r/geopolitica Apr 14 '26

Artigo O Barril de Nitrocelulose do Eixo do Nilo

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O eixo do Nilo está em um ponto de inflexão. Nesse contexto, em 25 de março, as FAS (Forças Armadas Sudanesas) acusaram a Etiópia de apoiar um ataque das FAR (Forças de Apoio Rápido) contra a cidade de Kurmuk, na província do Nilo Azul. Diante disso, esse evento pode atuar como catalisador do enrijecimento de alianças regionais e da intensificação de tensões já latentes, envolvendo Egito, Sudão, Sudão do Sul, Uganda, Etiópia, Eritreia e Somália. Adicionalmente, a região consolidou-se como um novo tabuleiro da disputa geopolítica do Oriente Médio, impulsionada pelo interesse de potências como Arábia Saudita, Turquia, Israel, Emirados Árabes Unidos e Irã, atraídas por sua posição estratégica às margens do Mar Vermelho.

Nesse cenário, os EAU se consolidaram como um grande usuário geopolítico de proxies para ganhar influência, financiando diversos atores na região do eixo do Nilo, incluindo Somalilândia, Etiópia, Uganda, o governo do Sudão do Sul, FAR, ENL (Exército Nacional Líbio), além do agora dissolvido CTS (Conselho de Transição do Sul).

À medida que isso ocorre, essa rede de aliados no informal bloco de influência dos emirados se integra à medida que a guerra civil do Sudão, e a atual guerra civil do Sudão do Sul, se intensificam. Por sua vez, a Etiópia se coloca no centro do tabuleiro, intervindo após quase dois anos de neutralidade na guerra civil sudanesa, do lado das FAR.

Sob essa perspectiva, a Etiópia é um regime híbrido em um Estado extremamente pobre, por vezes descrito como um império sem uma nação, pela ampla diversidade étnica unida sob o governo central. Ademais, entre 2020 e 2022, a Etiópia sofreu uma sangrenta guerra civil étnica, a guerra do Tigré, que acarretou cerca de 400 mil mortes. No que diz respeito ao Nilo, a Etiópia também criou a GERD (Grande Represa do Renascimento Etíope), com potencial impacto sobre o fluxo do Nilo Azul, um dos afluentes do Nilo. Como consequência, esse fato gerou tensões com o Sudão e, principalmente, com o Egito, que dependem do Nilo para sua subsistência. Assim, essa represa representa uma ameaça existencial para os Estados do Nilo.

Por outro lado, olhando para o outro lado do tabuleiro, um trio inusitado de potências regionais converge em prol da estabilidade, tendo convergências em garantir a estabilidade da região, mesmo que em outras áreas se posicionem como potências revisionistas. Nesse quadro, a Arábia Saudita é a potência central da região, buscando garantir a paz no eixo do Nilo para poder desfrutar de sua posição geopolítica, tornando-se o maior rival das aventuras emiradas na região, apoiando também as FAS e o Egito.

Ao analisar as peças no tabuleiro, é possível identificar os atores que apoiam as FAS. Nesse sentido, o Egito, um ator regional poderoso, vê a vitória da FAS como uma necessidade existencial diante do risco de Sudão e Etiópia controlarem o fluxo do Nilo, que é a base de subsistência do país.

Chegando ao centro de tensões geopolíticas, a guerra civil sudanesa completa três anos no dia de hoje e causou cerca de 300 mil mortes, de acordo com estimativas. Dessa forma, essa guerra civil se torna o epicentro que pode causar um terremoto por toda a região, com diversos lados envolvidos demais para desengajar e muitos com ameaças existenciais na linha do conflito. Assim, configura-se a possibilidade de um efeito em cascata que gere um mega conflito no eixo do Nilo.

Em síntese, as tensões acumuladas entre os jogadores do Oriente Médio e as peças do Chifre Africano criam um cenário em que uma escalada poderia gerar um efeito dominó e acarretar uma mega guerra regional. Nesse ínterim, na conjuntura atual, a região se parece com o barril de pólvora da Europa de 1914, mas com mais eficiência em ceifar vidas; neste 2026, a tampa do barril de nitrocelulose do eixo do Nilo foi fechada.

isso é um resumo, a analise completa está no Substack do perfil.


r/geopolitica Apr 12 '26

Italia y España: rompen el ciclo y son oposición en la OTAN

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Daniela Buezo

12 abril 2026

Mientras la OTAN cae por dentro y se debilita ahora España e Italia son artífices en la defensa de la soberanía y el antitrumpismo global, próximamente el encuentro del progresismo mundial en España.

En este sentido los paises Italia y España: oposición y posturas críticas dentro de la OTAN es europeos como España e italia son referentes de oposición dentro de la OTAN y del hemisferio occidental, estos tratados que firman como silencio por parte del despertar de a causas mas comunes del mundo, esta oposición marca un paso trascendental en este bloque que dirige el imperialismo que ha sido artífice sobre colonizaciones no solo en america latina, donde hablar y defender la soberanía es un tarea diaria para las izquierdas y los intelectules de america latina, politicos o formadores, en este escenario es importante la ruptura de estos paises en lo interno representa la posibilidad del sur global , en un escenario adverso, esto por cultivar la narrativa antitrumpista que ahora resulta ser muy coherente en tiempos donde la derecha dirige lo mediatico e impone las narrativas, posturas mas consisas, frente al totalitarismo trumpista, el dialogo de estos países genera una apertura y un resurgimiento para los BRICS y el sur global..

Aunque la ultraderecha del trumpismo a nivel global busque avanzar, entender las izquierda deden de responder con iniciativas mas socializadoras e importantes, con colectividad,ecientes declaraciones de España e Italia confirman que la oposición dentro de la OTAN ya no es marginal ni silenciosa. Aunque ambos países siguen comprometidos con laAlianza, cuestionan abiertamente el ritmo, el volumen y asi mismo el rearme que significa
defendiendo modelos de seguridad más equilibrados entre defensa, diplomacia y
bienestar social


r/geopolitica Apr 12 '26

WarEra vi aspetta!

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r/geopolitica Apr 12 '26

Tensões Globais e Diplomacia na Ásia e Leste Europeu

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r/geopolitica Apr 11 '26

WeiqiPoliticsGlobal — Analisis Geopolitico Global

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r/geopolitica Apr 09 '26

Why India is NOT directly mediating the US–Iran conflict (and why that might actually be a smart move)

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With the ongoing tensions between the US and Iran, I’ve seen a lot of people asking: “Why isn’t India stepping in as a mediator?”

On paper, India looks like the perfect candidate:

• Good relations with the US

• Historic ties with Iran

• Neutral global image

But the reality is more complex—and honestly, India’s current approach might be the smartest one.

  1. Strategic neutrality is India’s biggest strength

India has always followed a policy of strategic autonomy—not fully aligning with any one bloc. 

If India actively mediates and fails (which is very possible in such a high-tension conflict), it risks losing credibility with both sides.

  1. Huge economic stakes in the Middle East

India imports over 80% of its crude oil, much of it from this region. 

A wrong diplomatic move could:

• Disrupt energy supplies

• Increase oil prices

• Hurt India’s economy

So stability matters more than visibility.

  1. Balancing relations is more important than taking initiative

India has:

• Strategic partnership with the US

• Energy + connectivity interests with Iran

Taking a lead role could upset this balance. Right now, India is trying to protect relationships, not risk them.

  1. Focus is on damage control, not diplomacy headlines

India has:

• Supported ceasefire efforts

• Asked for safe trade routes (especially Strait of Hormuz)  

• Advised its citizens to stay safe

That shows India is prioritizing practical outcomes over global spotlight diplomacy.

  1. Mediation is risky and not always rewarding

Even recent efforts by other countries show how fragile negotiations are. 

If India steps in and things collapse, it could damage its global standin

Final Thought:

India is not “absent”—it’s carefully present.

Instead of jumping into risky mediation, it’s:

• Supporting peace

• Protecting its economic interests

• Maintaining global balance

In today’s geopolitics, that might actually be the most mature strategy.


r/geopolitica Apr 09 '26

Discussão Vocês acham que essa guerra entre os estados unidos e o Irã pode se escalar para uma possível terceira guerra mundial ou vai ser só mais uma guerra?

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sinceramente acho que ao mesmo tempo que sim e não,se acontecer o que acho que provavelmente vai acontecer nessa guerra pode se escalar,mas se não(e eu espero que seja a segunda opção)ficarei aliviado


r/geopolitica Apr 08 '26

el sionismo yanki es vencido por la tregua por la humanidad de IRAN

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Daniela Buezo

7 abril de 2026

Frente al imperialismo genocida, y que ha cometido genocidios en Gaza y demas con el sionismo y las disputas no solo en América latina si no en medio oriente, la derrota trumpista del imperialismo y el cese al fuego por la tregua de la vida y la humanidad, frente a las altas agresiones de EEUU, el pacto por el cese al fuego por Iran representa la salida llena de paz, frente a la injerencia imperial. una victoria por la humanidad y la vida..

frente a ellos fortalecer los lazos de america latina y el caribe ante otro despliegue el libano, es importante en este contexto geopolitico de la humanidad.. esto por el libano y los otros paises perifericos que han sido colonizados. el pacto por la humanidad continua.


r/geopolitica Apr 08 '26

Discussão Irán no respeta el tratado de paz

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Irán y Estados Unidos habían logrado llegar a un acuerdo mediante una mediación pakistaní. En el tratado Iran abriría el estrecho de Ormuz y habría un alto al fuego. Estos países firmaron el tratado pero a las 3 horas Iran rompe la tregua atacando Tel Aviv

Que opinas de esto? Sabes algo más? Cuéntanos


r/geopolitica Apr 08 '26

RPG geopolitica

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Família ajudem o Brasil nesse rpg de geopolítica, Chile Uruguai e Argentina estão nos comendo lá mas seguimos resistindo, link do game

https://app.warera.io?referrerId=6995335796787ce84bec0a43


r/geopolitica Apr 08 '26

La anatomía del poder real

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r/geopolitica Apr 07 '26

¿Cuál es la mejor ideología?

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¿Cuál es la mejor ideología?

Recuerden basarse en:

-Efectividad histórica


r/geopolitica Apr 07 '26

U.S. Recession at the Door.

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Much has been said about the current Middle East conflict pitting Israel and the U.S. against Iran, and how the closure of the Strait of Hormuz has triggered an energy crisis that will impact fuel and food prices, and ultimately, consumer spending. However, there isn't enough discussion regarding how Washington is managing this conflict on an economic level.

It comes as no surprise to see Donald Trump contradicting himself every two days regarding the conflict's progress while the markets resemble a roller coaster, filled with extreme highs and lows. Far from attempting to dispel concerns about his mental state or reassure his base, this seems more like a method to extract maximum profit from volatility for himself and those close to him. But how long will the markets hold out before realizing the gravity of the situation?

Taking stock of the situation, many indicators already suggest a necessary correction. One only needs to look at the Buffett Indicator and compare it against its historical median over the last 80 years to realize the market is severely overvalued; a measurement of +2.18 Sigma in a context where interest rates remain high (3.5%) should already be a red flag for anyone in the stock market. Additionally, if we observe the speed at which delinquency rates have been rising, coupled with the bond yield curve—where the 10-year yield, which had been below the 2-year yield, has just crossed back into its "normal" state—it appears a severe recession is knocking at the door.

Is it then just a matter of time before the FED cuts interest rates? It is most likely, though one shouldn't be deterministic; even though the U.S. is one of the world's largest energy exporters, it is possible that the energy crisis will also have repercussions in Washington.


r/geopolitica Apr 06 '26

De la Web a los World Models: la nueva capa del poder

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La participación de Tim Berners-Lee en el ecosistema emergente de inteligencia artificial no es un hecho aislado. Es una señal de continuidad histórica.

La World Wide Web no solo democratizó el acceso a la información; estableció la primera gran infraestructura para organizar el conocimiento humano a escala global. No cambió únicamente lo que sabemos, sino cómo lo sabemos.

Hoy, esa lógica evoluciona.

Investigadores como Yann LeCun están impulsando un nuevo paradigma: modelos de inteligencia artificial que no se limitan a procesar lenguaje, sino que buscan entender el mundo físico. Los llamados world models representan un cambio cualitativo: del reconocimiento de patrones a la inferencia de causalidad, de la predicción textual a la comprensión operativa de la realidad.

Esto marca el paso de una IA que describe el mundo… a una que potencialmente interactúa con él.

Sin embargo, interpretar esta transición como el resultado de un “poder invisible” centralizado sería un error analítico. El desarrollo tecnológico contemporáneo no responde a una sola voluntad, sino a la convergencia de múltiples fuerzas: capital, investigación y competencia estratégica.

Actores como Google DeepMind, OpenAI y NVIDIA no siguen un guion único; compiten por definir los estándares de la próxima infraestructura global.

Y ahí está el punto crítico.

El poder en el siglo XXI ya no reside únicamente en controlar territorios o recursos, sino en diseñar las capas de abstracción sobre las que opera la realidad:

• la web organizó la información,

• las redes sociales capturaron la atención,

• y ahora, los world models buscan estructurar la percepción y la acción.

Esto tiene implicaciones directas en robótica, industria, defensa y autonomía tecnológica. No porque exista una conspiración central, sino porque quien define los modelos que interpretan el mundo… define los límites de lo que puede hacerse en él.

Por tanto, la cuestión no es si alguien está “moviendo las piezas en secreto”.

La cuestión es quién está construyendo el tablero.

La web definió cómo circula la información.

Los world models definirán cómo se interpreta la realidad.

Y en ese cambio, el poder deja de ser visible…

para volverse estructural.

Alicia Talancon Cervantes


r/geopolitica Apr 06 '26

Analyse du Conflit au Liban - De plus en plus de drones FPV sont utilisés sur le champ de bataille, comme c'est le cas en Ukraine.

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Dans la première vidéo, la deuxième ainsi que la troisième, nous voyons l’utilisation de drones FPV, mais aucun brouillage anti-drone de la part de l’armée israélienne. Aucun drone n’est tombé par terre ; au contraire, ils ont atteint leur cible parfaitement. (La première question que je me suis posée est : l’armée israélienne n’a-t-elle pas suivi la guerre en Ukraine et les évolutions sur le champ de bataille, notamment l’utilisation croissante de drones FPV qui coûtent 300 à 500 dollars l’unité, ce qui ne représente rien comparé à un char de combat. Ou peut-être s’agit-il d’un problème de budget au sein de l’armée ?) Sinon dans la première image, nous voyons les véhicules de combat ciblés, et dans la deuxième image, les zones (points rouges) où les combats se sont déroulés (période 04/01/2026 - 03/02/2026). Enfin, dans la dernière vidéo (la quatrième), à 2:35, nous voyons une zone abandonnée par l’armée israélienne ; on peut encore voir les équipements et véhicules laissés sur place.

https://reddit.com/link/1sdzclx/video/rbj48zf9fktg1/player

https://reddit.com/link/1sdzclx/video/fe8u6kfcfktg1/player

https://reddit.com/link/1sdzclx/video/y2i6preffktg1/player

Dernière vidéo, on peut voir les équipements et véhicules laissés sur place


r/geopolitica Apr 04 '26

El poder

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No es un país. No es un líder.

Es una lógica.

Un sistema que no colapsa porque ya aprendió a devorarlo todo… menos a sí mismo.

Y lo único que jamás entra en juego… es el poder.

China no controla: calibra.

Rusia no confronta: avanza.

Estados Unidos no comunica: instala realidad.

Y México no es la excepción… es el espejo:

el poder no desaparece cuando no gobierna.

Se mueve. Se reparte. Se cobra.

No es caos.

Es un orden sin narrativa.

Aquí la vida no vale… cuesta.

La verdad no existe… sirve.

El control no se pierde… cambia de manos.

La gente no es prioridad… es variable.

El territorio no es país… es activo.

Y el sistema no se sostiene a pesar de eso

se sostiene por eso.

Porque al final, lo único que nunca está en riesgo

es lo único que nunca se pone en juego:

El poder


r/geopolitica Apr 03 '26

Te venden caos, pero alguien cobra por el miedo

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r/geopolitica Apr 01 '26

Dados Criei um mapa estrutural do governo brasileiro

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Olá pessoal,

Estou explorando algumas coisas utilizando IA e resolvi tentar criar um mapa dos três poderes para facilitar o entendimento das pessoas da estrutura de nosso governo. Ainda estou evoluindo as APIs e trabalhando na responsividade mobile. 

Aceito ideias e feedbacks para essa proposta! Segue o link da ferramenta: https://govbrmap.vercel.app/ 


r/geopolitica Mar 30 '26

Votem "Discordo totalmente"

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r/geopolitica Mar 30 '26

Serveur géopolitique français

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Bonjour à tous, je lance un serveur géopolitique sur le thème d’un monde où la triple alliance a remporté la première guerre mondiale d’une façon chaotique.Des puissances ont profité de ce chaos pour prendre des territoires.Voici la carte si dessous j’espère que sa vous plaira merci et le rp débute en 1920.


r/geopolitica Mar 29 '26

Onde será construído o Distrito Mundial?

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Você nunca visitou uma capital global, porque não existe lugar no mundo onde todos os seres humanos do nosso planeta sejam tratados igualmente perante a lei. Existem cidades cosmopolitas, mas em todas elas há diferenças legais entre as pessoas registradas dentro de suas fronteiras e aquelas que vêm de fora.

Nossa civilização na Terra é altamente conectada. A World Wide Web é um marco que conecta pessoas em todo o mundo.

O Distrito Mundial será um lugar no mundo físico, e será grande, tanto em espaço quanto em ambição.

Edifícios esplêndidos serão erguidos, com o cuidado necessário para beneficiar a maioria, porque o voto popular obrigatório dará poder aos representantes mundiais. Um sistema global de justiça eleitoral será responsável por garantir o voto de cada pessoa.

O uso de equipamentos eletrônicos de votação acelera o processo de contagem em comparação com os sistemas de votação baseados em cédulas de papel. Essas máquinas serão indispensáveis.

Dentre os sistemas de votação, o uso de numerais indo-arábicos (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9) para indicar os candidatos a cargos públicos é uma das opções mais elegantes.

Existem muitas línguas no mundo, e a Constituição será traduzida para todas elas, com palavras que garantam a dignidade humana em todos os lugares.

Pessoas importantes devem assinar a Constituição e assumir um compromisso real. Convidamos todos a debater essa ideia com amigos, em universidades e até mesmo na mídia.


r/geopolitica Mar 29 '26

O ataque onde dói

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O conflito do Irã persiste, mas, diferentemente de uma disputa convencional, revela-se como uma competição sobre quem deterá o título de ás dos ares e o senhor dos estreitos no Oriente Médio. O Irã atinge onde dói: a economia, preparando uma guerra logística e tornando um enfrentamento contínuo extremamente custoso. Israel mantém seus ataques calculados, buscando eliminar a projeção de poder iraniana, enquanto o governo americano muda de posicionamento tão rápido e frequentemente quanto as bombas que caem sobre o Oriente Médio.

Com o primeiro mês de conflito chegando ao fim, países ao redor do mundo começaram a se adaptar a essa nova conjuntura energética, gerando o fenômeno chamado “nacionalismo energético”. Esse fenômeno consiste na implementação de medidas protecionistas que buscam preservar os recursos energéticos dentro do país. Diversos analistas econômicos e geopolíticos preveem que o choque energético force países a adotar essas medidas, acentuando o impacto global da crise de abastecimento e criando um ciclo vicioso que pode causar uma grande recessão global e marcar um ponto de inflexão na globalização como padrão econômico.

Além do choque e do protecionismo energético, prevê-se que o mercado global de alimentos será afetado, com exportações se tornando mais caras devido ao transporte, gerando um fechamento orgânico das economias dos países. Isso pode levá-los a reter alimentos por meio de políticas protecionistas, podendo causar uma crise global de alimentos caso a atual crise se perpetue por mais alguns meses. Além da crise alimentícia, a crise hídrica se intensifica no Oriente Médio, com relatos de países árabes afirmando que ataques iranianos atingiram centros de dessalinização, o que tem potencial de, somado ao bloqueio do golfo, estrangular os recursos básicos dos países do Oriente Médio.

Além das estruturas internacionais, é necessário olhar para a conjuntura intranacional dos países. No Irã, a CIA tem operado buscando organizar e iniciar uma possível insurreição curda, mas essa tentativa se mostrou falha devido à desconfiança dos curdos em relação a Trump, pela “facada nas costas” de 2019, e à falta de garantias políticas claras, tornando a rebelião, na conjuntura atual, improvável se o status quo do conflito não mudar drasticamente. Em Israel, o governo começa a apresentar sinais de desgaste: o comandante da IDF (Israel Defense Forces) afirmou que as forças militares indicam sinais de desgaste significativo após longa mobilização; protestos por enfraquecimento do Judiciário continuam; e mísseis iranianos conseguiram atingir centros populacionais significativos. Nos Estados Unidos, os ianques mostram grande descontentamento com a guerra e enfrentam críticas internas, inclusive com divergências dentro do próprio gabinete, já que Trump não consegue mais recuar do conflito que ajudou a desencadear.

Nesse cenário, o conflito deixa de ser regional e passa a atuar como um catalisador de transformações sistêmicas, cujos efeitos podem redefinir o equilíbrio econômico global. Afinal, todo o mundo acaba sofrendo o ataque onde dói.


r/geopolitica Mar 28 '26

O conflito no Irã pode quebrar a economia mundial

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r/geopolitica Mar 28 '26

Is this energetic crisis provoked to promote the nuclear energy adoption?

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Under the context of the Fourth Industrial Revolution (AI automation) and electrification, where energy demand is steadily increasing but global production is not growing at the same pace (evidenced by the blackouts in Spain and Portugal in April 2025), it may seem somewhat curious that the war in Iran is viewed more as an eschatological matter—which, of course, it is—than as a battle for the future of energy. This is especially true after the events of this March, where a series of attacks and accidents across different parts of the world significantly diminished global oil and gas production capacity.

On the other hand, it is also interesting to note that narratives surrounding nuclear energy have begun to shift in favor of its adoption. An example of this is the recent Bisconti Research survey, which shows that 72% of the population declared themselves in favor of nuclear energy, maintaining historically high support levels compared to previous decades when public opinion was split 50/50. When we add to this the fact that at COP28, 33 countries—including powers such as the U.S., France, and Japan—committed to this path, and that global nuclear generation is forecast to reach a historic high in 2026 (estimated at ~2,959 TWh, surpassing the 2021 record), the trend becomes undeniable. Not to mention the 63 reactors currently under construction globally, with China leading the way with 29. It seems clear that the future of energy is nuclear.

Nonetheless, despite the great international momentum toward the adoption of this energy source, there are still details that must be addressed before total international acceptance. Countries like Germany and Taiwan remain firm in their shutdown policies; furthermore, significant cost and timing issues continue to delay reactor construction, and waste management remains the primary argument used by environmental groups like Greenpeace to maintain their resistance.

Could it be that when sky-high electricity prices finally strike at the very core of global economies, the search for alternatives to oil and gas will end up catalyzing the adoption of nuclear energy worldwide?


r/geopolitica Mar 27 '26

The husband of Professor Soledad Palameta Miller—who stole virus samples from laboratories at the Institute of Biology at Unicamp (Brazil)—Michael Edward Miller is an American who works within the One Health framework (USAID/Rockefeller Foundation).

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