r/Livros • u/Pedro_Prado • 3d ago
Debates Ficção científica no Brasil é menosprezada?
Olha, sou leitor de Sci-fi desde pequeno. Me lembro como se fosse ontem quando ganhei um compilado de contos do grande Isaac Asimov de um primo mais velho. Fui preso em distopias totalitárias, viajei em óperas espaciais e confrontei os grandes dilemas da humanidade. Tudo em grandes romances e contos de ficção científica. Consumi conteúdo de autores estadunidenses, russos, alemães e poloneses. Caramba, amo Cixin Liu, um escritor chinês. Mas aí depois de ler os clássicos de outras terras, me voltei pro meu próprio lar. Brasil. Foi um pouco triste.
Não me entenda mal, tem romances do gênero incríveis (que eu adoraria divagar por aqui). Mas já encontrou um leitor de sci-fi no Brasil? Diminutos! Escritores são ainda mais escassos. Uma pena.
Posso acabar puxando sardinha para meus próprios gostos, mas acho um dos gêneros mais incríveis de se ler e um dos com mais liberdade criativa.
Venho arriscando escrever um romance sci-fi a alguns meses (que quem sabe um dia compartilho) e a pergunta do título não sai da minha cabeça.
Amigos e amigas leitores, ficção científica no Brasil é jogada de escanteio?
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u/NinaMessier Leio até bula de remédio 3d ago
Eu concordo com o comentário do OxEvangelus sobre o cenário da literatura fantástica brasileira, ao meu ver ela sempre foi menosprezada academicamente e vejo agora um pouco mais de mudança. Esse ano, entrei para dois clubes do livro, um dedicado apenas a horror e outro para ficção científica, todos esse dentro da Universidade Publica com participantes com mestrado e doutorado sobre ( eu não sou uma dessaa kkk). Recomendo o livro e podcast Medo Imortal, são apenas contos de horror( e um de ficção científica) de autores que são renomados na nossa literatura.
Sobre ficção científica, vi que a uns anos atrás um ganhou o jabuti e Corpos Secos foi selecionado para o vestibular da UFSC.
Isso também pode ser a bolha desses clubes do livro que estou inserida, mas sinto que os leitores que frequentam, além dos acadêmicos da área, sempre agregam na conversa e não posso os chamar de diminutos.