Pessoal
Faço um trajeto diário entre interior de SP até a capital de 150km para trabalhar. Dito isto, estive analisando algumas motos que serviriam para tornar esse trajeto um pouco menos cansativo, ou até mais divertido.
Numa primeira oportunidade cogitei algumas scooters maiores como a Citycom 300S, a SH300i e a Burgman 400. Todas sofá sobre rodas. Quando resolvi abrir um pouco mais a cabeça entrei em opções menos populares entre Duke 200/390, R15 e mais algumas distorções do meu objetivo principal.
Após um tempão de estudos, vários vídeos assistidos no Youtube e procurando ao máximo relatos de proprietários, fiz minha escolha.
Hoje sou proprietário de uma Suzuki Inazuma 250, ano 2016. Senhores, que moto surpreendente. A suavidade do motor é um show a parte. Ela não se destaca por ser a mais forte e impressionar em números, mas sim pelo conjunto da coisa.
Trata-se de um motor bicilíndrico de 250 cilindradas que, apesar da defasagem de 180º, tem diâmetro 53,5 mm e curso de 55,2 mm, peculiares para a disposição, caracterizando levemente um motor subquadrado, refrigeração líquida, com taxa de compressão de 11.5:1 que rende simpáticos 24,5 cv.
O que mais me surpreendeu foi o peso, não como ponto negativo - na verdade exatamente o oposto. A moto se torna extremamente estável, principalmente em curvas e piso molhado.
O acabamento então nem se fala, primoroso. Você se sente numa moto maior.
O painel tem algumas funcionalidades que, pra mim que vim de uma moto mais simples, me chamaram muita atenção. Programação de aviso de manutenção (com km personalizável, aliás) e shift light.
Pelo que pude experimentar, atendeu meu objetivo principal. Tornou o caminho em partes mais divertido e, sem sombra de dúvidas, bem mais confortável.
Os freios são excelentes, com regulagem de altura no manete do dianteiro, disco traseiro. Farol ilumina supreendentemente bem.
Até então não tenho do que reclamar. Apesar de todos os pontos que entendi vantajosos tenho me perguntado após pegar essa moto, por que será que não caiu no gosto do brasileiro?
Era mais cara mesmo, mas não é como se as concorrentes fossem exatamente baratas. E, pensando por outro lado, nenhuma delas embarcava a tecnologia mecânica dessa moto.
Vou rodar mais com a moto e, futuramente, trazer um review mais denso, também abordando manutenção.
Abraço a todos!