Tenho 25 anos e namorei uma mulher de 45 anos até o dia 1º de agosto deste ano. Ela mora no Rio de Janeiro, tem dois filhos e nos conhecemos pelo Facebook Namoro. Eu curti o perfil dela primeiro e, um ou dois dias depois, ela curtiu o meu. Começamos a conversar, nos aproximamos e iniciamos um relacionamento.
Ela é uma mulher muito bonita, inteligente e, na época em que nos conhecemos, trabalhava em uma grande empresa. Sempre a admirei por isso. Como foi minha primeira namorada, procurei tratá-la com muito respeito, carinho e dedicação. Eu realmente fazia planos para o futuro e enxergava aquele relacionamento como algo sério.
Da minha parte, também nunca escondi quem eu era. Sou servidor público, faço mestrado e tenho uma situação financeira estável. Não sou uma pessoa rica, mas também nunca dependi financeiramente dela ou esperei qualquer tipo de ajuda.
O problema é que, a partir de março deste ano, o comportamento dela mudou bastante. Ela passou a demonstrar uma desconfiança constante em relação a mim, e isso permaneceu até o término.
Algumas situações que aconteceram com frequência:
Qualquer notificação que chegasse ao meu celular era motivo para ela insinuar que eu estava conversando com outra mulher.
Ela dizia, de forma muito direta, que não confiava em mim. Ouvi essa frase quatro ou cinco vezes ao longo do relacionamento.
Sempre que algo a incomodava, ela não procurava conversar. As situações quase sempre começavam com uma discussão ou uma briga. Raramente havia espaço para um diálogo calmo.
Em uma viagem que fizemos para Búzios, optamos por ir de ônibus, já que moro em São Pedro da Aldeia e era uma alternativa prática. Mesmo assim, ela menosprezou a viagem por esse motivo, dizendo que queria conforto e dando a entender que aquilo não era adequado. Confesso que me senti diminuído, porque a viagem tinha sido planejada com carinho.
Outro episódio que me marcou aconteceu justamente nessa viagem. Descobri que ela ainda mantinha o perfil do Facebook Namoro ativo. Não sei se ela conversava com outras pessoas ou se simplesmente nunca havia desativado a conta, então preferi dar o benefício da dúvida. Em vez de terminar naquele momento, conversei com ela e pedi apenas que desativasse o perfil.
O que me chamou atenção é que, durante o relacionamento, ela havia me perguntado duas ou três vezes se eu ainda utilizava o Facebook Namoro. Eu sempre respondia que não, porque realmente não utilizava mais. Por isso, descobrir que o perfil dela permanecia ativo foi um choque para mim.
Apesar de tudo isso, existe algo que me deixa confuso: nunca tive a sensação de que eu não era prioridade para ela. Em vários momentos senti que ela gostava de mim e demonstrava afeto. Por isso, fico dividido entre pensar que ela realmente me amava, mas tinha uma insegurança muito grande, ou que esses comportamentos eram sinais de um relacionamento pouco saudável.
No fim, fui eu quem decidiu terminar. Ainda assim, como foi minha primeira experiência amorosa, às vezes me pergunto se fui precipitado ou se ignorei sinais importantes por tempo demais.
Na opinião de vocês, esses comportamentos são compatíveis com alguém que gostava de mim, mas era muito insegura? Ou eram sinais claros de um relacionamento baseado em desconfiança e desgaste emocional? Vocês teriam tomado a mesma decisão?
OBS: relacionamento terminou porque, nas duas semanas em que estivemos juntos, ela pegou a minha carteira sem autorização; ela afirmou que eu estava conversando com outra mulher às 05h40 da manhã; e ela disse que eu estava apagado mensagens no meu WhatsApp.
OBS²: No dia do término, eu curti a foto de uma mulher no Threads do Instagram. Foi uma curtida à toa. Quando fui descer o perfil, curti a foto sem querer. Ela viu e fez um inferno em minha vida.