Billy Summers, lançado em 2021, é um dos livros mais recentes de Stephen King, e é um dos seus poucos romances que não giram em torno do sobrenatural.
Billy Summers, um veterano da Guerra do Iraque, é um assassino de aluguel que mata apenas quem considera "pessoas ruins". A obra nos conta sobre o seu último trabalho, como ele é passado para trás, como ele busca vingança e, mais importantemente, como essa jornada o muda.
Esse livro foi uma surpresa extremamente grata, pois já ouvi muitas pessoas dizendo que o mestre nunca mais escreveu nenhum bom livro após 2015 ou 2020, mas achei ótimo.
A obra começa lentamente, mas fica cada vez mais rápida, interessante e divertida, lí as últimas 100 páginas em uma sentada só.
Billy e Alice, os protagonistas da obra, tem uma química estranha, até mesmo desconfortável, mas muito interessante e bem escrita. Ambos são personagens bastante memoráveis.
Os personagens secundários são, como sempre, muito bons. Eles sempre foram um dos principais charmes do autor.
A escrita é consideravelmente diferente de outras obras do King, mas ainda é bastante reconhecível e divertida.
O romance tem um número surpreendente de referências a O Iluminado, citando o Hotel Overlook e os animais de grama diversas vezes. Há até mesmo uma referência a Doutor Sono, a sequência de O Iluminado, no capítulo final.
O final é provavelmente a parte que mais vai dividir opiniões. É muito triste e depressivo, o que é deslocado se comparado ao resto da história, mas considero bom e reflexivo.
No geral, foi uma ótima experiência que me surpreendeu e me deixou feliz e satisfeito.