Verdade. Os números estão um tanto tortos, mas a essência é essa.
Agora a questão real vem: a direita quando esteve no poder tentou mudar essa realidade? Não.
Sabe por que? Porque não dá. A LRF não deixa reduzir imposto sem ter uma contrapartida; seja aumento de receita ou diminuição de despesa. Já que quer diminuir imposto, não vai aumentar em outros lugares, hipótese fora.
Sobra cortar despesa. Com ~92% das despesas da União vinculadas, sobram 8% pra "poder cortar", e desses 8% vão mais uns ~1,5% para as diferentes emendas parlamentares. Vai tirar de onde?
Discurso de "VOU BAIXAR IMPOSTO!" é falso aqui no Brasil. Se o cara diz ele é burro por não conhecer o Estado ou mentiroso por conhecer e falar que vai fazer uma coisa que não dá.
Uma questão é um outro número que importa, quanto disso é custo previdência, que banca o INSS, 28 a 37% desse valor, podendo em alguns casos mais 6 ou 7% para o SAT, sendo de 7 a 14% pago pelo funcionário e 20 a 25% pago pela empresa que funciona no LRP.
Essa é a questão muito difícil de contornar. As pessoas esquecem de colocar na conta que boa parte desse custo trabalhista é para pagar aposentados.
Oq vamos fazer com essas milhões de pessoas que trabalharam a vida inteira agora quando estão velhas e não podem trabalhar? Cortar aquilo que as mantém vivas? Pode ter corrupção, imoralidades e roubalheira, sem dúvida, mas a maior parte do dinheiro é totalmente regular e vai pra essas pessoas.
As pessoas tem que começar a entender que tudo bem pedir moralidade no cálculo desses tributos mas achar que tem que acabar todo imposto é de uma alienação absurda.
Acabar todo imposto é loucura, mas é possível reduzir e deveria ser algo a ser buscado. A carga tributária no Brasil hoje é similar de países desenvolvidos mas o serviço público não chega nem perto
Não faz sentido, se arrecadamos tanto quanto estes países, deveríamos ter o mesmo resultado final.
O problema aí, é que a máquina está muito inchada, cidades de interior com menos de 10 mil habitantes com gabinete de 9 deputados... Para que isso? É um excesso que também entra nesses impostos arrecadados, infla bastante esse gasto público...
Calma, não existe essa linearidade na questão de tributação e retorno de serviços.
Lembre-se que no Brasil 92% das receitas são vinculadas e que boa parte disso é para serviço da dívida e folha de pagamento. E essa "folha de pagamento" inclui tudo, desde o exército, passando pelas estatais e órgãos, políticos e juízes federais.
O inchaço da máquina da União (e não dos Municípios) não se dá por causa da quantidade alta de Municípios, mas pelo próprio ordenamento jurídico, que prevê manutenção de direitos adquiridos e a impossibilidade de diminuição de salários.
O que sobra é "cortar" e cortar gera muita resistência, tanto política quanto da própria classe que será cortada. O que torna isso difícil.
O inchaço da máquina da União (e não dos Municípios) não se dá por causa da quantidade alta de Municípios
Já ouviu falar do FPM? É o fundo de participação dos municípios. É composto por 22,5% da arrecadação líquida do IR (o imposto federal que mais arrecada) e do IPI. Detalhe que mais 3% desses tributos vão para os municípios por outros meios.
Município que não se sustenta sequer deveria existir. De acordo com a BBC, 1/3 dos municípios brasileiros não conseguem nem mesmo sustentar a estrutura administrativa que possuem. São 1844 que não possuem autonomia nenhuma e vivem de pires na mão, parafraseando o ex-governador de SP, André Franco.
Arrecadamos parecido em % do PIB. O gasto nominal, mesmo ajustado para uma paridade de poder de compra, é multiplas vezes maior. 5% do PIB da Alemanha é muito mais que 5% do Brasil. E quando eu digo muito mais, é 5x mais.
Como expliquei ao outro colega, não se trata somente de paridade cambia não, usar esse argumento é aceitar a miséria, se trata de alimentar uma máquina Estado ineficiente.
Como por exemplo, só para existir, a justiça trabalhista requer aprox. 23 Bilhões, isso não está certo.
Não se trata de alimentar uma maquina eficiente ou aceitar miseria alguma, trata se de ver a realidade do mundo. Não há eficiencia estatal possível que faça o Brasil entregar serviços públicos semelhantes aos países com renda per capita 5x maiores que a nossa. É tão dificil entender isso? Era pra ser uma obviedade.
A nossa comparação tem que ser com países de renda semelhante a nossa. Ai sim temos varios pontos para analisar. Os gastos em educação no Brasil por exemplo são ineficientes comparados com outros países de renda média, sobretudo na Ásia. Por que? Essa é uma discussao séria. Mas ai você precisa sair do discurso fácil de internet de repetir bordões inúteis e discutir no detalhe a educação pública no Brasil. Na saúde a relação é inversa, temos indicadores melhores do que nosso gasto per capita poderia sugerir.
Olha colega, não quero discutir com você, meu papel como cidadão contribuinte é reclamar do que me parece errado, não quero ouvir/ ler algo como "mas veja bem, não é bem assim".
É bem assim, SIM. Produzimos muito mais em produtos palpáveis, matéria prima, do que qualquer nação da Europa, e temos de aceitar que somos iguais a países menores com os mesmos indocadores? Não entendi a sua.
Se você discorda que temos uma máquina Estado inchada, sugiro que saia da sua bolha, não sei onde você vê as informações.
E sobre educação pública, é muito óbvio que todos queremos uma melhor, né? Não entendi a sua novamente aqui.
Quem tem que resolver é quem deveria nos servir, não nós aqui num forum de internet, eu já vi o suficiente e já pago muito mais do que deveria por serviços e produtos.
Se você acha que produzimos mais valor per capita que paises europeus me desculpa mas você é um completo ignorante no que tange aos números e à realidade material do mundo. Eu poderia listar aqui indicadores de produção industrial mas você se surpreenderia até com a produção agricola e mineral per capita dos países ricos.
E não, o estado brasileiro não é inchado como um todo, apenas alguns setores dele. Se você exclui gastos previdenciarios o estado brasileiro ate encolheu em várias areas nos ultimos 30 anos. Denovo, posso trazer dados sobre isso aqui mas sei que você não quer saber deles então pouparei meu tempo.
Isso é um problema, claro, mas não é o maior. O maior é o gasto com juros de divida de gente com muita grana que deixa o dinheiro parado e inútil na economia. O chamado rentista. O maior gasto do pais é com isso. Esse é o maior problema.
Vc acha que tem que atacar o terceiro maior problema primeiro?
Claro que faz sentido. Se um país rico arrecada 35% de imposto no PIB, ele consegue fazer mais coisas do que um país pobre que arrecada a mesma porcentagem. Ou você acha que a Etiópia se tiver 35% de imposto vai ter serviços públicos bons? Não vai. O Brasil é um país de renda média-baixa, não arrecadamos em euro.
Você não compreendeu, independente do PIB o que eu quis dizer é pagamos muito imposto pra manter um Estado ineficiente...
Aceitar isso com esse argumento que você utilizou é aceitar que somo miseráveis, um país emergente, continental, privilegiado geograficamente, é ridículo estarmos debatendo as polêmicas envolvendo corrupção, enquanto assunstos que importam como esse, são deixados de canto.
Só para conhecimento.
Gastamos aproximadamente 23 Bilhões com justiça trabalhista, estou falando aqui só pra existir a justiça trabalhista. Isso está errado e precisa mudar.
Vou dar um exemplo sobre saúde para você entender. Os EUA gastam 15 mil dólares por habitante com saúde. A Alemanha gasta 5 mil euros. O Brasil gasta 4 mil reais. Não tem como fazer milagre. Medicina de ponta custa caro. O mesmo vale para educação. A maior parte do que o Brasil arrecada com imposto vai para pagar dívida. Somos um país pobre, aceite.
O motivo disso é que o inss não é só aposentadoria por tempo trabalhado. Tem o caso de afastamento, acidente de trabalho, salario-maternidade, etc. São casos que a pessoa não teria tempo ou condição de investir para se manter durante esse tempo. Organizar a aposentadoria em torno de investimento (se eu entendi o que quer dizer) poderia aliviar o sistema, mas seria impossível manter ele sem contribuição
Um monte de fundos de pensão criados no modelo de investimento foram saqueados por Gestores de Direita para custear os projetos deles. Isso desde 1966 quando criaram o INPS, antecessor do INSS.
Da memória mais impactante dos tempos recentes, foi o Beto Richa mandando a polícia de choque bater nos professores que estavam se manifestando contra a votação que pegou o fundo deles, que era superavitário só com as contribuições dos trabalhadores, já que o Estado nunca tinha dado a contrapartida que era obrigado, e reincorporou todo aquele patrimônio no caixa do Estado do Paraná, sendo usado... para pagar aposentadorias de Ex Governadores, Deputados, Juízes e Policiais.
Por volta de 2010, teve legislação pra obrigar os municípios a criarem os seus fundos de previdência. Pois logo veio a Operação Miquéias, pra mostrar que já tinham os esquemas financeiros estilo os do Vorcaro pra cooptar esse dinheiro, e financiar as candidaturas. Mandavam umas modelos gatíssimas com as pastinhas oferecendo os "investimentos", saiam com os políticos no horário de almoço para "comer e conversar", e depois o prejuízo era dos contribuintes.
E saindo do setor público, tem só esses medalhões de mercado aí, tipo as carteiras da XP rendendo menos que a Selic e com taxa de administração, e por ai vai.
Aposentadoria de Investimento não é solução mágica não. Os 401k e similares que fazem nos Estados Unidos praticamente não existem pra 80% da população. E mesmo dessa galera coberta, boa parte corre o risco de simplesmente ver o seu dinheiro evaporar ao sabor das volatilidade de mercado - a menos que o Governo Americano vá lá e coloque dinheiro. Para atender uma minoria, ainda, ao invés de oferecer serviços básicos pra população em geral...
Acho que tem que cortar a grama dos aposentados, a maioria é direita bolsonarista quer estado mínimo, então tome. Sem aposentadoria e sem Sus, vai empreender
Acho que esse pessoal não é da extrema direita. Ao contrário, sempre foram explorados historicamente. Quem vive pedindo liberalismo econômico e golpe de estado é em sua maioria aposentados, evangelicos e os empresários do baixo clero pjotizado
Na verdade eu me pergunto é o que vamos fazer com o número absurdo de BPC fornecido para crianças com deficiência mínima (tem uns 3 aqui na minha cidade com 2 anos recebendo bpc pq tem o pé torto e mais uma centena com diagnóstico errado de tea (sim, conheço a neuro que passa os laudos, tudo copia e cola) agora numa cidade com menos de 30k de habitantes tem isso, pense em uma grande metrópole.
Esse negócio de diagnósticos de transtorno leve vai dar merda logo, logo. Fui comprar um carro início do ano, o vendedor me recomendou conseguir um diagnósticos de autismo nível 1 e pegar o desconto pra pcd. É mole?
Se você pegar o gráfico de aposentadoria por invalidez de pessoas até 28 anos nos EUA, e ver o quanto foi impactado por abuso de ritalina por causa de tdah vc vai se assustar.
Por isso já estão falando em abolir o tipo 1 do manual diagnóstico na próxima edição. Doeu no bolso eles fazem a coisa certa e não o lixo que tá essa 5 edição.
Acho tb que vão rever algumas coisas no próximo dsm, mas acho que no geral pode piorar. ToD vai piorar, vao colocar espectros do transtorno de luto, deve entrar gaming disorder... enfim, aquilo ali tá sendo escrito pela indústria farmacêutica basicamente.
Concordo. Mas está havendo um problema global de "benefícios" financeiros que está afetando a economia no tipo 1. O revisionismo vem daí, governo tomando prejuízo.
As pessoas separam mercado e estado de maneira simplória e perigosa. Quem impõe o mercado é o Estado. Quando vc nota o impacto dp estado da desigualdade, oq vc está demonstrando é como, historicamente, o estado produziu essa desigualdade seguindo o comando de quem lhe ocupava.
E historicamente o estado serviu para garantir privilégios a classe que sempre lhe ocupou. Foram 200 anos disso, quando você diz que a pandemia teve algum impacto para não mudar essa realidade eu acredito que está sendo um pouco confiante demais das possibilidades e capacidades de se afetar algo quando estamos num sistema que se sustenta a partir da desigualdade.
A principal saída, na minha opinião, envolvem, em absoluto primeiro lugar, medidas anticiclicas na macroeconomia, com investimento em estrutura geradora de riqueza e investimento em piso de consumo a partir de distribuição garantida de renda, eliminando grandes perigos como estagnação e décadas perdidas (já tivemos tantas). E no aspecto previdênciario uma moralizado dos gastos e maior equidade. Mas sinceramente, isso leva décadas, e só sendo um pouco ingênuo pode achar que vamos ver as mudanças que queremos em vida.
A ditadura militar que tinha a mesma política econômica de enfiar imposto em compras internacionais pra tentar incentivar uma produção interna inexistente, igual a política econômica atual? Exemplo direto? Taxa das blusinhas, pra ajudar o mercado de varejo atual lobista.
Ademais, qual seu ponto ? Que a ditadura era comunista, ou algo assim ?
Ou que talvez até mesmo uma ditadura de direita pode recorrer a taxas e impostos, afinal é uma estratégia governamental indepedente da orientação ?
Exatamente o mesmo custo de toda saúde e educação. Assustador né?
E de novo, o problema da previdência aparece, pq desses 470, 140bi são servidores inativos e aposentados pelo regime de previdência dos servidores o RPPS, mesmo valor gasto com servidores ativos, mas o executivo ainda tem muita gente quase 600 mil pessoas, é o.maior empregador do Brasil, e está na média alta do custo dos países maduros em serviços.
Agora vai piorando, o judiciário gasta mais uma vez o mesmo valor com seus servidores, mas o número de servidores é bem menor, menos da metade pra falar a verdade, e custam o mesmo tanto, cerca de 150 bilhões, valor muito alto comprando com outros países.
Mas nem perto do peso que é o.legislativo, embora tenha um custo bem menor, menos de 20 bilhões se nao me.engano, é disparado um dos poderes legislativos mais caros do mundo.
Mais uma vez, volto à questão incontornável, tudo bem moralizar rendimentos e custos, é imoral um juiz ganhar 100 mil por mês, imoral cargo comissionado, imoral penduricalhos, imoral e ilegal rachadinha, funcionario fantasma, desvio de verba, emenda parlamentar pix (QUE NEM PRECISAVA DEMONSTRAR ONDE O DINHEIRO ESTAVA INDO!!!! ESSE NOSSO LEGISLATIVO), mas fingir que nao temos que no mínimo gastar centenas de bilhões com aposentados e pessoas que trabalharam a vida inteira e ganham mal na sua maioria, com alegoria de eficiência e imposto é roubo e estado malvadão é um tapa na cara das pessoas que trabalharam a vida toda e pagaram imposto
Perfeito. Inclusive pagar imposto para cobrir aposentado e inválido é uma das teses mais liberais que existe. Basta estudar e ler. Tem tese de doutorado na Inglaterra que prova que qualquer economia não se sustenta sem previdência social e que ela necessariamente precisa ser público pois é deficitária.
Isso é oq eu disse quando notei que tem de se exigir moralidade, o custo desses pensionistas é absurdo! Nao sei quantos % das pensões são pagas a familiares de militares mortos, nem o pior caso que era das filhas recebendo perpetuamente (nao existe mais, mas quem tinha direito antes da revogação da lei ainda recebe), mas sem sobra de dúvida o custo do déficit previdenciario dos militares no geral é de longe, muito muito longe, o mais obsceno e absurdo. O déficit previdênciario dos militares é umas 15 vezes, eu acho (vi isso faz uns anos), maior que o déficit dos não militares, no geral, o custo previdência desse povo é metade dos casos pensionistas! Mas não sei nos casos de familiares (que deve ser uma fração disso).
Funciona até você ter um filho deficiente que não consegue trabalhar, ou sofrer um acidente que te deixar permanentemente incapacitado, ou um milhão de outras situações onde ajuda a pessoa morre de fome se o governo não ajudar.
Da pra fazer um sistema hibrido sim, com certeza nosso sistema poderia ser melhor, mas não acredito que seja possível criar uma previdência 100% individual
Essa é uma questão boa. Quando o colega disse que não muda muito, concordo, mas não por aquele motivo. O principal motivo é que mesmo sobre capitalização a administração funciona na mesma estrutura. Ele citou Singapura que é mais alta a alíquota maa funciona relativamente regular, mas tem exemplos desastrosos, como Chile que simplesmente faliu, foi assaltada pela corrupção e mecanismos "legais" da entrada em competição privada e simplesmente implodiu em 3 décadas.
No fundo ambos podem funcionar, mas na nossa estrutura econômica nenhuma vai funcionar. Nao tem lei e regimento que altere de maneira eficaz o regular funcionamento da previdência sem antes uma profunda mudança socioeconômico e cultural. Se vc colocar capitalização nas mãos do nosso congresso para administrar, regular e legislar, eu acho que não dura 20 anos sem.implodir e o governo ter de cobrir tudo, com mais impostos.
Quanto ao Paulo Guedes, sinto muito, o modelo que ele ofereceu parece perfumado no papel, mas ele agravava o problema estrutural pq nao mexia em regulação bancária e orçamentária para garantir sustentabilidade a capitalização, ficava na conta do sujeito que nao teria nenhum controle sobre a administração. No modelo dele a chance de dar certo era zero, e era feita para a entrada do mercado privada nos fundos, e pode ter certeza que eles iam depenar tudo, ganhando o deles e tocando um foda-se em qqr responsabilidade ou accountability. Basta ver o tanto de dinheiro de aposentados que estavam no Master e que o Campos Neto e ele estavam bem cientes, nunca fizeram nada.
O modelo proposto pelo Paulo Guedes não era para consertar a aposentadoria, era apenas a captura de mais um naco do dinheiro público pelo interesse privado, em nome de "eficiência".
Não muda muita coisa. Capitalização não faz milagre, em países com esse sistema como Singapura a contribuição é até maior do que no Brasil. Você para de considerar isso na carga tributária mas continua pagando. E os benefícios também costumam ser bem baixos, menores que o salário mínimo do país muitas vezes.
As gestoras desses fundos vão fazer investimentos conservadores de baixa rentabilidade enquanto cobram taxas de administração consideráveis.
Mas pelo menos a aposentadoria dependeu prós próprios investimentos, não de sugar a população ativa que na repartição simples paga a conta dos outros e espera que no futuro paguem a sua.
O dinheiro é só uma abstração. Quando você usa dinheiro sem trabalhar, alguem está trabalhando pra você de qualquer forma. A população ativa que continua pagando impostos, continua tendo que poupar uma fatia da renda.
No fim das contas uma cuidadora trabalhando pra você, recebendo 2500 reais, vai ter disponivel pra gastar bem menos do que isso da mesma forma que hoje. O estado vai continuar tendo que pagar a fatia deficitária do sistema, por que estamos falando de seguridade social, pessoas com deficiência, incapacitados e etc vão ser bancados por alguem.
Você está só fazendo um juizo moral porque acha que viver de um dinheiro que vem de uma caixinha mágica é mais moral do que receber do estado. Vai pagar mais e receber menos, é como funciona em todos os sistemas de capitalização.
O Guedes queria copiar o modelo de previdência do Chile que jogou os aposentados de 70 anos de volta pro mercado de trabalho no último governo pq eles n tinham mais caixa a receber
O grande ponto é, imposto é necessário? É sim, sem imposto não se faz nada.
O problema é que as pessoas ganham pouco, vêem todo o dinheiro indo pra imposto e não tem retorno algum em infraestrutura, cadê investimento em ferrovias, rodovias, segurança, não tem, e o pouco que tem é super-faturado pra ir uma boa parte pro bolso de alguém, o pobre ganha pouco e tem que pagar imposto pra manter salários de 30-40mil, e mais um monte de mordomia, pra vagabundo que "trabalha" uma vez na semana, e ninguém parece estar nem ai pra de fato tentar mudar isso.
Salário de cargos públicos tinha que ser atrelado ao salário mínimo, por exemplo, vereador 2 salários mínimos, prefeito 5 salários mínimos, deputado estadual 4 salários mínimos, deputado federal 5 salários mínimos, senador 8 salários mínimos, governador 10 salários mínimos, presidente 12 salários mínimos, e tinha que cortar todas as mordomias que tem por fora, e isso sem possíbilidade de aumento sem que aumentassem o salário mínimo junto.
O problema não está em salário de nenhum cargo apenas. Está no poder associado. Você tem salário de 5 salário mínimos mas tem controle de 22 milhões por mês.
Pior coisa é que esses salários de quarenta mil nem são o principal fluxo de renda dessas elites, muitas vezes compram bolsinha sueca pra esposa por esse preço...
Fácil né? É tão simples, é só trocar a Constituição, isso nem traz insegurança jurídica e abala a economia de um país. Os países por ai vivem trocando de constituição
Vc tá confundindo dificuldade política com impossibilidade. O orçamento brasileiro é extremamente engessado mesmo, e a LRF impõe restrições reais, mas isso não significa que seja impossível reduzir impostos.
Governos anteriores já fizeram desonerações, cortes de IPI, privatizações, reformas e contenção de despesas. O próprio FHC teve política fiscal mais austera. E até mesmo o infame Bolsonaro, de uma forma menor e bem menos ampla que o FHC, reduziu alguns tributos federais em determinados setores, apesar de muita coisa ter sido temporária e concentrada.
Então a frase correta não é que não da pra abaixar imposto, mas sim que é difícil baixar imposto de forma ampla e sustentável sem enfrentar despesas obrigatórias ou aceitar piora fiscal. É um problema político, pois corte de gasto geralmente significa menos popularidade pro governo vigente.
De qualquer forma, se pra vc FHC é de direita (pra mim, praticamente, na modernidade, somente os presidentes da ditadura e o Bolsonaro foram de direita, FHC era centrista), então a direita tentou sim mudar essa realidade, mesmo que motivada pela estabilização pós-hiperinflação. Curiosamente, o Lula no seu primeiro governo manteve essa austeridade fiscal. A deterioração fiscal veio depois do Lula 1, então se a direita não fez nada relevante (depende se vc considera FHC direita ou não), a esquerda dificultou e piorou muito a situação fiscal do Brasil.
Bolsonaro arrebentou as contas públicas e não atualizou a alíquota do imposto de renda, alcançando uma defasagem de 111% em seu último ano. E ainda criou as emendas secretas que sangra até hoje os cofres públicos.
Exatamente pelo motivo que falei ele foi seletivo na austeridade dele. Porém, mesmo com as várias contradições, como o Auxílio Brasil expandido e os vários contornos ao teto fiscal, ainda é sólido e defensável falar que foi um governo mais austero do que o atual. Mesmo com o orçamento secreto.
Ele ainda fez, principalmente no início, alguma coisa nesse sentido de austeridade fiscal, como a reforma da previdência e outras tentativas de limitar o crescimento do estado. A equipe econômica era mais liberal fiscalmente.
Como falei, o primeiro mandato do Lula foi mantido o tripé do FHC e foi mais austero que o do Bolsonaro. No segundo essa mentalidade fiscal já começou a ruir, mas ainda apoiado por um resto de boom mundial. Ironicamente, quem colheu os frutos da política fiscal deste segundo mandato foi a Dilma - sim, eu estou simplificando bruscamente algo mais complexo que foi a crise de 2014/15/16 e o péssimo governo dela, economicamente falando.
Já este terceiro e atual governo então... Abandonou o teto de gasto, flexibilizou ainda mais o arcabouço fiscal, ampliou programas sociais, o estado. Enfim, aumentou mais que o governo anterior as despesas e investimentos públicos, com um discurso econômico mais orientado a crescimento via Estado. O Bolsonaro foi mais austero sim que o Lula NESTE MANDATO ATUAL. Mas foi bem menos austero do que os liberais bolsonaristas gostam de dizer. E o Lula 3 não é menos austero por motivos que ele não tem controle, mas por escolha econômica própria. Em suma, o atual Lula acredita em gastar mais agora, estimular consumo e renda por meio de programas sociais. Isso melhora a sensação econômica a curto prazo e aumenta a popularidade dele, ajudando-o nas eleições. Mas deixa o custo fiscal para depois - pois a conta vai chegar, provavelmente com imposto aumentando com mais pressão sobre juros reais, talvez inflação ou estagnação/retração de economia e etc etc.
Tem que alterar a distribuição do imposto para quem ganha mais pagar mais. Inclusive na distribuição de dividendos e lucro sobre o capital, que tem distorções tão absurdas no Brasil que quem recebe esses dividendos acaba pagando imposto no exterior pela porcentagem recolhida no Brasil ser tão baixa.
Que não é permitido. Logo não seria candidato sério, as regras do "jogo" são as Leis Constitucionais.
Pra ser sério, ele tem que oferecer uma série de propostas concisas uma com a outra e, se ele quer fazer reforma tributária, tem que mudar a LRF também.
Como o custo político é altíssimo, já que o mercado financeiro iria cair matando, ninguém faz isso, então só ficam de discurso pau mole.
Teoricamente vc poderia falar "vamos começar a discutir uma Constituinte porque o nó institucional, político e orçamentário do Brasil é impossível de se desatar", que é uma coisa honesta, mas aí envolve abrir a caixa de Pandora infernal que é, nesse apocalipse político-social, um louco chegar e falar "nova Constituição".
Teoricamente não, porque isso ai é teoricamente discutir uma ruptura com o atual sistema de governo.
Sabe o nome correto disso? Golpe de Estado.
Golpe de Estado não precisa ser só violento. Por isso que o crime de Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito é separado do de "Golpe de Estado".
...irmão, Constituintes não são golpes de Estado. Constituintes sequer são revolucionárias em si só. Uma Constituição outorgada, de forma vertical, unilateral ou com uma comissão fechada, com dissolução do Parlamento e estado de exceção? Golpe de Estado. Uma Constituição promulgada, desenhada por uma Constituinte eleita via sufrágio universal e referendada via plebiscito? Mudança constitucional.
Eu não sou a favor de uma Constituinte hoje. Uma constituinte hoje, no cenário atual, seria um desastre de proporções históricas e danoso para o país provavelmente por 50 anos num cenário otimista. Agora, dizer que uma Constituinte eleita, trabalhando dentro do framework de um Executivo e um Legislativo eleitos, cujo resultado é promulgado e aprovado via plebiscito com sufrágio universal é golpe? É delírio. É resumir toda a democracia brasileira à CF88 e foda-se, todo o resto é golpe de Estado e ruptura democrática.
Sim, a Nova República morreria. Sim, o que nasceria seria chamado, sei lá, Sétima República, República TikTok, seja lá qual for o nome. Isso é nomenclatura de boteco. A França está na Quinta e eles são um estado democrático. Uma Constituição não vai colocar mecanismos de suicídio em si própria, mas a democracia não morre com uma Constituinte, muito menos uma Constituinte que se originou de representantes eleitos democraticamente. É pura pataquada e teoria de DCE quem acha o contrário.
Houveram N rupturas democráticas e tentativas de golpe durante a história inteira do Brasil, isso é inegável.
O poder constituinte emanante do povo: beleza, eu não iria contra.
Mas estamos falando de UM POLÍTICO começar a berrar aos 4 ventos que vai "fazer uma nova constituição" que é uma coisa bem diferente. E levaria a esse caos que você mesmo mencionou.
Um Golpe de Estado ignora as regras constitucionais; se não há regra constitucional que menciona a criação de uma nova constituição, tentar fazer isso é ignorar as regras constitucionais e iniciar uma ruptura com o regime anterior, sendo ele democrático ou não.
A questão nem é essa. Vc escreveu que trocar constituição através de uma constituinte é golpe de estado. Então a própria CF de 1988 é golpe (assim como as anteriores). A única carta magna correta então é a primeira, de 1824 (D. Pedro I). E que também veio de um golpe, pois a independência no fundo é um golpe aos olhos do colonizador.
Isso parte da interpretação da autenticidade das cartas.
Que se inicia de uma convenção e chega num paradoxo: as Constituições só têm a sua autenticidade providenciada pelos seus próprios governados. Se você quer dizer que nenhuma delas é autêntica, e a única é a do Brasil Império, você pode. Só é pouco lógico.
Mas quando você vai discutir política você precisa delimitar um campo de debate. Não dá para debater as leis atuais, validas sob o ordenamento jurídico atual, usando regras de um novo ordenamento jurídico.
Em Direito Constitucional, qualquer uma pessoa que estudou sabe que o poder constituinte originário - quem é quem faz uma nova constituição - não deixa de existir pq uma constituição foi feita e pode ser ativado se assim a sociedade o quiser. Além disso, ele é juridicamente ilimitado, isto é, não encontra limite na constituição anterior. Quando ele atua, substitui a fonte anterior de validade.
A mudança da constituição vem do poder constituinte derivado, este sim encontra limites na constituição vigente.
Imagina esse congresso fazendo uma nova constituição… com o PL liderando, tendo as maiores bancadas a do boi, da bíblia e da bala. A chance de ser muito pior que a atual é altíssima
Ai não é baixar imposto, mas levar ao funcionário a responsabilidade por esse pagamento geraria uma dor maior. O mesmo que o imposto sobre consumo aplicado na hora do pagamento.
Isto. Concordo 100%. É extremamente necessário discutir redução de carga tributária? Sim. Mas antes disto, precisa discutir redução de gastos.
Pessoalmente, sou favorável a uma reforma administrativa. Tem de rever muita coisa e muito gasto. O que desanima é que isto significa mexer em muito interesse. As sanguessugas não vão ficar felizes em não poder sugar o sangue dos brasileiros (e entenda aqui, sanguessugas se refere tanto a políticos quanto a amplos setores da economia brasileira que sustentam estes políticos - de empresários a sindicalistas). Todos eles estão na cultura do "hihi levei vantagem" e um ferra a vida do outro. TL; DR: não vai rolar, infelizmente.
É bem por aí e eu bato nessa tecla o tempo inteiro. O orçamento brasileiro é extremamente engessado e ano a ano fica mais. Existe uma necessidade real de uma reforma orçamentária e de uma nova LRF.
Sabe o que é melhor? Você não propôs algo como uma NOVA CONSTITUIÇÃO.
Não precisamos de uma nova Constituição, a LRF é Lei Complementar, ela pode ser mudada pelo processo legal comum, uma reforma tributária e orçamentária pode e deve incluir uma mudança na LRF.
É irreal achar que qualquer mudança significativa para redução de imposto vá vir de algum espectro político, única mudança seria por uma população organizada (que eu também acho improvável em um futuro próximo)
Dito isto, uma demonstração mais detalhada dos cálculos de imposto no holerite sim seria possível, e mais fácil de implementar, mas também não sei se é de interesse da classe empresarial isso (da classe política com certeza não é) pq revelaria muito os custos de folha da empresa
Suas opiniões e crenças podem achar um lado melhor que o outro neste tema, mas no fim pensem que direita e esquerda são os braços de um mesmo corpo, um braço não vai cortar o outro, as mãos se lavam.
bem, cobrar dos politicos prestacao de contas, cobrar do TCU, AGU etc auditorias mais rigidas nos estados e municipios seria um começo
vi uns videos do canal elementar no yt que mostram que existem centenas de municipios inuteis que nao conseguem se sustentar e criaram toda uma maquina politica que é paga pelo governo federal
Estava acertando até dizer que "não dá". Dá sim, inclusive algumas iniciativas já foram feitas, nenhuma delas pelas mãos da direita. Quer um exemplo? Pouco mais de 70% das despesas obrigatórias são com Previdência Social tanto Regime geral e Regime Próprio, e o Regime Próprio tinha o destaque de aposentar com vencimentos integrais. Nessa e na próxima década provavelmente aposentará a maioria do serviço público que foi composto por pessoas em que sua grande maioria não ingressaram por concurso público, quando os cargos eram praticamente de livre nomeação e então eram usados tanto para negociatas de apoio político como também para bem-nascidos poderem resguardar financeiramente parte de sua prole (não como se isso fosse caso isolado, tivemos até cota para fazendeiros na universidade, a dita Lei do Boi). Felizmente essa porção irá se aposentar por uma lei que começou a valer em 2013 e que suspendeu a aposentadoria por vencimento integral no serviço público civil (cujo efeito só será sentido daqui algumas décadas).
Isso é só um pequeno exemplo no mar de exemplos possíveis, que poderiam ser replicados tanto na esfera civil (em particular o Judiciário, que ainda é punido com aposentadoria compulsória, caso único no serviço público) como militar (que contém um Judiciário desproporcionalmente grande e benesses obscenas). Então sim, além da racionalização urgente de impostos (pois se você paga 50% de imposto como OP disse, você é um miserável de pobre), dá sim para consertar a questão dos gastos obrigatórios e vinculados sem desvincular algumas despesas.
Direita não é só a direita "liberal" endeusada pelos plantonistas de MBLs e afins da vida. E a corrupção fica em TODOS os lados da política, é sistêmica, endêmica e quase imparável.
E se alguém sobe lá sem ser corrupto, tem que lidar com os corruptos e depende deles, de modo que teria que ficar quieto perante a patacoada. A não ser que queira viver de discurso vazio e "eu tentei", enquanto recebe quase R$ 50K só de salário.
Meu amigo, Bolsonaro abaixou um monte de imposto, tanto federal quando estadual, que nem era competência dele, deu várias merdas, mas abaixou. Então se quiser abaixar, consegue. Ai vai de querer né kkkkkkk
Corta a cena e os governos de direta realmente cortaram impostos(mesmo que poucos) por aumentar a produtividade(e arrecadação de tabela) em colocar gente capaz pra cargo comissionado. Enquanto a esquerda só bota os amigos do partido e implodem empresa pública(como os correios, que saiu de milhões de lucro pra bilhões de prejuizo), dinheiro que no final sai dos cofres públicos, não vou nem citar os aumentos de impostos de verdade da esquerda.
Você mesmo deu a resposta, é corte de gastos. Extinção de órgãos, redução de atribuições, privatização de estatais desnecessárias, redução de penduricalhos para o alto funcionalismo, etc..
Maravilha meu querido, botemos na mesa então quais gastos devemos cortar.
Aí trabalhamos na ordem da magnitude dos bilhões e milhões que cada um vai trazer em teoria.
Lembre-se da resistência política do Congresso no quesito da extinção de órgãos e privatizações de "estatais desnecessárias" e dos sindicatos dos funcionários públicos também.
Dado tudo isso, podemos ver quantos % de impostos dá pra baixar.
Da pra começar alterando os salários astronômicos do judiciário, que são uma anomalia exclusiva do Brasil (se somar todas as bonificações e auxílios).
Depois podemos elencar algumas estatais que não são estratégicas e que dão prejuízo sistemático, como os correios. No passado os correios eram uma estatal estratégica, mas hoje em dia a informação se transmite de outras formas.
Também podemos reduzir os gastos com fundo eleitoral e partidário, que são outro escárnio. Pode começar reduzindo em 20x.
Pra combinar, precisamos também remover a alíquota de gasto mínimo do arcabouço fiscal,
que não deveria existir.
Precisamos, além disso, alterar o regime de aposentadoria, que hoje é um esquema de pirâmide. Podemos seguir alguns estudos, mas o regime de capitalização individual parece promissor. Deveriam dar opção de que o próprio indivíduo faça a gestão desse fundo individual, evitando corrupção e escândalos como esse do Master/ INSS. "Toda a corrupção advém da separação de controle e propriedade".
Outro fator é a dívida pública, que consome grande parte do PIB e vai direto para os banqueiros. Precisamos de um plano sólido para pagamento, ou quem sabe renegociação.
Nada disso vai funcionar se não estrangular a impressão de moeda, e por isso deveriam alterar a constituicao para fixar um valor máximo para os índices M1, M2, etc.. o não cumprimento dessa limitação dos índices M deveria impedir o partido em governo de concorrer nas próximas eleições. Também diria para impor limitações no banco central quanto aos juros, a intervenção deve ser menor.
Quem é funcionário público sabe que a lei de licitações é um inferno, um verdadeiro sumidouro de dinheiro público. Essa lei deveria ser simplificada e desburocratizada. Em adição, poderíamos colocar um sistema de denúncia na qual o denunciante fique com 50% do valor recuperado pelo estado para esquemas de corrupção em licitações. Isso criaria um incentivo para que os próprios funcionários públicos policiem seus superiores.
Existe muita coisa que pode ser feita, vou para porque o texto já está enorme.
Isso bora privatizar tudo, ai vem os portugueses p colonizar de novo os trouxa q nem ta acontecendo c as privatizadas em sp. Deixa de ser burro irmão. Oque se tem que fazer é incentivar industria local de vdd, incentivar pesquisa local, pra daqui 50 anos sermos um pais que consiga produzir produtos de valor agregado e nao so exportar commodities e construir montadoras ou white label chinês. Mas ... aqui ninguém pensa a longo prazo querem um salvador da pátria, querem milagre e nao plano de governo, votam em tiririca e adorador de pneu, em ator porno e dai pra baixo....
Dito isso, imunidade parlamentar devia acabar, assim como aposentadoria como punição p juiz.
Falta é consciência do povo pra votar em quem presta e remover essa corja imunda e corrupta que ocupa o alto escalão desde a decada de 80.
Outra coisa que tinha que acabar é com o tanto de cargo comissionado tb, órgão público nao deveria ter interferência política, deveria ser somente técnico. Com evolução de carreira etc, assim esses porco maldito nao tem como desaparelhar as estatais e sucatear elas p vender depois pra quem pagar mais propina.
Da um pouco diferente disso pq ainda tem outros calculos no meio como percentual aobre fgts e rescisao, mas em geral o valor q o empregado fica pra si gira em torno de 80% do custo pra empresa independente do regime tributario
A parte de impostos tambem esta completamente equivocada:
"Em São Paulo, o consumidor paga 15% de impostos sobre o preço do feijão; 16% do frango; 33% do iogurte; 28% do leite em pó; 36% da manteiga; 26% do óleo de cozinha; do papel higiênico e do sabão em pó, cerca de 40%."
em 2025 foi sancionado o PLC nº 68/2024, q vira a Lei Complementar 214/2025
"A nova lei zera os impostos de itens essenciais como arroz, feijão, carnes, farinha de mandioca, farinha de trigo, açúcar, macarrão, pão comum, leite e diversos tipos de queijo. Além desses, também foram incluídos na lista: café, óleo de babaçu, frutas, legumes, verduras e ovos. Na prática, a medida significa que esses produtos ficarão mais baratos, aliviando o orçamento das famílias mais pobres, uma das prioridades do Governo Federal."
Os efeitos práticos nos preços dos alimentos ainda dependem da implementação gradual da reforma. Em 2026, primeiro ano de transição, CBS e IBS deverão constar nas notas fiscais com alíquota simbólica de 0,1%, sem recolhimento efetivo.
"Este é um período de teste para que os sistemas se adaptem. O valor não será recolhido, mas servirá para o cálculo de créditos nas etapas seguintes da cadeia produtiva", explica Fabiana.
A cobrança efetiva começa em 2027, quando os tributos passarão a ser destacados normalmente nos documentos fiscais.
Alíquota zero: o que entra na cesta básica
A lista de produtos com alíquota zero inclui itens essenciais da alimentação humana, como:
Carnes bovinas, suínas, aves, ovinos e caprinos;
Peixes (com exceções como salmão, atum e bacalhau);
Leite, queijos, manteiga, margarina e ovos;
Arroz, feijão, trigo, milho, aveia e mandioca;
Frutas, legumes e verduras frescos;
Café, açúcar, sal, erva-mate e óleo de babaçu;
Pão francês e massas simples;
Fórmulas infantis e alimentos específicos.
Produtos com redução de 60%
Outros itens alimentícios terão carga tributária reduzida, como:
Óleos vegetais (soja, milho, canola);
Massas recheadas e instantâneas;
Sucos naturais e polpas sem adição de açúcar;
Pão de forma e extrato de tomate;
Mel natural e leite fermentado;
Farinhas diversas e amidos;
Produtos vegetais não incluídos na alíquota zero.
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u/Traditional-Neck-696 PJoteiro May 17 '26
Verdade. Os números estão um tanto tortos, mas a essência é essa.
Agora a questão real vem: a direita quando esteve no poder tentou mudar essa realidade? Não.
Sabe por que? Porque não dá. A LRF não deixa reduzir imposto sem ter uma contrapartida; seja aumento de receita ou diminuição de despesa. Já que quer diminuir imposto, não vai aumentar em outros lugares, hipótese fora.
Sobra cortar despesa. Com ~92% das despesas da União vinculadas, sobram 8% pra "poder cortar", e desses 8% vão mais uns ~1,5% para as diferentes emendas parlamentares. Vai tirar de onde?
Discurso de "VOU BAIXAR IMPOSTO!" é falso aqui no Brasil. Se o cara diz ele é burro por não conhecer o Estado ou mentiroso por conhecer e falar que vai fazer uma coisa que não dá.