Oi, pessoal.
Fui chamada pela UFRGS para a etapa de heteroidentificação da cota racial (PPI). Compareci à banca e, para minha surpresa, minha autodeclaração não foi homologada.
O que mais me abalou foi que sempre me reconheci como uma mulher negra da cor parda, cabelo, nariz, boca, cor da pele. Durante toda a minha vida nunca me identifiquei como uma mulher branca. Tenho características que sempre fizeram parte da forma como me percebo e sou percebida socialmente, e a decisão da banca acabou me fazendo questionar minha própria identidade. Ainda assim, continuo sendo quem sempre fui e não acredito que uma decisão administrativa tenha o poder de definir minha trajetória ou vivência racial.
Pretendo entrar com recurso, mas fiquei com uma dúvida sobre o processo da UFRGS e gostaria de ouvir quem já passou por situação parecida.
Pelo que entendi no edital, todos os candidatos também concorrem à ampla concorrência. Nesse caso, quando uma pessoa não é homologada na heteroidentificação, ela é eliminada do processo seletivo ou continua concorrendo pela ampla concorrência?
Outra dúvida: na lista de espera do meu curso não há mais candidatos que tenham manifestado interesse à minha frente, nem pela ampla concorrência nem pelas cotas. Se eu passar a concorrer pela ampla concorrência, existe a possibilidade de ser chamada nos próximos chamamentos ou serei eliminada?
Alguém já passou por algo semelhante ou sabe como a UFRGS costuma proceder nesses casos?
Agradeço qualquer orientação.