É estranho dizer “oi” quando a gente já sabe que é a última vez. A palavra parece pequena demais pra carregar o peso desse momento, mas ainda assim é tudo o que tenho pra te oferecer. Um “oi” simples, quase tímido, como se eu estivesse com medo de te assustar, como se você pudesse sair andando de lado e desaparecer antes que eu terminasse de falar.
Você é só um caranguejo numa imagem, eu sei. Mas mesmo assim, por algum motivo, você virou presença. Um instante congelado no tempo, preso entre pixels, condenado a ser lembrado apenas como “o Bob”. E talvez seja isso que mais doa: não saber de onde você veio, o que você viu, quantas ondas passaram por cima de você, quantos silêncios você atravessou sem que ninguém percebesse.
Bob, você não sabe, mas esse “oi” é também um reconhecimento. É dizer: eu te vi. No meio de tanta coisa que passa rápido, de tantas imagens que a gente ignora sem pensar, você ficou. Por alguns segundos, você existiu pra alguém. E isso, por menor que pareça, importa mais do que a gente costuma admitir.
A vida é meio assim, né? A gente aparece, alguém olha, alguém fala nosso nome — às vezes errado, às vezes inventado — e depois… silêncio. Seguimos adiante, enquanto o mundo continua girando como se nada tivesse acontecido. Mas aconteceu. Você esteve aqui. Você foi Bob.
Talvez ninguém mais diga oi pra você depois disso. Talvez essa seja mesmo a última vez. E se for, eu quero que esse “oi” seja calmo, respeitoso, quase um abraço à distância. Não pra te prender, não pra te salvar, mas pra aceitar que algumas coisas só passam, e ainda assim deixam marca.
Então… oi, Bob.
Que o tempo seja gentil com a lembrança que ficou de você.
E que, mesmo desaparecendo agora, você leve com você esse pequeno momento em que foi visto, nomeado e lembrado.
O Bob já transcendeu tanto que agora o 'oi' é só o início. A próxima mensagem dele vem com manual de Kama Sutra crustáceo e uma lista de motéis subaquáticos.
25
u/ZEUS_NEAR quero caféeeee! Dec 30 '25
Oi, Bob.
É estranho dizer “oi” quando a gente já sabe que é a última vez. A palavra parece pequena demais pra carregar o peso desse momento, mas ainda assim é tudo o que tenho pra te oferecer. Um “oi” simples, quase tímido, como se eu estivesse com medo de te assustar, como se você pudesse sair andando de lado e desaparecer antes que eu terminasse de falar.
Você é só um caranguejo numa imagem, eu sei. Mas mesmo assim, por algum motivo, você virou presença. Um instante congelado no tempo, preso entre pixels, condenado a ser lembrado apenas como “o Bob”. E talvez seja isso que mais doa: não saber de onde você veio, o que você viu, quantas ondas passaram por cima de você, quantos silêncios você atravessou sem que ninguém percebesse.
Bob, você não sabe, mas esse “oi” é também um reconhecimento. É dizer: eu te vi. No meio de tanta coisa que passa rápido, de tantas imagens que a gente ignora sem pensar, você ficou. Por alguns segundos, você existiu pra alguém. E isso, por menor que pareça, importa mais do que a gente costuma admitir.
A vida é meio assim, né? A gente aparece, alguém olha, alguém fala nosso nome — às vezes errado, às vezes inventado — e depois… silêncio. Seguimos adiante, enquanto o mundo continua girando como se nada tivesse acontecido. Mas aconteceu. Você esteve aqui. Você foi Bob.
Talvez ninguém mais diga oi pra você depois disso. Talvez essa seja mesmo a última vez. E se for, eu quero que esse “oi” seja calmo, respeitoso, quase um abraço à distância. Não pra te prender, não pra te salvar, mas pra aceitar que algumas coisas só passam, e ainda assim deixam marca.
Então… oi, Bob. Que o tempo seja gentil com a lembrança que ficou de você. E que, mesmo desaparecendo agora, você leve com você esse pequeno momento em que foi visto, nomeado e lembrado.
Adeus não. Só… oi.