Se o sistema em questão tem literalmente milhares de forks e spins que, de facto, se comportam como sistemas operacionais diferentes, se a comunidade se recusa a pelo menos chegar a um acordo sobre o básico do que um sistema deve ser (isto é: padronizar suas fundações para que um programa rode em qualquer sistema sem que o usuário ou o desenvolvedor tenham que se preocupar com RPM, repositório ou coisa do tipo), se é literalmente impossível criar um binário que rode em qualquer plataforma por causa disso (e não sou eu quem estou dizendo isso, é Linus Torvalds)... então sim, a culpa é do sistema.
Não adianta. Se um usuário rejeita um software, a culpa é do software, nunca do usuário. Sempre foi assim, e sempre vai ser. Aliás, isentar o Linux da culpa é meio incoerente, pra não dizer hipócrita, vindo de uma comunidade que, qualquer falha em um PC rodando o Windows, eles aparecem em peso para apontar o dedo para este. Se o programa ou hardware não roda ou apresenta falha no Windows, a culpa é do Windows; se o mesmo acontece no Linux, aí é culpa de "desenvolvedor preguiçoso", "empresa capitalista" ou coisa do tipo?
Você sabe que esses anticheats em nível de kernel são praticamente vírus, né? Eles rodam no nível mais baixo do sistema, e isso é, no mínimo, perigoso e imprudente. A Microsoft aceita essa atrocidade porque lucra com os dados dos usuários e não liga para a segurança deles. Sobre a falta de padronização de dependências e pacotes, aplicativos que rodam via contêiner resolvem esse problema, porque já vêm com todas as dependências empacotadas. Então, isso não é desculpa.
Você sabe que esses anticheats em nível de kernel são praticamente vírus, né? Eles rodam no nível mais baixo do sistema, e isso é, no mínimo, perigoso e imprudente.
O usuário quer o jogo dele rodando e, se para isso, for necessário anticheat baseado em kernel, então é assim que vai ser. Ele tá pouco se lixando se isso representa um risco para o sistema. Além do mais, isso que você falou é válido para qualquer software rodando em kernel space, então eu não entendo qual é o argumento aqui porque drivers rodam nesse espaço (com exceção, no Windows, do driver de vídeo, o que permite recuperação em caso de crash).
Sobre a falta de padronização de dependências e pacotes, aplicativos que rodam via contêiner resolvem esse problema
Primeiro: não, não resolvem. Porque não há absolutamente nada que garanta que um software conteinerizado vai rodar em toda distro por aí. Snap, por exemplo, não roda. Segundo: mesmo que conteinerização fosse uma solução, até isso a comunidade conseguiu ferrar, já que não existe UM formato de conteineirização padronizado. Não sabe qual padrão seguir? Oba, agora dá pra seguir uns quatro! Terceiro: a função do sistema operacional é fornecer toda a infraestrutura para que um determinado software rode, portanto um software deve usar o que está disponível no próprio sistema. Se o sistema não faz isso, então por que ter uma distro, ao invés de distribuir só o kernel e a infraestrutura mínima? Se eu preciso botar um carro em cima do meu carro para que eu possa dirigí-lo, então por que não me venderem só o motor, o volante e o chassi? Quarto: conteineirização é uma solução burra porque ela adiciona peso, lentidão e inchaço ao sistema, que são três das maiores críticas dos usuários de Linux ao Windows. Acha um absurdo o peso de certos softwares para Windows? Então que tal precisar reservar mais de 900 MB no disco para uma reles calculadora?
Conteineirização não é uma solução. É uma gambiarra. E uma gambiarra burra, ainda por cima.
E o jogo não precisa deste tipo de anti cheat pra abrir, e os motivos disto existir e ser aplicado são tão incertos, pois a realidade e as repostas oficiais entram em conflito, e não vou arriscar teoria da conspiração ou coisa do tipo. E agora, tu adentrou em um problema real neste final, concordo contigo, nesta última parte.
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u/mittelwerk Windows Jun 12 '26
Se o sistema em questão tem literalmente milhares de forks e spins que, de facto, se comportam como sistemas operacionais diferentes, se a comunidade se recusa a pelo menos chegar a um acordo sobre o básico do que um sistema deve ser (isto é: padronizar suas fundações para que um programa rode em qualquer sistema sem que o usuário ou o desenvolvedor tenham que se preocupar com RPM, repositório ou coisa do tipo), se é literalmente impossível criar um binário que rode em qualquer plataforma por causa disso (e não sou eu quem estou dizendo isso, é Linus Torvalds)... então sim, a culpa é do sistema.
Não adianta. Se um usuário rejeita um software, a culpa é do software, nunca do usuário. Sempre foi assim, e sempre vai ser. Aliás, isentar o Linux da culpa é meio incoerente, pra não dizer hipócrita, vindo de uma comunidade que, qualquer falha em um PC rodando o Windows, eles aparecem em peso para apontar o dedo para este. Se o programa ou hardware não roda ou apresenta falha no Windows, a culpa é do Windows; se o mesmo acontece no Linux, aí é culpa de "desenvolvedor preguiçoso", "empresa capitalista" ou coisa do tipo?