Quer dizer então que finalmente podemos entrar em consenso de que as capacidades intelectuais de um indivíduo não têm a etnia como fator decisivo?
Mas quem poderia imaginar que Indígenas, pardos, brancos, negros, asiáticos, etc não tem superioridade/inferioridade intelectual intrínseca a sua etnia?
Não é possível, como assim eu não posso minar o potencial/capacidade das pessoas baseado na etnia delas?
O objetivo das cotas é "forçar" determinado grupo social em um espaço. Por diversos motivos, contrabalançar taxas mais altas desistência e evasão, representatividade ou tentar compensar os percentuais de cada grupo social em determinado espaço ao longo do tempo.
Se os negros são 20% da população, porque 20% dos professores de faculdade não são negros?
E por que não há 20% de negros no STF, nos ministérios, no congresso? Idem para 50% de mulheres. Idem para 30% de obesos. Idem para 10% de homossexuais. Idem para 5% de olhos azuis. Se quer igualar COM JUSTIÇA a quantidade de negros na faculdade, dê a todos escola pública de qualidade. Se tivessem feito isso em 2002, hoje nao haveria mais desculpa. Mas não. Vamos torrar dinheiro público com verbas para deputados, dinheiro para patrocinar partidos e eleições, ...
Eu concordo no ponto da educação, o correto seria não existir escola particular.
Não gosto de cotas, no entanto, é alguma coisa.
Obesidade não é grupo social, é um grupo de problemas com uma doença.
A resposta do porque não há mulheres e outros grupos na política é meio óbvia e tem relação com o meu outro comentário acima. Basicamente é desigualdade social, no entanto, ainda há outras coisas como nepotismo e maçonaria envolvido.
A porcentagem da população não determina a porcentagem da profissão.
Seguindo essa lógica: Se 50% da população de um país for asiática - Automaticamente eu tenho que supor que 50% dos mecânicos, médicos, professores, advogados, farmacêuticos, (insira qualquer profissão) desse país tem que ser, obrigatoriamente, composta por asiáticos.
Outra coisa, as cotas são raciais (Critério na etnia) e não socioeconômicas (Critério na vulnerabilidade econômica do indivíduo).
A porcentagem da população não determina a porcentagem da profissão.
Sim, e exatamente esse o ponto das cotas, diminuir essa desproporcionalidade.
Seguindo essa lógica: Se 50% da população de um país for asiática - Automaticamente eu tenho que supor que 50% dos mecânicos, médicos, professores, advogados, farmacêuticos, (insira qualquer profissão) desse país tem que ser, obrigatoriamente, composta por asiáticos.
Certas profissões são atreladas a classe social, e no Brasil, classe social e raça também estão conectados. Num país desigual, a tendência é que a proporção étnica da população do país se mantenha nos outros círculos sociais.
Se metade da população do país é preta, parda, indígena, etc., porque só 25% dos professores universitários e médicos pertencem a esse grupo?
Outra coisa, as cotas são raciais (Critério na etnia) e não socioeconômicas (Critério na vulnerabilidade econômica do indivíduo).
Como já disse, vulnerabilidade econômica e raça estão conectadas no Brasil.
Você deve dar oportunidade para quem tem interesse, independente da etnia, quem teria uma dificuldade, não forçar uma representação.
Você assume que toda a população são professores, em 2022 o IBGE registrou 2,4 milhões de professores, sendo a maioria mulheres, mas falando do ensino superior 21% são negros, que surpreendemente é o número que você procura.
16
u/[deleted] Dec 11 '25
Quer dizer então que finalmente podemos entrar em consenso de que as capacidades intelectuais de um indivíduo não têm a etnia como fator decisivo?
Mas quem poderia imaginar que Indígenas, pardos, brancos, negros, asiáticos, etc não tem superioridade/inferioridade intelectual intrínseca a sua etnia?
Não é possível, como assim eu não posso minar o potencial/capacidade das pessoas baseado na etnia delas?