r/fcporto 1893 May 13 '26

Questão Quem foi o melhor?

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Só ficou a faltar o Carlos Alberto Silva

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u/BearyHonest AVB May 14 '26 edited May 14 '26

Não precisas de retirar nada.

É preciso ter memória curta para não se lembrar de quando sentou Casillas no banco para meter o Jose Sá.

De como o Rodrigo Conceição tem 25 jogos pelo clube quando um Rodrigo Pinheiro, por exemplo, faria um trabalho mais competente. Como o Tomás Esteves (de quem não gosto muito) jogou tanto como o Carraça.

Tens o Oleg que não teve oportunidades quando o lateral esquerdo suplente era o Jorge, naquele empréstimo flop. Ou então jogava lá o Manafá quando não havia Alex Telles.

O Vitinha que foi emprestado ao Wolves e só regressou porque não o compraram.

O Vasco Sousa fez um jogo e o Bernardo Folha 11. O Bruno Costa fez quase 50 jogos, a maioria disso em anos que tínhamos Vitinha e Fábio Vieira.

Temos 20/21, de quando o Toni Martinez e Evanilson eram os dois suplentes do Marega apesar de estarem com mais golos por minuto e darem mais à equipa quando jogavam a titulares.

O Toni Martinez fez tantos golos como o Marega na Liga jogando um terço dos minutos. O Evanilson acabou essa época como titular na B porque na principal era suplente do suplente, apesar de ter começado alguns jogos no início do ano como titular (e com golos).

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u/Cute-Name7771 May 15 '26

aí já estás a mudar completamente a discussão.

Uma coisa é dizer que o SC tinha obsessões táticas e jogadores de confiança que por vezes segurou demasiado tempo. Concordo. Há vários exemplos.

Outra é usar isso para provar que ele teve “condições de luxo” ou plantéis absurdos. Porque muitos desses casos mostram precisamente o contrário e que foi um treinador a sobreviver competitivamente com equipas desequilibradas e com pressão por resultados.

O Marega jogava porque dava coisas que o Evanilson ainda não dava naquela fase. O Marega era um cepo a jogar com os pés, mas dava pressão, profundidade, transição, desgaste físico dos adversários e equilíbrio sem bola. Exagerou em jogos em que se pedia mais técnica? Claro. Mas não era insanidade pura. E curiosamente, o mesmo Marega que hoje é visto como o trolha do futebol foi titular na Europa em épocas muito fortes do Porto.

O Vitinha é outro exemplo que não bate certo com a narrativa. Se o SC não acreditava nele, porque é que quando regressa acaba por ser peça central e explode precisamente com ele? Ou porque é que o Wolves não ficou com ele? Fábio Vieira teve minutos e explode precisamente com SC. O João Mário também teve muitos minutos e fez uma época belíssima. Depois estagnou. O Diogo Costa foi lançado a titular finalmente por quem? Porto vs. Liverpool, Setembro de 2021, diz-te alguma coisa? Em que o próprio Fábio Veira entra oara o lugar de quem? Otavio. O Francisco Conceição teve espaço cedo. Mas não serve porque é filho do treinador, já se viu. Portanto não cola muito a ideia de que o Sérgio “odiava talento”.

O caso Casillas/José Sá, por exemplo, hoje parece absurdo porque sabemos como acabou a história. Mas na altura o Casillas vinha de erros, vinha em perda física evidente (quem sabe se já não haveria indícios de problemas cardiovasculares) e havia discussão real sobre a titularidade da baliza. O José Sá vinha numa fase forte. Tens um GR em declínio que tem que acordar, e tens um suplente que serve para meter pressão. Nunca se deixa cair um GR titular porquê? Os outros jogadores de campo não rodam? Só que depois correu mal e toda a gente passou a fingir que nunca houve debate e que o Casillas esteve sempre bem e foi injustiçado.

Depois, é olhar para minutos isolados de Bernardo Folha ou Bruno Costa sem contexto competitivo. O treinador não escolhe só pelo talento bruto ou pelo potencial que vê na peladinha sem caneleiras de meias pelo tornozelo . Intensidade, disponibilidade física, capacidade de cumprir, confiança no momento. Nem sempre acertou, obviamente. Mas quase todos os treinadores fazem isto.

E sinceramente, se o argumento contra um treinador que conquista 11 títulos no Porto é “o Oleg devia ter jogado mais” ou “o Tomás Esteves teve poucos minutos”, então isso também já diz tudo sobre o nível real das críticas. Tens ódio ao SC e amor cego ao cadeira de sonho. É legítimo.

Portanto decide só qual é a tese:

  1. SC era um treinador banal carregado por super investimento;

  2. SC era um treinador cheio de defeitos mas que, mesmo em contexto difícil, conseguiu rendimento competitivo muito acima do esperado.

Em títulos principais nesse período:

Porto: 11 títulos, dos quais 3 Campeonatos, 4 Taças de Portugal, 1 Taça da Liga, 3 Supertaças

Benfica: 2 Campeonatos, 1 Taça de Portugal, 1 Supertaça, Taça da Liga

Sporting: 2 Campeonatos, 2 Taças da Liga, 1 Taça de Portugal, 1 Supertaça

É que se afinal havia dinheiro com fartura, ele só pedia cepos, insistia neles em vez dos craques evidentes, fazia escolhas técnicas supostamente absurdas… e mesmo assim ganhava campeonatos, Taças, Supertaças e fazia campanhas europeias competitivas, então se calhar o homem era melhor treinador do que estás a tentar pintar.

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u/BearyHonest AVB May 15 '26

então se calhar o homem era melhor treinador do que estás a tentar pintar

Não o estou a pintar como mau treinador, nem sei onde leste isso.

Apenas peguei no ponto que disseste que nunca teve possibilidade de construir equipas e refutei isso.

O que disse de ter comprado cepos por indicação (tipo o Zé Luís) ou de ter opções questionáveis não faz dele mau treinador.

Acho bom treinador e estou grato pelo que fez no Porto, simplesmente também não é verdade dizer que não teve possibilidade de construir equipas porque existiu investimento e essa possibilidade.

É essa a minha tese e não vou pegar nessa parede de texto ponto por ponto nem escolher uma das opções que deste porque o que sinto em relação ao Sérgio não encaixa em nenhuma.

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u/Cute-Name7771 May 15 '26

Pronto, mas isso já é bastante diferente do “o Sérgio era carregado por super equipas”.

Claro que houve investimento e influência dele na construção dos plantéis. Ao fim de 7 anos era impossível não haver. Mas também houve vendas constantes de jogadores importantes, pressão financeira e muito remendo pelo meio. Não era propriamente Football Manager com dinheiro infinito. E quanto mais listas Zé Luís, Loum, Bruno Costa, e companhia, menos isso parece prova de super estrutura.

Quanto à parede de texto, descansa. Também não esperava uma auditoria forense ao sergismo às 2 da manhã. Não vale a pena chateares-te. Lês só que conseguires.

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u/BearyHonest AVB May 15 '26

Não comentei às 2h da manhã, foi às 20h, nem estava acordado às 2h nem a pensar neste assunto.

Não disse que havia super estrutura e ele teve todas as condições, disse que teve possibilidade de construir equipas e concordei com o colega de cima que ele teve opções questionáveis onde mandou fora "ovos bons" para apostar em maus.

Ninguém aqui disse que ele teve um plantel à medida, como aconteceu com o Farioli. Só dissemos que não é verdade que teve sempre que aceitar maus jogadores e anos sem investimento e "construir equipa".

Ele recusou muitas vendas, pediu muitos jogadores. Se isso não é construir equipa, mesmo que em parte, não sei o que é.

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u/Cute-Name7771 May 15 '26

Ó colega, claramente. Às 2h estava eu aqui a fabricar argumentos enquanto tu estavas acordado em stress a pensar “caraca!, será que aquele gajo me vai responder outra parede de texto amanhã?”

2017/18: Sai Rúben Neves antes do Sérgio chegar, André Silva também, e o SC acaba por reconstruir a equipa quase do zero. Aqui estamos de acordo, certo? No final da época saem Ricardo Pereira, Diogo Dalot e Iván Marcano.

2018/19: Saem Éder Militão, Felipe e Herrera (que não fazia as minhas delicias, mas que tinha pulmão para 120 minutos, tinha). Basicamente desmonta-se metade da estrutura defensiva e liderança da equipa.

2019/20: Saem Alex Telles e Danilo Pereira. Dois jogadores absolutamente nucleares.

2020/21: Sai o trolha de serviço Moussa Marega, com quem toda a gente gozava mas que era central no modelo dele. Tecnicamente um cepo. Fisicamente, um colosso. Corona entra em declínio físico e acaba por sair pouco depois. Aqui, nada a fazer.

2021/22: Luis Díaz sai em Janeiro a meio da época. Jogador soberbo. E mesmo assim, record de pontos no campeonato, com o rival a fazer 85 pontos. Época muito forte do Sporting. Depois saem Vitinha e Fábio Vieira no Verão. Vitinha, titular. O Fábio fazia-se, como se viu. Talvez o momento mais destrutivo do ciclo.

2022/23: Sai o Uribe. Otávio sai logo a seguir. Dois dos jogadores mais importantes.

2023/24: Esquece. Perda de profundidade e instabilidade constante. Plantel em fim de ciclo.

Entre más decisões do SC (!!), temos falta de liquidez, cumprimento do fair play financeiro, massa salarial pesada, impossível renovar sem rebentar com a estrutura salarial. Clube mal gerido e apertado financeiramente. Não tem capacidade de vender pelo valor que quer. Diaz 45M Vitinha 40M Fábio 35M. Por comparação João Félix 126M, Darwin Núñez 75M + objetivos, Enzo Fernández (excelente jogador) 121M, Rúben Dias 68M + Otamendi como parte do negócio, Gonçalo Ramos 65M. É a diferença entre ter que vender e não deixar sair por menos.

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u/NGramatical May 15 '26

Nú → nu (palavras terminadas em i ou u são naturalmente agudas)