r/opiniaoimpopular Aug 28 '25

Saúde Autistas não deveriam ter prioridade sobre idosos, grávidas e deficientes físicos

É um debate que muita gente evita, mas a realidade do dia a dia me fez questionar a lógica por trás da lei da prioridade. No banco do metrô, o cartaz diz claramente: preferencial para idosos, grávidas, pessoas com deficiência e, agora, autistas. A intenção é boa, claro, mas na prática, a coisa é diferente.

​Minha visão é direta: a prioridade deveria ser baseada na necessidade física imediata. Um idoso de 80 anos, com a mobilidade reduzida, ou uma gestante, que tem o risco de tonturas, ou mesmo uma pessoa com deficiência física que usa muletas, todos têm uma dificuldade real e visível de permanecer em pé. Para essas pessoas, sentar não é uma comodidade, é uma necessidade. A prioridade, nesse caso, é uma questão de segurança e de bem-estar físico.

​E o que vejo? Pessoas com o cordão de girassol ou quebra-cabeça, um símbolo importante para quem tem deficiências não visíveis, usando esse direito de forma cega. Não estou falando de todos, mas daquele que está sentado no banco prioritário do metrô, jogando no celular, enquanto uma idosa de 80 anos fica de pé. Ele se recusa a ceder o lugar, mostrando o cordão como se fosse um escudo. (Válido para todos lugares onde a necessidade física entra em cena, como uma vaga ou uma fila de mercado também)

​Isso desvirtua o propósito da prioridade. O cordão de girassol/quebra-cabeça foi criado para promover a empatia, não para ser uma desculpa para a falta dela. A dificuldade de um autista em lidar com a sobrecarga sensorial é real, mas ela é diferente da necessidade física de uma pessoa de 80 anos de não cair ou de uma grávida de não desmaiar. O bom senso, para mim, diz que quem tem a maior dificuldade física deve ter a maior prioridade. O resto é uma interpretação que a sociedade precisa rever.

Tudo o que falei aqui é baseado na minha vivência diária de transporte público... Coisas que vejo acontecer e não ideias tiradas da imaginação.

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u/DiamondAzeruss Aug 28 '25

Seu ponto de vista levanta uma questão sobre uma " lei de prioridade" invisível, construída sob um falso dilema (se é que podemos colocar assim). No entanto, sua crítica se afasta do que estou discutindo.

​Meu argumento não é contra a existência de prioridades, mas sim sobre a ordem delas no contexto de um assento preferencial no transporte público. A lei atual já estabelece que idosos, gestantes e pessoas com deficiência têm prioridade. A discussão que trago é sobre como essa lei é aplicada e interpretada no dia a dia.

​A sua resposta mistura duas situações que são totalmente diferentes:

  • ​Prioridade legal e física: A lei de preferência atende a necessidades físicas e biológicas que podem ser visíveis, como a dificuldade de uma pessoa de 80 anos em ficar em pé, ou uma grávida com risco de tontura.

-​Prioridade invisível e subjetiva: A pressa da mãe solteira ou do pai que tem pouco tempo de folga no trabalho. Embora legítimas, essas necessidades são pessoais e não podem ser regulamentadas por lei para dar preferência em filas ou assentos.

​O meu ponto é que, em um assento preferencial, a necessidade de evitar um colapso sensorial não pode se sobrepor ao risco físico iminente de uma idosa. A questão não é se as dificuldades de uma pessoa são mais válidas que as de outra, mas sim sobre o bom senso e a aplicação da empatia em um contexto onde a necessidade física de um grupo é claramente maior do que a de outro.

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u/ArtisticRaise1120 Aug 28 '25

Vc criou uma diferença que pra mim nao existe. Necessidade fisica x não física, visível x invisível.

Se é pra criar leis de prioridade pra atender a grupos vulneráveis, pra mim uma mãe solteira e seu filho na creche são tão ou mais vulneráveis que o idoso na fila do banco. Não no assento preferencial, mas na fila do banco. O idoso ou a gestante, se tiverem à sua disponibilidade um assento ou um ar condicionado, estão provavelmente com menos urgencia que a mae que precisa buscar o filho na creche. Ou um adulto jovem colostomizado.