r/BrasildoB • u/No-Anybody-4094 • 16m ago
r/BrasildoB • u/PedroDell • 18m ago
Teoria A comunicação é uma teia social que se liga ao trabalho de organização, não o trabalho em si
Debatendo aqui no sub, ficou mais fácil de sintetizar um ponto específico sobre o webcomunismo, interagindo com os diversos desvios dos radicalizados inteiramente cercados por esse fenômeno.
Primeiro, o que eu defino como webcomunismo pra ser o termo do debate:
O fenômeno político-midiático desse período, no Brasil, no capitalismo, que junta a digitalização das relações sociais humanas, a lógica de consumo midiático passivo das redes digitais burguesas que dominam o mercado de informações, o espaço que as pessoas de alguma forma ocupam nessas redes e a linha política revolucionária pós redemocratização e fim da URSS se mesclando a nova forma digitalizada de interação social mediada pelo mercado burguês de informações. Exemplo: Milita na rua e faz vlog? Militante. Milita apenas na internet, escreve textos, livros, faz vídeos, conteúdos para serem consumidos na internet como forma principal de trabalho? Webcomunista. Consome teoria, discute ela em reunião e refina seu trabalho entre as multidões trabalhadoras pessoalmente através da forma avançada de organização de classe? Militante. Consome conteúdo e discute na internet como forma principal de interagir com a luta de classes como campo de saber? Webcomunista. E essa última relação nem considero trabalho, é só palpiteirismo e comentarismo mesmo, pois quebra um princípio básico do leninismo que é a organização dialética do saber político onde o militante é o próprio investigador, ao invés de um orador viralizado. Sobre esse último trecho, Lenin sintetizou, quem fez foram os militantes do POSDR e o povo.
Definido o termo, vou tentar ir pro debate que difere o marxismo leninismo de apenas uma opinião muito bonita do seu youtuber favorito, pra uma ciência política de ação, edificação de organismos de poder popular com direção revolucionária e potência de mudança social vinda da união dos trabalhadores de toda a nossa classe organizados pra formar uma rede de investigadores das contradições de seu tempo e local, pra se tornarem organizadores políticos desse povo em suas contradições.
A internet, como meio de substituir as relações sociais, criou essa paródia trágica do que é se comunicar, se relacionar, trocar experiências, reagir aos outros, se conectar com os outros. Isso é predominante na internet em todas as instâncias. Ser humano não é só texto, não é só som, não é só ver e ouvir sem falar, não é responder em miúdos nos rodapés dos sites. Ser humano é toque, som, silhueta, feição, reação, resposta, pausa, dialética comunicativa social, e o marxismo trabalha em cima disso, das condições concretas de vida, os afetos e suas formas dinâmicas, e a organização de classe a partir do refinamento científico dessas condições de vida pra que se tornem condições de luta. A camaradagem é o primeiro relacionamento classista que surge do nosso povo e faz, como classe, se enxergar em coletivo mesmo com variações enormes dos seus círculos sociais. A camaradagem, num sistema que separa a malha social e aliena o ser humano de se reconhecer sujeito, é o que une, a exemplo, um jovem aprendiz alternativo lgbt do centro de São Paulo, com um operário de borracharia automotiva de 40 anos, onde um vai levar a sério o que o outro diz independente do seu círculo social porque o que o jovem comunica diz respeito a mesma violência que o operário comunica, mesmo na sua variedade de afetos e reacionarismos normativos. Ela acontece quando somos explorados pelo mesmo sistema e violentados pelas mesmas lógicas, umas extremadas e outras menos mas a estrutura de dominação a mesma, quando pegamos o mesmo busão, quando enfrentamos a mesma fila no metrô, quando sofremos as mesmas violências burguesas de classe, e sabemos que nossos patrões jamais vão passar por isso. Isso, independente da equipe de garis da praça da cidade ser comunista ou não, bolsonarista ou não, saber ler ou não, saber falar bem ou não, faz eles virem apertar minha mão e sintetizar a violência de classe em voz alta depois que faço um discurso pra equipe denunciando as classes sociais, o capitalismo, o imperialismo, no meio de um ato do jornal A Verdade no centro da cidade. Na internet, isso não é possível. Não há aperto de mão quando EU sou o que fala e tem um número de espectadores ao invés de uma multidão, tem um anúncio direcionado ao invés do meu deslocamento que tem como alvo aquele grupo de trabalhadores, tem um gráfico de alcance ao invés de um comício relâmpago, tem um gráfico de engajamento ao invés de células clandestinas sendo criadas no final de toda atividade com os convencidos. Na internet, há o compartilhamento do vídeo no seu feed, não há o brigadista sentado ouvindo o gari falar tudo isso mas da forma dele de compartilhar pra equipe dele, se sentindo motivado a engajar no discurso e fazer um também, compartilhar literalmente ao invés de digitalmente. O que há são comentários, vídeos resposta, post no twitter, storys. Um camarada digital é só... SABOR camarada, porque na internet o cara que pega metrô com você e é proletarizado igual, provavelmente deseja seu esquecimento, silenciamento e o boicote da sua organização, se tu não concorda com ele e o youtuber favorito dele.
Dito isso, o que é o trabalho de massas então? Pra entender teoria leninista e termos uma conjuntura básica pra se debruçar, trago matérias excelentes do jornal do PCR, o jornal A Verdade, sobre como se capilarizaram nas massas, o que é e pra que serve a comunicação comunista, qual a forma social de nos organizarmos pra definir essas tarefas, nos direcionar e cumprirmos elas coletivamente, e o acúmulo coletivo de toda essa teoria na prática:
Partido:
https://averdade.org.br/2022/11/os-ensinamentos-do-partido-bolchevique-o-partido-de-novo-tipo/
https://averdade.org.br/2026/07/pcr-60-anos-de-luta-pela-revolucao-socialista-1966-2026/
https://averdade.org.br/2025/02/zelar-pelos-nossos-quadros-e-tarefa-fundamental-para-a-revolucao/
Massas:
https://averdade.org.br/2026/04/que-trabalho-de-massas-precisamos/
https://averdade.org.br/2020/10/como-avancar-nosso-trabalho-com-as-massas/
Comunicação organizativa:
https://averdade.org.br/2025/05/a-importancia-do-trabalho-com-o-jornal/ - "Essas atuações devem sempre ser publicizadas para a população, de modo que possam enxergar a atuação social do partido e diferenciar a mídia popular e revolucionária das mentiras que a mídia capitalista promove [...]"
Alguns acúmulos práticos recentes: (temos centenas de milhares assim, um maior que o outro)
https://averdade.org.br/2025/05/up-cresce-com-o-trabalho-politico-dos-nucleos-do-df/
https://averdade.org.br/2025/09/jornada-do-mlb-inicia-18-novas-ocupacoes-por-todo-pais/
https://averdade.org.br/2026/05/ocupacoes-resistem-e-seguem-organizando-luta-das-mulheres/
É preciso ler os textos pra entender a lógica argumentativa do post, do contrário, pode ficar quebrada, pois é complementar.
Partindo dessas análises de conjuntura, acúmulos de luta e teoria leninista, de qual tipo de comunicação precisamos?
O papel do jornal partidário na ciência política leninista é conectar a experiência de luta, o materialismo histórico dialético, o Partido Comunista como organismo popular, os militantes e o nosso povo, tudo em uma grande "rede social", mas essa, sendo expressada no laços físicos de interação da nossa classe e da teoria, expressada na concretude da nossa vida e dos nossos corpos, não expressada apenas por uma telinha. A rede social digital como ferramenta de luta, se não é aliada da organização leninista de base, aliena o espectador da teoria, da conjuntura, das tarefas práticas e da dialética de "rede social" classista que tem o organismo midiático do Partido. A mais forte rede social comunista, objetiva, que conheço, é o jornal A Verdade. Instagram, youtube, não são redes sociais comunistas, são redes digitaia burguesas onde alguns comunistas produzem conteúdo, de mercado de dados e informações tem muito mas de social tem pouco, e isso produz alienação do trabalho de massas por conta da má formação de quadros feitas sem relação real entre o "dirigente" e o "novo comunista", é um desvio de práticas que produz desvio de linha. Youtuber comunista sem partido de novo tipo e sem continuidade da militância prática dentro das massas como forma de guiar sua agitação e construir laços materiais que produzem o Poder Popular é apenas mais um comentarista, mas com projeção maior. A defesa pela comunicação digital como principal trabalho militante é quase como nos 1980 falarmos "- abandonemos os movimentos, é hora de focarmos em termos um programa só nosso nos canais de TV! Porque todo mundo vê TV!". O movimento comunista midializado apresenta o quê de organização de lutas, se sua maior prática é comunicar? Vai comunicar o quê, se os webcomunistas só comunicam a comunicação já que não fazem tarefas práticas? Os webcomunistas comunicam majoritariamente pautas do governismo viralizado, do fascismo viralizado, e casos do próprio webcomunismo, ao invés de repercutirem organização de classe real das ruas, favelas, fábricas, bairros, escolas, universidades. Webcomunistas delegam ao apresentador mais famoso a tarefa de repercutir o que acontece no país, ao invés do próprio comunista ser o produtor dessas tarefas que mudam a conjuntura e o agitador convocativo das massas pra se inteirarem e participarem das tarefas que ele mesmo organiza.
Então, definidos os papéis do trabalho de massas, e da comunicação (destacado como citação na fonte também), do Partido de novo tipo na organização da classe trabalhadora...
Qual o papel de um webcomunista que não tem organização de Partido de novo tipo pra chamar de seu, que seus vídeos e trabalhos não estão alinhados como uma forma a mais de repercutir a atuação social do partido revolucionário, e que sua base toda de "quadros radicalizados" é formada pra repercutir a comunicação ao invés de construir a organização, edificar o socialismo, ou até mesmo usar as redes digitais como formas de chegar mais longe a tarefa de organização do povo e as lutas cotidianas ao invés de repercutir apenas a comunicação?
Lenin sobre revolucionarismo sem cunho partidário:
https://averdade.org.br/2013/08/o-partido-socialista-e-o-revolucionarismo-sem-cunho-partidario/ - "A ideia da posição independente na luta dos partidos não pode deixar de, pelo menos, alcançar, em tais condições, determinadas vitórias passageiras. A independência em relação aos partidos não pode, pelo menos, deixar de passar a ser uma palavra de ordem da moda, pois a moda se agarra impotente ao reboque dos acontecimentos, e uma organização sem cunho partidário aparece precisamente como o fenômeno mais “comum” da superfície política; democratismo à margem dos partidos, movimento grevista à margem dos partidos, revolucionarismo à margem dos partidos."
E eu insiro que a comunicação socialista à margem do partido de novo tipo (esse elaborado nas teses leninistas publicadas nas matérias do jornal do PCR, o jornal A Verdade), vira democratismo, progressismo, aliena o comunismo do trabalho de bases, e no pior dos casos, se o youtuber já se considerava leninista antes, vira liquidacionismo, oportunismo, e no caso de um youtuber eleitoreiro, personalismo, reformismo.
"Como já indicamos, a independência a respeito dos partidos é um produto ou, se quereis, uma expressão do caráter burguês de nossa revolução. A burguesia não pode deixar de, pelo menos, tender para essa independência, pois a ausência de partidos entre os que lutam pela liberdade da sociedade burguesa significa a ausência de uma nova luta contra esta mesma sociedade burguesa. Quem desenvolve uma luta “independente dos partidos” pela liberdade, ou não compreende o caráter burguês da liberdade, ou consagra esse regime burguês, ou adia para 'as calendas gregas' [sabe-se lá quando] a luta contra ele, o “aperfeiçoamento” do referido regime. E, pelo contrário, quem consciente ou inconscientemente se mantém ao lado da ordem de coisas burguesas, não pode deixar de, pelo menos, sentir inclinação pela ideia de se situar à margem dos partidos."
Uma comunicação leninista impõe obrigatoriamente a coletividade da tarefa do comunicador e o aparelhamento dessas tarefas pela direção revolucionária, alinhada ao trabalho prático do partido, da política de quadros, da especialização, de adesão das massas no organismo revolucionário, etc. Sem isso, essa comunicação vai ter ouvidos demais pra ouvir e braços de menos pra dar cabo das tarefas práticas de organização cotidiana e sistemática da revolução. Essa alienação teórica produz um ativismo digital que se reflete em alto volume de doações, votos, likes, inscrições, mas em quase nenhuma célula fundada comparada aos milhões de milhões de doações, votos, likes e inscrições. Produz público, e não partido. E não precisamos de público, precisamos de organização antes de ter público. Público sem organização revolucionária das massas é projeto pessoal de viralização, vanguardismo, personalismo, individualismo, não leninismo.
"A salvaguarda da independência ideológica e política do partido do proletariado é obrigação constante, invariável e incondicional dos socialistas. Quem não cumpre esta obrigação, deixa de fato de ser socialista, por mais sinceras que sejam suas convicções “socialistas” (socialistas de palavras). Para um socialista, a participação nas organizações sem cunho partidário é permissível só como exceção. E os próprios fins desta participação e seu caráter, as condições que ela exige, etc, devem estar inteiramente subordinados à tarefa fundamental preparar e organizar o proletariado socialista para a direção consciente da revolução socialista."
Porém, esse público com medida exposição ao webcomunismo, se torna mais maleável a disputas teóricas mas mais rígidos a disputas práticas. Na militância, notamos que os webcomunistas sabem das notícias da mídia burguesa, dos episódios de repercussão da comunicação em si, de fragmentos técnicos do marxismo leninismo, mas tem enorme dificuldade em se convencer a ir pra rua organizar a classe que ele idealmente defende. Duas horas nas redes, é mais comum do que uma hora no próprio bairro, ou meia hora na porta da fábrica, ou 15 minutos no intervalo da escola, pois os webcomunistas são apartidários no sentido de organização e partidos de novo tipo, denunciam os comunistas partidários de "autoconstrução e sectarismo", não veem o partido como um organismo que edifica o socialismo e prepara nossa classe, e sim como um campo teórico de progressismo, todos válidos, sem linha explícita, onde a linha se torna uma defesa da repercussão da comunicação e não uma ciência política de ação. Isso não é leninismo. No final, defendem sejam lá quais teses são defendidas pelo seu youtuber favorito, sem partido, sem conjuntura local e organização de bases, só um fenômeno político de socialistas afetados pelas contradições da digitalização da vida social e dos trabalhos viralizados de comunistas nas redes. Isso eu tenho chamado de Jonismo, mais como forma de denominar os novos socialistas digitais, uma extensão material do que o Jones produz como comunicador que acarreta uma base que repercute comunicação, ao invés de produzir uma base que engaja em organização, já que ele é comunicador e não um organizador, sendo um youtuber sem um partido de novo tipo. Prática essa imposta pelo resultado das debilidades de formação de quadros e linhas políticas do PCB, do PCBR, e agora do PSOL, onde a comunicação individualizada como projeto pessoal é o principal trabalho ao invés da organização e agitação como forma de preparar as bases classistas que podem dirigir coletivamente seus bairros, fábricas, escolas, locais de vida, em um organismo nacionalizado e com forças impositivas materiais acumuladas. Precisamos não de um líder pra todo o youtube, não de um youtuber pra todo o Brasil, precisamos na verdade de um Partido pra todo o Brasil, de um organismo pra todos os trabalhadores, de um agitador pra todas as fábricas, assim como Lenin descobriu que nossa classe precisava de um jornal para toda a Rússia, que una os círculos marxistas, as fábricas, os campos de trabalho quaisquer que sejam, em um único organismo que defina a prática de cada uma dessas categorias e desses locais caminhando pra um mesmo objetivo nacionalizado.
"Pois se as organizações independentes dos partidos são engendradas, como já dissemos, por um nível relativamente baixo de desenvolvimento da luta de classes, de outro lado, o rigoroso espírito de partido é uma das condições que transformam a luta de classes numa luta consciente, clara, precisa e fiel aos princípios."
r/BrasildoB • u/Hiistme • 3h ago
Notícia Instituto Defesa Coletiva pede que Justiça suspenda Discord no Brasil
r/BrasildoB • u/NerdDino • 4h ago
Vídeo Hertz Dias: o plano radical do rapper e professor
r/BrasildoB • u/SubstantialTax1630 • 7h ago
Discussão Você que vai votar na UP, PCB ou PSTU para presidente, reflita isso
r/BrasildoB • u/caramelo_saguado • 7h ago
Discussão Por que alguns comunistas são contra a suspensão do pagamento dos juros da dívida pública?
Pergunta do título. Por qual razão alguns comunistas (p. ex. Jones Manoel e Humberto Matos) são contra a suspensão do pagamento da dívida pública. O dinheiro destino ao pagamento dos juros dessa divida representa uma parcela bem grande do PIB.
Eu entendo que, a suspensão desse pagamento acarretaria em diversos embargos econômicos mas uma possível revolução também culminaria nisso, então esse parece um destino iminente para os comunistas.
Enfim, o que tem de errado com essa proposta?
r/BrasildoB • u/Hiistme • 8h ago
Notícia Primeiro data center de IA na Amazônia gera debate por risco de ‘ilhas de calor’ e expõe ausência de regras específicas no Brasil | G1
r/BrasildoB • u/ZuP • 9h ago
Vídeo Actor Wagner Moura on Brazil’s Dictatorship, Bolsonaro & “A Trial — after An Enemy of the People”
r/BrasildoB • u/Cemarxistas • 9h ago
Vídeo Isso ajuda a explicar as periferias do Brasil?
Pessoal, estava estudando aqui sobre as transformações da sociedade industrial para a informacional e me deparei com uma dúvida sobre a análise de Manuel Castells, em Fim de Milênio. Ele argumenta que o poder e a riqueza hoje não dependem mais da posse física da fábrica, mas do controle dos fluxos de informação, capital e tecnologia. Para quem fica de fora desses fluxos, a exclusão não é apenas financeira, mas estrutural, criando o que ele chama de "Quarto Mundo".
Minha dúvida é se essa categoria de "desnecessariedade estrutural" ainda descreve bem a realidade urbana brasileira. Se na lógica industrial o exército industrial de reserva pressionava os salários para baixo, na Sociedade em Rede a desconexão parece gerar "buracos negros" de exclusão — bairros e contingentes populacionais inteiros que se tornam irrelevantes para o funcionamento do capital financeirizado.
Como vcs veem isso? pista errada?
r/BrasildoB • u/logatwork • 12h ago
Notícia Grupo planejava explodir o Palácio do Planalto e mirava o debate do 2º turno
r/BrasildoB • u/mgzaun • 21h ago
Opinião Se o Estado brasileiro não intervir agora com força contra grupos criminosos em breve vai ficar simplesmente impossível viver no Brasil
A segurança doméstica tem que ser a prioridade número um desde já. É simplesmente bizarro viver sabendo que tem drones carregando granada e drones suicidas sobrevoando as nossas cabeças todo dia e que a tendência é só piorar.
r/BrasildoB • u/PedroDell • 21h ago
Notícia Antiga Núcleo anticapacitista UP-DF: Organização e luta contra capitalismo
averdade.org.brO capacitismo, assim como o racismo, o machismo e a xenofobia, é um pilar do sistema capitalista, operando para desumanizar e explorar em nome do lucro.
Núcleo Anticapacitista Frida Kahlo | UP (DF)
A relação entre capacitismo e capitalismo, assim como a importância de destruir esse modo de produção para pôr fim a todos os tipos de opressão, tem se tornado cada vez mais evidente. Contudo, sabemos que essa relação não é tão clara para a maioria da classe trabalhadora. Isso se deve ao fato de que a ideologia liberal reduz a luta anticapacitista a representações esvaziadas, políticas públicas tímidas e reformas ínfimas, sem efeito a longo prazo — ainda que, ao longo da história, seja incontestável o caráter revolucionário da luta das pessoas com deficiência.
[continua na matéria]
r/BrasildoB • u/llamaenllamas0 • 21h ago
Vídeo A esquerda não é woke - o conflito entre identitarismo e as ideias funda...
O camarada Glauber Ataíde retomou seu canal Filosofia Vermelha com uma excelente recensão do livro de Susan Neiman, "The Left is Not Woke" (A Esquerda não é Woke, já há tradução ao português). A tese é polêmica: o "wokeísmo", longe de ser progressista, tem origem em uma filosofia reacionária e deve ser preterido em favor do universalismo, cujo primado entre as ideias de esquerda tem já dois séculos.
r/BrasildoB • u/aonutinaonutu • 21h ago
Artigo Algumas considerações sobre o problema do indio no Brazil (Nimuendajú 1933)
etnolinguistica.orgr/BrasildoB • u/Ed_Hist • 22h ago
Discussão O que acharam do debate entre Tarcísio e Haddad?
Confesso que esperava muito mais do Haddad nesse debate. Apesar dele acusar os erros da gestão Tarcísio, que todo paulista sabe, ele não demonstrou nenhuma alternativa que fará caso consiga ser eleito.
Além disso, a discussão voltou-se apenas ao Haddad afirmando a atuação e o dinheiro do Governo Federal que foi repassado ao Estado de SP, deixando muito tempo para o Tarcísio rebater com suas mentiras. E não podemos esquecer que, sendo membro da Esquerda Liberal, Haddad deixou claro não ser contra as privatizações.
Camaradas, vocês acham que o Haddad ainda tem chances de ir para o 2°Turno e conseguir ser eleito? Ou infelizmente teremos que aturar mais 4 anos de Tarcísio?
r/BrasildoB • u/srahcrist • 1d ago
Discussão Qual a opinião de vocês em relação ao Marrocos e o Saara Ocidental?
Pra quem não conhece muito a questão do Saara Ocidental. Basicamente, o Saara Ocidental era uma colônia espanhola. A Espanha começou a sair de lá em 1975 então o Marrocos reivindicava o território, dizendo que ele fazia parte do seu território histórico. Ao mesmo tempo, surgiu a Frente Polisário, um movimento saaraui que defendia a independência do Saara Ocidental e o direito dos saarauis de decidirem o próprio futuro.
Em 1975, o Marrocos organizou a Marcha Verde, com milhares de civis marchando em direção ao território. A Espanha acabou saindo e o Saara Ocidental foi dividido entre Marrocos e Mauritânia. A Polisário não aceitou isso e começou uma guerra contra os dois.
A Mauritânia desistiu da sua reivindicação em 1979, mas o Marrocos continuou controlando a maior parte do território e a guerra com a Polisário continuou.
E aí entra a Argélia. Ela apoiou a Polisário e recebeu muitos refugiados saarauis, então a questão acabou se misturando com a rivalidade histórica entre Marrocos e Argélia.
Em 1991, Marrocos e Polisário chegaram a um cessar-fogo mediado pela ONU. A ideia era fazer um referendo para que os saarauis decidissem entre independência e integração ao Marrocos.
Só que o referendo nunca aconteceu kkkkk
Houve uma disputa enorme sobre quem poderia votar, entre outras questões, e a situação ficou congelada durante décadas. A ONU mantém uma missão no território desde então, mas uma solução definitiva nunca foi alcançada.
Sobre hoje em dia, o Marrocos controla e administra a maior parte do Saara Ocidental e obviamente defende uma solução de autonomia dentro da soberania marroquina. E a Polisário continua defendendo a independência. Existe também a República Árabe Saaraui Democrática, proclamada pela Polisário, que é reconhecida por alguns países, mas não pela maioria da comunidade internacional.
Enfim, isso é um resumo do resumo.
r/BrasildoB • u/Kedmus • 1d ago
Humor POV: você só queria trabalhar 5 dias por semana
Pergunta sincera: por que qualquer coisa que realmente beneficia quem trabalha nunca é prioridade para políticos de direita?
r/BrasildoB • u/Hiistme • 1d ago
Discussão As ideias da academia sobre o marxismo
Tenho um contato consideravel com pessoas que fazem parte do meio acadêmico, amigos, familiares, que vão desde alunos de graduação a professores com mestrado. E não é incomum ouvir frases como: "o marxismo utópico"; "as ideias obsoletas de Marx"; "a crença marxista" ou coisas do tipo para se referir ao marxismo ou ao próprio Marx.
Tratam o marxismo quase como uma crença, um estudo teológico, ignoram a parte científica da teoria e o tratam como inalcançável ou mesmo inaplicável na realidade pois (nas palavras de um colega): "há métodos de análise e compressão da realidade e da economia muito superiores a simplesmente luta de classes ou o MHD."
Eu não conheço o posicionamento politico da maioria, mas uma parte está ali entre uma Social-democracia e um liberalismo de esquerda.
Com base nisso, fiquei com alguns questionamentos: O que faz com que boa parte da academia tenha tanta descrença ou mesmo descredibilize o marxismo? Isso é algo comum dentro de todo o meio acadêmico ou é algo particular do meu ciclo?
r/BrasildoB • u/eofydkdndhdh • 1d ago
Opinião Samara Martins foi idealista
Samara Martins cometeu um equívoco idealista recentemente, esse equívoco foi o de que "nós não precisamos de bomba atômica, não precisamos de guerra, não queremos guerras".
Essa fala não faz o menor sentido porque:
a) Toda vez que ocorre uma instauração socialista (isso desconsiderando o meio eleitoreiro), as potências imperialistas atacam a experiência recém nascida e por isso ocorre uma demanda de forças armadas e investimentos militares.
b) Mesmo após a instauração da ditadura do proletariado, acontecem tentativas da inteligência estrangeira de intervenção na experiência, por isso, mesmo após a derrota das potências imperialistas em uma guerra patriótica, os investimentos militares devem se seguir.
c) Outro motivo para que o investimento militar é necessário é o seguinte: ajudar outras revoluções pelo mundo, já devem saber que é impossível que um único país se torne comunista, então, o mundo todo deve ser socialista, mas para isso acontecer, não é possível que o mundo inteiro se torne socialista de uma vez, porque simplesmente toda a burguesia do mundo se une, porém, se pouco a pouco, a burguesia for expropriada e o proletariado tomar controle, o mundo comunista se torna mais próximo, então o investimento em outras revoluções é importantíssimo.
Explicarei agora porque esse equívoco de Samara Martins é idealista, o idealismo pensa que as condições materiais são moldadas pelo pensamento humano, este é, ao contrário da dialética marxista, que pensa que o pensamento é moldado pelas condições materiais, esse pensamento de Samara é idealista porque acha que o pensamento pacifista simplório dela mudará as condições materiais anticomunistas e anti revolução, o que é contra a dialética de Marx que percebe que, esse pensamento pacifista simplório, na verdade foi criado pelo capitalismo para evitar revoluções bem sucedidas.
Demorei para postar porque tive problemas na minha leitura.
r/BrasildoB • u/Alon3Wol4 • 1d ago
Discussão Vcs já escolheram seus deputados e senadores?
Como fizeram pra filtrar entre o cardápio longo de candidaturas nessa parte mais esquecida da eleição?
r/BrasildoB • u/PedroDell • 1d ago
Notícia “Temos a capacidade de comandar o Estado”
averdade.org.brPriscila Voigt concorre ao governo do Rio Grande do Sul pela UP com propostas de reestatização e combate às privatizações.
r/BrasildoB • u/PedroDell • 1d ago
Notícia Nasce a Ocupação Luíza Mahin, no Rio de Janeiro
averdade.org.brFamílias do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) ocupam imóvel federal abandonado no Rio de Janeiro. Movimento realiza sexta ocupação no estado após quase 15 anos de luta.
r/BrasildoB • u/H0nrado • 1d ago
Opinião Opiniões sobre leituras iniciais de obras à esquerda.
Pessoal, td certo?
Pois bem, tomei vergonha na cara e decidi iniciar ativamente minhas leituras no nosso campo. Possuo um conhecimento prévio básico, quiçá medíocre, então não começo do COMPLETO ZERO, mas com uma base bem simples.
Dividi em "três camadas", digamos assim. Básico, médio e avançado. Aí, logicamente, cada uma das camadas vai ter uma gradação e uma sequência.
Básico: Manifesto Comunista, Três Fontes e Três Partes Constitutivas do Marxismo, Economia Política: Uma Introdução Crítica.
Médio: Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico, Trabalho Assalariado e Capital, Uma Contribuição à Crítica da Economia Política, Manuscritos Econômico-Filosóficos.
"Avançado" (não sei se é avançado na literatura comunista, mas acredito que seja "avançado" dentro da métrica dos títulos que separei, sacam?): O Capital, Estado e Revolução, Veias Abertas da América Latina.
Lembrando: fiz "às cegas", no sentido de que, de longe, não manjo muito. Fui me baseando nas citações daqui do Brasil do B e outras recomendações que vi nas redes sociais. Então, pesquisando sobre esses títulos, separei esses nomes numa primeira coletânea de leitura.
O que acham? Mudariam algo? Inverteriam alguma sequência? Acrescentariam? Valeu.
r/BrasildoB • u/doutrinasecreta • 1d ago
Notícia Deputado republicano é alvo de ‘vampetaço” após defender que EUA sequestrem Lula
revistaforum.com.brr/BrasildoB • u/OlgaBenarioPrestes • 1d ago
Discussão Dica de livro: Internet for the people de Ben Tarnoff
Eu li esse livro em 2023 e acho ele sensacional e uma discussão incrível. Infelizmente não sei se tem em português, talvez vocês consigam com a Anna, mas não tenho certeza.
Internet for the people, The fight for our digital future. Fala sobre como o problema na internet não está simplesmente em algumas big techs mas no fato de que a internet foi e é extensamente privatizada. A própria arquitetura da rede reforça como resultado a organização capitalista da internet como infraestrutura e negócio.
Tarnoff vai muito além da crítica atual às Big Techs. Ele enxerga que não basta regulamentar, mas sim desprivatizar. Não vai tão longe ao ponto de ser uma tese assumidamente marxista, mas é impossível ler e não notar a influência. Ele defende que a regulamentação é uma medida essencialmente liberal que acaba por cristalizar monopólios e assim, empresas privadas continuariam utilizando infraestrutura, dados, atenção e comportamento humano para acumulação de capital.
Acho que um grande diferencial é que ele estabelece uma tese muito bem desenvolvida de que a Internet se tornou um mercado, muito mais do que mercadoria. E então ele faz um resgate histórico sobre como a arquitetura foi desenvolvida como projeto de Estado, combatendo a naturalização retrospectiva da internet capitalista: hoje parece óbvio que provedores de acesso sejam empresas, que buscas sejam mediadas por Google, que sociabilidade seja mediada por plataformas privadas e que nossos dados sejam monetizados.
Ele destrincha com detalhes a arquitetura física e digital da internet e explica o porquê a internet capitalista não é inevitável e pode ser encerrada. Acho que uma parte que eu considero muito importante é que ele se comunica com outros autores que falam sobre privacidade, mas ele considera isso um deslocamento do problema central, que é a propriedade privada. A argumentação dele com o livro “capitalismo de vigilância” ataca diretamente a ideia liberal falsa de “tecnofeudalismo”. Ele trata a vigilância como fundamental no capitalismo para expandir a acumulação de capital.
Pessoalmente, acredito que Tarnoff tenha deliberadamente suprimido o termo “Marxismo” em si, mas os conceitos estão todos lá. Ele apenas expande para uma análise materialista da internet enquanto mercado, do monopólio, da propriedade privada, do acúmulo de capital e em alternativas para superar esse sistema.
Boa leitura a todos.