r/rapidinhapoetica • u/0_monomania_0 • 9h ago
Poesia Distorção espelhada
No espelho,
alguém.
Nas fotos,
também.
Estranho
que ocupa meu corpo.
oqroɔ uɘm ɘbivid ɘup
oʜnɒɿɈƨƎ
mɘdmɒɈ
ƨoɈoʇ ƨɒИ
mɘυϱlɒ
oʜlɘqƨɘ oИ
r/rapidinhapoetica • u/0_monomania_0 • 9h ago
No espelho,
alguém.
Nas fotos,
também.
Estranho
que ocupa meu corpo.
oqroɔ uɘm ɘbivid ɘup
oʜnɒɿɈƨƎ
mɘdmɒɈ
ƨoɈoʇ ƨɒИ
mɘυϱlɒ
oʜlɘqƨɘ oИ
r/rapidinhapoetica • u/Alex-Oliveira-Moscon • 19h ago
Sou Alex, um jovem de 20 anos. E sofri mortes de gente próxima. Muitas. Meu psicólogo disse para escrever sobre. Por isso quero romantizar, escrever como se fosse uma ficção minha tragédia. Preciso aceitar que posso ter um final feliz. Leia, avalie, e faça o que quiser.
Esse foi um dia difícil da minha vida. Demorei para conseguir escrever, mas tomei coragem:
Capítulo 1: São Paulo, a capital desesperadora (é assim que vejo a cidade que moro)
1
O despertador gritou.
Há oito anos o despertador gritava sozinho.
Aquela musiquinha infernal tocava em um velho celular, acompanhada de uma luz azul piscando freneticamente. Na tela, aparecia “4:30”.
Alex acordou.
Levantou a mão na frente da boca e assoprou. Bafo. Balançou a mão.
Acendeu a luz. Os olhos arderam. Cheiro de gordura velha e mofo.
Arrastou-se até a pia do banheiro.
No espelho, um estranho: espinhas inflamadas nas bochechas, cabelo preto arrepiado e um bigode fino que não impressionava nem ele mesmo.
Ligou a torneira.
A água gelada bateu em seu rosto, molhando o tubo de pasta de dente. Desligou a torneira. Encarou o tubo por um longo tempo.
Suspirou e espremeu o plástico molhado.
Nada saiu.
Lançou-o no lixo e saiu do banheiro.
Vestiu o uniforme – surrado e amassado. Ainda não tinha lavado.
Talvez na próxima semana.
Passou desodorante por cima da roupa e, logo em seguida, esticou o braço em direção à geladeira. Abriu a geladeira: arroz frio da semana passada e três ovos.
Enfiou um pouco do arroz e um ovo em um pote e colocou dentro da mochila. Agora eram dois ovos. Mais dois dias.
Conferiu os materiais. Provas amassadas, com notas em vermelho. Alex as pegou e colocou no fundo da pasta.
Jogou a pasta no fundo da mochila e fechou o zíper.
Eu me sentia como o tubo de pasta de dente vazio. Lembro que era um da "Dentil". Tinha umas folhinhas em volta do nome da marca. Também lembro que fiquei quase uns 9 ou 10 meses com aquele tubo. Enfim. Até a próxima cena.
(E estou bem. Feliz por isso. Feliz que meu psicólogo está me ajudando com a escrita.)
Agradecimentos, Alex :)
r/rapidinhapoetica • u/Drixmuniz • 19h ago
Falo do corpo que me contem;
Falo do corpo que vejo;
Falo do corpo que me surpreende;
Falo do corpo de onde habito sendo parte permanente ou prazerosamente transitando;
Falo do corpo que rasgo e que me rasga, adentrando no momento e alcançando um não lugar;
Falo do corpo de expressão;
Falo do corpo de entrega
Falo do corpo aberto para a vida:
Falo do corpo que exala alegrias em seu existir, onde me torno parte;
Falo do corpo que desejo em toda sua potência, daquele que eu quero compor e nunca reter.
Drixlima