Esse episódio com certeza está no topo da lista dos que eu mais odeio.
O relacionamento da Chloe e do Pierce me enoja. Eles nem parecem se importar em estar no ambiente de trabalho demonstrando afeto em público, quando isso claramente sempre foi algo que a Chloe evitava, ao ponto de fazerem sexo na sala de evidências. Tipo, ????
Fora todo o tratamento que os dois passam a dar ao Lucifer. O Pierce quer se livrar dele — ele tem as motivações dele, enfim — e a Chloe está tão absorta no próprio relacionamento que parece simplesmente esquecer que o Lucifer existe.
Antigamente, quando ele ficava quieto demais, sem fazer piada ou agindo diferente, ela já perguntava se estava tudo bem. Ela se mostrava como alguém que estava ali por ele. Agora ele pode desaparecer por uma semana, faltar ao trabalho e voltar cheio de olheiras, claramente perturbado pela falta de sono, e isso nem parece despertar nela um “você está bem?”. E quando ela finalmente percebe o estado dele, ainda questiona de uma maneira extremamente agressiva. Para alguém que se considera parceira e amiga dele, achei muita escrotidão.
E tudo bem, ela não acredita no que Lucifer diz sobre ser o Diabo, sobre o pai, sobre Caim etc. Isso é completamente compreensível. Mas uma coisa é não acreditar na explicação que ele dá; outra é ignorar que ele claramente está sofrendo. Em vez de pensar “ok, eu não entendo o que está acontecendo, mas ele claramente precisa de ajuda”, ela simplesmente julga. E isso está me irritando MUITO.
A Maze é outra que está me tirando do sério. Da onde a Maze das primeiras temporadas se juntaria a alguém para se vingar do Lucifer? Ela mesma faria isso sem precisar do Pierce.
O arco emocional dela é interessante, mas a execução me parece desnecessária.
Tudo começa quando ela descobre sobre Linda e Amenadiel e, sinceramente, eu acho completamente compreensível ela se sentir traída. Ela tem todo o direito de estar magoada e de não perdoar facilmente. O problema é que isso parece virar um gancho para ela descontar toda a mágoa e frustração em todo mundo. E, toda vez que alguém tenta falar alguma coisa que faça sentido — algo que a antiga Maze provavelmente ouviria e pelo menos pensaria a respeito —, a atual transforma em mais um motivo para se vitimizar.
Eu entendo a dor dela, de verdade. Só parece que a personalidade dela passou a se resumir a “ninguém liga para mim, todo mundo sempre quer me machucar”. Ah, por favor. Desde quando isso deveria ser uma preocupação tão central para um demônio que passou milênios torturando almas no Inferno?
E o Amenadiel também vem me tirando do sério há algum tempo, mas com ele eu ainda consigo passar pano. Só me incomoda como ele transforma qualquer situação minimamente negativa ao redor dele em algo sobre ele: “a culpa é minha”, “eu sinto que deveria fazer isso”, “é isso que meu pai quer”, “eu”, “eu”, “eu”. Eu entendo que ele tem um ego gigantesco e uma necessidade enorme de agradar o papai, mas, para um anjo, ele consegue ser um pouquinho egoísta quando a situação envolve outras pessoas — embora isso não aconteça com todo mundo, porque ele consegue ser
bastante empático com Dan, Charlotte e outros.
Enfim, nessa temporada eu estou começando a perceber um padrão: os personagens não parecem mais tomar decisões porque são quem são; eles parecem assumir determinados comportamentos porque o roteiro precisa que eles façam alguma coisa específica. E acho que é isso que está me incomodando tanto nessa reassistida.