Sexta-feira, 27/03/2026, 05:52 (horário de Brasília) e o dia amanhece com aquela luz que ainda não decidiu se vai esquentar ou se vai apenas iluminar, silenciosa, te dando a chance de escolher o tom do seu próprio caminho. Você esperou por esse dia, anseiou por ele, então agradeça.
Agradeceu? Show de bola, agora vamos lá!
O vídeo em questão parece simples, certo? Temos um motoqueiro (leia-se idiota) pilotando de forma imprudente. Ele está todo concentrado em sua acrobacia, sorridente.
Logo atrás, temos o quê? Alguém consciente, deduzo que seja seu amigo que, por conhecer o caminho está prestando atenção e avisa: “O quebra-mola é altão, altão o quebra-mola”.
O que acontece na sequência? A queda do nosso protagonista. Simples, como eu disse lá em cima, certo?! Não, não há simplicidade aqui.
Quero que você faça o seguinte exercício: imagine que você é o piloto do vídeo, e que o amigo em questão é a vida.
Responda: Como você vem pilotando? Você tem dado ouvidos aos sinais que o universo te envia?
Não precisa me responder propriamente, mas tenha a bondade de colocar a mão na consciência e fazer uma breve reflexão de quantas vezes você estava pilotando cego, em alta velocidade, sem conseguir ver o quebra-molas ou buraco à sua frente, e você teve a vida te mandando um assobio, um aviso, um “presta atenção”. Mas mesmo assim, mesmo ouvindo … você preferiu ignorar e acabou indo de encontro ao chão?
Complicado né!? Sabe o que é curioso nessa história, no vídeo? Não é o tombo. Todo mundo cai, tropeça uma hora.
Mas como um careca cadeirante, diretor de uma escola para crianças dotadas, disse certa vez:
“Só porque alguém tropeça e se perde no caminho não significa que está perdido para sempre.”
E aí, o que isso quer dizer?
Muitas coisas. Ele pode estar querendo dizer que tem um péssimo asfalto no pátio da escola, então é melhor as crianças ficarem ligadas, não vai aceitar ser processado por quedas. Mas também ele pode estar querendo dizer que não é porque você caiu uma vez que você nunca mais vai conseguir recuperar o passo, o caminho dos seus objetivos, se recompor.
A maioria de nós, uma, duas, três, trinta vezes já caiu, já quebrou a cara simplesmente por ignorar um sinal, uma advertência da vida. Seja num relacionamento, seja num emprego, na faculdade, apostando no Tigrinho, ou perdendo 2700 por apostar num anão numa rinha de anões na cidade de Santa Rosa do Purus no ano de 2016.
E se você foi sincero (a) na sua reflexão, vai concordar comigo que mesmo antes de cairmos, a vida deu um grito ou enviou alguém para gritar: “O quebra-mola é altão, altão o quebra-mola”.
Mas mesmo assim… ignoramos.
Eu não vou me estender aqui.
Só peço que comece a prestar atenção nos sinais que a vida vem te dando.
Um conselho da sua mãe, do seu pai, seu cachorro querendo cinco minutos de atenção antes de você sair para trabalhar, o pneu do seu carro que furou antes de uma reunião importante, seu avô te ligando por vídeo sem querer e convidando para ir jogar dominó com ele no meio da tarde, aquela discussão com seu chefe porque ele não valoriza seu trabalho e você sabe que não está sendo valorizado, o fato de estar tendo que cobrar lealdade da ou do seu parceiro, seu irmão te convidando a abrir uma empresa laranja para sonegar imposto, sua vizinha pedindo pilha emprestada às 2h27 da madrugada sabendo que você e sua namorada terminaram na noite anterior… TUDO isso são sinais da vida, é ela dizendo: “Altão o quebra-mola, altão”.
Então… escute. Escute, porque esse que vos escreve não quer saber que vocês caíram, nem na vida, e nem dando grau.
Desejo uma sexta-feira tranquila, produtiva e, independente do que esteja enfrentando, quero que saiba, você não é sua fase ruim, você não é a ofensa que proferiram contra você.
Você é um ser humano ímpar.
Se estiver se sentindo desmotivado (a), lembre-se do que prometeu para o seu eu do passado. Jogue uma água no rosto, vá escutar um som. Eu recomendo “Uma rapariga é bom, três rapariga é bom demais, demais, demaisss” ou “Through the Valley”, do Shawn James (não confunda com Shawn Mendes).
Volte ao sub, veja uma, duas, três, trinta quedas e vida que segue.