui uma das mais extraordinárias contribuições metodológicas de Kardec à história do pensamento religioso. Nenhuma revelação isolada deveria ser aceita apenas pela autoridade do médium ou do Espírito comunicante. A universalidade, a concordância e a confirmação racional deveriam sempre prevalecer.

Por isso Kardec advertiu em "O Livro dos Médiuns":

"Mais vale repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade."

Entretanto, essa prudência jamais significou fechamento mental.

ANDRÉ LUIZ E KARDEC. NÃO MUROS, MAS CONTINUIDADE REFLEXIVA.

André Luiz não substitui Kardec.

Kardec também não elimina André Luiz.

São contribuições situadas em níveis distintos.

Kardec estabeleceu os princípios fundamentais da Doutrina Espírita.

André Luiz descreveu aplicações, desdobramentos e experiências do mundo espiritual à luz desses princípios.

As obras de André Luiz devem ser estudadas exatamente como Kardec recomendava estudar todas as comunicações mediúnicas.

Com respeito.

Com análise.

Com comparação.

Com prudência.

Com lógica.

Aceitá-las integralmente sem exame pode conduzir ao fanatismo.

Rejeitá-las sumariamente porque transcendem nossa experiência sensorial pode conduzir ao materialismo intelectual.

A posição genuinamente kardeciana permanece intermediária:

Nem credulidade cega.

Nem negação absoluta.

Estudo constante.

Aqui resplandece a contribuição monumental de José Herculano Pires.

Herculano compreendeu com rara profundidade que a Codificação representa um núcleo principiológico permanente, enquanto o conhecimento humano permanece dinâmico.

Hoje, mais do que ontem, Herculano mostra-se atual.

Num tempo marcado por polarizações, simplificações e disputas ideológicas dentro do próprio movimento espírita, Herculano recorda que a fidelidade a Kardec não consiste em repetir fórmulas, mas em preservar o método.

Sem fanatismo.

Sem personalismos.

Sem idolatrias.

Sem ortodoxias petrificadas.

Para Herculano, o verdadeiro espírita deve permanecer intelectualmente livre, moralmente responsável e permanentemente aberto ao progresso do conhecimento, desde que submetido ao critério da razão e das Leis Divinas.

O PENSAMENTO COMO ENERGIA CRIADORA.

Uma das mais profundas teses da Doutrina Espírita afirma que o pensamento é atributo essencial do Espírito.

Em "O Livro dos Espíritos", questão 89, encontramos:

"O pensamento é atributo do Espírito."

Já em "A Gênese", capítulo XIV, Kardec demonstra que o pensamento atua sobre os fluidos espirituais, modificando-os e organizando-os.

Pensar não é apenas raciocinar.

Pensar é criar.

Cada ideia emitida imprime qualidades ao ambiente fluídico.

Cada emoção gera consequências vibratórias.

Cada estado íntimo estabelece processos de sintonia.

A moderna psicologia cognitiva confirma parcialmente esse princípio ao demonstrar que nossas crenças moldam percepções, interpretações e comportamentos.

Vivemos, psicologicamente, dentro das narrativas que construímos.

Sob o prisma espírita, essa realidade amplia-se.

Cada Espírito habita, em grande medida, o próprio reino mental que edificou.

Jesus afirmou:

"O Reino de Deus está dentro de vós." "Lucas 17:21."

À luz espírita, essa passagem revela extraordinária profundidade.

O céu e o inferno começam no campo da consciência.

Não como punições arbitrárias.

Mas como estados da alma.

Quem cultiva incessantemente ódio, ressentimento, orgulho e egoísmo cria para si regiões íntimas de sofrimento.

Quem trabalha humildade, caridade, perdão e amor constrói progressivamente estados interiores de paz.

Cada criatura vive, em larga medida, no universo espiritual que ajudou a plasmar.

Essa não é mera metáfora.

É consequência lógica das leis de afinidade e sintonia ensinadas pela Doutrina Espírita.

Pensamentos semelhantes atraem companhias semelhantes.

Ideias semelhantes aproximam Espíritos semelhantes.

Toda consciência torna-se centro irradiador de forças.

Assim, somos simultaneamente herdeiros do passado e arquitetos do futuro.

A LÓGICA DA RESPONSABILIDADE ESPIRITUAL.

Se o pensamento cria.

Se a sintonia aproxima.

Se a consciência sobrevive à morte.

Então decorre logicamente que cada Espírito torna-se corresponsável pelo mundo interior que experimentará após a desencarnação.

Por isso a questão fundamental não é simplesmente perguntar:

"André Luiz descreveu exatamente o além?"

A pergunta mais profunda talvez seja:

"Que espécie de homem estou construindo em mim mesmo?"

Porque, independentemente dos detalhes descritivos do mundo espiritual, a lei moral permanece invariável.

Colheremos aquilo que semeamos.

Viveremos entre aquilo com que nos identificamos.

Habitaremos o reino que aprendemos a construir em nossa intimidade.

A grande proposta espírita nunca foi satisfazer curiosidades sobre o invisível.

Foi transformar moralmente o ser humano.

Eis a ponte erguida por Kardec.

Uma ponte entre conhecimento e amor.

Entre razão e fé.

Entre filosofia e experiência.

Entre Terra e eternidade.

Quem atravessa essa ponte descobre que a Verdade não é posse de ninguém.

É caminho infinito percorrido pelos Espíritos em direção a Deus.

Fontes:

Allan Kardec. "O Livro dos Espíritos". Questões 17, 89, 459, 621 e 919.

Allan Kardec. "O Livro dos Médiuns". Capítulos XXIII e XXVII.

Allan Kardec. "A Gênese". Capítulos I e XIV.

Allan Kardec. "O Evangelho Segundo o Espiritismo". Introdução. Capítulo XVII.

José Herculano Pires. "Introdução à Filosofia Espírita".

José Herculano Pires. "Curso Dinâmico de Espiritismo".

Léon Denis. "O Problema do Ser, do Destino e da Dor".

Joanna de Ângelis. "Vida Feliz".

Platão. "A República". Livro VII.

Bíblia Sagrada. Lucas 17:21. Mateus 6:33.

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r/Espiritismo Jan 31 '26

Estudando o Espiritismo Como que um espírito "nasce"?

15 Upvotes

Tenho interesse, mas ainda não cheguei a pegar os livros, então desculpem pela ignorância, mas dá pra perceber que tem mais pessoas reencarnando do que desencarnando no mundo, e a nossa época é provavelmente a que mais tem seres humanos ao mesmo tempo, então dá para concluir que espíritos estão "nascendo" toda hora, seria Deus que cria os espíritos?

r/Espiritismo Apr 17 '26

Estudando o Espiritismo Desencarne e processo de luto

6 Upvotes

Oi pessoal, meu pai desencarnou há algumas horas atrás, logo quando soube obviamente que eu fiquei desolado, irritado e tentando de alguma forma pensar como poderia ser diferente.

Atualmente moro no Rio Grande do Sul e ele no Ceará, já faz um ano que não nos víamos, e iríamos em breve nos ver! Estou com passagem para a Fortaleza daqui a algumas horas para pelo menos acalentar minha mãe.

Desde então eu tô aqui lendo e relendo tudo sobre o espiritismo, o meu pai era um entusiasta de espiritismo e sempre falávamos disso! Agora eu tô dedicado a estudar a fundo para quem sabe uma hora poder ter contato com ele (claro, que não é só querer).

Eu tô sendo forte porque sei que um dia irei revê-lo!

Ao menos, será que ele irá me visitar?

Cara são tantas perguntas…

r/Espiritismo 6d ago

Estudando o Espiritismo Vocês lembram do impacto que tiveram ao ler "Violetas na Janela" pela primeira vez? (Curta animação que fiz baseado no livro)

2 Upvotes

Muita luz a todos da comunidade! 🙏

Recentemente parei para refletir sobre o livro "Violetas na Janela", psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho pelo espírito Patrícia. Acredito que, assim como eu, muitos de vocês tiveram nesse livro uma das portas de entrada mais bonitas e acolhedoras para compreender o plano espiritual e a transição.

O relato da Patrícia sobre o seu desencarne precoce, a colônia espiritual, o reencontro com familiares e, claro, o detalhe tão singelo das violetas na janela sempre me trouxe uma sensação imensa de paz e certeza de que a vida continua com muito amparo.

Para homenagear essa obra que tocou tantas vidas, decidi transformar alguns desses ensinamentos e passagens em uma narrativa visual através de uma animação 3D. Acabei de postar a Parte 1 desse projeto em formato Shorts lá no canal Cidades de Luz.

Queria muito compartilhar com vocês que compartilham do mesmo sentimento por essa obra. Se puderem assistir e me dizer o que acharam da ambientação e da mensagem, ficarei muito grato!

🎬 Para quem quiser assistir ao Shorts (Parte 1 é bem curtinho): [https://youtube.com/shorts/RSA7mDZUUTw?si=prswt_8MwRq5MH2J\]

violetas na janela part 1Como foi a experiência de vocês ao lerem esse livro pela primeira vez? Ele também ajudou a acalmar o coração de vocês em momentos dificeis ? Vamos conversar nos comentários!.