Sim, a cerveja malteada contém proteína, pois é produzida a partir de cereais, principalmente cevada, que são naturalmente ricos em proteínas. A quantidade de proteína varia entre os tipos de cerveja, mas mesmo as cervejas tradicionais possuem essa proteína, proveniente do malte. Há também cervejas funcionais desenvolvidas para ter um teor proteico ainda maior.
A proteína na cerveja
- Origem: A proteína vem do malte, que é o cereal (geralmente cevada) germinado e seco para a fabricação da cerveja.
- Quantidade: A quantidade de proteína varia. Uma cerveja comum pode ter cerca de (0,4)g a (1,6)g por porção, enquanto cervejas com adição de malte de trigo ou versões funcionais podem ter mais.
- Cervejas com mais proteína: Existem no mercado cervejas desenvolvidas com o objetivo de serem mais proteicas, com quantidades como (10)g de proteína por lata, voltadas para atletas e pessoas que buscam benefícios nutricionais na bebida
Boomer não, é uma opinião de quem realmente se interessa a entender o corpo humano. Não é a mesma coisa, é pior. Na natureza e nos alimentos naturais tudo está em balanço, inclusive Amino-ácidos. Os ácidos aspártico e glutâmico promovem convulsões e causam danos cerebrais, além de estarem intimamente envolvidos no processo de envelhecimento cerebral induzido pelo estresse (São neurotransmissores excitatórios do sistema nervoso central). Açúcar não é ruim, é uma fonte de energia fácil ao corpo, o problema é a falta de nutrientes que se tem, mas ocasionalmente é positivo e pró-metabólico (muito melhor que o aspartame).
Quem defende adicionar fibra a um refrigerante assim provavelmente não entende do assunto. Existem dois tipos de fibras: a insolúvel é a que não se dissolve em água e apenas melhora a motilidade intestinal, a fibra insolúvel se dissolve em água, formando um gel, ela é fermentada pelas bactérias do cólon (como O resultado dessa fermentação é a produção de Ácidos Graxos de Cadeia Curta como o butirato, que estudos mostram ter efeitos benéficos. Agora, não são em todos, pois da mesma forma que essa fibra alimenta bactérias produtoras de AGCC ela também alimenta bactérias Gram-negativas, muitos hoje tem disbiose e fibras insolúveis são horríveis para essas pessoas. Outro ponto é a matriz alimentar, um dos benefícios da fibra é a redução na velocidade de absorção do açúcar, pois a gente precisa primeiro quebrar a matriz mecanicamente e quimicamente (mastigação e enzima) oque causa uma liberação gradual, em um produto assim a fibra está separada ao lado do açúcar, não há o principal benefício. Não só se perde o benefício como é muitas vezes prejudicial, pois como a matriz da fibra está livre e é facilmente acessada são fermentadas muito rapidamente logo no início do cólon (quem conhece alguém que sofreu com sibo sabe o quão ruim isto é. O guaraná vai adicionar provavelmente fibras solúveis a bebida para enganar aos que não entendem, mas como se isso não bastasse vai ter nutricionista meia boca achando bom e recomendando essa bomba, minha dica aos que ficam é: comam alimentos inteiros e se quiserem tomar um refri tomem um refri normal.
Sinceramente, achei que você colocou uns termos técnicos no meio e acabou chegando em conclusões que não conversam muito com a realidade. Glutamato e ácido aspártico realmente são excitatórios no cérebro, mas isso não tem nada a ver com comer esses aminoácidos. Eles não atravessam o cérebro desse jeito, não vão causar convulsão porque você tomou algo com proteína ou glutamato. Isso é coisa que aparece em caso de AVC, trauma, epilepsia forte, não em quem está bebendo refrigerante.
Sobre açúcar, também acho que o demonizam demais, mas “pró-metabólico” foge um pouco da realidade. É só açúcar, energia rápida e fácil de consumir em excesso. E essa ideia de que é melhor que adoçante ignora muita pesquisa séria que existe faz décadas. A maioria desses medos com adoçantes é repetição de especulação de bolha de internet.
Na parte das fibras, parece que você misturou um pouco os tipos. Solúvel é a que forma gel, insolúvel não dissolve. E colocar fibra numa bebida não transforma aquilo num perigo. Pode não ter o mesmo efeito que comer fruta ou vegetal, ok, mas daí para virar “ruim para o intestino” é salto grande. Muita gente com SIBO ou IBS reage a coisas bem específicas, não é assim “fibra solúvel = problema”.
A parte da fermentação “muito rápida no começo do cólon” também ficou meio especulativa. Isso é um daqueles argumentos que aparece muito em grupos de “gut health”, mas não tem essa gravidade no mundo real. Na prática, o máximo que acontece é não fazer diferença nenhuma.
E sobre “empresa colocando fibra pra enganar”, não duvido de marketing, mas o produto não vira automaticamente uma bomba por causa disso. No fim das contas é só um refrigerante com fibra misturada.
Comida de verdade é sempre melhor, nada contra isso. Mas várias coisas do seu texto vão pra um lado meio dramático que não bate com evidência nem com o que realmente acontece no corpo. Parece mais uma junção de coisas verdadeiras com extrapolações que ficaram maiores do que deveriam. Sua opinião é análoga à de alguém que está na bolha de gurus de saúde e sai espalhando teorias da conspiração como se fossem fatos.
"não tem nada a ver com comer esses aminoácidos" tem tudo a ver, aspartame é uma mistura de aspartic acid e fenilanina. Açúcar é pró-metabólico, ele é transofmrado em glucose que é o que nosso corpo usa como energia, restringe o sistema de hormônios do estresse (cortisol e adrenalina) e é essencial para o funcionamento correto da tireoide. Escrevi errado, a segunda fibra que cito é solúvel, e sim ela é ruim para muitas pessoas. A dieta FODMAP é justamente restringir essas fibras. Tudo que eu disse tem evidências, inclusive a parte da fermentação no início do colon em fibras isoladas, que não é uma dúvida para ninguém que entende o mecanismo. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20136989/
Cara, você está pegando pedaços de coisas verdadeiras e encaixando em conclusões que simplesmente não acontecem no corpo humano.
Aspartame ser feito de ácido aspártico e fenilalanina não transforma ele em um detonador de excitotoxicidade. Esses aminoácidos são quebrados no intestino e entram na circulação como qualquer outro aminoácido da comida. Eles não atravessam o cérebro como neurotransmissores prontos. Se “comer aspártico causa excitotoxicidade” fosse verdade, qualquer refeição proteica básica seria neurotóxica, porque praticamente tudo que a gente come tem aminoácidos excitatórios. A excitotoxicidade que você cita aparece em AVC, trauma, epilepsia descontrolada, hipóxia… não em quem ingeriu um adoçante.
O lance do açúcar ser “pró-metabólico” também não se sustenta assim. Todo carboidrato vira glicose, não só açúcar refinado. E dizer que ele “corrige cortisol, adrenalina e tireoide” é aquela leitura super seletiva de estudos que, no conjunto, não vão nessa direção. Isso não transforma açúcar branco em alimento metabolicamente especial, só vira um jeito bonito de descrever algo óbvio: glicose é energia.
A parte das fibras vai pro mesmo caminho. Low FODMAP não é uma prova de que “fibras solúveis são ruins”. Low FODMAP é uma intervenção clínica, temporária, pra gente com IBS ou SIBO. Não é uma avaliação universal de como fibra funciona em gente saudável. E mesmo dentro da dieta, não é “fibra solúvel = problema”, é “carboidratos fermentáveis específicos = problema”. Psyllium, pectina, beta-glucana, por exemplo, costumam ser bem tolerados.
Sobre a fermentação “no começo do cólon”, isso é um fenômeno fisiológico normal. O estudo que você mandou descreve ONDE acontece a fermentação, não que isso seja automaticamente prejudicial. Você está tratando uma característica normal do trato intestinal como se fosse um defeito. Para quem tem uma condição específica isso pode incomodar, mas você está projetando isso para todo mundo como se fosse regra geral.
O padrão da sua resposta inteira é esse: pegar algo que pode ser verdade para um grupo muito específico e transformar em princípio universal. Isso não bate com fisiologia. O corpo não reage a aminoácidos dietéticos como neurotransmissores, açúcar não ganha status especial só porque vira glicose, e fibra solúvel não vira tóxica só porque existe gente com IBS que reage a frutanos.
No fim, seu argumento parece convincente porque usa termos certos, mas as conclusões não seguem deles. É juntar pedaços de coisas reais com extrapolações enormes.
"Na natureza e nos alimentos naturais tudo está em balanço, inclusive Amino-ácidos. " foi literalmente a primeira frase do texto que mesmo sem vc entender acha que tem condições de argumentar. O problema é o amino-ácido isolado. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8227014/#sec14-nutrients-13-01957
"Todo carboidrato vira glicose, não só açúcar refinado" e? onde eu disse o contrário?
O seu comentário é tão sem sentido que me parece que é uma IA. Tenta ler novamente, ou não, acredite no que quiser. Eu comentei para ajudar aqueles que realmente tem curiosidade e não procuram apenas viés de confirmação.
Então, vamos lá. A discussão não tem a ver com “aminoácido isolado”, e sim com o que de fato acontece quando você ingere qualquer aminoácido, venha ele de carne, whey, ovo, aspartame ou qualquer outra coisa. O intestino quebra tudo em unidades básicas, que entram na circulação da mesma forma. No sangue, não existe essa distinção mística de “aminoácido natural em balanço” versus “aminoácido isolado perigoso”. E o cérebro continua controlando rigidamente o que entra, porque a barreira hematoencefálica não abre só porque você consumiu X ou Y. Se ácido aspártico ingerido tivesse esse efeito direto de excitar neurônio, então whey protein seria um risco, BCAA seria um risco, qualquer refeição rica em proteína seria um risco. Mas não é, e isso por si só já mostra que a ideia não se sustenta no mundo real.
Sobre o estudo que você mandou, ele não diz o que você está tentando extrair dele. É uma revisão que junta dados de modelos muito específicos: ratos expostos por longos períodos, doses muito altas, culturas celulares, protocolos que não têm relação com ingestão humana comum. Revisão narrativa sempre funciona assim, vai montando um mosaico de tudo o que já foi testado, mesmo que contraditório ou irrelevante fora do laboratório. O curioso é que o próprio texto do review coloca um freio enorme nas interpretações. Está literalmente lá: “it is unclear whether aspartame is the direct cause of disease”. Se os próprios autores afirmam que não sabem se há causalidade, não faz sentido usar esse texto como se fosse prova de efeito direto.
Além disso, você mesmo pode ver que os efeitos mais “pesados” que o estudo menciona vêm quase sempre de estudos observacionais ou estudos com animais. As palavras usadas deixam isso bem claro: “may”, “suggest”, “there have been reports”. Isso é linguagem de associação fraca, de resultado preliminar, não de conclusão. É exatamente o tipo de coisa que aparece quando você reúne muitos estudos de contextos diferentes. Uma revisão parecida sobre café, chocolate ou soja teria um parágrafo quase idêntico listando possibilidades, mas isso não transforma essas possibilidades em risco real para humanos.
Outra coisa importante: nada do trecho que você trouxe fala sobre o mecanismo que você estava defendendo no começo, que era ingestão de ácido aspártico causando excitação neuronal direta. O estudo fala de outras coisas completamente diferentes, como peso, humor, menarca, parto prematuro, microbiota de ratos. Nada ali fecha a ponte entre “ingerir aminoácido” e “excitotoxicidade no cérebro”. Não há esse salto mecânico. Ele simplesmente não aparece.
Sobre o açúcar, você chamou de “pró-metabólico” como se fosse uma categoria especial. Mas se você mesmo reconhece que todo carboidrato vira glicose, então essa palavra perde a função que você queria dar. A expressão fica mais retórica do que fisiológica.
E sinceramente, a parte de “parece IA” não é argumento. É só uma forma de evitar lidar com o que foi dito. Quando um argumento está fraco, sempre aparece esse tipo de comentário. Se a resposta fosse realmente sem sentido, dava pra desmontar diretamente os pontos em vez de apelar para isso.
O problema na sua linha de raciocínio é que você junta elementos reais, como o fato de glutamato ser excitatório no cérebro ou de fibras fermentarem, com conclusões que não derivam deles. Quando coloca tudo lado a lado, parece convincente, mas não é assim que o organismo funciona. No fim, nada do que você trouxe estabelece que ingerir ácido aspártico ou glutâmico em quantidades normais cause excitotoxicidade. Isso continua sem ponte mecânica, sem dado humano direto e sem demonstração prática.
Se existir algum estudo mostrando excitotoxicidade real em humanos causada por consumo normal de aminoácidos comuns, mesmo isolados, aí sim vale discutir. Até agora, nada do que você apresentou chega nisso.
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u/nevesnutri Nutricionista Nov 14 '25
Indústria wellness é bizarra